início > contabilidade Ano XX - 27 de junho de 2019



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ASPECTOS ADMINISTRATIVOS - GESTÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR

COMÉRCIO EXTERIOR - IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO

7 - ASPECTOS ADMINISTRATIVOS - GESTÃO DE COMÉRCIO EXTERIOR (Revisada em 19-05-2018)

7.1 - Aspectos Gerais Sobre Exportações e Câmbio de Moedas

  1. Gestão de Contratos Internacionais (Comércio Exterior)
  2. Gestão de Operações de Câmbio
  3. Gestão de Finanças Internacionais

Veja também:

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

7.1.1 - GESTÃO DE CONTRATOS NO COMÉRCIO EXTERIOR

A Gestão de Contratos Internacionais está diretamente ligada ao conhecimento de siglas denominadas como INCOTERMS, que estão disponíveis neste COSIFE e também podem ser obtidas no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No referido ministério também estão disponíveis algumas cartilhas para estudo por aqueles que tenham menor experiência em Comércio Exterior. O Banco do Brasil também oferece importantes informações sobre o Comércio Exterior. Os Consulados Brasileiros no Exterior e os Consulados de países estrangeiros no Brasil também podem ser consultados.

Os Modelos de Contratos de Câmbio formulados e apresentados ao público pelo Banco Central do Brasil estão no RMCCI - Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais que será abordado no tópico seguinte.

RISCOS DE ILIQUIDEZ FRENTE AO DÓLAR FRACO

Mas, o que se pretende mostrar neste tópico, são os riscos de iliquidez, que podem ser sofridos se os negócios empresariais forem malfeitos.

Para evitar descompassos no Comércio Exterior, não somente as empresas como também os países devem se preocupar com suas relações multilaterais.

Escrito desse jeito, parece que se está sugerindo a implantação de um regime de trocas entre os países, o que de fato está acontecendo na prática, especialmente em razão da fragilidade do dólar como padrão monetário internacional.

Por esse motivo (do dólar fraco como padrão monetário), muitos exportadores brasileiros têm preferido fixar seus preços em reais e não mais em dólares, porque se o dólar desvalorizar, podem ser obrigados a entregar a mercadoria ou serviço por preço bem inferior ao praticado no Brasil.

Veja o texto: A Importância das Reservas em Ouro Frente ao Dólar Fraco. A grande procura pelo Ouro a partir de 2008 fez seu preço dobrar de valor.

Como exemplo de problemas no faturamento das empresas, poderíamos citar hipoteticamente uma que tenha apenas um grande cliente em determinado país ou mesmo em seu país. Se de repente aquele cliente troca de fornecedor, a empresa fornecedora pode fechar suas portas por falta de outros clientes. Por isso, no sistema financeiro os bancos tem limitação de fornecimento de empréstimos a um só cliente. Pois, se aquele cliente ficasse insolvente (ilíquido, falido), o banco também iria à falência.

Em razão do dólar fraco, neste século XXI e principalmente a partir de 2008, diversas moedas têm sido negociadas no mercado de câmbio mundial, inclusive o Real. E, como foi mencionado nos textos acima endereçados, as reservas em ouro e em outras moedas tornaram-se importantes.

ACORDOS BILATERAIS PARA EVITAR PERDAS COM O DÓLAR FRACO

Os BRICS (juntos) são os maiores detentores de reservas monetárias em dólares. Para não perderem tais reservas, nitidamente estão sustentando o preço do dólar no mercado internacional. BRICS é uma sigla gerada pelas letras inicias de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul (South Africa).

É importante observar que esses cinco países são bastante influentes nas regiões do planeta em que estão situados. Os cinco, juntos, têm quase a metade da população mundial e são os maiores exportadores, razão pela qual são os líderes em Reservas Monetárias, juntamente com o Japão, a Coreia do Sul, Arábia Saudita, Suíça e Taiwan.

Juntos, todos os países da União Europeia (mais de uma dúzia deles) têm apenas o dobro das reservas monetárias do Brasil. Consta que os Estados Unidos tem um terço do Brasil. Mas, como o padrão monetário é o dólar, eles efetivamente nada têm. Isto é, só têm dívida, até o dólar virar pó. Quando isto acontecer, em todos os países só existirão reservas monetárias em ouro e em outras moedas.

Para ilustração do descrito, torna-se importante dizer que depois da eclosão Crise Mundial de 2008, os maiores parceiros brasileiros estão no grupo BRICS e no Mercosul, visto os negócios com os países desenvolvidos sofreram grande redução.

Veja o texto publicado pelo IPEA sobre os Acordos Bilaterais entre os BRICS.

7.1.2 - GESTÃO DE OPERAÇÕES DE CÂMBIO

7.1.3 - GESTÃO DE FINANÇAS INTERNACIONAIS

Este texto também se identifica com os relativos às Oportunidades no Comércio Exterior em que também é comentado o atual Cenário Econômico Mundial.

Para entendimento dos riscos na Gestão de Finanças Internacionais, torna-se importante a leitura dos dois tópicos anteriores:

  • Gestão de Comércio Exterior
    • Elaboração dos Contratos de Exportação
    • Produtividade e Qualidade do Exportado - Combate ao Desperdício
    • Eficiência na Logística de Armazenamento e Transporte
    • Lucratividade do Produto Exportado
    • Rentabilidade do Capital Investido
  • Gestão das Operações de Câmbio
    • Elaboração dos Contratos de Câmbio
    • Evitando Riscos Cambiais inclusive por meio de Operações de SWAP e de Hedge
    • Forfeiting - Obtenção de Financiamento das Exportações
    • Emissão de Títulos de Crédito de Exportação

Como já foi mencionado, diante da fragilidade do dólar, muitos exportadores brasileiros estão fixando seus preços em reais e assim também estão fazendo os exportadores de outros países, tal como vêm agindo os filiados à OPEP - Organização dos Países Produtores de Petróleo desde a década de 1970, quando foi extinto o padrão-ouro para o dólar. Naquela época os árabes trocaram suas reservas monetárias em dólar por ouro. Assim, a onça-ouro que valia US$ 32, passou a custar mais de US$ 800. Ou seja, houve uma grande desvalorização do dólar. Do mesmo modo vê agindo os BRICS e outros por estes influenciados.

Países do Mercosul, como a Argentina, vêm formulando contratos bilaterais, que serão liquidados em suas próprias moedas. Como a Argentina praticamente não tem reservas monetárias em dólares, no caso de desvalorização da moeda norte-americana, não terá problemas. Os prejuízos ficarão com os BRICS, Arabia Saudita, Coreia do Sul, Taiwan e Japão que são os países maiores detetores de dólares.

Entre os problemas a serem enfrentados pelos exportadores estão os já mencionados riscos cambiais, em razão da fraqueza do dólar.

Mas também existem os riscos políticos nos países em que o Povo anda descontente com seus governantes direitistas, os quais estão colocando a culpa de sua má administração nas regalias dos trabalhadores, razão pela qual muitos dos correligionários daqueles governantes querem extinguir os Direitos Sociais (trabalhistas e previdenciários) daqueles que são os principais eleitores.

Então, para que se mantenham no governo sem os eleitores, seria necessária a implantação de ditaduras de extrema-direita nesses países sem Direitos Sociais, que defendam somente os interesses mesquinhos do grande empresariado nacional e multinacional, tal como aconteceu na época em que era bem visível o neocolonialismo norte-americano.

Os citados riscos podem influir significativamente na  flutuação das taxas de câmbio, o que pode afetar os custos de investimentos e de produção, bem como o valor das receitas oriundas da própria exportação (é o caso do dólar fraco).

Também podem estar presentes os riscos de mudanças na política econômica que promovam alterações no quadro fiscal do país importador, o que pode provocar alteração das regras sobre investimentos estrangeiros e sobre o regime de repatriação de lucros, quando forem constituídas joint ventures (sociedades em conta de participação) ou fábricas no país importador.


(...)

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