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A INFLAÇÃO E A CONTABILIDADE DE CUSTOS

A INFLAÇÃO E A CONTABILIDADE DE CUSTOS

A INFLAÇÃO PROVOCADA PELA EXPECTATIVA E PELO ABUSO DO PODER ECONÔMICO

São Paulo, 22/03/2011 (Revisado em 01/04/2011)

Referências: Especulação, Inflação de expectativa, indústria enfrenta alta dos custos de produção e tem dificuldade em repassar para preços. Lei 4.137/1962 e Lei 8.884/1994 – Prevenção e Repressão ao Abuso do Poder Econômico. CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O Fantasma da Inflação Novamente. Crimes contra a economia popular, contra as relações de consumo e contra a ordem econômica.

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

O FANTASMA INFLAÇÃO NOVAMENTE

No passado não muito distante o Brasil era vítima constante de altos índices de inflação. Ninguém queria explicar a verdadeira razão da ocorrência.

Como a própria inflação impedia a utilização da contabilidade de custos, ninguém a praticava. Afinal, era trabalho inútil.

Por sua vez, os consultores econômicos diziam e ainda dizem que a principal a razão da existência da inflação é o salário do trabalhador e os encargos sociais patronais (Trabalhistas e Previdenciários). Justamente por ainda pensarem da mesma forma, os patrões desses consultores econômicos querem a Reforma Trabalhista, com redução ou eliminação dos direitos sociais dos trabalhadores para transformá-los em escravos.

Veja o texto Queremos os Ricos no Governo.

Entre os defensores de tais teses esdrúxulas estão os economistas que receberam o Prêmio Nobel de Economia em 2010. Eles pregam claramente a diminuição dos direitos sociais dos trabalhadores, dizendo que os trabalhadores abusam desses direitos. Donde se depreende que, adotando como normais as práticas escravagistas de seus patrões, querem de fato transformar os trabalhadores em escravos.

Veja o texto Reforma Trabalhista - Caminhando para o Trabalho Escravo.

INFLAÇÃO DE EXPECTATIVA

Por que a inflação era de expectativa?

Porque, não sabendo o que dizer, os consultores anunciavam suas projeções de índices de inflação futura sempre mais elevados. Assim, o empresariado aumentava os preços de seus produtos pelo dobro da inflação anunciada. Logo, a inflação acontecia sempre de forma mais galopante, alimentada pelos próprios consultores que diziam estar envidando esforços para combatê-la.

Como nada dava resultado no combate à inflação, os gestores de nossa política econômica simplesmente adotaram uma tática suicida. Acabaram com a produção e com o consumo no Brasil. Para isso, como anunciou o Ministro Rubens Recúpero ("pela parabólica") na TV Globo, criaram uma nova moeda e incentivaram a importação pela classe social mais rica mediante a supervalorização de nossa moeda. Em razão dessa supervalorização da nossa moeda (US$ 1,00 era igual a R$ 1,00) as empresas exportadoras fecharam suas portas e demitiram seus funcionários. Assim, houve o desemprego em massa, cuja taxa chegou a 20% com a consequente redução do consumo, o que gerou mais desemprego ainda. Obviamente, sem produção e sem consumo, o caos econômico e social provocado pelas medidas de combate, acabou com a inflação. Mas, quebrou o Brasil, que ficou extremamente endividado. Como as exportações eram menores que as importações, aconteceu o déficit externo (déficit no Balanço de Pagamentos) contrabalançado pela contratação de empréstimos externos. É o que agora está acontecendo com os países desenvolvidos, que têm suas importações superiores às exportações.

Em tese, a inflação verdadeiramente só existirá quando a oferta de produtos ao consumidor não for suficiente para atender à demanda (ao consumo). Por isso os gestores de nossa política econômica, daquela década perdida, dizimaram a galinha dos ovos de ouro do capitalismo, ou seja, exterminaram o consumidor brasileiro, criando alto índice de miséria que pôde ser observado com o aumento das favelas, da criminalidade e da economia informal.

Veja o texto A Economia Informal e a Autorregulação dos Mercados

Agora em 2011, um grupo de desafetos da política governamental, adotada para tirar os trabalhadores da miséria, tenta novamente justificar a volta da inflação sob a alegação de que os salários são os vilões.

A CONTABILIDADE DE CUSTOS

No texto a seguir, obtido na Internet, podemos observar claramente que os executivos (verdadeiros capatazes dos acionistas controladores das empresas) ou os seus patrões nunca mencionam a contabilidade de custos de suas empresas.

Na verdade são poucas as empresas que a adotam. Por esse motivo não conseguem enfrentar a concorrência e ficam sem saber quais dos seus produtos estão de fato apresentando prejuízos.

Tais empresários na verdade querem aumentar seus preços simplesmente porque alguns foram de fato aumentados. Então, como alguma matéria-prima aumentou 20%, acham que os preços de venda de seus produtos também devem aumentar em 20%.

Não é bem assim que os custos de manifestam na prática, como pode mostrar a contabilidade de custos, se científica e tecnicamente adotada.

Exemplo simplório:

Se o preço de venda ao consumidor de determinado produto for igual a R$ 100,00 (100%) e determinada matéria-prima utilizada consome 5% (R$ 5,00) de seu preço final (ao consumidor), significa que aquele aumento de preço da matéria-prima influenciou com um aumento de 1% no preço final.

Por quê?

Porque, sendo o consumo daquela matéria-prima correspondente a 5% do preço ao consumidor (100%), os 20% de acréscimo na matéria-prima corresponderão a 20% sobre 5% = 1% do preço final.

De forma semelhante é calculado o índice de inflação oficial. Ele é calculado pela média dos aumentos acontecidos.

Supondo-se que para fabricação daquele determinado produto só houve aquele mencionado aumento de preço, o seu preço final só deve ser aumentado em 1%, ou seja, em vez de vendido por R$ 100,00, o produto será vendido por R$ 101,00.

Mas, por ignorância técnica e científica, os despreparados empresários (sem estudos) querem aumentar aquele produto em 20%. Isto é, querem passar a vender aquele mesmo produto por R$ 120,00 com ganho extra de R$ 19,00. Talvez hajam dessa forma não por burrice, mas por esperteza. Afinal, usando tal raciocínio equivocado passam a ter mais lucro. Então, a publicação feita pelo jornal serve como uma falsa justificativa para o aumento de preço pretendido.

A bem da verdade, o que mais pressiona o preço final de um produto não é a matéria-prima. O que mais interfere no preço final é o lucro do fabricante e os lucros dos intermediários. Quanto maior for o número de intermediários até a chegada do produto ao consumidor, maior será o seu preço final. Esse custo de intermediação, incluindo os tributos, geralmente chega a 80% do preço final do produto em si. Isto significa que no momento em que sai da produção e é colocado no estoque para venda (comercialização) o produto tinha o preço de R$ 20,00 e depois chegará ao consumidor por R$ 100,00 (cinco vezes mais).

Essa proporção não acontece com todos os produtos, alguns podem ter carga menor, quando houver alta rotatividade dos estoques. Porém, existem alguns que chegam ao consumidor até 10 vezes mais caros que o seu custo de produção. Geralmente são produtos com baixa rotatividade de seus estoques. Isto é, são produtos que ficam na prateleira por longo espaço de tempo, além de ocuparem maior espaço para armazenamento e exposição ao consumidor.

Vejamos as "mentiras" (falsas alegações) dos empresários, comentadas [em vermelho] no texto a seguir.

INDÚSTRIA ENFRENTA ALTA DE CUSTOS, MAS TEM DIFICULDADE EM REPASSAR PARA PREÇOS

Por Márcia De Chiara, para o Jornal "O Estado de S. Paulo", estadao.com.br, Atualizado: 19/3/2011 Publicado por MSN/ESTADAO, com comentários e anotações em vermelho por Americo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750.

Fabricantes de eletrodomésticos, eletroportáteis, veículos e máquinas chegam ao fim do primeiro trimestre do ano numa encruzilhada. De um lado, enfrentam fortes aumentos de custos, que vão do reajuste de salários acima da inflação à alta dos preços das matérias-primas de até 20%. De outro, continuam pressionados pela concorrência dos importados.

NOTA DO COSIFE: A alegação de que o reajuste dos salários é o principal  causador da inflação é mera especulação preconceituosa contra os trabalhadores. Os contabilistas sabem que os gastos com empregados dificilmente ultrapassam a 3% do preço de venda dos produtos. Todos sabem ainda que os custos com salários nas indústrias dos países desenvolvidos são bem superiores ao das indústrias estabelecidas no Brasil. Justamente por esse motivo, dos custos serem mais baixos aqui, muitas empresas estrangeiras vêm produzir no Brasil ou procuram associações com empresas brasileiras para reduzirem seus custos. Na Ásia, por exemplo, as multinacionais preferem produzir em países em que é livre a exploração do trabalhador em regime de semi-escravidão, prática esta defendida pelos economistas agraciados com o Prêmio Nobel em 2010. Portanto, não são os salários os causadores da inflação, mesmo porque os salários foram reajustados depois de acontecida a inflação. A inflação acontece em razão da ganância dos ganhos fáceis dos controladores das empresas e de seus executivos (capatazes).

O resultado desse jogo de forças é que as indústrias não conseguem repassar integralmente o aumento de custos para os preços ao consumidor. [Claro, o salário médio do consumidor brasileiro é muito baixo quando comparado com o do consumidor nos países desenvolvidos. Assim sendo, se forem aumentados os preços ao consumidor no Brasil não haverá consumo]. Isso põe um pouco de água na fervura da inflação. Mas também reduz a competitividade e a rentabilidade da indústria. [Querem ganhar muito produzindo pouco]. “Desde 2008, antes da crise [provocada pela bancarrota dos Estados Unidos], não tínhamos tantos aumentos de custos simultaneamente” [manipulação dos preços de mercado; especulação], observa um empresário da indústria que não quer ser identificado. [Não quer ser identificado porque está com medo das represálias de seus mesquinhos pares, que ficam aumentando preços indiscriminadamente, sem razões lógicas, apenas especulativas, para ficarem mais ricos em menor espaço de tempo]. [Entre os vilões da inflação estão] as resinas plásticas, usadas em eletrodomésticos e carros, cujos preços subiram 20% este mês [março de 2011]. A representante do jornal esqueceu de perguntar a eles que percentual do produto final é gasto em resinas plásticas. Diriam que o gasto é menor que 1% do preço ao consumidor. Logo, o acréscimo de custo será de 20% sobre 1% que é igual a 0,2%. Quase nada.

Na lista de aumentos de custos também estão o aço e alumínio, com 10%; o cobre, que subiu 25% desde outubro de 2010; os pneus, que serão reajustados em 10% em abril [de 2011]; e as embalagens de papelão ondulado, com aumentos de preços entre 6% e 7% previstos para abril ou maio [de 2011]. [Pura especulação porque os empresários esperam o aumento de consumo interno e externo e assim querem se aproveitar da maior procura, para ganhar mais e mais rapidamente].

Os empresários perdem o sono com os reajustes [feitos pelos empresários com maior poder econômico] porque não têm como driblá-los. Exceto os salários dos trabalhadores [para equiparar o custo do trabalhador brasileiro com o do norte-americano, japonês e europeu, a média salarial aqui deveria aumentar em pelo menos 3 vezes], os demais preços são formados no mercado externo [mas, lá, segundo dizem, não tem inflação]. E, para complicar, há matérias-primas concentradas em poucos fabricantes [oligopólio, situação de mercado em que a oferta é controlada por um pequeno número de vendedores, e em que a competição tem por base, não as variações de preços, mas a especulação em primeiro lugar, a eventual despesa com propaganda e as raras diferenças de qualidade - abuso do poder econômico].

A maioria das 11,7 mil empresas do setor de plásticos são pequenas e médias e têm dificuldade para repassar os aumentos de custo da resina”, diz o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. Em contrapartida, o fornecedor da resina é um só [monopólio - situação de mercado em que um só vendedor controla toda a oferta de uma mercadoria ou de um serviço com o açambarcamento de um mercado, para obtenção de preços altos; controle exclusivo de uma atividade, atribuído a determinada empresa ou entidade - abuso do poder econômico].

NOTA: as definições em itálico vermelho foram obtidas no Dicionário Aurélio Eletrônico versão 5.

Rui Chammas, vice-presidente da Braskem, que comprou a Quattor e produz resinas plásticas, diz que elevou os preços, mas não confirma o porcentual. Segundo ele, a alta do petróleo pressionou a indústria química e de derivados. Mas pondera que, após o tremor no Japão, o cenário de preços é incerto. [Logo, o aumento de preço é meramente especulativo. Está aumentando o preço por conta de algo que pode acontecer ou não. Se não acontecer, transformasse em lucro certo].

NOTA DO COSIFe: Note o absurdo falado pelo executivo à reportagem do "Estadão". O executivo não sabe que o Japão não é produtor de matérias-primas. O Japão, assim como os Estados Unidos e os países CEE – Comunidade Econômica Europeia importam matérias-primas para transformá-las em produtos acabados tal como a empresa que ele “administra”.

Portanto, o terremoto e o maremoto sofridos pelo Japão nada têm a ver com o aumento de preços das matérias-primas. Dessa forma, o aumento de preços é pura especulação de mal intencionados. Grande parte das matérias-primas compradas por aqueles mencionados países saem do Brasil e de outros países distantes, razão pela qual chegam ao seu destino muitas vezes pelo dobro de seu preço FOB, porque o preço do frete é pago pelo importador. Como a empresa está no Brasil, está perto da região produtora das matérias-primas, logo o custo é menor. Assim sendo, as empresas estrangeiras sofrerão mais, o que aumentará o preço dos importados e facilitará a competitividade das empresas brasileiras no exterior. O grande problema é que os executivos preconceituosos e discriminadores querem sempre cobrar mais dos brasileiros, que têm em média baixos salários em comparação com os pagos nos países desenvolvidos.

O movimento de alta se repete no aço. “As siderúrgicas começaram a retirar os descontos na faixa de 10% por causa da entrada do aço importado”, diz o ex-presidente do Inda, que reúne os distribuidores de aço, Christiano da Cunha Freire. A Usiminas, por exemplo, reajustou entre 5% a 10% os preços este mês.

NOTA DO COSIFe: Quanto foi promovida e efetuada a privatização das empresas estatais brasileiras, os gestores de nossa política econômica diziam que o capital privado aceleraria o desenvolvimento brasileiro mediante a expansão do nosso parque industrial. Assim, foram privatizadas a Vale do Rio Doce, Usiminas, CSN, Cosipa e Usiba, porém, o Brasil continua importando aço mesmo sabendo-se de tem a 2ª maior reserva de ferro do mundo, além de ter em grande quantidade todos demais minérios usados na siderurgia, exceto o carvão que é altamente poluente e pode ser plenamente substituído pelo bagaço de cana-de-açúcar e pelo carvão vegetal de árvores cultivadas, que são bem menos poluentes. Então, se o capital privado era tão importante ao progresso nacional brasileiro, por que continuamos a importar aço?

Os fabricantes de veículos dizem que têm contratos de longo prazo com as siderúrgicas. Mas acabam tendo de aceitar indiretamente aumentos quando compram as autopeças, que adquirem aço dos distribuidores.

NOTA DE COSIFe: Observe o que foi mencionado em negrito. Há uma campanha dos grandes produtores contra os pequenos empresários, que só conseguem comprar matérias-primas através de intermediários. É como o trabalhador que só consegue empregos através de empresas terceirizadas. Isto também acontece no comércio varejista de alimentos, tendo como grande exemplo os bares e restaurantes de pequeno porte, que não conseguem comprar diretamente do produtor. Outro detalhe: Por que as montadoras de veículos não produzem suas próprias peças? Simples de responder. Porque estão explorando as indústrias de autopeças, razão pela qual estas pagam salários inferiores. É o que sempre acontece com as empresas terceirizadas em quaisquer de seus ramos de atividade. São exploradas pelos grandes empresários, assim como o trabalhador subcontratado.

Rinaldo Siqueira Campos, presidente da associação que reúne importadores de produtos para veículos, diz que está difícil segurar a alta de preços dos pneus. O motivo é que, em seis meses, o preço da borracha dobrou.

NOTA DO COSIFe: Vergonha Nacional que merece uma vigorosa intervenção do governo federal. A seringueira é originária do Brasil e hoje nós importamos borracha natural simplesmente porque nossos empresários escravagistas e extrativistas nunca se propuseram a plantar seringueiras na Região Norte do Brasil. Por incrível que pareça, atualmente o Estado de São Paulo é o maior produtor de borracha natural de seringueiras cultivadas cujas mudas provavelmente vieram do exterior. O mesmo vem acontecendo com as “madeiras-de-lei”.

Por causa da competição entre montadoras, a Anfavea informa que as pressões de custos não têm sido repassadas aos carros, cujos preços recuaram 1,2% em 12 meses entre 2010 e 2011.

Está muito difícil repassar os aumentos de custos”, diz Paulo Coli, vice-presidente da Latina, que produz lavadoras. No seu caso, o maior obstáculo é a formação de grandes conglomerados [oligopólio], após as recentes fusões no varejo de eletrodomésticos.

CONCLUSÃO

Em vez de combater aqueles que estão especulando, ao aumentar o preço de seus produtos, alguns empresários também estão querendo aumentar seus preços.

Ou será que esta publicação feita pelo Jornal "Estadão" é uma forma de reclamar e buscar providências governamentais no combate direto aos especuladores?

Os empresários que estão praticando o monopólio ou o oligopólio no mercado produtor, atacadista ou consumidor podem ser combatidos e penalizados pelo CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Como medida drástica, o governo federal poderia intervir nas empresas especuladoras, de conformidade com Lei Delegada 4/1962 do Governo João Goulart, que continua em vigor e que dispõe sobre a intervenção no domínio econômico para assegurar a livre distribuição de produtos necessários ao consumo do povo.

Com semelhante finalidade de intervenção em empresas, durante o Governo Sarney foi firmado o Decreto-lei 2.321/1987 que instituiu, em defesa das finanças públicas, o regime de administração especial temporária, nas instituições financeiras privadas e públicas não federais.

Também poderia ser utilizada a Lei 1.521/1951, que versa sobre os Crimes contra a Economia Popular, sancionada no Governo Getúlio Vargas. Trata-se de Legislação Correlata ao previsto no Código de Defesa do Consumidor - ver na Lei 8.078/1990.

Veja ainda o Capítulo II - Dos Crimes contra a Ordem Econômica e contra as Relações de Consumo da Lei 8.137/1990.

É importante verificar também, que apesar de ter sido destituído da Presidência da República, importantes leis em defesa do consumidor foram sancionadas no Governo Collor de Melo. Seria esse o verdadeiro motivo de sua destituição?

Como dizia Leonel Brizola: São as forças ocultas, ou seja, é o poderia econômico dos patrões dos lobistas corruptores a causa a desgraça do povo brasileiro.