início > textos Ano XIX - 19 de agosto de 2018



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A GRAVE SITUAÇÃO DE ESTADO DE EXCEÇÃO EM QUE VIVEMOS

A GRAVE SITUAÇÃO DE ESTADO DE EXCEÇÃO EM QUE VIVEMOS

O GOLPE INSTITUCIONAL DOS INIMIGOS DOS TRABALHADORES

São Paulo, 07/04/2018

Referências: Escravidão, Neocolonialismo Privado, Extinção dos Direitos Sociais dos Trabalhadores.

Por Américo G Para Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Embora o coordenador deste COSIFE, em muitos textos aqui publicados, faça severas críticas aos economistas ortodoxos que sempre defendem os interesses mesquinhos do capital internacional abrigado em paraísos fiscais, torna-se necessário dizer que logicamente essas críticas NÃO SÃO destinadas a todos os grandes economistas que existiram e ainda existem no Brasil, como por exemplo Celso Furtado e Guido Mantega, entre muitos outros brasileiros e estrangeiros como Paul Krugman.

Então, levando-se em conta o que pensam os economistas imparciais, obviamente muito bem representados pelo COFECON - CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA na qualidade de EDITORIAL deste COSIFE está sendo publicado a seguir um MANIFESTO baseado noutro obtido no FACEBOOK do referido órgão oficial dos economistas.

Assim foi feito porque algumas partes daquele manifesto apresentam duplo entendimento. Então, para evitar dúvidas, o presente contém alterações e complementações efetuadas em letras azuis pelo coordenador deste COSIFE.

O coordenador deste COSIFE vem se pronunciar sobre a grave situação de estado de exceção no Brasil.

Este fato obviamente vem acontecendo com apoio de alguns agentes do sistema financeiro de grande porte, de rentistas nacionais e internacionais, de parte do empresariado também de grande porte, de uma parcela do judiciário e de alguns integrantes das forças armadas e policiais que teimam em usar a força bruta contra os menos favorecidos trabalhadores que deveriam ser protegidos pelo Estado da sanha de seus patrões, quando estes se revelam como inescrupulosos escravocratas.

Nitidamente o quadro institucional em curso no Brasil visa atender não somente aos próprios interesses dos que estão no comando da Nação, como também aos interesses escusos de alguns países tidos como paraísos fiscais em que estão sediadas empresas formadoras de cartéis que, na qualidade de neocolonizadoras privadas, almejam tomar conta das riquezas nacionais não só do Brasil como de outros países do Hemisfério Sul tendo-se como exemplo o nosso pré-sal, a Embraer, a Eletrobras e, consequentemente, a parte da matriz energética derivada das hidrelétricas, os rios, a base de Alcântara, a Amazônia Verde e a Amazônia Azul, o Aquífero Guarani e muitos outros ativos (reservas naturais) do nosso Patrimônio Nacional.

Os últimos lances do nosso desastre institucional foram as manobras levadas a cabo pelo Poder Judiciário, em apoio ao golpe, tal como fizeram quando da deposição do então Presidente da República João Goulart ... Certamente estas ações não foram dignas da missão institucional de defesa da democracia e da Constituição brasileiras.

Na véspera, apoiadores dos regimes totalitários (antidemocráticos) se pronunciaram em redes sociais da internet, ameaçando enterrar de vez as nossas já combalidas instituições democráticas. Ainda bem que o Comandante da Aeronáutica veio a público com discurso mais democrático e amparado em artigos da Constituição Brasileira que regulam o papel das Forças Armadas.

É importante sublinhar que o pano de fundo dessas diatribes é composto pelo congelamento dos investimentos públicos em educação, saúde e infraestrutura, dentre outros, por vinte anos no sentido de promover a nossa estagnação econômica para que o Brasil não possa concorrer com os paises chamados de desenvolvidos que sempre foram totalmente dependentes das nossas reservas naturais. Com tal intento impatriótico, nossos atuais governantes vêm ainda promovendo o aviltamento do valor do salário mínimo, a reforma trabalhista nitidamente escravocrata e os assassinatos de adversários políticos, de representantes de várias ONG que tentam proteger os nossos desafortunados, dos Fiscais que combatiam o Trabalho Escravo em Unaí - MG e de milhares de jovens negros e negras, brancos e brancas, todos pobres, jogados nesta condição pelos autores dos golpes nominados.

Como retomar o desenvolvimento econômico, com inclusão social, em meio a tanta insegurança jurídica e instabilidade institucional?

Para agravar a conjuntura já tão adversa, o comportamento casuístico de nosso Poder Judiciário, ao atingir seu auge neste momento, compromete ainda mais a credibilidade do País no exterior, em razão do nítido conluio praticado nos Três Poderes da Nação, inviabilizando os verdadeiros investimentos e financiamentos externos que nos seriam favoráveis.

Diante desse caótico cenário, urge que os brasileiros e brasileiras se insurjam contra os setores cujos interesses são os de eliminar os parcos benefícios sociais conquistados e de entregar para outrem ou para si mesmos na condição de falsos estrangeiros as nossas riquezas que seriam capazes de garantir o desenvolvimento do Brasil.

De forma totalmente contrária a essa internacionalização do que é nosso, torna-se necessário promover o bem-estar para o povo, combatendo-se o imenso ódio (alimentado pelos direitistas contra os esquerdistas) que resultou no Golpe Militar de 1964.

Essa tradicional segregação entre pobres e ricos alimentada pelo ódio das elites escravocratas contra os sem estirpe, pode ensejar grandes prejuízos para todos, inclusive para os mais endinheirados que, em menor número (são no máximo 3% da população), ficarão entrincheirados em seus condomínios fechados de alto luxo, tal como ficaram os brancos sul-africanos alimentadores do "apartheid" (Segregação Racial).

Veja o texto intitulado A Idiotice dos Nossos Colecionadores de Dinheiro Sujo em Paraísos Fiscais.