início > textos Ano XXI - 11 de dezembro de 2019



QR - Mobile Link
LONDRES, A MECA DOS CORRUPTOS

LONDRES, A MECA DOS CORRUPTOS

OS LOBISTAS, AGENTES DOS CORRUPTORES, SURGIRAM NA INGLATERRA

São Paulo, 17/05/2015 (Revisado em 18-05-2015)

Referências: Sonegação Fiscal, Lavagem de Dinheiro da Corrupção, Blindagem Fiscal e Patrimonial, O Enriquecimento Ilícito e os Megalomaníacos Sinais Exteriores de Riqueza.

Veja também:

Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

OS LOBISTAS, AGENTES DOS CORRUPTORES, SURGIRAM NA INGLATERRA

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

O TERCEIRO MUNDO SUSTENTANDO O PRIMEIRO MUNDO

Neste site do COSIFE foi escrito que os números do PIB - Produto Interno Bruto do Brasil estavam sendo manipulados para baixo. Por isso, o nosso país tinha um eterno PIBinho, embora sustente os países do Primeiro Mundo desde 1500.

Dilma Russeff chegou a dizer algo parecido quando esteve na Espanha em um Congresso de Países de Línguas Latinas. Disse que o Brasil não ficaria eternamente fornecendo matérias-primas aos países desenvolvidos. Completou dizendo que eles devem pagar um preço justo por essas commodities. Ou seja, Dilma praticamente decretou a definitiva falência daqueles países pobres em reservas minerais e alimentos.

A TÁTICA USADA NO NEOCOLONIALISMO

Na realidade, os estrangeiros trazem pouco capital  para o Brasil e levam muitos lucros e ainda produtos e matérias-primas, sem deixar um satisfatório IDH - Índice de Desenvolvimento Humano para o nosso Povo. Estão usando as nossas matérias-primas mediante preços irrisórios e explorando os nossos trabalhadores com baixos salários, insuficientes para sobrevivência digna. Apesar de ter sido decretada a Lei Áurea, os trabalhadores continuam em regime de semiescravidão, que pode ser piorado com a aprovação da Nova Lei sobre a Terceirização da Mão de Obra.

Para evitar que toda essa verdade chegue ao conhecimento dos menos atentos e dos fielmente submissos à nobreza europeia e ao capital multinacional, os países hegemônicos tentam esconder as suas irrecuperáveis falências. Isto demonstra que o neocolonialismo aplicado a partir da declaração de independência dos países do Terceiro Mundo, não mais está surtindo o mesmo efeito de antigamente.

O MOTIVO DA BANCARROTA DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS

Tais países da Europa e os demais países industrializados perderam as rédeas do colonialismo econômico porque os controladores das grandes empresas outrora sediadas naqueles países, transferiram suas sedes (agora virtuais) para paraísos fiscais.

Diante de tal procedimento, as multinacionais ou transnacionais deixaram de pagar tributos em seus antigos países de origem, assim decretando a falência do Sistema Tributário de todos eles, que enfrentam elevados défices internos e externos. Esta foi a razão da quase irreversível bancarrota a que foram condenados a partir de 2008.

OS NÚMEROS MÁGICOS DO PIB DOS PAÍSES EM FLAGRANTE RECESSÃO

Mesmo em flagrante recessão, os países ditos desenvolvidos continuam crescendo, enquanto o PIB brasileiro quase regrediu em 2014.

Os especuladores e lavadores de dinheiro, entre eles os mais ricos empresários e banqueiros com seus lobistas intermediários da corrupção, estão em seus escritórios de Londres comandando empresas sediadas em paraísos fiscais, que atuam como controladoras de cartéis com ramificações espalhadas por todos os principais países, especialmente os do Terceiro Mundo (o colonizado).

Com todo esse aparato, disfarçados como verdadeiros lordes ingleses, eles manipulam as cotações nas Bolsas de Valores mediante apostas dignas de um Cassino, controlam o fluxo de mercadorias em todo o mundo e corrompem servidores públicos e políticos para obtenção de benefícios fiscais, praticando as mais inescrupulosas mutretas ou pilantragens. Fazem tudo isso sem pagar tributos porque os lucros por eles obtidos são contabilizados naqueles paraísos fiscais em que suas empresas controladoras estão sediadas.

O mesmo fazem no Brasil, entre outras empresas, as empreiteiras de obras públicas, fraudando licitações e corrompendo políticos e servidores públicos, conforme foi comprovado pela Operação Lava Jato.

Como aqueles países hegemônicos não pagam juros, e quando pagam a taxa é muito pequena, o PIB deles sempre cresce. Como nós pagamos altíssimos juros, o nosso PIB nunca cresce como deveria crescer. Mas, os nossos políticos colocam a culpa nos parcos benefícios oferecidos ao Nosso Povo.

Seria mais fácil fazer o AJUSTE FISCAL diminuindo a nossa taxa de juros para 6%, como paga ao Povão por meio da caderneta de poupança ou diminuindo para 3% como é a taxa de juros paga aos trabalhadores credores do FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Sobre essa da manipulação de dados, que resultam em números mágicos, o texto a seguir transcrito, originalmente em inglês, chama a atenção do mundo para o fato de a capital da Inglaterra, Londres, ser a meca dos corruptos e também é o berço do lobistas. Todos eles são exímios manipuladores desses números mágicos que sempre os beneficiam com altas taxas de juros.

LONDRES, A MECA DOS CORRUPTOS

Por GEORGE MONBIOT - Jornalista, escritor, acadêmico e ambientalista do Reino Unido. Escreve uma coluna semanal no jornal The Guardian. Publicado em 27/03/2015 por Outras Palavras. Texto original em inglês traduzido por Vila Vudu.

A famosa Torre de Londres está na reluzente porém obscura “City”, que é um núcleo da rede internacional de “centros financeiros offshore

O sistema financeiro internacional converteu a capital britânica no centro global de reciclagem (lavagem de dinheiro) das riquezas de políticos inescrupulosos, ditadores e do crime organizado.

A conta não fecha. Quase todos os dias, jornais e televisões inglesas estão repletos de histórias que cheiram a corrupção. Contudo, no ranking de corrupção da ONG “Transparência Internacional”, a Grã-Bretanha ocupa o 14º lugar entre 177 nações, significando que estaria entre as nações mais bem geridas da Terra. Ou os 13 países que vêm antes da Grã-Bretanha são espetacularmente corruptos, ou há algo errado com esse ranking da “Transparência Internacional”.

Sim, o problema é o índice. As definições de “corrupção” de que se serve são as mais estreitas e seletivas. Nos países ricos, práticas comuns que sem dúvida poderiam ser consideradas corruptas são simplesmente excluídas; já práticas comuns em países pobres são enfatizadas.

Esta semana foi publicado um livro bastante inovador, editado por David Whyte: How Corrupt Is Britain? [Quão Corrupta é a Grã-Bretanha?]. Deveria ser lido por todos aqueles que acham que Grã-Bretanha merece a posição em que aparece no ranking da “Transparência Internacional”.

Existiria ainda um setor bancário comercial na Grã-Bretanha, não fosse a corrupção?

Pense na lista dos escândalos: pensões subfaturadas, fraudes hipotecárias, o embuste do seguro de proteção de pagamentos, a manipulação da taxa interbancária Libor, as operações com informações privilegiadas e tantos outros.

Depois, pergunte-se se espoliar as pessoas é uma aberração – ou o próprio modelo de negócio.

Nenhum dirigente de banco foi indiciado, sequer desqualificado ou demitido por práticas que contribuíram para desencadear a crise financeira: a legislação que os teria coibido ou enquadrado em crimes já havia sido paulatinamente esvaziada, antes, por sucessivos governos.

Um ex-ministro do atual governo britânico dirigia o banco HSBC (http://www.plutobooks.com/) quando este praticava sistematicamente crimes de evasão fiscal (http://www.theguardian.com/) e lavagem de dinheiro do narcotráfico, além de garantir serviços a bancos da Arábia Saudita e Bangladesh ligados ao financiamento do terrorismo (http://www.hsgac.senate.). Ao invés de processar o banco, o diretor da Controladoria Fiscal do Reino Unido passou a trabalhar para ele, ao se aposentar (http://www.theguardian.com/).

A City de Londres, que opera com o apoio dos territórios britânicos de além-mar e postos avançados da Coroa, é líder mundial dos paraísos fiscais, controlando 24% de todos os serviços financeiros (6) oferecidos offshore.

Veja em: 6. John Christensen, 2015, in David Whyte (ed). How Corrupt is Britain? Pluto Press, London.

A cidade oferece ao capital global um sofisticado regime de sigilo, dando assistência não apenas a sonegadores de impostos, mas também a contrabandistas, fugitivos de sanções e lavadores de dinheiro. Como disse a juíza de instrução francesa Eva Joly, ao queixar-se que a City “nunca forneceu sequer uma ínfima evidência útil a qualquer magistrado estrangeiro” (7).

Veja em: 7. Nicholas Shaxson, 2011. Treasure Islands: Tax Havens and the Men Who Stole the World. Random House, London.

Reino Unido, Suíça, Cingapura, Luxemburgo e Alemanha estão todos entre os países menos corruptos na lista da Transparência Internacional. Mas figuram também na lista da Rede de Justiça Fiscal (Tax Justice Network) como administradores dos piores regimes sigilosos de investimento e paraísos fiscais (8). Por alguma estranha razão, nada disso é levado em conta para definir o ranking da ONG Transparência Internacional.

Veja em 8. Financial Secrecy Index.

A Iniciativa de Financiamento Privado (Private Finance Initiative) tem sido usada por sucessivos governos britânicos para iludir os cidadãos quanto à extensão dos seus empréstimos, enquanto canalizam dinheiro público para corporações privadas. Envolta em segredo, recheada de propinas ocultas (9), a IFP tem fisgado hospitais e escolas sempre com dívidas impagáveis, enquanto impede que a população controle os serviços públicos.

Veja em 9. http://www.theguardian.com/

Espiões do Estado lançam-se à vigilância em massa (Veja em 10. http://www.theguardian.), ao mesmo tempo em que a polícia trabalha servindo-se de identidades de crianças mortas, mente em tribunais para fornecer provas falsas e incita crianças ao ativismo extremista, além de infiltrar-se em grupos pacíficos, tentando destruí-los (Veja em 11. http://www.theguardian.).

As forças policiais já mentiram sobre o desastre de Hillsborough (Veja em 12. Sheila Coleman, 2015, in David Whyte (ed). How Corrupt is Britain? Pluto Press, London.); já protegeram pedófilos ativos (Veja em 13. http://www.theguardian.), inclusive Jimmy Savile e, como hoje se afirma, toda uma gama de dirigentes políticos suspeitos também do assassinato de crianças. Savile foi protegido também pelo Serviço Nacional de Saúde (National Health Service) e pela BBC, que demitiu a maioria dos que tentaram expô-lo (Veja em 14. http://www.theguardian.) e promoveu os que tentaram perpetuar a ocultação dos fatos.

Há o problema de intocado sistema de financiamento político, que permite a compra dos partidos pelos mais ricos (Veja em 15. http://www.theguardian.).

Há o escândalo:

  1. das escutas telefônicas e dos jornais que subornam policiais;
  2. da privatização dos Correios britânicos, o Royal Mail, vendido a preços insignificantes (Veja em 16. http://www.theguardian. - qualquer semelhança com as privatizações no Brasil é mera coincidência);
  3. o esquema da “porta giratória”, que permite a empresários e empregados de grandes empresas, depois de eleitos, ficar em posição de redigir leis que defendem seus próprios interesses ou dos respectivos patrões (qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência);
  4. o assalto à seguridade social e aos serviços prisionais, por empresas privadas terceirizadas (qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência);
  5. a fixação, por empresas, do preço da energia (qualquer semelhança com as privatizações no Brasil é mera coincidência);
  6. o roubo diário perpetrado pela indústria farmacêutica, e
  7. outras tantas dúzias de casos semelhantes.

Nada disso é corrupção?

Ou são operações ‘sofisticadas’ demais para serem expostas sob o seu verdadeiro nome, “corrupção”?

Entre as fontes usadas pela Transparência Internacional para produzir seu ranking estão o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial.

Confiar no Banco Mundial para aferir corrupção é como confiar em Vlad, o Empalador, para aferir direitos humanos. Orientado pelo princípio um dólar - um voto, controlado pelas nações ricas e atuando nas nações pobres, o Banco Mundial financiou centenas de elefantes brancos que enriqueceram enormemente as elites mais corruptas e beneficiaram capitais estrangeiros (Veja em 17. Bretton Woods Project), ao mesmo tempo em que expulsava pessoas das próprias terras e deixava países afogados em dívidas impagáveis. Para espanto geral, a definição do Banco Mundial para a corrupção é tão limitada que não considera esse tipo de prática.

E o Fórum Econômico Mundial estabelece sua escala de corrupção a partir de uma pesquisa que consulta executivos mundiais (Veja em 18. World Economic Forum Org), precisamente eles, cujas empresas são beneficiárias diretas do tipo de práticas que estou listando nesse artigo. As perguntas se limitam ao pagamento de propinas e à aquisição corrupta de fundos públicos por interesses privados (Veja em 19. Transparency Internacional Cambodia), excluindo o tipo de corrupção que prevalece nas nações ricas.

Quando entrevista cidadãos comuns, a Transparência Internacional segue a mesma linha: a maior parte das perguntas específicas concerne ao pagamento de propinas (Veja em 20. Transparency Internacional).

Quão corrupta é a Grã Bretanha?

Tão estreitas concepções de corrupção são parte de uma longa tradição de retratá-la como algo confinado a países fracos (em que as Elites, com seu complexo de vira-latas, concordam), que precisam ser salvos por “reformasimpostas pelos poderes coloniais e, mais recentemente, organismos tais como Banco Mundial e FMI.

Essas “reformas” significam austeridade (em que só Povão paga a conta), privatização (mercadismo), terceirização (a Lei que libera a escravidão está para ser votada) e desregulamentação (anarquia geral = salve-se quem puder). Elas tendem a sugar dinheiro das mãos dos pobres para as mãos das oligarquias nacionais e globais.

Para organizações como o Banco Mundial e o Fórum Econômico Mundial, há pouca diferença entre o interesse público e os interesses das corporações globais. O que pode parecer corrupção de qualquer outra perspectiva é visto por eles como fundamentos econômicos. O poder das finanças globais e a imensa riqueza da elite global estão fundadas em corrupção, e os beneficiários têm interesse em enquadrar a questão para desculpar-se.

Sim, muitos países pobres sofrem o flagelo do tipo de corrupção que é o pagamento de propinas a servidores públicos. Mas os problemas que atormentam a Inglaterra são mais profundos. Quando o sistema já pertence à elite, propinas são supérfluas.

No Brasil, a Elite Vira-Lata sempre foi serviçal dos colonizadores.

Todo o Dinheiro obtido na informalidade (não tributado no Brasil), foi Lavado em Paraísos Fiscais e voltou ao Brasil como Capital Estrangeiro para compra de empresas públicas e privadas (familiares) "a preço de banana". Trata-se, portanto, de Internacionalização do Capital Nacional, formação de imenso Cartel com a intermediação das chamadas de multinacionais ou transnacionais.