início > textos Ano XX - 18 de agosto de 2019



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O CUSTO BRASIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS

GLOSSÁRIO DO COSIFE

O CUSTO BRASIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS

CUSTO ESTRUTURAL E CONJUNTURAL (Revisado em 04-10-2014)

Referências: Custo ABC; Custos Operacionais, Administrativos e Tributários; o Falso e o Verdadeiro Custo Brasil,  Contabilidade de Custos.

CUSTO

Segundo o Dicionário Aurélio:

  1. Custo é o que deve ser despendido (em dinheiro, tempo, esforço, etc.) para se obter algo.
  2. Custo é o preço pago pela aquisição ou produção de um bem.

Na Contabilidade de Custos as definições para a palavra CUSTO não são tão simples assim. Vejamos.

O FALSO CUSTO BRASIL

Segundo o Dicionário Aurélio, CUSTO BRASIL é a expressão, usada especialmente na linguagem jornalística dos mercenários da mídia, com a finalidade de iludir a opinião pública quanto ao verdadeiro Custo Brasil existente, que está diretamente ligado às fraudes em licitações públicas, às altas taxa de juros (Taxa SELIC) praticadas em benefício único do Grande Capital, ao combate à sonegação fiscal, à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e à Blindagem Fiscal e Patrimonial.

Com essa finalidade de iludir a opinião pública, os locutores dos meios de comunicação, muito bem remunerados pelo empresariado inescrupuloso, dizem:

Custo Brasil é o conjunto de características da economia brasileira que causam ineficiências e aumento de custos na atividade produtiva, como a inadequada infraestrutura de transportes [não citam o elevado valor dos pedágios cobrados pela iniciativa privada], o excesso de burocracia, a complexidade do sistema tributário [não citam a falta de cultura do empresariado], a legislação trabalhista obsoleta [não citam que nos países desenvolvidos há semelhante legislação trabalhista e previdenciária], etc.

O VERDADEIRO CUSTO BRASIL

O que a Opinião Pública precisa saber é que o verdadeiro Custo Brasil está na megalomania exibicionista e no aventureirismo do empresariado brasileiro, em razão de sua inegável incompetência administrativa e pela não contratação de contadores especializados na contabilidade de custos.

Sem o perfeito controle de seus custos operacionais, fica difícil a obtenção de lucros, principalmente quando o empresário tem a compulsão de comprar bens supérfluos e ostentativos (inegáveis sinais exteriores de riqueza, muitas vezes de falsa riqueza).

Os excessivos gastos megalomaníacos geralmente levam o empresariado à sonegação fiscal e à contratação de empréstimos para manutenção do seu falso "status quo", o que o leva a falência.

A FALTA DE CONHECIMENTOS ADMINISTRATIVOS E CONTÁBEIS

Por falta de conhecimentos administrativos e contábeis, a maior parte do empresariado prefere a tributação pelo sistema de lucro presumido em que o imposto de renda e a contribuição sobre o lucro líquido é paga mesmo quando a empresa está amargando prejuízos.

Por sua vez, o empresariado não sabe que está operando com prejuízo simplesmente porque despreza a contabilidade e as advertências feitas pelo seu contador, que é considerado um mero agente da sonegação fiscal que costuma ser largamente praticada pelas pessoas jurídicas sob a denominação de planejamento tributário.

Sob esse tema, veja os textos:

OS GASTOS NABABESCOS OU MEGALOMANÍACOS

O grande problema das empresas é que seus proprietários ou controladores, enganados pelos espertos executivos, gastam de forma nababesca valores superiores à capacidade da empresa de gerar lucros (Veja o texto denominado: Como Quebrar uma Empresa).

Por sua vez, o desperdício, a má qualidade dos produtos, o excesso de propaganda e a não contratação de profissionais competentes para o perfeito gerenciamento de custos causam os prejuízos que são atribuídos aos itens propagados pelos meios de comunicação a pedido (mediante pagamento) do empresariado inescrupuloso. Isto é, colocam a culpa num chamado de "Custo Brasil" que menor que o dos Países Desenvolvidos. Só não menor do o Custo das Países chamados de Paraísos Fiscais em que aos Senhores Feudais é permitida a prática da semiescravidão, entre outros desatinos.

Veja informações complementares em Contabilidade de Custos.

Textos Elucidativos sobre o verdadeiro CUSTO BRASIL:

Sobre o elevado Custo Brasil "acarretado pela legislação trabalhista obsoleta" e sobre a necessidade de uma radical Reforma Trabalhista e Previdenciária, veja os seguintes textos:

OUTROS TIPOS DE CUSTOS

Segundo o Dicionário Aurélio, com anotações do COSIFe em azul:

  • Custo ABC - na contabilidade de custos significa dividir a empresa em diversos centros de custeamento, de conformidade com suas diversas atividades ou com seus diversos tipos de produtos finais, para que se possa apurar a lucratividade operacional de cada uma dessas atividades ou desses produtos e a rentabilidade do capital empreendido em cada um desses nichos operacionais.
  • Custo Administrativo - é aquele despendido com a parte administrativa, financeira, operacional e contábil da empresa
  • Custo de Aquisição - é o Custo Original do Bem ou Mercadoria.
  • Custo comparativo - Custo de produção de um bem em relação ao de outro bem.
  • Custo conjuntural - aquele dependente da conjuntura econômica vigente, como o financiamento do capital de giro ou capital de movimento (taxa de juros dos empréstimos e financiamentos) e do capital fixo (rendimentos dos investidores).
  • Custo das mercadorias vendidas - é o custo da mercadoria vendida ou revendia, que deduzido da Receita de Venda, propicia o lucro bruto da venda realizada. Desse lucro bruto serão deduzidas outras despesas para que se chegue ao lucro líquido obtido antes do cálculo dos tributos incidentes sobre o lucro.
  • Custo de armazenamento - é aquele despendido para guarda dos diversos tipos de estoques, tais como: de matérias-primas, de produtos em elaboração, de produtos acabados, de peças de reposição e de mercadorias para revenda.
  • Custo de distribuição - é o gasto necessário para entrega dos produtos ao consumidor ou aos intermediários como: os atacadistas ou as lojas de revenda ao consumidor final.
  • Custo de oportunidade - Custo dado pelo uso alternativo de recursos produtivos. Exemplo citado pelo Dicionário Aurélio: O custo de oportunidade de um dia em que o cirurgião não trabalhe é o que ele poderia ter ganho nesse período.
  • Custo de produção - Soma dos dispêndios em que se incorre no processo de produção de uma mercadoria ou serviço.
  • Custo de propaganda e publicidade - são os gastos para propagação institucional ou dos produtos ou mercadorias que muitas vezes são exorbitantes, gerando sérios prejuízos à empresa em razão da sensível elevação de seus custos, com a diminuição de sua competitividade contra seus concorrentes.
  • Custo de reposição - Na avaliação de estoques, o preço atual da mercadoria. [custo histórico]
  • Custo de vendas - é o gasto, adicionado do pertinente custo administrativo e do custo do setor de vendas em que os vendedores e os representantes comerciais são geralmente comissionados (recebem um percentual sobre o valor das vendas efetuadas).
  • Custo de vida - Gastos regulares, em bens de consumo, de uma unidade familiar típica de certa faixa de renda. [índice do custo de vida]
  • Custos de transação - Custos adicionais, associados ao processo de compra e venda, além do preço pago (como o custo de obter informação sobre preços, de negociar e implementar contratos, etc.).
  • Custo direto - Aquele que incide diretamente sobre um produto, proporcionalmente à quantidade produzida. Custo variável.
  • Custo estrutural - Custo fixo proveniente de toda estrutura física destinada à produção. É o custo representado pelas depreciações, amortizações e quotas de exaustão calculadas sobre o Ativo Permanente = Imobilizado de Uso + Intangível (Fundo de Comércio ou Goodwill) + aluguéis e arrendamento mercantis. É gastos que existirá mesmo com a empresa paralisada (sem produzir).
  • Custo fixo - Parcela do custo de produção que não varia com a quantidade produzida (como o aluguel, o custo de conservação ou de manutenção dos equipamentos fabris e das instalações, depreciações, amortização e quota de exaustão).
  • Custo histórico - Na avaliação de estoques, o preço pelo qual a mercadoria foi comprada; Custo de Aquisição [custo de reposição]
  • Custo indireto - são os custos coletivos (de todo o complexo empresarial) que geralmente são rateados a cada uma das linhas de produção.
  • Custo industrial - é custo da produção industrial
  • Custo marginal - Aumento no custo de produção causado pela produção de uma unidade adicional.
  • Custo ou Preço de mercado - é o custo ou preço de reposição dos estoques, em média praticados ou cobrados por todos os fornecedores ou admitidos pelos compradores.
  • Custo não operacional - é aquele que não é oriundo das atividades normais de uma empresa. É o custo esporádico como, por exemplo, o proporcionado por sinistros ou perdas fortuitas.
  • Custo operacional - é aquele oriundo das operações regulares da empresa, aquelas relacionadas no seu objeto social.
  • Custo Original - é o Custo de Aquisição de um bem, direito ou mercadoria.
  • Custo por departamento - é custo obtido para se chegar ao custeamento por linha de produção de bens ou serviços e assim estabelecer a lucratividade e a rentabilidade de cada um dos departamentos, dependências, sucursais, filiais ou agências.
  • Custo por produto - é custo obtido para que se possa chegar ao preço de venda ao consumidor, depois de adicionados os custos de armazenamento, de venda e de distribuição, mais o lucro pretendido e os tributos incidentes.
  • Custo real - é o custo verdadeiro obtido com base nos conceitos científicos da contabilidade de custos.
  • Custo social - Custo de uma atividade econômica para a sociedade. [Custo assumido pelo Estado que não é pago pelo setor privado (empresariado)]: O custo social da operação de uma fábrica de cimento inclui a poluição ambiental. [O lixo tóxico das indústrias altamente poluidoras]
  • Custo variável - Parcela do custo de produção que varia diretamente com a quantidade produzida (como o gasto com matérias-primas); custo direto.

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