início > contabilidade Ano XX - 17 de agosto de 2019



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CONTABILIDADE GERENCIAL

CONTABILIDADE GERENCIAL

INTRODUÇÃO (Revisado em 30-10-2018)

  1. CONTABILIDADE ADMINISTRATIVA
  2. CONTABILIDADE OPERACIONAL
  3. CONTABILIDADE GERENCIAL OU CONTABILIDADE DE GESTÃO
  4. CONTABILIDADE POR GANHO
  5. PONTO DE EQUILÍBRIO NA CONTABILIDADE DE GESTÃO
  6. A VERDADEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL
  7. CONTABILIDADE CRIATIVA OU FRAUDULENTA
  8. PROGRAMAS DE PROCESSAMENTO DE DADOS - CONTABILIDADE GERENCIAL
  9. O ENSINAMENTO PRÁTICO E AS ILAÇÕES TEÓRICAS
  10. OS DESFALQUES EM RAZÃO DA FALTA DE CONTROLES INTERNOS
  11. PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA - COMBATE ÀS FRAUDES NO COMÉRCIO EXTERIOR
  12. CONCLUSÃO

Veja também:

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe

1. CONTABILIDADE ADMINISTRATIVA

Toda contabilidade é gerencial. Por isso podemos dizer que não existe especificamente contabilidade com a denominação de Contabilidade Gerencial, que em Portugal é chamada de Contabilidade de Gestão.

Entre as ramificações da Contabilidade Administrativa, está a Contabilidade Gerencial e também estão as chamadas de Contabilidade Fiscal ou Tributária, Contabilidade Financeira, Contabilidade Societária e ainda a Contabilidade de Custos. Na verdade, todas elas estão contidas na Contabilidade Geral

2. CONTABILIDADE OPERACIONAL

Entre as ramificações da Contabilidade Operacional, que se caracteriza pela predominância do objeto social de cada empreendimento empresarial, podemos citar a Contabilidade Comercial ou Mercantil, a Contabilidade Bancária e de Seguros, a Contabilidade de Transportes (aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial e lacustre) assim como as contabilidades específicas a todos os demais tipos de objetivos das entidades com ou sem fins lucrativos, públicas ou privadas, divergentes das citadas.

3. CONTABILIDADE GERENCIAL OU CONTABILIDADE DE GESTÃO

Os colaboradores do Wikipédia dizem que por intermédio da Contabilidade Gerencial obtém-se:

  1. Projeção de orçamentos empresariais [Contabilidade Orçamentária]
  2. Controles orçamentários [Contabilidade Orçamentária]
  3. Apuração de custos [Contabilidade de Custos]
  4. Cálculo do ponto de equilíbrio [Contabilidade de Custos]
  5. Determinação de preços de vendas [Contabilidade de Custos]
  6. Análise de desempenho (índices financeiros) [Contabilidade Financeira]
  7. Planejamento tributário [Contabilidade Fiscal ou Tributária]

Os colaboradores do Wikipédia citam ainda:

  1. Teoria das Restrições (TOC) ou Contabilidade por Ganho [Contabilidade de Custos]
  2. Balanced Scorecard

4. CONTABILIDADE POR GANHO

Os colaboradores do site Wikipédia deixam escapar que a Contabilidade por Ganho é subjetiva. Afinal, todo empreendimento empresarial visa lucros e a Contabilidade de Custos tem como principal função evitar os prejuízos. Por isso é utilizada na formação dos preços de venda ao consumidor final.

O objetivo da Contabilidade de Custos neste caso de gerenciamento das atividades empresariais é o de mostrar ao administrador do empreendimento quais são os segmentos (centros de custeamento) deficitários que devem ser reorganizados ou reestruturados e, se alguns continuarem deficitários, quais os que devem ser abandonados, continuando-se o empreendimento mediante a manutenção dos seus segmentos superavitários. Pode-se chegar a conclusão de todo o empreendimento é inviável, pois seria pequena ou nula a possível de se obter lucratividade sobre o produzido e impossível de se obter a necessária ou mínima rentabilidade para o capital investido.

5. PONTO DE EQUILÍBRIO NA CONTABILIDADE DE GESTÃO

Por meio da Contabilidade de Custos obtém-se o Ponto de Equilíbrio (ponto em que não há lucro nem prejuízo = resultado zero).

Assim sendo, podem ser estabelecidas METAS que podem ser planejadas por intermédio do Orçamento Pré-Operacional e dos Orçamentos de Gestão anual ou plurianual, tal como é feito na Contabilidade Pública ou Governamental.

Muitos empresários não têm a mínima noção dessa necessidade de se obter o Ponto de Equilíbrio de um empreendimento, seja ele com ou sem fins lucrativos, público ou privado.

Quase todos os empresários, principalmente os microempresários e os empresários de pequeno porte, por falta de conhecimento mínimos sobre contabilidade, acham que o simples fato de terem uma empresa lhes é permitido gastar o que bem quiserem.

Veja informações sobre MONOPÓLIO NATURAL.

6. A VERDADEIRA CONTABILIDADE GERENCIAL

Na realidade a Contabilidade Gerencial não é exatamente aquela apresentada nossos mestres.

Na prática a Contabilidade Gerencial não envolve somente as operações formais. Envolve também as transações informais irregularmente desenvolvidas pelo empresariado sonegador de tributos.

7. CONTABILIDADE CRIATIVA OU FRAUDULENTA

O principais argumentos para o desenvolvimento dessa Contabilidade Criativa ou Fraudulenta é a dita alta carga tributária que seria reduzida mediante o Planejamento Tributário com base na Elisão Fiscal.

Porém, grande parte dos consultores em Planejamento Tributário apela para simulações e dissimulações que são perseguidas pela legislação de combate à Sonegação Fiscal. Esta, também se comenta em Contabilidade Fiscal ou Tributária e nos textos sobre Planejamento Tributário, Paraísos Fiscais, Blindagem Fiscal e Patrimonial e nas demais contabilidades já citadas.

Por meio da Contabilidade Criativa é efetuada a manipulação de resultados, a Blindagem Fiscal e Patrimonial (ocultação de bens, valores e direitos), a lavagem de dinheiro em paraísos fiscais (evasão cambial ou de divisas, perdas de reservas monetárias) e a Sonegação Fiscal como meio de reduzir a Carga Tributária.

Veja os textos sobre as Fraudes nas Multinacionais.

8. PROGRAMAS DE PROCESSAMENTO DE DADOS - CONTABILIDADE GERENCIAL

Para combater esses mencionados crimes ou irregularidades no gerenciamento dos resultados empresariais foram sancionadas leis, entre elas aquela que tenta impedir a venda de programas de processamento de dados que permitam ao empresário ter informação diferente daquela que é apresentada ao Fisco.

Veja especialmente o item V do artigo 2º da Lei 8.137/1990 em que se lê:

Dos Crimes contra a Ordem Tributária - Dos Crimes Praticados por Particulares

Art.2º - Constitui crime da mesma natureza:

V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.

9. O ENSINAMENTO PRÁTICO E AS ILAÇÕES TEÓRICAS

É claro que nossos mestres preferem nos mostrar as teorias e teses do que falar abertamente sobre o que efetivamente é praticado nas empresas.

O site do COSIFe tem a finalidade de mostrar o que vem acontecendo na prática, razão pela qual seu coordenador ministrou cursos para Auditores Fiscais da Receita Federal por solicitação da ESAF - Escola de Administração Tributária. Desse cursos resultou a atualização da legislação tributária vigente desde 1985 até os dias de hoje.

Os atos irregularidades existentes e os outrora praticados, o profissional de contabilidade só ficará sabendo depois de formado, salvo de prestar a especial atenção a alguns fatos noticiados pelos meios de comunicação.

Obviamente, como os meios de comunicação dependem de seus anunciantes, geralmente só noticiam as irregularidades praticas por aqueles que não são seus anunciantes.

O contabilista só ficará sabendo que existem ou existiram práticas irregulares quando efetivamente estiver exercendo sua profissão. Inicialmente ficará abismado e preocupado em se envolver em tais tipos de crimes.

Por isso muitos preferem trabalhar em órgãos governamentais na tentativa de combater as irregularidades, mas acabam vendo que alguns servidores são corrompidos por Lobistas, como se tem notícia pelos meios de comunicação.

10. OS DESFALQUES EM RAZÃO DA FALTA DE CONTROLES INTERNOS

Em razão dessas mencionadas práticas desabonadoras, muitas empresas, por falta de controles, sofreram desfalques e seus investidores deixaram de receber rendimentos maiores. Quando so investidores descobrem que determinada empresa de capital aberto utiliza a contabilidade criativa para iludir investidores, geralmente são ações desvalorizam rapidamente e as os pequenos investidores sempre perdem.

Por tais atos e fatos desabonadores dos executivos e dos acionistas controladores das empresas, muitas delas faliram como aquelas norte-americanas que abalaram o mundo com suas artimanhas contábeis que ficaram conhecidas como Contabilidade Criativa (Contabilidade Fraudulenta). O problema foi tão grave que aquelas empresas multinacionais conseguiram quebrar os Estados Unidos e vários países europeus.

Muitas empresas multinacionais, estabelecidas em território brasileiro e nos demais países (além dos citados), utilizam-se dessas artimanhas contábeis e operacionais que são mostradas no roteiro de pesquisa e estudo (curso) sobre a prática do que se convencionou chamar de Planejamento Tributário.

11. PREÇOS DE TRANSFERÊNCIA - COMBATE ÀS FRAUDES NO COMÉRCIO EXTERIOR

As empresas exportadoras também participam ou participavam desse grandioso esquema de sonegação fiscal mediante o Subfaturamento das Exportações e do Superfaturamento das Importações. Estes dois visam a formação de "Caixa Dois" em Paraísos Fiscais.

Nessa área da sonegação fiscal, também existe o Subfaturamento das Importações conforme foi descoberto numa grande loja de produtos para ricos, famosos e emergentes em São Paulo - SP. Este visa a diminuição da carga tributária incidente sobre as importações.

Para combate a essas fraudes no Comércio Exterior foi instituída legislação que cuida da fiscalização dos Preços de Transferências das importações e exportações.

12. CONCLUSÃO

Do exposto podemos concluir que a Contabilidade Gerencial depende diretamente de toda a estrutura contábil que a entidade jurídica possua.

Portanto, a chamada de Contabilidade Gerencial faz parte da Contabilidade Geral que, em razão da complexidade dos dados obtidos na Contabilidade de Custos, todo esse conjunto de dados pode ser chamado de Contabilidade Intermediária ou de Contabilidade Avançada.


(...)

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