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PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

ENEM APONTA DIFERENÇAS ENTRE ALUNOS BRANCOS E NEGROS

São Paulo, 12/08/2012 (Revisado em 08-01-2013)

Referências: Desigualdade, Exclusão e Segregação Social, Resumo Estatístico possibilitado pelo ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, Combate ao Racismo e ao Trabalho Escravo no Brasil.

PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750 - Coordenador do COSIFe

Escrevendo a palavra PRECONCEITO no instrumento de busca do site do COSIFe, o leitor encontrará mais de 140 textos sobre o tema que tanto discrimina os menos favorecidos brasileiros.

A REALIDADE DA SEGREGAÇÃO SOCIAL = APARTHEID SOCIAL

No texto denominado As Vitórias Contra o Preconceito - Os Negros foram colocados vídeos do Programa Canal Livre da Rede Bandeirantes de Televisão, veiculado em 05/10/2009, em que foram debatidas as cotas raciais implantadas no Brasil. Naquele mesmo texto o coordenador deste site do COSIFe coloca sua posição, alegando que o preconceito e a discriminação existentes no Brasil não afligem somente os negros e seus descendentes. Na verdade atingem a todos os menos favorecidos. Nove anos depois de publicado o texto do COSIFe, os entrevistados pela BAND demonstraram ter a mesma opinião. Diante da mesma tese defendida por outras pessoas, naquele texto o problema foi encarado como SEGREGAÇÃO SOCIAL.

A perseguição aos menos favorecidos é histórica. Mas, toda essa segregação, que ainda persiste, de fato começou com os negros. Ou seja, essa lamentável perseguição aos menos favorecidos vem desde os tempos em que a elite empresarial brasileira (o Coronelato Fazendeiro) explorava o Trabalho Escravo dos negros caçados como animais no continente africano.

A Princesa Isabel decretou a Lei Áurea diante dos esforços do Papa Leão XIII para acabar com a escravidão no Brasil e nos demais países das Américas.

UM DOS MOTIVOS DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA EM 1889

Um ano e meio depois da abolição da escravatura, firmada pela Princesa Isabel que no governo brasileiro substituía seu pai D. Pedro II, alguns militares proclamaram a República com o intuito de novamente instituir o regime escravocrata no Brasil.

Essa intenção foi abortada pelos ingleses, que eram maiores parceiros econômicos do Brasil, pois já haviam abolido a escravidão em suas colônias. Por esse motivo, o primeiro presidente da república, o marechal Deodoro da Fonseca eleito pelo voto indireto, renunciou ao seu cargo depois de promulgada a Constituição Federal de 1981, porque através dela não conseguiu restabelecer o regime escravocrata em nosso País.

Então, coube ao seu substituto, o marechal Hermes da Fonseca (o Marechal de Ferro), o trabalho de convencer o Coronelato da necessidade de manutenção da unidade nacional, visto que muitos queriam transformar suas terras em Estados independentes do governo central.

Muitos herdeiros daqueles coronéis ainda pensam nessa independência até os dias de hoje. Por isso, foi preciso convencer o Coronelato de que o restabelecimento do Regime Escravocrata prejudicaria as exportações brasileiras, principalmente para a Inglaterra e para os Estados Unidos, porque esses países romperiam suas relações diplomáticas e comerciais com o Brasil.

De outro lado, o poderio econômico e bélico dos ingleses poderia facilmente transformar o Brasil em Colônia Inglesa.

O TRABALHO ESCRAVO AINDA EXISTE NO BRASIL

Veladamente o regime de semiescravidão dos menos favorecidos continua até os dias de hoje, não somente no Brasil como também em outros países. No Brasil, é possível perceber o grande empenho dos Fiscais governamentais no combate ao Trabalho Escravo. Ou seja, o empresariado inescrupuloso continua explorando o trabalho escravo. Porém, historicamente eles têm explorado principalmente aquelas pessoas consideradas como miseráveis, aquelas que se encontram abaixo dos limites da pobreza.

Sobre o Trabalho Escravo, veja os seguintes textos:

Veja a seguir o resumo estatístico realizado com base no desempenho dos alunos do ensino médio que prestaram o ENEM em 2010.

ENEM APONTA DIFERENÇAS ENTRE ALUNOS BRANCOS E NEGROS

Publicado por Notícias.UOL em 12/08/2012 - Fonte: Agência Estado, com anotações comentários em azul por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750.

OS ELEVADOS ÍNDICES DA SEGREGAÇÃO SOCIAL

São Paulo - Recorte inédito de dados de desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 nas capitais do País, além de confirmar a distância entre as notas médias dos estudantes de colégios particulares e os de escolas públicas, revela o abismo que separa estudantes brancos e negros das duas redes.

Os números mostram que as notas tiradas pelos alunos brancos de escolas particulares no exame são, em média, 21% superiores às dos negros da rede pública - acima da diferença de 17% entre as notas gerais, independentemente da cor da pele, dos estudantes da rede privada e os da rede pública.

GOVERNADORES DE ALGUNS ESTADOS DESPREZAM OS MENOS FAVORECIDOS

O levantamento também aponta distorções entre os Estados. De acordo com especialistas, esse cenário é o reflexo da desigualdade social e também da diferença dos níveis de qualidade das redes estaduais.

Os governantes de extrema-direita, que representam os interesses mesquinhos do empresariado inescrupuloso, nada fazem pelas populações menos favorecidas.

O ABANDONO DAS ESCOLAS PÚBLICAS POR GOVERNADORES E PREFEITOS

Por sua vez, a nota média de negros que estudam em escola privada é 15% superior às dos negros da rede pública - próxima dos 17% entre todos os estudantes da rede particular e da rede pública.

Embora em menor dimensão, a variação de desempenho entre negros e brancos dentro da escola pública também é desvantajosa para o primeiro grupo. Na média, os brancos têm médias 3% maiores que os negros.

A EXPLICAÇÃO DOS ESTUDIOSOS E PESQUISADORES

O fato de os negros terem rendimento menor do que os brancos, mesmo dentro da rede pública, tem explicações econômicas e pedagógicas, segundo a diretora do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.

Na questão econômica, segundo ela, a explicação é que "entre os pobres, os negros são os mais pobres". O lado pedagógico refletiria a baixa expectativa. "Em uma sala de aula, se uma criança negra começa a apresentar dificuldade, a professora desiste de ensiná-la muito mais rapidamente do que desistiria de um estudante branco".