início > contabilidade Ano XX - 16 de junho de 2019



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CONFECÇÃO DO ORÇAMENTO PRÉ-OPERACIONAL E DE GESTÃO ANUAL

CONTABILIDADE ORÇAMENTÁRIA

CONTABILIDADE GERENCIAL - PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA

2. CONFECÇÃO DO ORÇAMENTO PRÉ-OPERACIONAL E DE GESTÃO ANUAL (Revisado em 08-07-2018)

  1. Preliminares
  2. Orçamento de Implantação ou Pré-Operacional
  3. Orçamento de Implantação de Novas Unidades Fabris ou Filiais
  4. Orçamento de Gestão em Empresas e demais Entidades Privadas
  5. Contabilização do Orçamento de Gestão nas Entidades Privadas

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe

2.1. Preliminares

Quando se ouve falar em Previsão Orçamentária, pensa-se inicialmente em Orçamento Público. Mas, os princípios de aplicação do Orçamento Público também servem para o Orçamento de Gestão das entidades privadas com ou sem fins lucrativos. Apenas a escrituração contábil das entidades privadas é feita de forma diferente da dos órgãos públicos.

Todo orçamento de gestão, seja ele governamental, empresarial ou de entidades sem fins lucrativos, estabelece uma meta mínima para as receitas (ou expressa as que já estejam garantidas, no caso de entidades sem fins lucrativos) e estabelece um limite máximo para os custos e as despesas.

Nas entidades privadas podem existir dois de tipos de orçamentos:

  • Orçamento de Implantação ou Pré-Operacional
  • Orçamento de Gestão Mensal, Anual e Plurianual

2.2. Orçamento de Implantação ou Pré-Operacional

O orçamento de implantação ou pré-operacional é aquele efetuado antes da constituição e implantação de um empreendimento empresa ou não, para que se possa estimar o seu porte, os investimentos necessários, os gastos anteriores à sua entrada em vigor, os custos e despesas necessárias à atividade operacional e as receitas mínimas necessárias à manutenção do empreendimento.

O Orçamento de Implantação de uma empresa deve ser elaborado antes de iniciar as suas operações. Também deve ser efetuado Orçamento de Implantação de unidades complementares. Na verdade, o Orçamento de Implantação deve fazer para do projeto de viabilidade econômica de constituição e implantação de qualquer empresa.

Nas instituições do SFN que tenham como principal finalidade o empréstimo de dinheiro, é importante que haja inicialmente a menor imobilização de capital, tendo em vista que as instituições financeiras desconhecidas têm menor credibilidade para captar recursos financeiros do público. Por isso, sua rentabilidade vai depender essencialmente do empréstimo de seu capital de giro, a diferença entre o Patrimônio Líquido (Passivo Constante) e o Ativo Permanente (Ativo Constante) ou a diferença entre o Ativo Circulante somado ao Realizável de Longo Prazo (Ativo Não Circulante) e o Passivo Circulante somado ao Exigível de Longo Prazo (Passivos Não Circulante).

Ao contrário acontece nas indústrias e nos estabelecimentos comerciais. Geralmente o a parte do Patrimônio Líquido destinada ao Ativo Permanente é proporcionalmente maior.

Um exemplo de elaboração de Orçamento Pré-Operacional foi apresentado em Contabilidade Gerencial.

2.3. Orçamento de Implantação de Novas Unidades Fabris ou Filiais

O orçamento de implantação de novas unidades fabris ou de filiais pode ser feito à semelhança do CUSTO ORÇADO utilizado nas empresas de Construção Civil.

Esse CUSTO ORÇADO também deve ser contabilizado nos casos de incorporação imobiliária pelo sistema de PATRIMÔNIO DE AFETAÇÃO.

A forma de contabilização do CUSTO ORÇADO está no pertinente texto indicado.

2.4. Orçamento de Gestão em Empresas e demais Entidades Privadas

O Orçamento de Gestão especifica as receitas, os custos e as despesas, contendo as metas mínimas para receitas e os limites máximos para custos e despesas. As metas relativas às receitas podem ser ultrapassadas, mas as dos custos e das despesas nunca devem ser ultrapassados.

Como exemplo, para confecção da previsão orçamentária empresarial podem ser utilizados os requisitos estabelecidos para o Orçamento Público. O grande problema encontrado no orçamento público é que as verbas orçadas como despesas eventualmente não gastas são esbanjadas nos últimos meses de cada ano para evitar que, em razão das sobras, as verbas não sejam cortadas ou glosadas no próximo orçamento, por desuso no anterior.

Isto também pode acontecer nas empresas que fornecem orçamentos prévios para seus clientes, como, por exemplo, nas empresas de propaganda e publicidade, segmentos este em que também se encontram as que produzem filmes e vídeos com essa mesma finalidade. Portanto, esse esbanjamento deve ser evitado nas empresas e nas entidades sem fins lucrativos.

No caso do Orçamento de Gestão, existe os que defendam o seu fim, mediante a implantação de outras formas de Planejamento Estratégico com base no BCS - Balanced Scorecard e no Custeio ABC. Veja o texto intitulado O Fim do Orçamento.

Veja mais detalhes em Contabilidade Gerencial.


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