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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2010

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2010

CANSEI: A OLIGARQUIA CANSADA DE DERROTAS

São Paulo, 01/11/2010 (Revisado em 18-06-2013)

Referências: Velha República Oligárquica, Desenvolvimento Brasileiro, Gastos Públicos, Erradicação da Pobreza, Saúde Pública, Eleições, Partidos de Oposição e a Reforma Trabalhista e Previdenciária. Redução dos Direitos Sociais dos Trabalhadores. Os Problemas Causados pela Sociedade Civil. Golpe de Estado de 1964. Preconceito, Discriminação, Segregação Social, Trabalho Escravo, Semi-escravidão. Fiscais do Trabalho.

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe

CANSEI: A ELITE OLIGÁRQUICA CANSADA DE DERROTAS

Agora, passado o momento eletivo, torna-se importante mostrar que o acontecido na campanha eletiva de 2010 em quase nada difere do que vem acontecendo no Brasil desde 1989, tal como também acontecia durante a chamada de Velha República ou República Oligárquica.

É importante destacar que a Proclamação da República, comemorada no dia 15 de novembro, tinha como finalidade o retorno da escravidão mediante a revogação da Lei Áurea promulgada pela Princesa Isabel, que no governo brasileiro substituía seu pai Dom Pedro II. Portanto, a Princesa Isabel foi a primeira mulher a ocupar o cargo de governante (como imperatriz) no Brasil.

Dilma Russef é a segunda, digo, será a segunda (primeira do regime republicano). Mas, talvez não seja, se a oposição cansada de derrotas aplicar um novo Golpe de Estado contra as instituições democráticas como aquele de 1964, chamado de "A Marcha da Sociedade Civil contra o Comunismo".

Veja o texto A Pesada Carga Tributária - Os Problemas Causados pela Sociedade Civil.

Para felicidade do nosso sofrido povo, principalmente os descendentes diretos e indiretos dos antigos escravos, mais uma vez desde 2002 a oligarquia escravocrata brasileira foi derrotada nas urnas.

Talvez agora os escravocratas consigam entender que os velhos discursos com promessas vazias e a compra de votos (incluindo o "voto de cabresto") não mais conseguem convencer as populações das remotas regiões brasileiras a votar em seus algozes (carrascos).

As velhas e toscas promessas não mais convencem as sofridas populações interioranas do norte e nordeste. Os eleitores do Estado do Rio de Janeiro e de Minas Gerais já estão cansados do desgoverno dos políticos opositores ao governo do torneiro mecânico sindicalista e em breve também se cansarão os de São Paulo e do Sul do Brasil.

Por que não é mais possível enganar os pobres?

Porque aquela que se autodenomina como a elite política e empresarial brasileira oferece alguma migalha aos pobres somente às vésperas das eleições. Terminado o escrutínio, os elitistas somem, desprezando as mazelas do povo.

Aliás, para quem quiser ver e ouvir, exemplos dos atos praticados pelos oposicionistas, os falsos representantes do povo no Congresso Nacional, é sempre encenado satiricamente no Programa "A Praça É Nossa" transmitido pelo SBT. No quadro humorístico, o Deputado João Plenário (corrupto e fanfarrão) é representado pelo comediante Saulo Laranjeira.

Veja as encenações em vídeo e os comentários dos telespectadores através do GOOGLE.

A partir do momento em que o torneiro mecânico sindicalista passou a oferecer ajuda durante toda a existência daqueles seres considerados insignificantes pelas elites, passou a ser venerado por aquele povão. Em contraponto, a elite oposicionista alegou que tal ato é próprio do governante "populista". Ou seja, a elite oligárquica brasileira, para não ser taxada de "populista", prefere deixar o povo morrendo à mingua.

POPULISTA seria o governante que é amigo do povo, por isso é dito como adepto do populismo. POPULISMO é a ação política que toma como referência e fonte de legitimidade o cidadão comum, cujos interesses pretende representar (Dicionário Aurélio).

Contrariamente, o POPULISMO também pode ser definido como a política fundada no aliciamento das classes sociais de menor poder aquisitivo (Dicionário Aurélio). Por isso podemos dizer que o verdadeiro aliciamento das classes sociais menos favorecidas geralmente é feito pelas "elites" endinheiradas, que fingem gostar do povo somente às vésperas das eleições.

Onde está a lógica dessa falsa elite?

Talvez os membros da nossa elite política e empresarial sejam sádicos, masoquistas e satânicos. Devem sentir muito prazer em ver o povo sofrendo. É escabroso ver pessoas mostrando veementemente o seu ódio enlouquecido pelos menos favorecidos.

Então, para enganar os ainda incautos eleitores e os indecisos, as falsas elites políticas preconceituosas e discriminadoras passaram a dizer que farão de forma bem melhor tudo aquilo que foi feito pelo torneiro mecânico sindicalista.

Pergunta-se: E por que não fizeram durante os seus últimos oito anos de governo (1995 a 2002)?

Embora tivessem condições de fazer, não fizeram por mero preconceito e discriminação social. Querem perpetuar a segregação moral e social das populações menos favorecidas.

Tiveram a oportunidade de fazer e não fizeram porque de fato nunca tiveram a intenção de verdadeiramente proporcionar qualquer benefício à população carente. O pouco que fazem visa apenas a obtenção de votos dos iludidos. Por isso reivindicam a Reforma Trabalhista e Previdenciária para que sejam tirados os direitos sociais dos trabalhadores.

Por sua vez, de forma orquestrada com maestria, os preconceituosos e discriminadores seguidores e correligionários das elites oligárquicas sempre dizem que "o governo não deve dar o peixe; deve ensinar a pescar".

Então, por que essas elites nada fizeram para ensinar às populações carentes?

Pois é. A oligarquia escravocrata sempre esteve governando o Brasil até 2002, exceto no período em que governou Getúlio Vargas (de 1930 a 1946 e de 1950 a 1954). Getúlio Vargas, mesmo pertencendo à classe social oligárquica, fez alguma coisa pelos trabalhadores exatamente para se manter no governo com respaldo popular. Portanto, era o verdadeiro POPULISTA. Porém, os demais oligarcas nada realmente fizeram para que o povo tivesse condições de sair da pobreza. E ainda são veementemente opositores àqueles que tentam tirar o povo da miséria.

O que ganham com isso?

Para nossas elites preconceituosas e discriminadoras é mais importante ter uma dezena de escravos do que uma centena de trabalhadores devidamente especializados. Por isso, sempre que possível, substituem os trabalhadores especializados por máquinas (robótica). Essa é a forma por eles encontrada para não gerar empregos para os trabalhadores de nível elementar médio. Deixam de ensinar aos carentes para que possam manter tais populações em regime de semi-escravidão.

Veja os textos:

Vejamos outros textos correlatos, conseguidos na Internet:

A REPÚBLICA NA HORA DO VOTO

Por Levi Machado de Oliveira - Advogado - MidiaNews - 27/10/2010

Por desconfortável que seja não se pode ignorar o fato de que no tempo do império o interesse publico merecia maior respeito, na comparação com alguns momentos da história republicana. Da proclamação até 1906, passaram pelo governo cinco presidentes. Nada de importante se realizou no período fora da capital federal e da província de São Paulo. A não ser o insano massacre de Canudos ordenado por Prudente de Moraes.

Se foi tarde, o império teve lá seus méritos. Legou à Republica mais de 9.500 km de trilhos ferroviários. A navegação fluvial ainda não foi melhor aproveitada. Boa parte dos portos atuais já estava em operação. Estradas, somente para carros de bois e tropas, porque veículos a motor, assim como aviões, ainda não faziam parte da história.

Cinco presidentes estiveram a frente dos destinos da nação até 1906. Dois generais, Deodoro e Floriano; e três civis: os ex-governadores de S. Paulo Prudente de Moraes, Campos Sales e Rodrigues Alves. Os dois primeiros, por razões imperativas, tiveram de cuidar apenas dos aspectos institucionais do novo regime. Os demais cuidaram dos interesses da sua província. Na visão dos oligarcas paulistas o Brasil deve ser o fornecedor de matéria prima e mão de obra para suas manufaturas. Nada mudou. Borba Gato e sua turma agiam do mesmo modo. Capturavam índios para escravizar, ouro e pedras preciosas para a grandeza de Piratininga.

Na República, o primeiro presidente a se ocupar do interesse nacional foi o mineiro Afonso Pena. Visitou todos os Estados que os meios de transporte do seu tempo permitiam. Procurou saber, pessoalmente, das demandas locais. Com ele, Rondon ligou o Rio de Janeiro a Mato Grosso e a Amazônia por linhas telegráficas, e criou o Serviço Nacional de Proteção ao Índio.

Nos vinte anos seguintes o governo dedicou-se de fato aos interesses republicanos. Foram construídas Brasil afora mais de 6.000 km de estradas de ferro, usinas siderurgias e de energia elétrica. A seca no nordeste, esquecida desde os tempos do império, voltou a merecer atenção. Esse foi o período dos mineiros, além de Afonso Pena, Delfin Moreira, Wenceslau Braz e Arthur Bernardes, do fluminense Nilo Peçanha, do gaúcho Hermes da Fonseca e do paraibano Epitácio Pessoa.

Em 1926 outro ex-governador paulista [Washington Luís, nascido no Estado do Rio de Janeiro] voltou à presidência da República. Era conhecido por construir estradas. Enquanto governador. Como presidente construiu apenas uma, entre o Rio de Janeiro e Petrópolis. Dizem que para satisfazer o seu hobby: praticar rali, nas cercanias da capital federal.

Após 30 o Brasil mudou. Com o gaúcho Vargas a sociedade se viu contemplada com as leis sociais e trabalhistas que ainda vigoram com poucas alterações. Nasceram a Petrobras, a Vale do Rio Doce, a CSN, a CHESF, entre outras. Mato Grosso, por exemplo, recebeu obras importantes, inclusive os primeiros projetos de assentamento e reforma agrária, na parte sul do Estado. Dutra, o cuiabano, não fez um governo expressivo em obras, mas iniciou a construção da rodovia que leva o seu nome, ligando o Rio a São Paulo, e a hidrelétrica de Paulo Afonso.

JK, o bom mineiro, dispensa comentários. Suas realizações são incomparáveis. Merece, realmente, o título de maior brasileiro de todos os tempos.

Se não é confortável registrar os bem feitos do império, o mesmo se dá com os do regime militar. Não se pode, entretanto, deixar de reconhecer o trabalho realizado, principalmente pelos dois últimos. O gaúcho Ernesto Geisel promoveu a grande obra de incorporação do cerrado à agropecuária brasileira. O carioca João Figueiredo asfaltou boa parte das estradas de integração nacional construídas por Juscelino. Os dois tiveram o mérito de reconhecer que era preciso devolver o governo ao povo brasileiro.

Depois, com Sarney, herdeiro de Tancredo, aconteceu a institucionalização da nova ordem jurídica. Com Collor, apesar dos pesares, a abertura do mercado. Com Itamar, o plano de estabilização econômica. Com FHC o oba oba. E com Lula, o maior movimento de ascensão social da história do Brasil.

Agora, no momento do voto, a hora da decisão. Escolher um governo republicano de verdade ou um manda-chuva de província a serviço das elites e dos oligarcas de S.Paulo. Subir ao monte ou descer a serra. Eis a questão!

NOTA DO COSIFE:

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

Felizmente pouco mais da metade dos brasileiros preferiu subir ao monte. Mas, o fato se deu em razão da acertada escolha do sofrido povo do Norte e Nordeste, com ligeira colaboração do Sudeste (especialmente dos eleitores de Minas Gerais e do Rio de Janeiro).

A grande verdade é que os atuais capatazes da nossa antiga oligarquia ainda teimam em não racionar com suas próprias cabeças. Preferem seguir os ditames de seus patrões, ainda escravocratas. A outra grande verdade é que os descendentes na nossa oligarquia e seus capatazes ainda sonham com o retorno da escravidão, por isso querem a tramitação no Congresso Nacional de uma Reforma Trabalhista e Previdenciária (mediante Emenda Constitucional) que tenha a finalidade de extinguir os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros.

Diante da derrota José Serra disse: "A luta continua". Ou seja, daqui a 4 anos tentará mais uma vez colocar a oligarquia escravocrata no governo federal. Esperamos que até lá, os ainda iludidos abram os olhos para que tais intentos retrógrados sejam definitivamente banidos do nosso promissor futuro.

Veja texto denominado: Queremos os Ricos no Governo escrito em 03/04/2008, antes da deflagração da Crise Mundial provocada pela derrota da anárquica teoria neoliberal da globalização dos mercados, tão defendida por FHC e Serra. Veja também O Fracasso da Globalização Neoliberal

AS CONSEQUÊNCIAS DO VOTO

Por Levi Machado de Oliveira - advogado - Jornal Diário de Cuiabá - 14/10/2010

Juscelino venceu por pouco a eleição presidencial de 1955. Seus adversários diretos, Juarez Távora, pela UDN, e Ademar de Barros, o candidato das elites paulistas, somaram mais votos. Por sorte, ainda não havia segundo turno. Hoje não dá para pensar o Brasil moderno sem Juscelino. O centro-oeste, o norte e o nordeste estavam isolados. Não havia ligações rodoviárias nem do sudeste com o sul, então, assim como ainda hoje, as duas regiões mais desenvolvidas do País.

JK revolucionou tudo. Ligou o sul com a construção da Regis Bittencourt. O norte, com a Belém-Brasília. Concluiu a Fernão Dias, iniciada por Vargas, ligando Belo Horizonte a São Paulo. Conectou Cuiabá a Porto Velho e Rio Branco, no Acre. Em Cáceres, alguns sobreviventes chegam às lágrimas quando falam de sua presença na inauguração da ponte sobre o rio Paraguai.

Como presidente fez de fato o que prometeu em campanha: cinqüenta anos em cinco [veja a comparação de JK com FHC - 50 anos em 5 e 70 anos em 7 - escrito em 2001]. Construiu refinarias, hidrelétricas e siderúrgicas. Tirou o Brasil da roça. Criou a indústria de base e a automobilística. Suas obras no combate à seca no nordeste, ainda são as mais importantes já realizadas. E ao construir Brasília, mudando a capital brasileira para o centro-oeste, mudou também a cara, os rumos e a história do Brasil para sempre.

Não fosse a divina providência impedir que os adversários de Juscelino se unissem, a história não seria a mesma..Unidos, com Juarez ou Ademar, suas possibilidades de vitória seriam remotas. Ganhou por 400 mil votos. Em sua carreira política, conta-se que uma das convenções que enfrentou para galgar os postos eletivos aos quais concorreu, conseguiu vencê-la por um único mísero voto de diferença, dado por alguém que esteve prestes a não comparecer.

A história é imutável. Registra o passado. Para o futuro não fornece mais do que lições, ou ilusões. Não impede, porém, que façamos conjecturas. Uma delas, muito instigante: se naquela ocasião, ao invés de Juscelino, o povo brasileiro tivesse feito de Ademar de Barros o presidente da República.

Ao candidato paulista não faltavam dinheiro, experiência e currículo. Havia sido prefeito da cidade de São Paulo e governador do Estado. E, assim como o atual candidato representante daquelas mesmas elites, vivera exilado em países da América do Sul. Como postulante, estava preparado para o cargo de presidente do Brasil. Mas é improvável que fizesse algo parecido com a obra do construtor de Brasília. O problema não são as pessoas, sãos as forças que elas representam.

Para as elites paulistas, São Paulo é o que importa. Somente se interessam por obras de infraestrutura no Brasil se conduzirem a S. Paulo. Se demandam outros rumos, não lhes convém. Fazem qualquer coisa para impedir o andamento normal de uma obra como a Cuiabá-Santarém, agem contra o projeto da ferrovia leste-oeste, contra qualquer hipótese de ligação com os portos do Pacífico via Chile e Peru. Pela mesma razão tramam diuturnamente contra as hidrovias Paraguai-Cuiabá-Paraná, Teles Pires-Tapajós e Araguaia-Tocantins.

Se o voto é livre, as suas conseqüências não são. Quem estiver interessado nas obras de infraestrutura de que Mato Grosso tanto precisa, como as aqui citadas, que faça a sua opção no dia 31 de outubro. A história haverá de registrar o que vier depois!

A TUCANO O QUE É DE TUCANO

Por Levi Machado de Oliveira - advogado - MidiaNews - 22/10/2010

Registro lapidar da separação entre política e religião se encontra nos evangelhos de Mateus e Marcos, na célebre afirmação de que se deve dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Em outro registro, Jesus declara a Pilatos que o seu reino não se destinava a este mundo. Deveria, mas nem isso tem impedido a sobrevivência de posições retrógradas que insistem em misturar esses dois aspectos da vida. Quem assim age conscientemente não está a serviço do cristianismo. Está a serviço de Belzebu. De Deus, jamais.

Não tem importância as certezas ou incertezas de cada um. Deus, em termos absolutos, é o bem; Satanás, o mal. Bem e mal são conceitos universais básicos, referências fundamentais em qualquer tempo e lugar. Pouco importa a fé ou a falta de fé. Entre o bem e o mal navegam todos: crentes, ateus e agnósticos.

Estado é o espaço da política, das relações e da convivência social. Religião é diferente. Refere-se às coisas transcendentais do espírito humano. Suas regras se destinam à comunidade dos fiéis, não ao povo de uma determinada nacionalidade. Paulo, o príncipe dos apóstolos, quando escreveu aos Romanos a sua famosa epístola, destinou-a aos cristãos que viviam na capital do império. Como cidadão romano, ameaçado de morte em Jerusalém, foi a César que recorreu. Conta o livro de Atos que, ao fim, viveu em Roma com liberdade para pregar o reino de Deus e as coisas relacionadas a Jesus Cristo. Até Nero botar fogo em Roma e culpar os cristãos, mas isso já é um outro capítulo da história que a Bíblia não registrou.

Embora saibam disso, os tucanos agem de outro modo. Não sustentam o que pregam. Não fazem o que dizem. Buscam os fins sem focar os meios. Seus defeitos são atribuídos aos outros. As qualidades dos outros reivindicam para si, porque aos outros não admitem qualidades. Dissimulam tanto que já não há quem duvide da origem dos boatos difamatórios espalhados contra a candidata Dilma Rousseff.

Dos muitos boatos divulgados com intenções malévolas, dois deles se destacam pela agressividade dos boateiros. Sobre casamento gay e sobre aborto, mesmo não estando nenhum desses assuntos sequer mencionados no programa de governo da candidata ofendida. Mas, assim como se deve dar a César o que é de César, também ao Tucano se deve dar o que aos tucanos pertence.

Mordendo a própria língua, por razões desconhecidas, certamente inadiáveis, o candidato do PSDB veio a público e se disse favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Disse o que? Que apóia o casamento gay, pois a única definição possível para casamento é a união civil de duas pessoas. De sexos diferentes, mas se ele acha que pode ser do mesmo, cada um que faça a sua escolha. E como o castigo vem a galope, sobre o aborto o mistério não tardou em ser revelado. A hipocrisia do tucano emplumado não foi capaz de resistir às inconfidências de ex-alunas da candidata a primeira-dama. Nem o Chile foi poupado.

Não é tudo. Em matéria de ultraje à liberdade religiosa nada se compara à iniciativa de um destacado senador tucano, dos mais frenéticos, confesso porta-voz do ninho paulista. Seu projeto, de número 299, de 1999 [? = não encontrado em http://www.camara.gov.br], propôs a limitação de toda a programação religiosa no rádio e na televisão ao máximo de uma hora por dia. Justificou o escabroso projeto de lei com o argumento de que “concebidos tal qual confessionários virtuais, esses programas prometem a redenção dos sofredores e miseráveis via pagamento do dízimo às igrejas que os patrocinam, usando e abusando da boa fé do público espectador”.

Intolerância à liberdade religiosa, aborto e casamento gay são temas que, a pautar-se por acontecimentos passados e recentes, devem ser muito importantes para tucanos de todos os gêneros. Se a natureza da espécie voadora reclama, então que seja dado a ela o que a ela pertence.

NOTA DO COSIFE: Veja os textos intitulados:

NOTA DO COSIFE: Textos sobre o Aborto: