início > contabilidade Ano XX - 20 de agosto de 2019



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CONTA 4.1.1.60 - DEPÓSITOS DE DOMICILIADOS NO EXTERIOR

TÍTULO: Plano Contábil das Instituições do SFN - COSIF
CAPÍTULO: Elenco de Contas - 2
SEÇÃO: Função e Funcionamento das Contas - 2.2
SUBSEÇÃO: 4.0.0.00.00-8 - PASSIVO CIRCULANTE E EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
GRUPO 4.1.0.00.00-7 - DEPÓSITOS
SUBGRUPO 4.1.1.00.00-0 - Depósitos à Vista

CONTA: 4.1.1.60.00-2 DEPÓSITOS DE DOMICILIADOS NO EXTERIOR (Revisada em 16-04-2019)

SUBTÍTULOS:

CÓDIGOS TÍTULOS CONTÁBEIS ATRIBUTOS E P
4.1.1.60.10-5 Provenientes de Vendas de Câmbio UB--I-------E--LM---Z 418 411
4.1.1.60.20-8 De Outras Origens UB--I-------E--LM---Z 418 411
4.1.1.60.30-1 De Instituições Financeiras UB--I-------E--LM---Z 418 411

FUNÇÃO:

Registrar o valor dos depósitos à vista, em moeda nacional, resultantes ou não de operações de câmbio, de pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior.

Este título é de utilização exclusiva de instituição credenciada a operar no mercado de câmbio de taxas flutuantes, bem como deve conter características que o diferencie das demais contas de depósito, de modo a permitir sua pronta identificação pelo banco depositário.

No Provenientes de Vendas de Câmbio, qualquer movimentação a crédito somente pode resultar do efetivo ingresso de moeda estrangeira no País, pela liquidação de operações de câmbio no mercado de taxas flutuantes com o banco depositário da conta, devendo constar do histórico da partida contábil o número da operação de câmbio correspondente.

Eventuais redepósitos de recursos em moeda nacional, originalmente decorrentes de saques ou de transferências efetuadas a débito do subtítulo Provenientes de Vendas de Câmbio, devem ser registradas a crédito do subtítulo De Outras Origens.

O subtítulo De Instituições Financeiras restringe‑se aos registros contábeis de contas tituladas por bancos do exterior que mantenham relação de correspondência com o banco brasileiro depositário dos recursos, exercida de forma habitual, expressiva e recíproca, ou possuam com estes relação inequívoca de vínculo decorrente de capital, compreendidas as instituições controladas ou controladoras, bem como aquelas sob controle comum exercido de forma direta. As disposições da observação anterior abrangem também as agências no exterior de bancos brasileiros e de bancos estrangeiros autorizados a funcionar no País.

As instituições financeiras que não se enquadrem no dispositivo anterior podem ser titulares de contas Provenientes de Vendas de Câmbio e De Outras Origens.

BASE NORMATIVA: Circular BCB 2677 art. 1º I e III, 3º a 5º (REVOGADA); Circular BCB 3.584 (REVOGADA); artigo 169 da Circular BCB 3.691/2014; Carta Circular BCB 3.861/2018

NOTA DO COSIFE:

Apesar de tantos normativos expedidos pelos dirigentes do Banco Central, as explicações constantes de idêntica página no site do Banco Central são as mesmas desde 1996, tal como as transcritas acima. Somente aqui neste COSIFE existem as explicações complementares colocadas a seguir.

De antemão faz-se necessário explicar que as normas legais que regulamentam os depósitos de não-residentes estão no artigo 57 do Decreto 55.762/1965 e não foram alteradas desde 1965.

Existe somente uma dúvida sobre a legalidade das contas movimentadas por instituições financeiras porque estas foram criadas sem autorização expressa de quaisquer dispositivos legais. Foram criadas pela Carta-Circular BCB 2.259/1992, assinada por um chefe de departamento, quando o normativo mais acertado seria uma Resolução do CMN regulamentada por Circular da Diretoria do BACEN.

A Circular BCB 2.677/1996 que publicou o texto contido na conta 4.1.1.60.00-2 desta página foi REVOGADA pela Circular BCB 3.280/2005 que divulgou o RMCCI - Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais, que versava sobre as operações em moeda nacional ou estrangeira realizadas entre pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País e pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no exterior e dá outras providências.

O MERCADO DE CÂMBIO DE TAXAS FLUTUANTES foi extinto com a introdução do RMCCI - Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais em março de 2005. Porém, até a data em que foi atualizada esta página, o Banco Central do Brasil ainda não tinha alterado o texto da FUNÇÃO desta conta 4.1.1.60.00-2, onde continua a mencionar o Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes (como constava na Circular BCB 2.677/1996).

Assim como os dirigentes do Banco Central do Brasil extinguiram o MNI 02-07-05 que versava sobre as contas correntes bancárias de não residentes, também extinguiram o RMCCI que versava sobre o Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais e também sobre as Contas ou Depósitos de Domiciliados no Exterior em Moeda Nacional (Brasileira) e Transferências em Reais criado em 2005, cuja última atualização foi efetuada pela Circular BCB 3.584/2012.

Mais recentemente a Circular BCB 3.584/2012 foi REVOGADA pela Circular BCB 3.691/2014 que regulamentou a Resolução CMN 3.568/2008 e ambas já sofreram várias alterações. Sobre as Contas de Domiciliados no Exterior, veja o artigo 169 da Circular BCB 3.691/2014. As demais instruções estão nos artigos 168 a 186 - Título VI da mesma Circular BCB 3.691/2014.

A bem da verdade, essas constantes atualizações são necessárias porque sempre existe alguém querendo burlar as normas governamentais. Assim sendo, a todo momento existem novas irregularidades a serem reprimidas. Mas, clicando no último normativo aqui apresentado, será fácil encontrar o normativo vigente (caso este seja também revogado). Todos os normativos em vigor estão compilados com as suas respectivas alterações.

(*) A Carta Circular BCB 3.861/2018 alterou o Anexo I à Carta Circular 3.611/2013 para incluir os saldos encontrados na conta 4.1.1.60.00-2 na  base de cálculo das contribuições ordinárias e especiais das instituições associadas ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

FUNCIONAMENTO DA CONTA:

- Creditada pelo valor dos depósitos acolhidos.
- Debitada pelos saques ou transferências.

VEJA:


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