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O QUE O MERCADO ESPERA DO GOVERNO BOLSONARO

O QUE O MERCADO ESPERA DO GOVERNO BOLSONARO

O G1-GLOBO.COM OUVIU ALGUNS AGENTES DAS CLASSES SOCIAIS "A" E "B"

São Paulo, 04/01/2019 (Revisada em 04/01/2019)

Referências: Governo Bolsonaro - o que esperam os principais agentes do mercado.

O QUE O MERCADO ESPERA DO GOVERNO BOLSONARO

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Uma coisa é unânime entre os representantes das classes sociais "A" e "B": Os Trabalhadores das classes "C" e "D" são os culpados por todas as crises econômicas, não somente no Brasil como também no mundo inteiro.

Por isso, a partir de 2011 os governantes europeus optaram pela "Austeridade" nas classes sociais inferiores, tirando direitos sociais dos trabalhadores daquele continente.

Donald Trump está preocupado com crescente empobrecimento da população norte-americana. Veja em USA: Metade da População Está Na Pobreza ou Próxima Dela. Tal como na Europa, os mais pobres norte-americanos são imigrantes hispânicos (latino-americanos), africanos e asiáticos.

Mas, não é possível expulsar de quaisquer países esses imigrantes. Sem eles não há quem cuide do lixo e dos demais setores em que os nativos não querem trabalhar por serem insalubres e de alta periculosidade.

No Brasil sempre aconteceu o inverso. Desde o período Colonial os genuinamente brasileiros (os da Silva ou da Selva) sempre fizeram os piores trabalhos.

Para que seja possível a extinção da Classe "C" (classe trabalhadora = operária), os membros da CNI e do SENAI querem robotizar o Setor Industrial com a implantação da Quarta Revolução Industrial (INDUSTRIA 4.0).

Para redução dos Custos Operacionais das empresas não contempladas com o sistema robotizado do INDUSTRIA 4.0, torna-se necessária a Desoneração da Folha de Pagamentos de forma irrestrita e universal, completada por uma Reforma Trabalhista e Previdenciária com a indireta extinção de Direitos Sociais previstos no artigo 6º da Constituição Federal de 1988.

Assim fazendo, serão perdidas 70% das Galinhas dos Ovos de Ouro do Sistema Capitalista, que são os Consumidores.

Nas relações de consumo, como intermediários estão os micros e pequenos empresários (varejistas e prestadores de serviços) estabelecidos como empresa individual ou como sociedade empresária que sucumbirão sem os antigos consumidores agora desempregados e inadimplentes. São mais de 60 milhões os inscritos em cadastros de proteção ao crédito dos grandes empresários e banqueiros. Nesses segmentos operacionais circula de 70% a 80% do PIB - Produto Interno Bruto Brasileiro.

Para piora das expectativas, até maio de 2019 a Receita Federal quer extinguir mais de 3 milhões desses intermediários (varejistas e prestadores de serviços), que não conseguem dinheiro suficiente para uma digna sobrevivência e muito menos para o pagamento de tributos e das altíssimas multas impostas por não terem observado as rotinas burocráticas exigidas pelas normas regulamentares em vigor.

Querem acabar com o REFIS - Parcelamento de Dívidas Fiscais dos micros e pequenos empresários, mas não querem acabar com o CARF - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais utilizado pelos grandes empresários.

Querem aumentar a alíquota do IOF - Imposto sobre as Operações Financeiras para aumentar o Custo Operacional das empresas endividadas, tirando-as do mercado extremamente competitivo.

Com a pretendida "Informalidade"(Que Bate Recordes no Brasil), todos aqueles desempregados serão os novos membros da nossa já gigantesca Economia Informal. Em razão desse crescimento do Mercado Informal  Autorregulado, a Arrecadação Tributária a partir de 2019 será bem menor que a ocorrida no Governo Temer.

Dessa forma, para suprir o Défice Orçamentário, o Tesouro Nacional precisará emitir Títulos Públicos cujos investidores interessados são inegavelmente sonegadores de tributos brasileiros tidos como reais proprietários de empresas fantasmas (offshore) constituídas em paraísos fiscais.

Então, sem a arrecadação tributária incidente sobre o consumo popular, os Défices Orçamentários aumentarão ainda mais rapidamente porque os juros pagos ao capital estrangeiro (também pelas empresas) aumentará os custos de produção dentro do Brasil, gerando inflação. Isto pode reduzir as nossas exportações por falta de competitividade no mercado internacional, tal como aconteceu durante o Governo FHC.

Por sua vez, em razão da Desoneração da Folha de Pagamentos irrestrita e universal, aliada à Terceirização implantada como regra básica nas grandes empresas, não mais haverá Contribuição para a Previdência Social, mas, os Gastos Públicos nesse setor previdenciário continuarão a existir enquanto os aposentados e pensionistas continuarem vivos. Logo, os défices no Orçamento da Previdência Social serão bem maiores que os verificados desde que Joaquim Levy foi nomeado como "ministro da desoneração empresarial" por Dilma Russeff.

De outro lado, a inexistência de barreiras alfandegárias para aquisição de bens supérfluos pelas Classes Sociais "A" e "B", pode colocar em risco as nossas Reservas Monetárias que deveriam ser utilizadas para compra de bens de produção e para compra de participações societárias em empresas estrangeiras que atuam no Brasil.

Pior pode ser, se os especuladores do mercado bursátil resolverem supervalorizar a nossa moeda, tal como conseguiram fazer durante o Governo FHC. Então, a importação de bens supérfluos aumentará estupidamente tal como aumentou naquela época. Pior ainda seria se a supervalorização da nossa moeda vier a estimular a Internacionalização do Capital Nacional e a lavagem do dinheiro sujo obtido na economia informal tal como também aconteceu durante o governo FHC, conforme foi amplamente divulgado pela CPI do BANESTADO.

Em suma, a perspectiva é a de que tudo volte a ser como antes, como no Século passado, quando éramos insistentemente fiscalizados pelos economistas ortodoxos do FMI - Fundo Monetário Internacional.

O G1-GLOBO.COM OUVIU ALGUNS AGENTES DAS CLASSES SOCIAIS "A" E "B"

O G1-GLOBO.COM (ECONOMIA) publicou, nos últimos dias do ano de 2018, uma série de entrevistas com o objetivo de discutir o quadro econômico do Brasil em 2019.

Trata-se publicidade institucional gratuita, com anotações e comentários por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

MARCOS LISBOA - PRESIDENTE DO INSPER

Resumidamente, antes da publicação do texto relativo à entrevista, o entrevistador Luiz Guilherme Gerbelli do G1-GLOBO.COM escreveu:

A agenda fiscal dos Estados a partir de 2019 vai se revelar muito mais difícil que a do governo federal, na visão do economista e presidente do Insper (ex-IBMEC-SP), Marcos Lisboa. A crise nas finanças estaduais chegou a um ponto tão grave, avalia ele, que não há uma fórmula clara para endereçar o problema.

A solução, de acordo com o economista, deve exigir dos novos governadores a adoção de medidas radicais e não somente as ações que já estão no radar, como reforma da Previdência, por exemplo.

"Eu consigo imaginar uma agenda fiscal para o governo federal", afirmou Lisboa, ex-secretário de Política Econômica no primeiro governo Lula, em entrevista concedida ao G1 para a série "O que esperar da economia em 2019".

"A agenda fiscal dos Estados e municípios é muito mais difícil. Eu acho que a gente vai assistir a uma situação cada vez mais grave, que até pode ser postergada com medidas paliativas. Mas de novo: quando passa o efeito da morfina, a doença volta mais grave"

RICARDO PAES E BARROS - ECONOMISTA CHEFE DO INSTITUTO AYRTON SENNA

Resumidamente, antes da publicação do texto relativo à entrevista, o entrevistador Luiz Guilherme Gerbelli do G1-GLOBO.COM escreveu:

Nos últimos anos, o economista Ricardo Paes de Barros passou a se debruçar sobre os gargalos da educação brasileira, uma área em que o país gasta muito, mas obtém resultados aquém do desejado.

Entre as principais percepções de Paes de Barros, hoje economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper (ex-IBMEC-SP), está a de que o Brasil precisa aprender com os próprios erros e se espelhar em casos de sucesso – inclusive de experiências locais, como Sobral e Brejo Santo, no Ceará.

"O que a gente não está sabendo é aprender com a gente mesmo", disse em entrevista concedida ao G1 para a série "O que esperar da economia em 2019".

"O que estamos fazendo é gastando nosso dinheiro sem copiar quem realmente está fazendo muito bem, com resultados fantásticos".

Ao longo da sua trajetória, PB – como é conhecido – também se tornou um dos economistas que mais conhecem em profundidade a desigualdade brasileira. Na avaliação dele, os últimos indicadores que revelaram um aumento da pobreza no país mostram que população brasileira ficou mais resiliente.

NOTA DO COSIFE: RESILIENTE - Quis dizer que a população brasileira, diante das agruras impostas pelos inimigos dos trabalhadores, conseguiu desenvolver a habilidade de resistir a essas agruras, lidando e reagindo de modo positivo em situações adversas (criadas em seu detrimento = qualquer prejuízo ou dano material ou moral sofrido por alguém ou algo).

"Isso certamente diz alguma coisa da qualidade da nossa política social. Ela não é tão ruim assim, porque a pobreza iria explodir se ela fosse ruim".

EDUARDO GIANNETTI - ECONOMISTA E FILÓSOFO

Resumidamente, antes da publicação do texto relativo à entrevista, o entrevistador Luiz Guilherme Gerbelli do G1-GLOBO.COM escreveu:

O economista e filósofo Eduardo Giannetti avalia que o governo de Jair Bolsonaro terá apenas seis meses para apresentar uma proposta crível de ajuste fiscal que seja capaz de sinalizar o controle das contas públicas. E ponto primordial desta agenda, avalia, é a reforma da Previdência.

"O Brasil tem seis meses aproximadamente para apresentar uma proposta abrangente, coerente e crível de ajuste fiscal, cujo capítulo primordial é a reforma da Previdência", afirmou em entrevista concedida ao G1 para a série "O que esperar da economia em 2019".

Assessor econômico da ex-presidenciável Marina Silva nas últimas três disputas eleitorais, Giannetti acredita que a equipe formada por Paulo Guedes tem um diagnóstico correto dos problemas da economia, mas enxerga uma série de incertezas sobre o futuro do governo: como será a qualidade da reforma da Previdência, qual será a relação entre o Executivo e o Legislativo no futuro governo e o entendimento sobre os rumos do país entre os próprios integrantes da administração Bolsonaro.

"Temos dentro do governo um vetor militar, com sete ministros, com posturas nacionalistas, intervencionistas na maior parte dos casos e com uma visão muito mais geopolítica do que de racionalidade econômica na condução das suas propostas. Não está claro como é que vai se dar a relação deste vetor militar e o vetor econômico, neoliberal de Chicago, liderado pelo Paulo Guedes. Conflitos vão aparecer".

DELFIM NETTO - EX-MINISTRO DA FAZENDA NOS GOVERNOS MILITARES DE 1964

Resumidamente, antes da publicação do texto relativo à entrevista, o entrevistador Luiz Guilherme Gerbelli do G1-GLOBO.COM escreveu:

O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto vê com "esperança" o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro e avalia que a principal missão da nova equipe econômica é libertar o Brasil "das amarras" para conseguir acelerar o crescimento.

"É preciso libertar um pouco o Brasil das amarras a que ele foi submetido por excesso de controle, de regulação", disse em entrevista ao G1 para a série "O que esperar da economia em 2019".

Na avaliação de Delfim – um dos principais nomes da economia durante o regime militar –, o Brasil perdeu a capacidade de crescer e a próxima equipe econômica, liderada por Paulo Guedes, tem "uma boa chance de dar certo".

"Estou dizendo o seguinte: nós não podemos julgar o governo Bolsonaro antes da posse. Temos de julgar o governo quando ele terminar dia 31 de dezembro de 2022".

FERNANDO HONORATO - ECONOMISTA CHEFE DO BRADESCO

Resumidamente, antes da publicação do texto relativo à entrevista, o entrevistador Luiz Guilherme Gerbelli do G1-GLOBO.COM escreveu:

O economista-chefe do banco Bradesco, Fernando Honorato, está otimista com a economia brasileira, mas ainda tem alguma cautela. No cenário dele, há uma boa chance de a reforma da Previdência – considerada crucial para o ajuste fiscal – ser aprovada e o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) ser melhor em 2019, acelerando para 2,8%.

"Sem exagerar, a gente poderia estar mais otimista no crescimento do PIB se nós tivéssemos segurança de que as reformas vão passar. Enquanto elas não passam, tenho me definido como um otimismo cauteloso", afirmou Honorato em entrevista concedida ao G1 para a série "O que esperar da economia em 2019".

Com uma agenda bastante pesada na economia ao longo dos próximos anos, Honorato avalia que o governo de Jair Bolsonaro precisará de uma boa comunicação para conseguir aprovar medidas consideradas poucos populares, sobretudo na área fiscal, mas que, de acordo com ele, serão vitais para a retomada do país.

"Eu diria o seguinte: as medidas impopulares muito provavelmente vão ser seguidas de um vento a favor, que é vento do crescimento e geração de emprego. Isso em geral tende a mitigar a percepção das pessoas".