início > textos Ano XX - 22 de abril de 2019



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RISCO AMÉRICA VERSUS RISCO BRASIL #1

RISCO AMÉRICA VERSUS RISCO BRASIL #1

FRAUDES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS DAS MULTINACIONAIS

São Paulo, ano de 2002 (Revisado em 12-05-2015)

Referências: Rating - Agências Classificadoras de Risco - Estados Unidos da América - Manipulação de Resultados nas Demonstrações Contábeis - Sociedades de Capital Aberto - Companhias Abertas - Crimmes Contra Investidores. No Brasil a coisa não é muito diferente. A única diferença são os valores. Lá o tombo é muito maior. A irresponsabilidade das Agências de Rating.

Veja também:

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

MANIPULAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As notícias que estão eclodindo nos meios de comunicação nos dão conta de que nos Estados Unidos da América várias empresas estão manipulando resultados com vistas a enganar investidores. E no Brasil a coisa não é muito diferente. A única diferença são os valores. Lá o tombo é muito maior.

Aliás, em se tratando de mercado de valores mobiliários não só no Brasil e nos “States” a pilantragem ronda os investimentos. Em qualquer parte do mundo isso é feito diariamente.

Bobo é aquele nefelibata (que ou quem anda ou vive nas nuvens) que ainda acredita nos investimentos em ações ou em fundos de investimentos. Bobo é aquele que acredita em Bolsas de Valores como coisa séria e que coloca seu rico dinheirinho num mercado em que o mais sério “dá nó em pingo d’água”, tal como se diz à boca pequena. Num cassino a chance de perder é menor. Dizem que em Las Vegas a coisa é mais séria, mais honesta. Pelo menos lá o individuo já sabe que vai perder, mas, em compensação, vai se divertir bastante.

O CAPITALISMO BANDIDO DOS BARÕES LADRÕES

Parece que os investidores brasileiros finalmente se deram conta de tudo isso e assim transferiram seus recursos para a “caderneta de poupança”. Pelo menos com os depósitos na caderneta de poupança são construídas moradias para o povo. Enquanto que nas Bolsas de Valores só enriquecem os acionistas controladores (os donos das empresas), os intermediários (os corretores de valores) e os especuladores.

Porém, logo e mais uma vez nossos queridos sonhadores (digo, investidores) vão esquecer de tudo, tal como esqueceram das perdas nos Fundos DL 157, tal como esqueceram das perdas nos antigos fundos de commodities, tal como esquecerem dos títulos dos precatórios superavaliados adquiridos pelos Fundos de Renda Fixa e tal como esquecerão das recentes perdas nos Fundos DI.

E para enganar os investidores, vez por outra esses fundos mudam de nome com a anuência do Banco Central do Brasil, assim como também mudam de nome as empresas que promovem as falcatruas.

Veja o texto O Capitalismo Bandido dos Barões Ladrões.

O ALTO RISCO AMÉRICA E O BAIXO RISCO BRASIL

É óbvio que o Risco América é muito mais alto e grave do que o Risco Brasil.

E por que é óbvio?

Simplesmente porque os valores das pilantragens por lá são milhares de vezes maiores que as daqui. E o risco conseqüentemente também é maior lá. Por isso, perguntamos:

Diante de tanta pilantragem, por que deveríamos investir nos Estados Unidos da América? Por que deveríamos acreditar neles?

Por que devemos acreditar nos ditames do FMI - Fundo Monetário Internacional, que em todas as previsões que "fizeram" ou "recomendaram" nos últimos anos quebraram a cara?

Ou melhor, nós quebramos a cara seguindo as regras deles e ainda temos que pagar a dívida incorrida por ter aceitado as imposições.

Agora só porque alguns candidatos a presidente da República Federativa do Brasil dizem que, se eleitos, vão mudar a regra e que não mais aceitarão a interferência externa, eles dizem que o risco Brasil é maior.

Pergunta-se: É maior em quanto?

Em quantos bilhões de dólares o Risco Brasil é maior do que os centenas de trilhões norte-americanos?

Será que já esquecemos dos perto de trezentos bilhões perdidos com um simples ataque terrorista em Nova Iorque?

Será que depois de tudo isso ainda vamos acreditar que o Risco Brasil é maior?