início > textos Ano XX - 20 de setembro de 2019



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A INAPLICÁVEL TEORIA MACROECONÔMICA

A INAPLICÁVEL TEORIA MACROECONÔMICA

PARA ENFRENTAR O NEOCOLONIALISMO PRIVADO SÓ RESTA ESTATIZAR

São Paulo, 10/03/2019 (Revisada em 23/03/2019)

Referências: Inflação de Expectativa, Analfabetos Funcionais, Elite Vira-Lata, Estatização ou Reestatização das Empresas Privatizadas, Terceirizadas ou Concedidas. Confisco dos Investimentos (Capital Estrangeiro de sonegadores de tributos) vindos de Paraísos Fiscais. Dar em Pagamento Títulos da Dívida Externa com vencimento em 50 anos com juros de 3% ao ano, tal como paga o FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

A CRISE DA MACROECONOMIA

O famoso economista André Lara Rezende, para o Jornal Valor Econômico em texto publicado em 08/03/2019, escreveu:

A teoria macroeconômica está em crise.

A realidade mostrou-se flagrantemente incompatível com a teoria convencionalmente aceita, sobretudo a partir da crise financeira de 2008 nos países desenvolvidos.

E o articulista ainda enfatiza:

O arcabouço conceitual que sustenta as políticas macroeconômicas está prestes a ruir.

O questionamento da ortodoxia [que tem a teoria econômica como um dogma, não como ciência evolutiva ou mutável] começou com alguns focos de inconformismo na academia. Só depois de muita resistência e controvérsia, extravasou os limites das escolas.

Embora ainda não tenha chegado ao Brasil, sempre a reboque [do neocolonialismo econômico, das mentes e das ideias], nos países desenvolvidos, sobretudo nos Estados Unidos, já está na política e na mídia.

O que Lara Resende quis dizer?

Nas entrelinhas, levando em conta que para o bom entendedor meias palavras bastam, escreveu que a Teoria Macroeconômica foi escrita naqueles tempos em que os governantes eram totalitários. Este é o arcabouço conceitual que sustenta as políticas macroeconômicas [que] está prestes a ruir.

Por que totalitários?

Porque os governantes desde as mais remotas épocas eram Monarcas ou Senhores Feudais que tinham o total controle sobre a microeconomia em suas terras e também tinham sob rígido controle as populações que os serviam: súditos ou vassalos, respectivamente. Portanto, eram governantes totalitários. Com a união de vários feudos formaram-se os Países (Nações), quando as diversas microeconomias unidas transformaram-se numa macroeconomia.

Adam Smith escreveu "A Riqueza das Nações" em 1776 em plena Revolução Industrial. Portanto, numa época em que era fácil escrever sobre a evolução do sistema capitalista baseado na industrialização.

Antes de Adam Smith, cujas teses agora são criticadas pelos sensatos economistas progressistas, a microeconomia da Igreja Católica assim como das Fazendas (Aziendas ou Feudos) era controlada pela Teoria do Frade Luca Pacioli sobre a contabilidade (método das partidas dobradas) que é um dos capítulos de seu livro lançado em 1494.

A contabilidade dos dias de hoje, inclusive a Contabilidade Governamental a partir de 2011, baseia-se na perpétua teoria do famoso frade italiano que em seu novo livro de 1509 teve a participação de Leonardo da Vinci.

Só falta agora a teoria de Luca Pacioli ser aplicada na Contabilidade Nacional, ainda feita "nas coxas" sob a orientação de economistas com base em sistema ou método elaborado pelos experientes assessores do FMI - Fundo Monetário Internacional que foram colocados no ostracismo depois dos vexames perpetrados principalmente na década de 1990 e nos quinze primeiros anos deste século XXI.

A TRISTE HISTÓRIA DOS POBRES RICOS FALIDOS

A Crise de 1929 na Bolsa de Nova Iorque, criada pelo capitalismo especulativo, enganador de incautos sonhadores, deixou completamente pobres muitos dos crédulos na iniciativa privada partidária do Capitalismo Bandido dos Barões Ladrões, que se resume num tipo de estelionato praticado pelos manipuladores de cotações no Pregão das Bolsas de Valores e no Mercado de Balcão Organizado por eles mesmos.

Porém, ainda existe o crime de falsificação material e ideológica das escrituração contábil da qual se extraem as Demonstrações Contábeis com resultados manipulados para iludir investidores.

Veja a Lei 7.913/1989 - Lei brasileira de combate aos crimes contra investidores praticados por especuladores.

Mesmo depois da publicação dessa Lei, os especuladores do mercado de capitais continuam agindo livremente até os dias de hoje, portanto, sempre encontrando algum sonhador, que acaba sendo mais um enganado.

A MACROECONOMIA SÓ EXISTE SOB RÍGIDO CONTROLE DO ESTADO

Diante daquela Crise de 1929 provocada pelo mencionado capitalismo especulativo (improdutivo), John Maynard Keynes, que se opôs aos economistas ortodoxos (como Adam Smith), escreveu a "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda".

Getúlio Vargas, no Brasil, e Franklin Roosevelt, nos Estados Unidos, adotaram a Teoria de Keynes para respectivamente tirarem os dois citados países da situação deplorável em que se encontravam a mercê da iniciativa privada.

Em razão do sucesso da nova Teoria Econômica adotada, Roosevelt foi reeleito várias vezes. Governou de 1933 até 1945 (quando faleceu).

Por sua vez, Getúlio Vargas foi obrigado a governar com mão de ferro (de 1930 até 1945), cujos atos foram aprovados por sua nova eleição no início da década de 1950 (governou de 1951 a 1954 quando morreu por suicídio induzido por seus adversários políticos).

O que gerou a falta de credibilidade na Teoria Macroeconômica?

Ao contrário do que disse o articulista, a Teoria Macroeconômica NÃO ESTÁ prestes a ruir.

PRIVATIZAÇÃO, TERCEIRIZAÇÃO E CONCESSÃO VERSUS CONTROLE MACROECONÔMICO

A macroeconomia efetivamente não mais existe a partir de quando os políticos de todos os países foram convencidos por anarquistas econômicos de que os governantes eram incapazes de bem administrar os seus respectivos países e por isso deviam deixar essa administração por conta dos PRIVATAS (membros da inescrupulosa iniciativa privada), como muito bem definiu Élio Gaspari no Jornal Folha de São Paulo.

Sabendo seriam necessários os leilões de privatização, os membros do partido político de plantão nos governos federal, estadual e municipal passaram a escolher quais dos seus financiadores de campanha política poderiam participar.

Para controle ou supervisão dos diversos segmentos operacionais, no Brasil foram formados verdadeiros CARTÉIS administrados pelas Agências Nacionais Reguladoras, na qualidade de Governos Paralelos, que passaram a controlar a economia brasileira a revelia das decisões governamentais e também à revelia da nossa autoridade monetária.

Neste COSIFE os PRIVATAS são chamados de Corsários das Privatizações que podem ser definidos como piratas contratados por governante para agirem sob a bandeira do país, dividindo os resultados obtidos (Privatização dos Lucros e Socialização dos Prejuízos), de forma que sempre o governo (o Povo) fique com os eventuais prejuízos.

Veja o texto: O Perigo das Privatizações - Perda da Soberania Nacional - O Neocolonialismo do Grande Capital dos Sonegadores de Tributos Escondidos em Paraísos Fiscais.

Entretanto, o acontecido no Brasil também vem acontecendo nos demais países que adotaram a anarquista teoria neoliberal da globalização financeira e da autorregulação dos mercados.

Veja em Shadow Banking System - O Lado Negro do Mercado.

DEPOIS DAS PRIVATIZAÇÕES PARA NADA MAIS SERVEM OS BANCOS CENTRAIS

Diante do exposto, podemos afirmar que a única função dos dirigentes do Banco Central, associada à função dos membros do COPOM, é a de garantir a máxima remuneração para o Capital Estrangeiro de sonegadores de tributos que fizeram a sua individual Blindagem Fiscal e Patrimonial (ocultação) de bens, direitos e valores em Paraísos Fiscais.

O total desgoverno da economia mundial está acontecendo simplesmente porque os governantes "enganados" pelos neoliberais anarquistas promoveram a privatização das funções governamentais. Ou melhor, as privatizações automaticamente tiraram dos governantes a possibilidade de realmente administrar a macroeconomia nos seus respectivos países.

Isto significa que os economistas estão lá para ajudar a gerir a macroeconomia, mas não podem fazer nada (transformaram-se figuras decorativas) simplesmente porque os governantes transferiram essa função para os detentores do Grande Capital, que atuam no mencionado Shadow Banking System - Sistema Bancário Fantasma estabelecido em Paraísos Fiscais. A partir dali acontece o NEOCOLONIALISMO PRIVADO.

A MACROECONOMIA SÓ EXISTE COM A NECESSÁRIA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA

E, como já foi dito, no mundo tornou-se inócua a Teoria Macroeconômica que passou a ser exercida individualmente pelos detentores do Poder Econômico.

Agora existem microeconomias administradas por segmentos operacionais (CARTÉIS).

Como os Privatas tudo fazem para que não sejam obrigados ao pagamento de tributos, o Estado (União, Estados federativos e municípios) fica sem as verbas necessárias ao desenvolvimento integrado da infraestrutura nacional com estadual e a municipal.

Desta total desordem econômico-financeira, estrutural, conjuntural e social, aproveitaram-se os magnatas escondidos em paraísos fiscais que passaram a incorporar ao seu patrimônio pessoal empresas familiares, entre muitas outras. E assim, implantaram o já citado NEOCOLONIALISMO PRIVADO.

Veja em Desvendada a Rede Capitalista que Domina o Mundo.

A CRISE DA GOVERNANÇA CORPORATIVA MESMO DEPOIS DO SOX

Diante dos lastimáveis fatos ocorridos na década de 1990 (crimes contra investidores), praticados por executivos inescrupulosos, foi sancionado nos STATES o SOX - Sarbanes-Oxley Act que teve como intuito regulamentar um sistema de Governança Corporativa (que depois foi considerado inócuo), tal como também são inócuas as regras do Comitê de Supervisão Bancária (Acordos de Basileia), porque não são obedecidas pelo Bancos Ofsshore que atuam no Shadow Banking System.

Implantado o arcabouço de regras legais do SOX, os auditores indiretamente ficaram como responsáveis pela fiscalização ou supervisão das empresas. Então, as principais empresas de auditoria transferiram suas sedes para Paraísos Fiscais. Em suma, blindaram seus bens, direitos e valores das eventuais investidas do Poder Judiciário de todos os países.

Contudo, podemos dizer que os legisladores esqueceram-se de atribuir as mesmas responsabilidades para economistas, administradores de empresas e advogados. Antes, essa fiscalização era diretamente efetuada por servidores Governamentais.

Assim, sem a insubstituível participação desses agentes públicos no combate às fraudes ou crimes empresariais, as irregulares continuaram a ser praticadas, o que gerou a Crise Mundial de 2008.

Veja o texto sobre a impossibilidade da Privatização ou Terceirização da Fiscalização.

SEM A MACROECONOMIA, PARA QUE SERVEM OS ECONOMISTAS?

Provavelmente revoltado com os prejuízos sofridos em seus investimentos, na Revista Isto É Dinheiro, em 18/06/2007, foi publicado texto com o título: Para que servem os economistas?

Passados muitos anos, o mesmo tema voltou às páginas de jornais e revistas e também aos meios de comunicação eletrônicos.

A VITÓRIA DA ECONOMIA INFORMAL VERSUS A DERROTA DA ECONOMIA FORMAL

Por que somente agora, depois da total falência da Teoria Macroeconômica, alguns jornais tupiniquins ousaram publicar o que já está sendo publicado nos países que são os mais endividados?

A verdade deve ser dita e escrita. Os ANALFABETOS FUNCIONAIS dos nossos meios de comunicação estão sentindo na carne o espeto tridente do diabo (a extinção do mercado consumidor = a galinha dos ovos de ouro do capitalismo). Os desempregados alijados da economia formal estão maximizando a economia informal nos guetos periféricos.

Veja em A Economia Informal e a Verdadeira Autorregulação dos Mercados, sem o pagamento de tributos.

Só assim eles (da nossa ELITE VIRA-LATA) estão conseguindo aprender que sem consumidores os patrões também perdem o emprego. Ou seja, os Patrões perdem as suas respectivas empresas porque elas chegam à falência justamente por não terem a quem vender. Assim, vem acontecendo em todos os segmentos operacionais.

E os meios de comunicação (incluindo os Editores de Livros) estão ficando sem os seus anunciantes tradicionais e também sem os seus leitores, ouvintes e telespectadores que estão migrando para a internet, onde todos podem manifestar as suas respectivas opiniões. Todos buscando pela democracia negada aos menos favorecidos.

A falência empresarial está acontecendo até com os bancos e com as demais instituições do sistema financeiro e do mercado de capitais. A inadimplência dos desempregados está quebrando os Agiotas.

Foi o que aconteceu com Lehman Brothers em 2008. De nada adiantou aquele banco imobiliário ou hipotecário retomar imóveis financiados. Não existia para quem vender os imóveis confiscados (arrestados).

O desemprego em massa, causado pelas políticas econômicas suicidas que pregam a austeridade popular, destruíram os potenciais consumidores.

Então, os inimigos dos trabalhadores passam a dizer que os gastos com os trabalhadores aposentados ou pensionistas são os causadores do déficit público.

OS JUROS ALTOS COMO CAUSADORES DA INFLAÇÃO E DA FALÊNCIA EMPRESARIAL

Pergunta-se: E os juros altos não causam déficit público, nem inflação? Segundo eles, não.

Mas, André Lara Rezende deixa claro que os exorbitantes juros acima do porcentual do aumento do PIB - Produto Interno Bruto impedem o crescimento ou o desenvolvimento nacional

Por isso a economia brasileira está estagnada e não há investimentos privados exatamente por causa das altas taxas de juros.

Em vez de pedir dinheiro emprestado para investir na produção, os empresários pegam seu capital de giro e investem na ciranda financeira, financiando o déficit público.

É evidente que os juros aumentam os custos operacionais das empresas e esse maior custo de produção também causa o aumento dos preços ao consumidor que resulta na inflação.

OS JUROS ALTOS COMO CAUSADOR DO ENDIVIDAMENTO GERAL

Como não há dinheiro no Caixa Governamental para o pagamento dos juros, os nossos inteligentes gestores de políticas monetárias pagam os juros mediante a emissão de novos títulos públicos, em desacordo com o previsto na Constituição Federal de 1988.

Assim, o bom entendedor conclui que o elevado montante dos juros pagos é o verdadeiro causador do endividamento.

Em contraponto, os ANALFABETOS FUNCIONAIS continuam a dizer que o crescimento da dívida pública é causada pelos gastos com os menos favorecidos, sem levarem em conta que mais da metade do Orçamento Nacional é usado para pagamento de juros.

Se o montante dos juros pagos fosse diminuído para a metade, não mais haveria déficit público e ainda sobraria dinheiro para investir no desenvolvimento nacional.

Então, depois da deposição da Presidenta Dilma Russeff, esses iluminados ANALFABETOS FUNCIONAIS tinham um espetacular e inovador plano de recuperação econômica.

Vamos oferecer empréstimos com garantia em imóveis e, assim, vamos tirar os imóveis dos pobres para entregar aos ricos. Desse jeito, a capitalização dos Agiotas passa a ser representada por bens de raiz.

Mas, com tal teoria totalmente irracional, apenas conseguiriam gerar custos de manutenção com os bens surrupiados, os quais não teriam e verdadeiramente não têm para quem vender.

Os idiotas da objetividade, como dizia Nelson Rodrigues, esqueceram-se que o Lehman Brothers tentou fazer o mesmo e acabou gerando a Crise Mundial de 2008. Em 2011, os europeus cometeram os mesmos erros.

Passaram-se mais de 10 anos da última crise e os nossos ANALFABETOS FUNCIONAIS nada de novo aprenderam, conforme nos alertou André Lara Resende em seu texto. Querem voltar cometer os mesmos erros cometidos por norte-americanos, europeus e japoneses.

A NOSSA SOCIEDADE CIVIL E O SEU ETERNO COMPLEXO DE VIRA-LATA

Por que estamos sempre à reboque do que pensam e fazem os nossos colonizadores ou neocolonizadores?

Como tem afirmado o coordenador deste COSIFE, o nosso grande problema está na nossa ELITE VIRA-LATA que se contenta em ser apenas representante de estrangeiros (Neocolonizadores Privados) descendentes de seus antepassados.

Aqueles países tidos como ricos e desenvolvidos subornam as mentes dos nossos ANALFABETOS FUNCIONAIS que não conseguem entender a gravíssima situação em que nos coloca essa mentalidade ortodoxa (escravocrata) que somente aceita como bom e perfeito aquilo que vem do exterior e que tem como único intuito continuar vivendo à nossa custa, tal como já vêm fazendo desde o ano de 1500 quando aconteceu o descobrimento do Brasil.

OS PROBLEMAS CAUSADOS PELO NEOCOLONIALISMO PRIVADO

Então, como também fez o articulista André Lara Resende, muita gente questiona:

Como um país inegavelmente tão rico em reservas naturais apenas exporta produtos primeiros em vez de exportar esses produtos já industrializados?

A resposta é simples.

É preciso exportar matérias-primas para dar emprego às populações dos países desenvolvidos, das quais somos descendentes, assim diriam os membros da nossa ELITE VIRA-LATA. E continuariam a dizer: Essa é a nossa missão nacionalista (aqui impatriótica),  que é a de eternamente representar os interesses colonialistas dos nossos antepassados, que sobrevivem às nossas custas até os dias de hoje.

André Lara Resende questiona:

Como explicar que o BRASIL seja incapaz de crescer de forma sustentada e continue estagnado, sem ganhos de produtividade, há mais de três décadas?

E, o economista acrescenta:

O que foi aprendido sobre a inflação nas últimas três décadas?

Ao contrário do que se acreditou por muito tempo, a moeda [em circulação] não provoca inflação.

A DOENÇA VIRAL CAUSADA PELA INFLAÇÃO DE EXPECTATIVA

E, o economista afirma:

Inflação é essencialmente questão de expectativas, porque expectativas de inflação provocam inflação.

As expectativas se formam das maneiras mais diversas, dependem das circunstâncias, e os economistas não têm ideias precisas sobre como são formadas.

A pressão excessiva da demanda agregada sobre a capacidade instalada [falta de produção - porque empresários preferem ganhar com a especulação financeira, esvaziando prateleiras e escondendo estoques] cria expectativas de inflação, mas não é condição necessária para a existência de expectativas inflacionárias.

Alguns preços, como salários, câmbio e taxas de juros, funcionam como sinalizadores para a formação das expectativas.

A INFLAÇÃO É GERADA POR INESCRUPULOSOS ESPECULADORES

Podemos dizer sem medo de errar que, nos dias de hoje, os salários são reajustados uma vez por ano, mas os empresários aumentam os preços ao consumidor mensalmente na mesma proporção da taxa de juros que devem pagar ao banqueiro pelo capital de giro aplicado nos estoques de produtos e mercadorias para revenda.

Mas, os economistas ortodoxos, que nada entendem de contabilidade custos, dizem que esse custo financeiro não pode ser repassado ao consumidor, portanto, a taxa de juros não pode ser colocada como inflação.

André Lara Resende escreveu:

Se o banco central tiver credibilidade, as metas anunciadas para a inflação também serão um sinalizador importante [da expectativa].

Isto significa dizer que todos os empresários aumentarão seus preços em pelo menos o dobro do percentual divulgado pelo Banco Central.

Quis dizer também que nas décadas perdidas de 1980 e 1990 a inflação era de expectativa porque os economistas, para que ficassem famosos, nos meios de comunicação apregoavam qual era a expectativa de inflação para o mês seguinte.

E, os inescrupulosos especuladores, aproveitando-se daquela dica dos economistas falastrões, escondiam os produtos até a véspera do recebimento dos salários.

Então, no dia seguinte abriam as portas de suas empresas com os preços remarcados pelo dobro do percentual de inflação apregoada pelos ortodoxos falastrões.

Neste COSIFE existem textos sobre a Inflação de Expectativa, expressão esta, nunca dita por alguém antes do aqui publicado no ano 2000.

Veja também: O Fantasma da Inflação - Como os Empresários Contrariam as Teorias Econômicas, levando os economistas ao vexame em suas previsões.