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QUESTÕES SOBRE "OPEN BANKING" = "OPERAÇÕES BANCÁRIAS ABERTAS"

QUESTÕES SOBRE "OPEN BANKING" = "OPERAÇÕES BANCÁRIAS ABERTAS"

OPERAÇÕES BANCÁRIAS NÃO CONTROLADAS POR BANCOS CENTRAIS

São Paulo, 22/02/2019 (Revisada em 28/02/2019)

Referências: Canibalismo Econômico, Neocolonialismo Privado, Formação de Cartéis Controlados por Multinacionais ou Transnacionais, Shadow Banking System - Sistema Bancário Fantasma. Fraca Atuação dos Bancos Centrais diante das Inócuas Regras do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia - Suíça. Crise de Credibilidade da Governança Corporativa com Auditores Independentes estabelecidos em Paraísos Fiscais.

QUESTÕES EM ABERTO SOBRE ‘OPEN BANKING’

Por Howard Davies (colunista do Valor Econômico). Publicado por VALOR ECONÔMICO em 21/02/2019. Extraído do clipping do Banco Central do Brasil em 22/02/2019 que é distribuído para seus servidores ativos e inativos.

DESDOBRAMENTOS DO MERCADO E POTENCIAIS AMEAÇAS À ESTABILIDADE FINANCEIRA

O colunista do Jornal Valor Econômico começa seu texto a dizer que em 14/02/2019, o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB - Financial Stability Board, em inglês) sediado em Basileia (Suíça), publicou um relatório sobre tecnologia financeira (“fintech”) e estrutura do mercado em serviços financeiros. O subtítulo era revelador e expunha as intenções dos autores daquele relatório: “desdobramentos do mercado e potenciais implicações sobre a estabilidade financeira”.

NOTA DO COSIFE:

Segundo a descrição do contido do livro "Fintech - Desafios da Tecnologia Financeira", editado em Portugal e à venda no Amazon.com.br, FinTech é um acrônimo que designa os serviços financeiros e as pertinentes tecnologias da informação. Refere-se a um amplo universo de inovações tecnológicas com implicações potencialmente transformadoras para o sistema financeiro mundial.

Em síntese são sistemas computadorizados que seriam utilizados para controle ou centralização das operações bancárias mundiais.

Pode ter duas finalidades principais como, por exemplo:

  1. Evitar a Lavagem de Dinheiro e a Blindagem Fiscal e Patrimonial
  2. Finalidade inversa, qual seja, a de criar um sistema privado para evitar o controle ou a supervisão dos bancos centrais.

A segunda hipótese já vem ocorrendo de forma descentralizada sob os olhares dos donos do mundo.

Nesta segunda hipótese, trata-se da regulamentação do chamado de Shadow Banking System - Sistema Bancário Sombrio ou Fantasma com a participação de Bancos Offshores constituídos em Paraísos Fiscais que podem ser administrados a partir de quaisquer países, como por exemplo, o Brasil, por este ser possuidor de grandes reservas naturais que têm sustentado quase todos os países da Europa desde o ano de 1500, inicialmente através de Portugal. Também vem sustentando outros países tidos como desenvolvidos desde a abertura dos nossos portos às nações amigas, quando Portugal perdeu o controle que passou a ser exercido pela Inglaterra.

Esse sistema financeiro de alta tecnologia computadorizada, com a utilização das telecomunicações, também poderia ser controlado pelos BRICS, sabendo-se que aquele grupo de países (e os seus aliados em quase todos os continentes) são os países com maiores reservas monetárias e ainda são detentores de elevadas reservas minerais que os países do Hemisfério Norte Ocidental mais necessitam porque não os têm.

Mas, os inimigos dos trabalhadores brasileiros e indianos, tão logo tomaram o governo, além de romperem relações diplomáticas com muitos países (socialistas e comunistas), também nos retiraram do grupo dos BRICS que agora é somente _R_CS - Rússia, China e África do Sul.

A utilização dessa tecnologia da informação no sistema financeiro mundial (real time - operando em tempo real)poderá alterar extremamente (e de forma definitiva) o modo como os serviços financeiros são prestados no mundo inteiro, podendo provocar roturas ou rupturas definitivas nos modelos de negócios nacionais e internacionais. Os desafios impostos pela tecnologia financeira deveriam ser objeto de maior debate e análise.

Sobre os Fint​​echs os dirigentes do Banco Central do Brasil escreveram no site daquela autarquia federal, visitado em 23/02/2019:

Um modelo baseado em transações entre contas transacionais é propício para o aparecimento de fintechs que desenvolvam soluções inovadoras para facilitar as transações de pagamento, tanto para pagadores quanto para recebedores.

As fintechs poderão se constituir tanto como instituições de pagamento, que ofertariam contas de pagamento para seus clientes, quanto como prestadores de serviço de iniciação de pagamento.

Além disso, as fintechs poderão oferecer serviços agregados ao serviço básico de pagamento, como oferta de seguros, crédito, investimentos, conciliação, pagamentos de tributos, etc. Existem diversos serviços que podem ser ofertados.

O serviço de pagamento funcionaria como uma porta de entrada para a oferta desses outros serviços.

É exatamente nessa camada de negócios que se espera a criação de um ambiente competitivo entre os diferentes PSPs (bancos tradicionais, bancos digitais, cooperativas, instituições de pagamento, fintechs, etc.).

O potencial competitivo é muito grande em virtude da existência de diferentes tipos de agentes, tanto tradicionais como novos entrantes, o que tende a ampliar e a melhorar a qualidade dos serviços ofertados e a reduzir os preços para os usuários finais.

Observe que os dirigentes do Banco Central do Brasil não mencionaram os paraísos fiscais que por enquanto fazem apenas o serviço cartorial de registro de empresas offshore.

Parece claro que as multinacionais ou transnacionais não investiriam tanto dinheiro para competir com outras, tal como fizeram os novos "proprietários" das nossas estatais privatizadas na área de telefonia, por exemplo. Seria mais fácil combinar a formação de um CARTEL MUNDIAL tal como já fizeram várias transacionais com as marcas dos produtos mais vendidos nos supermercados.

E os dirigentes do BACEN continuaram infantilmente a escrever a seguinte propaganda enganosa (Fake News):

Isso cria um ambiente propício ao desenvolvimento de modelos inovadores e que estimulam a competição.

O BC estudou detalhadamente os modelos de negócio de soluções de pagamento instantâneo já implementadas ou em fase de desenvolvimento em diversos países e regiões.

Esses estudos ajudaram na definição dos requisitos fundamentais para o ecossistema brasileiro.

A atuação na área de pagamentos instantâneos faz parte da ação “Incentivo à eletronização de pagamentos de varejo” do pilar SFN mais eficiente da Agenda BC+. 

Do jeito como os dirigentes do BACEN escreveram o transcrito texto em itálico, parece óbvio que eles desconhecem a existência do SHADOW BANKING SYSTEM ou cinicamente fingem desconhecer. Talvez sejam Analfabetos Funcionais, porque nem disseram que o Brasil já possui semelhante sistema desde a criação do SELIC - Sistema Especial de Liquidação e custódia que deve ter uns 40 anos de idade.

Porém, podemos dizer que é tarde demais para manifestações dos contrários à sonegação fiscal realizada com a indispensável participação dos bancos fantasmas que são constituídos nas chamadas de ILHAS DO INCONFESSÁVEL.

E os daqui precisam ser correspondentes bancários daqueles mediante a abertura de contas correntes de instituições fantasmas não residentes, que deveriam ser combatidas com base no artigo 64 da Lei 8.383/1990.

Sobre os contrários ao extremo liberalismo dos negócios empresariais, veja os textos:

  1. Os Paraísos Fiscais Causaram a Falência do Sistema Tributário Mundial
  2. Desvendada a Rede que Domina o Mundo - Sem Capital - Participações Cruzadas ou Recíprocas
  3. Consolidação das Demonstrações Contábeis - Impossibilidade em Conglomerados Internacionais
  4. Shadow Banking System = Sistema Bancário Fantasma ou Sombrio de Paraísos Fiscais
  5. Empresas, Bancos e Fundos de Investimentos Offshore - Paraíso Fiscais - As Ilhas do Inconfessável
  6. 10 Corporações Dominam as Prateleiras dos Supermercados - Cartel Explorador de Marcas e Patentes
  7. Lavagem de Dinheiro e Blindagem Fiscal e Patrimonial - Ocultação de Bens, Direitos e Valores
  8. O Ativo Fiscal Intangível e a Contribuição Não Mensurável - Veja também: Luxemburgo Leaks
  9. Ágios em Participações Societárias - Elisão Fiscal Versus Sonegação Fiscal
  10. Os Dilemas da Supervisão Bancária
  11. As Inócuas Regras do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia
  12. Reestruturação ou Reorganização Societária - Fusões e Incorporações - Monopólio por Segmento Operacional
  13. A Crise de Credibilidade da Governança Corporativa - Falta de Independência para os Agentes
  14. Os Sigilos Fiscal e Bancário Facilitando a Sonegação Fiscal - Segredo de Justiça
  15. Lei de Combate às Organizações Criminosas - Segredo de Justiça

Nada do descrito nesses textos foi lido ou ouvido pelos "manda-chuvas" que decidirão o futuro desse nosso mundinho em que a miséria grassa, assim como vem acontecendo mais rapidamente no Brasil desde a deposição de Dilma Russeff.

Essa afirmação do coordenador deste COSIFE (sobre a liderança operacional brasileira em tecnologia para o setor bancário) foi possível diante do que vem sendo implantado no Brasil desde a década de 1970. Essa agora chamada de nova tecnologia (que no Brasil já é antiga) vem para ficar se houver uma entidade universal que a administre.

Porém, esse controle universal das operações bancárias não pode ser entregue a anônimos que direta ou indiretamente vem administrando, por exemplo, as operações com moedas virtuais e as operações versadas no Mercado Forex. Em suma, o controle dos sistema financeiro mundial não pode ficar nas mãos da chamada de iniciativa privada neoliberal anarquista.

Então, com base nesses fatos de conhecimento público, mas, que muitos analfabetos funcionais não conseguem entender e que muitos indivíduos participantes dos esquemas internacionais de sonegação fiscal preferem fazer de conta que não conhecem, o citado livro, segundo os seus editores, procura responder ou atender a essa indispensável necessidade de conhecimento.

Nele, ainda com base no escrito por seus editores, há uma compilação de estudos sobre temas incontornáveis, tais como são os bancos digitais (Bancos Virtuais, Bancos Offshore de Paraísos Fiscais), a tecnologia descentralizada de registro de dados (blockchain), a analise de dados na internet (big data analytics), a consultoria robótica, a internet de coisas ou o financiamento colaborativo (crowdfunding = vaquinha online).

Afinal, os editores do livro citaram as mais importantes instituições e redes de computadores que estão fora do controle dos bancos centrais. Isto já indica que os autores do livro estão mais bem informados que os dirigentes do Banco Central do Brasil. Portanto, as operações transitadas na área cinzenta (sombria) dos paraísos fiscais estão fora do controle dos Bancos Centrais, fora do controle das Nações Unidas e fora do controle do FMI - Fundo Monetário Internacional.

Enfim, com base nessas importantes explicações que nos forneceu o colunista do Jornal Valor Econômico, entende-se que o FSB, em parte contrapondo-se ao Comitê de Supervisão Bancária de Basileia - Suíça, quer dizer que os magnatas donos do mundo pretendem LIBERAR GERAL.

E aqui assistimos os dirigentes do Banco Central do Brasil fingindo-se de mortos.

Isto significa que, de conformidade com os estudos efetuados pelo FSB, aqueles magnatas mais ricos do mundo podem apoiar ou simplesmente implantar um sistema de controle particular (porém, universal) das operações financeiras que acontecem num Sistema Bancário Fantasma que os dirigentes dos bancos centrais não conseguem enxergar.

Repetindo, esse novo sistema de tecnologia bancária mundial ("revolucionário" e "inovador") logicamente será semelhante ao utilizado no Brasil desde quando foi criado o SELIC - Sistema Especial de Liquidação e Custódia para registro de emissões e liquidações financeiras das operações com títulos públicos. Dentro desse mesmo padrão, no Brasil tempos depois surgiu a CETIP para os títulos privados. Recentemente a CETIP foi incorporada à BM&F Bovespa, formando a B3 - Brasil, Bolsa e Balcão. Assim, junto com o Banco Central e com a participação de diversas associações de profissionais desses segmentos operacionais, o Brasil provavelmente tem o mais perfeito sistema de controle de operações bancárias.

Para regulamentar todos os possíveis sistemas de registro e liquidação de operações financeiras, no Brasil foi sancionada a Lei 10.214/2001 (que dispõe sobre a atuação das câmaras e dos prestadores de serviços de compensação e de liquidação, no âmbito do sistema de pagamentos brasileiro) e doze anos depois foi sancionada a Lei 12.810/2013 (que definiu a atividade de depósito centralizado e de registro de ativos financeiros e de valores mobiliários e estabeleceu a competência do BCB e da CVM para que, nas suas respectivas áreas de atuação, possam autorizar, supervisionar e estabelecer condições para o exercício dessas atividades). Na página endereçada estão os gráficos a seguir mostrados.

Por sua vez, o sistema que os donos do mundo pretendem implantar deve ser semelhante ao usado no SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro. Isto significa que o sistema que eles querem para o mundo inteiro já existe aqui desde o final da década de 1970, quando a remessa e a obtenção de dados para todos os bancos habilitados era feita por antena parabólica, via satélite pela EMBRATEL, empresa estatal.

RSFN - REDE DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL BRASILEIRO

SPB - SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO - BANCO CENTRAL DO BRASIL - VERSÃO 3:

"Infraestrutura de Mercado "

OPERAÇÕES COM TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, DERIVATIVOS E CÂMBIO DE MOEDAS ESTRANGEIRAS

NOTA DO COSIFE:

O DESGASTADO COMITÊ DE SUPERVISÃO BANCÁRIA

Veja em Os Dilemas da Supervisão Bancária e em As Inócuas Regras do Comitê de Supervisão Bancária.

O FSB em parte se contrapõe ao Comitê de Supervisão Bancária porque com a implantação de um sistema universal controlado por magnatas escondidos em Paraísos Fiscais, todas as operações financeiras mundiais passam a transitar pelo SHADOW BANKING SYSTEM (Sistema Financeiro Fantasma dos Paraísos Fiscais).

Assim ocorrendo com todas as operações transmitidas pela Rede Mundial de Computadores - INTERNET, fica praticamente anulada a Ação Fiscalizadora ou Supervisora de todos os Banco Centrais o que poderá resultar na inexistência ou extinção do Depósito Compulsório que já não existe na esfera daquele Sistema Financeiro Sombrio (Cinzento, Fantasma).

O controle de Depósitos Compulsórios só seria possível se cada um dos Banco Centrais existentes pelo mundo afora tivesse idêntico sistema local que estivesse integrado (conectado) a um sistema centralizador administrado por entidade constituída por todos os países participantes (o FMI por exemplo). Trata-se um sistema de Contabilidade Integrada, semelhante ao SPED - Sistema Público de Escrituração Digital que ainda não é "Real Time", não opera em tempo real), salvo para emissão de documentos fiscais.

Esses sistemas de controle universal seriam semelhantes aos apresentados nos gráficos acima, que já existem no Brasil, processando os dados em tempo real (são Real Time).

Torna-se importante destacar que não havendo um sistema controlado por países (ou mesmo pelo FMI - Fundo Monetário Internacional), parece obvio que todos os grandes bancos brasileiros (talvez até os estatais) passem a atuar naquele Sistema Financeiro Não Oficial (neoliberal anárquico = sem qualquer controle governamental) em que não existe o Depósito Compulsório.

Então, SEM esse sistema semelhante ao existente no Brasil, controlado por exemplo pelo FMI ou mesmo pelo Brasil na qualidade de agente fiduciário (ou pelos BRICS também como agentes fiducários), aquele sistema não controlado por Nações Unidas seria totalmente neoliberal anárquico, em que já atuam as empresas virtuais que o articulista enumera a seguir.

SONEGAÇÃO FISCAL: A ATUAÇÃO NÃO TRIBUTADA DAS GIGANTES TECNOLÓGICAS

O articulista afirma que o pressuposto do relatório do FSB é claro. A chegada de gigantes tecnológicas consagradas, ou Big Tech, ao mundo financeiro poderá “afetar o grau de concentração e de contestabilidade em serviços financeiros, ao mesmo tempo com benefícios e riscos potenciais à estabilidade financeira”.

O foco do relatório da FSB são empresas como Apple, Google, Facebook, Amazon e Ant Financial, e não a multiplicidade de “startups” de fintech no Vale do Silício, em Israel ou aglomeradas em torno do trevo de Old Street em Londres.

NOTA DO COSIFE:

Complementando, o articulista explica que os bancos centrais e os ministérios das finanças estão começando a perguntar se as atividades das mastodontes tecnológicas serão inteiramente benéficas.

Entretanto, bem antes do que foi apontado pelo FSB, sabe-se que o faturamento relativo às atividades dessas empresas constituídas em paraísos fiscais não é tributado nos países em que virtualmente atuam, sabendo-se ainda que todas essas "mastodontes" estão sediadas nas chamadas de "ilhas do inconfessável", onde também estão as mais afamadas empresas de Auditoria Independente.

Trata-se do império da sonegação fiscal causador da falência dos Sistemas Tributários de todos os países.

Então, diante desses fatos, podemos acrescentar que essas instituições virtuais são indiscutivelmente as rainhas da informalidade, da sonegação fiscal, da evasão de divisas dos países, da Blindagem Fiscal e Patrimonial e da Internacionalização do Capital Nacional (descapitalização) de todos os países, razão pela os valores de mercado [dessas mastodontes] eclipsam de forma meramente especulativa, porque as empresas não estão efetivamente à venda, pois ninguém teria o dinheiro necessário ou suficiente para adquiri-las.

Atualmente, até os maiores bancos brasileiros e estrangeiros estão fazendo o mesmo que aquelas "mastodontes". A diferença básica é que o Patrimônio dos Bancos é tangível e o Patrimônio das Mastodontes é intangível.

Principalmente em razão da sonegação fiscal internacionalmente reinante, neste COSIFE foi publicado o texto Os Paraísos Fiscais Causaram a Falência do Sistema Tributário Mundial e o denominado Desvendada a Rede que Domina o Mundo com Participações Cruzadas ou Participações Recíprocas, portanto, sem a necessidade de capital em dinheiro.

De certa maneira, diz o articulista, pode ser considerado surpreendente que essas questões inerentes à sonegação fiscal em paraísos fiscais só estejam sendo levantadas agora.

E podemos acrescentar que o problema praticamente passou a existir desde que a coroa britânica concedeu a autonomia às algumas ilhas situadas no Canal da Mancha, que se tornaram paraísos fiscais.

Podemos ainda afirmar que os dirigentes do Banco Central do Brasil conheciam semelhantes operações porque constaram de relatórios firmados pelos auditores (fiscalizadores) daquela autarquia federal desde 1978.

Com base nesses dados apurados, a partir de 1984 até 1998, cursos e palestras foram ministrados pelo coordenador deste COSIFE na ESAF - Escola de Administração Fazendária, tendo como participantes os Auditores Fiscais da Receita Federal, além de muitos de seus superiores.

A SEGUNDA INSTRUÇÃO DO FSB SOBRE OS SERVIÇOS DE PAGAMENTO

E o articulista continua informando que na Europa, mudanças regulatórias como a Segunda Instrução sobre Serviços de Pagamento (PSD2 em inglês) foram decisivas para promover a abertura do sistema bancário, e órgãos reguladores como a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido criaram, por algum tempo, ambientes protegidos em termos de regulamentação a fim de amenizar o caminho dos recém-ingressos [de dinheiro sujo para ser lavado = legalizado], ao ajudá-los a se estruturar para cumprir os padrões.

NOTA DO COSIFE:

Parecia lógico ou óbvio que o sistema articulado pelos europeus não daria resultados satisfatórios porque ele não controlava as operações transitadas por paraísos fiscais. Como as entidades registradas nessas ilhas do inconfessável são do tipo offshore, aquele pequeno país, considerado insignificante, nenhum controle tem sobre as operações virtuais realizadas pelas empresas ali registradas.

Assim sendo, o sistema engendrado pelos europeus, tal como As Inócuas Regras do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, não atingiam os Bancos Offshore que atuam no Shadow Banking System - Sistema Bancário Sombrio ou Fantasma de Paraísos Fiscais.

Portanto, torna-se perda de tempo ou trabalho inútil todo aquele que não imponha severas restrições às operações efetuadas por instituições registradas com offshore em paraísos fiscais.

Se essas severas restrições forem impostas, provavelmente os senhores feudais desses pequenos países encontrarão outras formas de fazer o mesmo.

Portanto, só resta aos demais países confiscar todos os bens, direitos e valores idos para (ou vindos de) empresas constituídas em paraísos fiscais ou de pessoas em idênticas condições

EXPLICAÇÕES SOBRE O OPEN BANKING (OPERAÇÕES BANCÁRIAS ABERTAS)

O articulista explica que o PSD2, frequentemente descrito como “open banking” (“operações bancárias abertas”), determina que os bancos ofereçam dados de seus clientes a provedores não bancários de serviços de pagamento e de informações sobre contas. Agregadores podem, a partir daí, apresentar ao cliente uma visão integrada de suas finanças e oferecer serviços complementares.

Pode ser que a época correta de avaliar os riscos à estabilidade financeira do “open banking” tenha sido o período de consultas anterior à aprovação da instrução do FSB. Mesmo agora, na lista dos que contribuíram com o trabalho do FSB mostra que a Comissão Europeia, e os principais órgãos reguladores da Europa e da América do Norte, não estavam envolvidos.

NOTA DO COSIFE:

Os países dos grupos mencionados talvez sejam aqueles seguidores das inócuas regras do Comitê de Supervisão Bancária de Basileia, as quais não atingem às instituições constituídas em paraísos fiscais.

Qual foi, então, a conclusão do FSB?

O articulista continua a explicar que os autores do relatório encabeçado pelo FSB começaram, educadamente, a fazer uma série de mesuras à Big Tech. Eles dizem, com razão, que “a maior eficiência dos novos participantes poderá elevar a eficiência dos serviços financeiros no mais longo prazo”.

Também é perfeitamente justo argumentar, como os autores, que o acirramento da concorrência na prestação de serviços financeiros pode beneficiar os consumidores ao aumentar as opções, estimular a inovação e empurrar para baixo os custos das transações. As pressões sobre os provedores tradicionais estão gerando fortes incentivos para reduzir os custos e melhorar os serviços.

NOTA DO COSIFE:

Baseados nessas esdrúxulas ou arcaicas teses disseminadas pelos economistas ortodoxos, no Brasil, ao contrário do que esperava o governante de plantão (FHC), com a anuência dos dirigentes das Agências Nacionais Reguladoras, que se transformaram em líderes de vários cartéis por segmentos operacionais, os preços ao consumidor subiram vertiginosamente depois da privatização das empresas estatais.

Mas, para combater a inflação existente antes das privatizações, foi artificialmente provocado o desemprego em massa. Os trabalhadores foram penalizados como causadores da inflação e não foram penalizados os especuladores que, na qualidade de manipuladores do preço de mercado, para que tivessem maior lucro, foram os verdadeiros geradores da inflação.

Dessas demissões em massa resultou a drástica redução do número de consumidores e muitos deles tornaram-se inadimplentes contumazes, sem chances de recuperação financeira.

Então, sem dinheiro, as empresas privatizadas chegaram à beira da falência. A maior delas está em recuperação judicial (a velha concordata).

Essas demissões de trabalhadores para combate a inflação, tanto aconteceram durante o Governo FHC, como também ocorreram depois que Joaquim Levy substituiu Guido Mantega durante o Governo Dilma Russeff.

E, "para colocar os pingos nos is", o golpista Michel Temer chamou Henrique Meirelles que se mostrou totalmente incompetente, razão pela qual aquele desgoverno foi reprovado pela opinião pública.

Mas, aqueles mesmos eleitores insatisfeitos votaram num dos seguidores da política econômica e monetária de Michel Temer. "Durma-se com um barulho desses".

Na realidade, noutros países a coisa está muito pior, principalmente nos países chamados de desenvolvidos. Pelo menos o Brasil tem o que exportar para pagar suas dívidas. Os países desenvolvidos não têm. São meros importadores de quase tudo que precisam consumir.

Por isso, transformaram-se nos maiores devedores com dívidas que continuam a crescer rapidamente. E na América do Norte um louco, fazendo trampolinagens, quer gastar o dinheiro dos contribuintes com guerras e com o novo Muro de Berlin que vai ser construído em antigo território mexicano. Pior. Toda essa dívida gerada pelos imperialistas governantes norte-americanos e pelos governantes dos demais países desenvolvidos, tem como credores incógnitos proprietários de empresas fantasma registradas como offshore em paraísos fiscais.

CRIAR FAMA E DEITAR-SE NA CAMA, EIS A INÉRCIA - A COMIDA NÃO CAI DO CÉU

As empresas estabelecidas não podem mais se dar ao luxo de relaxar e se entregar à inércia, como fizeram no passado, quando a troca de contas era rara. Mas o FSB também adverte que o subsídio cruzado poderá permitir que empresas do grupo das Big Tech aumentem sua participação de mercado rapidamente e tirem as provedoras atuais de operação [mais falências]. Em decorrência disso, [ao contrário do que esperavam os defensores da livre concorrência] “participação das BIG TECH poderá não resultar num mercado mais competitivo no mais longo prazo”.

Trata-se de uma advertência à qual os formuladores de políticas públicas deveriam dar atenção. Mas o FSB é, supostamente, o principal interessado em estabilidade. E, nesse trecho, o relatório aponta para ambas as direções de uma só vez.

Por um lado, os autores argumentam que o aumento da competição pode criar um sistema financeiro com maior capacidade de recuperação, com uma gama mais ampla de empresas administrando os canais internos essenciais.

Por outro lado, a capacidade dos recém-ingressos de superar os bancos poderá tornar estes últimos “potencialmente mais vulneráveis a prejuízos”.

A redução correspondente dos “lucros retidos como fonte de capital interno”, argumenta o relatório, “poderá ter um impacto sobre a capacidade de recuperação e de assumir riscos do setor financeiro”.

Agora resta ao leitor resolver qual desses dois cenários tem maior probabilidade de ocorrer.

O QUE SE CONCLUI DESSA EXPLANAÇÃO?

O articulista esclarece: Embora o relatório do FSB mostre-se estão inequivocamente positivo sobre o impacto das startups de fintech, seja se elas continuarem sendo entidades independentes ou se integrarem a bancos que estão saindo de operação a fim de criar ofertas de produtos complementares, as conclusões dos autores sobre a Big Tech são muito mais matizadas [variadas, desconexas, diversificadas].

Enquanto análises anteriores sugeriram que as implicações da fintech sobre a estabilidade financeira seriam benéficas ou de pequeno alcance, agora o FSB acredita que “isso pode mudar rapidamente, com o envolvimento maior das grandes provedoras de tecnologia”.

Um possível caminho para a instabilidade financeira identificado no relatório é o de que os bancos poderão afrouxar os padrões de financiamento de uma forma um tanto insensata.

O articulista afirma: Eu avaliaria esse risco como sendo baixo. Os bancos já passaram por isso, na memória recente, e não estão interessados em revisitar esse cenário. Mas a ameaça à lucratividade é real, especialmente se forem adotadas estratégias de fixação de preços “abaixo do custo”, como o FSB julga possível.

NOTA DO COSIFE:

Diante dessas colocações parece óbvio que os dirigentes do BACEN estão como ostras dentro de suas carcaças.

Só vão ficar sabendo o que de fato está acontecendo no mundo exterior quando forem quebradas suas cascas, para comê-los.

Definitivamente eles não acreditam na existência do Canibalismo Econômico proporcionado pelas fusões e incorporações de empresas para formação pirâmides cartelizadas, que são inatingíveis quando a holding (ou holdings) está (ou estão) num paraíso fiscal ou em vários.

Com base no relatório do FSB, o articulista opina: Eles se referem explicitamente ao risco do subsídio cruzado.

NOTA DO COSIFE: SUBSÍDIO CRUZADO É IMPOSTO OCULTO

Então, a bem da verdade, torna-se importante explicar que o imposto oculto no preço dos produtos não é pago pelas empresas.

Esses impostos ocultos são pagos apenas pelos consumidores. Por isso, diz-se que são impostos embutidos nos preços dos produtos.

Quem afirma que os impostos são pagos pelas empresas está mentindo. Está divulgando Propaganda Enganosa (FAKE NEWS). Os impostos sempre foram pagos apenas pelos consumidores.

As empresas são meras agentes arrecadadoras de tributos que serão recolhidos aos cofres públicos.

OS ENGANADOS INVESTIDORES E A CRISE CREDIBILIDADE NA GOVERNANÇA CORPORATIVA

O articulista alerta: Os bancos da Europa não têm sido especialmente bem-vistos pelos investidores atualmente, e seus papéis estão sendo negociados bem abaixo do valor contábil na maioria os casos. Uma perda significativa de participação de mercado nos serviços de pagamento ameaçaria ainda mais sua capacidade de sobrevivência.

Em reação a isso, não é de estranhar que o FSB argumente em favor de “vigilância” da parte dos supervisores do setor bancário [BANCOS CENTRAIS].

NOTA DO COSIFE:

Os dirigentes dos Banco Centrais, tal como os do BACEN, estão fazendo-se de mortos.

Isto significa que os supervisores do sistema financeiro foram instados a fazer vista grossa aos fatos em questão. Há pouco tempo eles desconheciam a existência do chamado de Shadow Banking System.

Para os subalternos as chefias dizem: Fique quieto para que não seja prejudicada a sua carreira!!!

Esta é a razão da inércia no serviço público tal como também acontece em muitas empresas, quando uma máfia interna ou os terceirizados resolvem desviar dinheiro do patrão.

Neste caso em que fala dos órgãos estatais, por incrível que pareça, os patrões são os eleitores, que juntos, com mais de 50% dos votos válidos, são os acionistas controladores da Nação.

O articulista continua a dizer: Mas eu duvido que a resposta esteja, de fato, nos supervisores do setor bancário.

Se uma gama mais ampla de autoridades tivesse contribuído com o trabalho do FSB, elas poderiam, de forma mais pertinente, ter recomendado vigilância por órgãos reguladores de conduta e antitruste também.

Seguindo-se a própria lógica do FSB, é nos territórios desses órgãos que os maiores riscos têm maior possibilidade de surgir.

O articulista conclui, repetindo: Um possível caminho para a instabilidade financeira identificado no relatório é o de que os bancos poderão afrouxar os padrões de financiamento de forma insensata. Não creio. Os bancos já passaram por isso e não estão interessados em revisitar esse cenário.