início > textos Ano XXI - 16 de julho de 2020


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PANDEMIA E GASTOS PÚBLICOS - CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

PANDEMIA MOSTRA AO MUNDO A VERDADE SOBRE OS GASTOS PÚBLICOS

A AUTORIDADE FISCAL DEVE GASTAR MAIS, SUSTENTANDO A DEMANDA AGREGADA

São Paulo, 02/04/2020 (Revisada em 15/05/2020)

1. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

Por Américo G Parada Fº - Contador (FEA/UFRJ) - Coordenador do COSIFE

No dia 23/03/2020 a Revista Carta Capital em seu site publicou uma verdadeira monografia (breve, sem entremeios e sem dados supérfluos, portanto, objetiva) que merece ser lida principalmente pelos leigos em MACROECONOMIA.

E, entre esses aqui chamados de leigos também estão os ECONOMISTAS ORTODOXOS como o nosso Ministro da Fazenda (dito da economia) Paulo Guedes. "Fazenda" em italiano diz-se "Azienda", a partir de onde surgiu a Contabilidade que teve como grande mestre LUCA PACCIOLI

Até alguns dos antigos ortodoxos hoje em dia se mostram progressistas (chamados de comunistas ou socialistas) ao dizerem que o ESTADO (País como Nação politicamente organizada) não pode ficar a mercê dos ânimos meramente especulativos e lucrativos da INICIATIVA PRIVADA, que ultimamente tem optado pelo chamado de "CANIBALISMO ECONÔMICO" por outros chamado de "FINANCEIRIZAÇÃO" ou ainda de "CAPITAL VADIO" (Vagabundo) como diz Roberto Requião (PMDBista quase dissidente).

O título da monografia publicada por Carta Capital é: Pandemia de coronavírus ensina ao mundo a verdade sobre o gasto público, com a seguinte manchete: Sempre que houver desemprego, a autoridade fiscal pode (e deve) gastar mais para sustentar a demanda agregada.

No Google foram encontradas duas definições sobre o que significa DEMANDA AGREGADA:

Segundo o site do IBC, John Maynard Keynes (1883 - 1946) foi um economista britânico cujas ideias mudaram fundamentalmente a teoria e prática da macroeconomia. Ele foi um dos responsáveis pela inversão do pressuposto da Lei de Say que se resume na frase: “a oferta cria sua própria demanda”. A partir daí, surge a hipótese keynesiana, afirmando que a demanda agregada determina o nível da oferta agregada e, conseqüentemente, o nível da renda de equilíbrio da economia de um país. Keynes defendeu, ainda, a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos, com o objetivo de manter a economia viva, o pleno emprego e o crescimento nacional.

Por sua vez, o site sunoresearch resume que a teoria da demanda agregada tem como base o pensamento do economista britânico John Maynard Keynes. A demanda agregada é a soma de toda a demanda de um país. Nela esta inclusa a demanda [a produção, os serviços e o consumo] de todos os agentes de uma economia: consumidores, empresas, governo, exportadores e importadores.

Portanto, em contraponto com as FAKE NEWS de Paulo Guedes e de Jair Bolsonaro, podemos dizer que a PANDEMIA de 2020 fez renascer as Teorias de John Maynard Keynes escritas naquela época em que ocorreu da CRISE DE 1929 fabricada pelos especuladores de Wall Street (em Nova Iorque).

Esses mesmos tipos de inescrupulosos especuladores criaram muitas outras crises, como a ocorrida em 2020 nas Bolsas de Valores pelo mundo a fora, cujas transações são meramente especulativas, enganadoras de incautos investidores. E os perdedores nessas ocasiões são sempre os pequenos e sonhadores (nefelíbatas.

Segundo o dicionário Aulete, NEFELÍBATA é aquele que, ou o que vive ou anda nas nuvens. Nephele (nuvem) bates (que anda).

Na nossa concepção, os nefelíbatas vivem em outro mundo artificial (especulativo), não no nosso mundo real. Por isso, economistas progressistas sempre falam em ECONOMIA REAL, que não é aquela praticada pelo chamado de MERCADO. Nesse tal MERCADO prevalece a especulação (blefes, fake news, propaganda enganosa, enganação de incautos investidores).

Dois presidentes de Repúblicas (Brasil e Estados Unidos) seguiram rigidamente o que KEYNES escreveu em seu livro editado naquela época em que passaram a governar. Essa citada teoria primeiramente, a partir de 1930, foi aplicada por Getulio Vargas e, a partir de 1933, por Franklin Roosevelt.

Portanto, ao contrário do que muitos dizem, não diga que Vargas copiou Roosevelt. Ambos copiaram Keynes e Getúlio foi o primeiro. Ambos governaram seus países até 1946. Getúlio Vargas como ditador que derrubou a nossa República Oligárquica a partir de 1930 até 1946 e Franklin Roosevelt reeleito várias vezes seguidas pelo voto popular, desde 1933 até 1945. Também pelo voto popular, Getúlio Vargas foi novamente eleito em 1950 e cometeu o suicídio em 1954. Roosevelt morreu em 1946.

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