início > textos Ano XX - 18 de outubro de 2018



QR - Mobile Link
USA: METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ NA POBREZA OU PRÓXIMA DELA

USA: METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ NA POBREZA OU PRÓXIMA DELA

CAPITALISMO: O SONHO QUE SE TRANSFORMOU EM PESADELO

São Paulo, 30/09/2018 (Revisada em 01/10/2018)

Referências: Canibalismo Econômico, Formação de Cartéis mediante a Incorporação de Empresas, A Austeridade Fiscal Gerando Pobreza, Desemprego em Massa e Inadimplência, Neocolonialismo Privado, Aumento de Preços ao Consumidor, Inflação, Corrupção, Lavagem de Dinheiro, Sonegação Fiscal, Caixa Dois, Blindagem Fiscal e Patrimonial em Paraísos Fiscais, Internacionalização do Capital em Paraísos Fiscais.

  1. USA: METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ NA POBREZA OU PRÓXIMA DELA
  2. CAPITALISMO: O SONHO QUE QUE SE TRANSFORMOU EM ILUSÃO

Veja também:

1. USA: METADE DA POPULAÇÃO ESTÁ NA POBREZA OU PRÓXIMA DELA

Por Américo G Parada Fº - Contador Coordenador do COSIFE

Diante da Crise Mundial de 2008 causada pela grande especulação imobiliária nos Estados Unidos, os megalomaníacos banqueiros norte-americanos chegaram à falência e assim levaram para o buraco o país símbolo do capitalismo bandido dos barões ladrões. Mas, tudo isto não aconteceu somente em razão da especulação imobiliária.

Por isso, faz-se necessário voltar ao Canibalismo Econômico empreendido pelos grandes empresários no Mundo todo depois que os neoliberais implantaram a anárquica e, consequentemente, desgovernada Globalização em que predomina a Autorregulação dos Mercados.

Veja o texto sobre os Camelódromos em que se pratica a verdadeira Economia Informal e a Autorregulação dos Mercados. Os neoliberais praticam a Economia Informal nos Paraísos Fiscais.

Tudo estaria perfeitamente sob controle se os empresários do setor industrial não tivessem fechado suas indústrias no território ianque para produzir na China mediante a exploração do Trabalho Escravo.

Foi o que também aconteceu no Brasil durante o primeiro governo de Dilma Russeff. Empresários inescrupulosos chegaram a buscar incentivos fiscais no Paraguai. Queriam colocar 700 das principais empresas brasileiras em território paraguaio. Mas, onde encontrar os trabalhadores? Esqueceram-se também da infraestrutura. Todos eles eram analfabetos funcionais. Sabem ler e escrever, porcamente, mas não conseguem entender o que está escrito.

Em razão desses atos e fatos tão comuns nos inescrupulosos, vem acontecendo o rápido endividamento de todas as Nações, principalmente nos países tidos como desenvolvidos ou hegemônicos.

O endividamento interno dos ianques deu-se em razão dos constantes défices no Orçamento Nacional. A sonegação fiscal lá é bem maior que no Brasil. Aqui, pelos menos a Receita Federal vem cumprindo seu papel. Só o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais - CARF, criado em 2008 em substituição ao antigo Conselho de Contribuintes, vem deixando a desejar, tal como o seu antecessor.

Já o endividamento externo dos falidos ianques foi motivado pelos défices no Balanço de Pagamento em razão das Exportações menores que as Importações. Isto vem acontecendo nos Estados Unidos e na Europa neste Século XXI e vem aconteceu no Brasil durante o desgoverno de Michel Temer. E, nos STATES, os défices são constantes desde a década de 1970.

Portanto, tudo isso não começou recentemente conforme escreveu Thomas Piketty em O Capital no Século XXI. Neste século indiscutivelmente tudo ficou mais visível em razão dos avanços na Internet.

Na realidade tudo começou na década de 1980, quando os líderes dos neoliberais (Ronald Reagan nos STATES e Margareth Thatcher na Inglaterra) resolveram criar as BRECHAS na legislação para que fosse possível a internacionalização do capital das grandes empresas de seus respectivos países em paraísos fiscais. Para isto, reduziram os tributos incidentes sobre os lucros obtidos no exterior, ou seja, reduziram os percentuais da Tributação em Bases Universais.

No texto indicado é possível observar que no Brasil esse tipo de legislação para tributação em base universais foi criada pela Lei 9.249/1995 (para Pessoas Jurídicas) embora já houvesse a tributação de pessoas físicas desde o advento da Lei 4.862/1965 (artigo 5°) e da Lei 5.172/1966 (artigo 98) - Código Tributário Nacional.

A citada alcunha (capitalismo bandido dos barões ladrões) foi atribuída aos acionistas controladores das grandes empresas de capital aberto norte-americanas que passaram a adotar o tal de Canibalismo Econômico dentro dos Estrados Unidos a partir da década de 1990. Estes, não só furtavam de pequenos empresários que tiveram suas empresas incorporados como também furtavam dos acionistas minoritários que compraram suas ações na Bolsa de Valores.

Diante de malandragens dos acionistas controladores para iludir incautos, mediante manipulação das cotações, os acionistas minoritários passaram a agir como pílulas de veneno (poison pills) ora contra os incorporadores (denunciando seus desmandos), ora a favor deles (como cúmplices da roubalheira). É claro que todos os esquemas existentes para iludir investidores contavam com o indispensável apoio dos chamados de profissionais do mercado que se utilizavam da propaganda enganosa, agora chamada de "fake news" (notícias falsas).

Esse chamado de canibalismo econômico foi inicialmente aplicado por meio de uma grande onda de incorporações de empresas menores. Ou seja, os grandes magnatas ianques resolveram engolir todas aquelas empresas que operavam nos diversos pontos espalhados pelo território estadunidense, assim formando grandes redes de abastecimento e de vendas. Enquanto as empresas não eram definitivamente incorporadas, eles vendiam franquias. Depois da falência do incauto, eles ficavam com a empresa.

Mas, os barões ladrões partidários do capitalismo bandido já vinham promovendo esse tipo de canibalismo econômico nos países periféricos, como o Brasil, desde a década de 1970 quando foi extinto o Padrão Ouro para o Dólar. Foi a partir daquela época que ficou visível a onda de incorporações de empresas familiares (entre outras). Assim surgiram as chamadas de Multinacionais ou Transnacionais, agora sediadas em paraísos fiscais.

Naquela década de 1970 as incorporações foram feitas porque era preciso combater os petrodólares dos árabes produtores de petróleo que passaram a comprar ouro em substituição ao dólar. Por isso, houve a explosão do preço do ouro no mercado internacional. Com esse ouro, os árabes pretendiam comprar empresas não somente nos Estados Unidos como no mundo inteiro. Então, para destruição de vários dos países árabes, bastaram algumas guerras promovidas pelos USA (EEUU). Promoveram uma estratégica aliança com a Arábia Saudita.

Em razão do exposto, hoje em dia, dez corporações sediadas em paraísos fiscais controlam quase tudo aquilo que se possa comprar num supermercado.

Então, pergunta-se: O que tudo isto tem a ver com avanço da pobreza no Primeiro Mundo?

A pobreza nos países desenvolvidos passou a aumentar justamente em razão do desemprego gerado pelas grandes empresas que saíram de seus países de origem e passaram a produzir na China ou em outros países em que os salários dos trabalhadores são excessivamente baixos.

Durante o Governo Dilma Russeff o mesmo fizeram os nossos industriais filiados à CNI - Confederação Nacional da Indústria, liderados por Paulo Skaf. Geraram o desemprego em massa, para desmoralização dos governantes que defendiam os Direitos Sociais dos trabalhadores.

Então, para que no Brasil seja aceito um sistema de semi-escravidão idêntico ao explorado nos países asiáticos, é preciso que sejam tirados dos nossos trabalhadores todos os seus Direitos Sociais - Trabalhistas e Previdenciários, tal como também está sendo feito nos países desenvolvidos em que seus governantes pregam a AUSTERIDADE popular. Para realização desse trabalho sujo, no Brasil foi empossado Michel Temer mediante um Golpe Institucional.

A insensatez dos ditos barões ladrões foi tão grande nos Estados Unidos que em meados de 2002 foi sancionado o SOX - Sarbannes-Oxley Act que tinha como principal intuito o combate aos crimes contra investidores. No site endereçado (Wikipédia) percebe-se que muitas empresas estabelecidas no Brasil estão captando os polpudos recursos financeiros que sonegadores de tributos brasileiros têm guardados no exterior, principalmente em nome de empresas fantasmas constituídas em paraísos fiscais.

Portanto, indiretamente todas essas empresas, inclusive algumas estatais, estão demonstrando o que vem acontecendo no Brasil, tão frequentemente comentado neste COSIFE quando se fala em Blindagem Fiscal e Patrimonial em Paraísos Fiscais (Ocultação de Bens, direitos e Valores). Trata-se da Internacionalização do nosso Capital Nacional. Disto resulta o aqui chamado de Neocolonialismo Privado.

No Brasil a Lei 7.913/1989 (sancionada 13 anos antes do SOX) teve semelhante intuito. Antes, a Lei 7.492/1986 (em seus artigos 21 e 22) já combatia as fraudes cambiais e a evasão de divisas. Porém, como os dirigentes da CVM - Comissão de Valores Mobiliários brasileira fizeram vista grossa (desconhecendo a Lei 7.913/1989), a Lei 10.303/2001 alterou e incluiu artigos à Lei 6.385/1976 com o mesmo intuito de combater ao capitalismo bandido dos controladores de sociedades de capital aberto, mas, ainda sem resultado satisfatório.

Sobre esse tema, nenhuma notícia tornou-se tão popular como a dos irmãos Batista que manipularam cotações de suas ações na Bolsa de Valores. Nem Naji Nahas (o conhecido megaespeculador) foi condenado por tal crime de manipulação das cotações. Em 2014 o Ministério Público Federal acusou Eike Batista de "Manipulação do Mercado".

2. CAPITALISMO: O SONHO QUE SE TRANSFORMOU EM PESADELO

O nível extremo de desigualdade nos EUA está acabando com os pobres - Estão sendo transformados em miseráveis

Por Paul Buchheit, Common Dreams - Publicado em 09/07/2018 por CARTA MAIOR. Tradução de Isabela Palhares. Publicado originalmente no Common Dreams. Com informações complementares por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE. Paul Buchheit é um professor universitário, um membro ativo da US Uncut Chicago. Seu último livro é americanos descartáveis: capitalismo extremo e o caso de uma renda garantida. Ele também é fundador e desenvolvedor de sites de justiça social e educacional (UsAgainstGreed.org, PayUpNow.org, RappingHistory.org) e editor e autor principal de " American Wars: Illusions and Realities " (Claridade Press).

Negadores da falência econômica dos Estados Unidos, como é na ONU a embaixadora (Nikki Haley) dos STATES, recusam-se a admitir que a pobreza em massa de fato existe em seu País que já foi uma próspera nação a custa do neocolonialismo de nações pobres em poderio bélico, porém ricas em recursos naturais exportáveis.

O descrito é radicalmente contrário às crenças de (Nikki Haley) que ainda acredita na nobreza dos tais barões que se apresentam ao mundo como verdadeiros capitalistas bandidos praticantes do canibalismo econômico.

Mas se todos olhassem para a metade dos norte-americanos que os tais capitalistas bandidos detestam (porque são tidos como seres inferiores), a dura exibição dessa pobreza ao mundo poderia revoltá-los. Para que esse descompasso ianque não seja propagado, devem estar inventando uma nova desculpa para remover essa verdade das mentes lavadas pelas propagandas enganosas (fake news). Com aquela mesma cara-de-pau de um estelionatário, os defensores do capitalismo bandido diriam que a pobreza está aumentando porque aqueles vagabundos não querem trabalhar (tal como os asiáticos - sem direitos trabalhistas e previdenciários). Algo semelhante foi dito no Brasil por Fernando Henrique Cardoso durante o seu governo na década de 1990.

A taxa de pobreza dos EUA em 2016 era entre 12.7 e 14.0%. Mas a linha de pobreza é baseada em uma fórmula ultrapassada dos anos 1960. De acordo com o Serviço de Pesquisa Congressional (CRS), o valor limite da linha de pobreza deveria ser três vezes mais alto hoje. E poderia ser ainda maior se a verdadeira natureza da pobreza for considerada em razão de vários outros fatores humanitários.

A pobreza não tem só a cara do dinheiro

Há pobreza na diminuição da qualidade de vida dos norte-americanos que não são ganham o suficiente para pagar por tratamentos médicos durante todos esses anos em que foi sensível declínio na saúde pública naquele país.

Para ser ter uma ideia do que vem acontecendo nos STATES, como os remédios só podem ser comprados com receita médica e o povo não ganha o suficiente para pagar o honorário de um médico, os menos favorecidos (50% da população) usam medicamentos alternativos como são os analgésicos opioides (substância sintética ou natural que atua como o ópio derivado da papoula) que ameaçam a saúde. Somente estes opioides estão prontamente disponíveis em uma nação com menos de 5% da população do mundo e 30% do consumo mundial de opióides.

Pobreza é a falta de apoio comunitário em uma sociedade em que os vencedores levam tudo; o stress de dívidas esmagadoras; o declínio contínuo de empregos que pagam o suficiente para sustentar uma família; a impossibilidade de se mudar para um bairro desejado; o impacto mortal da desigualdade no bem estar físico e mental.

A ONU descreve os EUA como uma nação que está próxima da base do mundo desenvolvido em rede de segurança e mobilidade econômica, com a maior taxa de mortalidade infantil no mundo desenvolvido, a maior taxa mundial de encarceramento e os maiores níveis de obesidade.

Os norte-americanos de baixa renda estão frequentemente cercados por desertos de comida, com acesso insuficiente à água potável e saneamento, e com os níveis de poluição de países de terceiro mundo.

Inacreditavelmente, escreveu Paul Buchheit do Common Dreams, os mais pobres entre os norte-americanos estão até suscetíveis à doenças tropicais raras e calamidades já erradicadas como ancilóstomo.

Parte da definição de pobreza é “o estado de ser inferior em igualdade”. O nível extremo de desigualdade nos EUA está acabando com os pobres em um sentido de inferioridade. Está destruindo comunidades que já foram interdependentes, e está provocando surtos de drogas e álcool e suicídio ou “mortes por desespero”.

Riqueza é quase inexistente para os 50% de baixo

Dados do censo em 2011 mostraram que quase metade dos norte-americanos estava na pobreza ou era considerada baixa-renda. Desde então, a riqueza média para os 50% mais pobres desabou 27.5%, e a riqueza média para os 40% mais pobres é praticamente ZERO. O lar norte-americano médio tem menos riqueza do que tinha 35 anos atrás.

Os 50% mais pobres quase não se sustentam com suas rendas

De acordo com o CareerBuilder (entidade que publica oportunidades de emprego = SALARIÔMETRO no Brasil), 3 a cada 4 trabalhadores norte-americanos estão vivendo com salário apertado, incapazes de realizar gastos maiores em saúde ou moradia e mecânica (educação). Charles Schwab diz que 3 de 5 norte-americanos vivem assim. Isso é de 60 a 75% da população dos USA.

O Projeto United Way ALICE calculou que 43% dos lares dos EUA não conseguem arcar com uma renda mensal que inclua moradia, alimentação, assistência infantil, saúde, transporte e um celular. O Federal Reserv concorda, estimando que 42% dos adultos dos EUA estão experimentando uma alta privação material.

Expansão dos Custos: quase toda a renda dos 50% mais pobres vai para necessidades vitais

Para cada $1 em gastos vinte anos atrás, um lar norte-americano agora paga $1.25. Mas para cada dólar conquistado vinte anos atrás, o lar médio ainda ganha somente $1.

Moradia, assistência infantil e custos com a saúde estão acabando com os norte-americanos. Quase METADE dos inquilinos está sofrendo com os custos, pagando 30% ou mais de sua renda para seus locatários. O lar norte-americano médio na maioria dos estados teria que gastar mais de 10% de sua renda apenas para mandar uma criança de quatro anos para uma escola de período integral. A porção de custos com a saúde em uma típica família de quatro é cerca de $12.000 (anual) ou 20% da renda média (anual).

Para muitas famílias, isso é 60% de sua renda somente para moradia, assistência infantil e custos com saúde. Muitos estão afogados em dívidas. O lar médio na metade mais pobre do país está entre $4.000 à $10.000 em dívidas de cartão de crédito.

Aposentadoria? Provavelmente os trabalhadores não terão

Inúmeras fontes relatam que metade dos norte-americanos tem pouco ou quase nada guardado para a aposentadoria, e a pesquisa mais recente da GoBankingRates concluiu que 42% dos norte-americanos irá se aposentar com o equivalente a menos de três meses de salário.

Logo, depois desses três meses só resta aos norte-americanos trabalhar até morrer ou morrer de fome sem trabalhar. Obviamente não mais há ou haverá turismo na terceira idade, nem durante os árduos anos de trabalho.

Então, quem ganha os benefícios do governo?

Negadores da visível falência econômica norte-americana (país que tem a maior dívida pública interna e externa do mundo) argumentam que poucas famílias são realmente pobres, porque se beneficiam dos programas do governo para famílias de baixa-renda.

Entretanto, o NCCP - National Center for Children in Poverty diz que a taxa de pobreza infantil na América continua teimosamente alta. Apesar de muitas famílias americanas terem experimentado ganhos econômicos nos últimos anos, as crianças ainda são mais propensas a morar em domicílios pobres demais para cobrir suas necessidades básicas. Usando os últimos dados disponíveis da Pesquisa da Comunidade Americana (feita pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Mailman), os pesquisadores do NCCP descobriram que as crianças representam cerca de um quarto da população dos EUA, mas representam mais de um terço dos moradores mais pobres do país símbolo do capitalismo excludente protagonizado pelos neoliberais anarquistas.

Por sua vez, Thomas Piketty (O Capital no Século XXI), Emmanuel Saez e Gabriel Zucman calcularam que, em média, em 2014, os 40% de norte-americanos adultos com rendas logo abaixo dos principais 10% -- a classe média – recebiam mais em transferências da rede de proteção do governo (Medicare, Medicaid, cupons de alimentos, créditos fiscais, benefícios aos veteranos, etc) do que os 50% de norte-americanos mais pobres.

Quando a Seguridade Social é incluída, os 10% mais ricos em média recebiam, aproximadamente, o mesmo em transferências do governo que os 50% mais pobres.

Todos se beneficiam, felizmente, de programas governamentais essenciais. Mas, como descobriu a ONU, a rede de segurança norte-americana é menos favorável que as da maioria dos países desenvolvidos. E os mais ricos entre os ianques, de alguma maneira, conseguem sugar a grande parte dos benefícios direcionados aos pobres. Seja qual for a definição racional de pobreza, metade dos lares dos USA está lidando com essa inegável pobreza.

NOTA DO COSIFE:

Conforme consta do Wikipédia em inglês, Gabriel Zucman notabilizou-se com a edição do livro A riqueza escondida das nações: O flagelo dos paraísos fiscais, editado em 2015.

Porém, desde 1978 o coordenador deste COSIFE, na qualidade de auditor do Banco Central do Brasil, veio efetuando investigações sobre o fato dos paraísos fiscais abrigarem o dinheiro sujo de sonegadores de tributos de todos os países, começando pelo Brasil.

A partir de 1984 esses fatos já catalogados em relatórios protocolados no Banco Central do Brasil, foram descritos para Auditores Fiscais da Receita Federal em cursos e palestras promovidas inicialmente na FIPE - Fundação do Instituto de Pesquisas Econômicas, na qualidade de conveniada da ESAF - Escola de Administração Tributária.

Com base no contido no artigo 28 da Lei 6.385/1976, os cursos continuaram a ser apresentados nesta última entidade oficial do governo brasileiro até 1998.

Em razão desses cursos, o Brasil foi o pioneiro na expedição de Legislação Tributária e de combate à tais irregularidades empresariais que resultaram na alcunha de CAPITALISMO BANDIDO DOS BARÕES LADRÕES.

Todos esses atos e fatos foram paulatinamente publicados neste COSIFE a partir de 1999, com destaque para as irregularidades empresariais que no decorrer do tempo têm provocado o presente descompasso em que vivem todas Nações. Entre estas estão principalmente aquelas anteriormente conhecidas como desenvolvidas, que passaram a se utilizar do colonialismo e do imperialismo para se manterem vivas (alimentadas), tal como era feito na Antiguidade.