início > textos Ano XXI - 30 de setembro de 2020


QR - Mobile Link
ABSURDO: OS INIMIGOS DO BRASIL FORAM BENEFICIADOS PELO BNDES

ABSURDO: OS INIMIGOS DO BRASIL FORAM BENEFICIADOS PELO BNDES

BRASIL GLOBAL PLAYER - ESTRANGEIROS ELOGIAM A DIPLOMACIA BRASILEIRA

São Paulo, 18/06/2015 (Revisada em 27-05-2017)

Referências: Os Anarquistas Mercenários da Mídia, BNDES - Financiamento do Comércio Exterior, Incentivo à Exportações, Pensando no Desenvolvimento do Brasil, Geração de Empregos, Combate ao Desemprego, Complexo de Vira-Lata.

Veja também:

Coletânea por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

ABSURDO: OS INIMIGOS DO BRASIL FORAM BENEFICIADOS PELO BNDES

O DIA EM QUE A GLOBO FOI SALVA PELO BNDES

OS CÃES VIRA-LATAS SÃO MAIS INTELIGENTES

Por Luis Nassif - Publicado em 17/06/2015 por JornalGGN - Luis Nassif Online

Em 2002 fui procurado por Fernando Gentil, diretor do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Gentil me tomou quase uma hora de conversa para expor o projeto de capitalização da Globocabo pelo BNDES. A empresa estava literalmente quebrada, sem conseguir honrar seus compromissos com financiamentos externos. A geração de caixa não cobria sequer o serviço da dívida. Sua dívida era de R$ 1,6 bilhão e precisaria rolar anualmente de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões.

O BNDES detinha 4% do seu capital. A proposta era elevar a participação para poder salvar a empresa. A proposta parecia razoável. Sem a capitalização, a Globocabo fecharia e o banco perderia o dinheiro investido.

Na época, ainda havia relativa competição na mídia e alguns colunistas tinham independência inclusive para fiscalizar abusos de outros veículos de mídia. Por isso tinha sido procurado por ele para explicar antecipadamente a operação.

Sem condições de analisar mais profundamente, julguei razoável a ideia de capitalizar a empresa para posterior venda, para evitar a perda total dos ativos. Disse-lhe que, da minha parte, achava razoável a capitalização.

Deve ter procurado outros colunistas independentes. O fato é que houve uma megacapitalização que elevou para 22,1% a participação do BNDES na empresa, salvando a empresa.

Tempos depois, ela foi vendida para o bilionário mexicano Carlos Slim, tirando a Globo do sufoco.

Não foi a primeira vez que a Globo se aventurou em outros territórios, valendo-se de sua influência política.

No governo Sarney, ganhou a NEC de graça, em uma barganha com Antônio Carlos Magalhães, Ministro das Comunicações, em troca de passar para ela a concessão da emissora na Bahia. E com o valioso auxílio da Veja, ajudando a crucificar Garnero.

No governo Collor, quando as teles caminhavam para a digitalização, foram tentadas duas jogadas para viabilizar a NEC.

No Rio, a Telerj, presidida por Eduardo Cunha, tentou impor os equipamentos da NEC na implantação do serviço celular. O inacreditável Ministro da Infraestrutura João Santana tentou fazer o mesmo junto à Telesp.

Colunista da Folha, Jânio de Freitas ajudou a bloquear a jogada da Telerj. Também colunista do jornal, tive papel no bloqueio da jogada da Telesp.

A jogada de ambos consistia em uma pré-seleção de cinco empresas que tivessem equipamentos compatíveis. Depois, caberia a eles selecionar a vencedora.

Jânio escreveu uma coluna pesada contra a manobra de Cunha, e eu outra coluna denunciando a jogada de João Santana.

Uma semana depois Santana me chamou a Brasília. Entrei na sua sala e ele pediu para o chefe de gabinete entrar e me estendeu uma nova minuta:

- Mudamos o edital. Veja o que acha deste novo.

Disse-lhe que não era consultor de governo. Ele que divulgasse a nova minuta, eu consultaria minhas fontes e apresentaria minha opinião através do jornal. 

Essa capacidade de auto-regulação da imprensa acabou com a gradativa aproximação dos grupos de mídia, associando-se e, depois de 2005, montando o grande pacto.

A partir daí, houve ampla liberdade e quase nenhuma transparência para os negócios públicos e privados.

GLOBO FAZ NOVO ATAQUE ESQUIZOFRÊNICO AO BNDES

A ELITE VIRA-LATA É A PRINCIPAL INIMIGA DO BRASIL

Jornal O Globo, dos irmãos Marinho, constata o óbvio:

  1. Que as operações do BNDES, por serem subsidiadas, implicam "prejuízo" para o Tesouro Nacional, ainda que esse impacto seja questionável, em razão do fomento à exportação de bens e serviços por empresas brasileiras;
  2. No entanto, o jornal Valor, que também pertence aos Marinho, mas em sociedade com o grupo Folha, destaca na manchete que os empresários pedem "debate despolitizado" sobre o BNDES, comandado por Luciano Coutinho;
  3. "No governo Fernando Henrique Cardoso financiamos a construção do metrô de Caracas. Falta de coerência é falar mal disso agora", destacou Roberto Giannetti da Fonseca, que foi secretário do governo FHC;
  4. Mas, e no Globo: há alguma coerência?

Pela Equipe de Redação do Brasil 247. Publicado em 16/06/2015

247 – Em qual braço editorial da família Marinho se deve acreditar: no jornal O Globo, que desde já faz campanha contra o chamado 'lulopetismo', ou no jornal Valor Econômico, que propõe um debate mais racional sobre temas econômicos?

Nesta terça-feira [16/06/2015], o jornal O Globo dedica sua manchete ao BNDES e descobre um segredo de Polichinelo: as operações do BNDES, que são subsidiadas, implicam um "prejuízo" contábil ao Tesouro Nacional. Isso porque o Fundo de Amparo ao Trabalhador repassa recursos cobrando a taxa Libor ao banco, que os empresta a empresas, a taxas inferiores às de mercado.

Graças a esses financiamentos, que são comuns em vários países do mundo, como nos bancos de fomento à exportação dos Estados Unidos e do Japão, por exemplo, empresas ganham musculatura para participar de concorrências internacionais. Não por acaso, o Brasil tem viabilizado, nos últimos anos, altos volumes de exportações de bens e serviços, por meio de suas principais construtoras.

Coincidência ou não, a revista Foreign Affairs, a bíblia da política externa global, destacou em sua mais recente edição o avanço das posições brasileiras na África, na América Latina e no Caribe nos últimos anos.

É por isso mesmo que o presidente do BNDES defende que os custos fiscais das operações do banco sejam relativizados, em razão dos impactos nas exportações de bens e serviços – e também na geração de empregos.

Essa linha é a que vem sendo adotado pelo braço editorial mais racional da família Marinho. Nesta terça, a capa é também dedicada ao BNDES, mas numa linha mais sensata e construtiva. O jornal destaca na manchete que os empresários pedem "debate despolitizado" sobre o BNDES, comandado por Luciano Coutinho.

Roberto Azeredo, diretor do Ministério das Relações Exteriores, lembrou que, entre 2008 e 2012, a China destinou US$ 45 bilhões para apoiar suas empresas no exterior – no Brasil, a média, graças apenas ao BNDES, foi de US$ 2,2 bilhões.

"No governo Fernando Henrique Cardoso financiamos a construção do metrô de Caracas. Falta de coerência é falar mal disso agora", destacou Roberto Giannetti da Fonseca, que foi secretário do governo FHC. 

Mas, e no Globo: há alguma coerência?

DELFIM DEFENDE BNDES E CRITICA VIRA-LATISMO

OS VIRA-LATAS ESTÃO FICANDO FAMOSOS NO MUNDO INTEIRO

Publicado por Brasil 247 em 16/06/2015

247 – O economista Delfim Netto, que foi ministro da Fazenda durante o chamado "milagre econômico", se levantou contra a onda de ataques ao BNDES e defendeu a política de estímulo às exportações do banco.

"É abusivo dizer que o BNDES é uma 'caixa-preta' e é erro grave afirmar que deve dar publicidade às minúcias de suas operações, o que, obviamente, revelaria detalhes dos seus clientes que seriam preciosas informações para nossos concorrentes e, portanto, contra o Brasil", disse ele, no artigo "Exportação de serviços e o complexo de vira-lata", publicado no jornal Valor Econômico.

Segundo Delfim, os ataques ao BNDES, como o desta terça-feira 16/06/2015, no Globo, refletem o clássico 'complexo de vira-latas' diagnosticado pelo dramaturgo Nelson Rodrigues.

"É lamentável que não se compreenda que os recursos do BNDES-Exim não são remetidos para o país onde se faz o investimento. São usados como pagamentos em reais no Brasil, para centenas de empresas médias e pequenas, com milhares de operários, que fornecem os produtos 'exportáveis', sem serem diretamente exportadoras", diz Delfim.

Ele diz ainda que o Brasil tem uma posição modesta no financiamento às exportações, quando comparado a seus concorrentes.

"De acordo com informações internacionais confiáveis ('Engineering News Record'), ainda ocupamos uma participação muito modesta no setor: sete vezes menor do que Espanha, EUA e China e quatro vezes menor do que Alemanha, França e Coreia. Somados, esses competem – com subsídios – por 2/3 de um mercado da ordem de US$ 550 bilhões por ano", diz ele.

"Não há maior afirmação do 'complexo de vira-lata' do que demonizar o suporte do BNDES quando financia despesas em reais que geram produção e emprego no Brasil", prossegue Delfim. "E não há maior miopia do que não enxergar que 'exportar é o que importa'".

NOTA DO COSIFE:

"EXPORTAR É O QUE IMPORTA"

O slogan proferido por Delfim Netto sintetiza o que se entende por Comércio Exterior.

No Comércio Exterior em tese um País só pode importar produtos, mercadorias ou serviços se tiver algo para exportar em troca do que foi importado. Esse sistema de trocas entre países vigorou até 1945.

Com a criação do Sistema Monetário Internacional, administrado pelo FMI - Fundo Monetário Internacional, o sistema de trocas entre países foi substituído por um sistema de créditos e débitos entre países. Desse modo, o FMI passou a ser uma espécie de banco central mundial em que os todos países tem uma conta corrente bancária.

Então, o País que exporta mais do que importa, acumula Reservas Monetárias. Acumula saldos credores na conta corrente mantida no FMI.

De outro lado, o País que importa mais do que exporta, se não tiver reservas monetária acumuladas, passa a ter saldos devedores na conta corrente mantida no FMI. E, assim, o País com saldo devedor na conta corrente é obrigado a assumir uma Dívida Externa, mediante o recebimento de empréstimo fornecido pelo FMI.

Esta última condição era a enfrentada pelo Brasil desde a sua independência de Portugal em 1822 até o ano de 2002, último ano do Governo FHC.

O que a nossa Elite Vira-Lata e os seus representantes no Congresso Nacional (os oposicionistas inimigos do Brasil) não conseguem entender é que até 2002 nós devíamos para os Estados Unidos (por meio do FMI, porque a moeda padrão é o dólar estadunidense). E, depois de 2003 são Estados Unidos que passaram a dever para o Brasil (por intermédio do FMI).

Então, como a partir de 2008 os Ianques estão falidos (na bancarrota), o Brasil precisa financiar as importações feitas por eles, simplesmente porque eles não têm dinheiro para pagar.

Atualmente os Estados Unidos assemelha-se àquele indivíduo que comprou com seu cartão de crédito e, como não conseguiu pagar a dívida, ficou inadimplente e teve seu nome inscrito no SPC e no SERASA.

Será que, com essa simplória explicação, os mencionados Vira-Latas conseguirão entender?

Confira abaixo resposta do BNDES à reportagem do Globo, que chamou de "rasa":

Nota do BNDES: reportagem de "O Globo" sobre exportações (em 16/06/2015)

A reportagem "BNDES causa perdas de R$ 1,1 bi por ano ao FAT" revela uma incompreensão básica em relação ao papel de um banco de desenvolvimento. O cálculo considera o rendimento obtido pelo FAT Cambial e o compara com custos de mercado, chegando à referida cifra.

Por que não, então, extrapolar a premissa rasa da reportagem para o total da carteira do BNDES?

Sob este ponto de vista, meramente financeiro, seria muito mais vantajoso aplicar todos os recursos do BNDES no mercado, à taxa Selic, por exemplo.

A consequência, no entanto, seria nefasta para os investimentos. É isso que o país deseja?

A verdade é que o Brasil não pode abrir mão de um setor exportador forte, em que os bens e serviços de maior valor agregado tenham relevância. O que permite que possamos competir em condições de relativa igualdade com nossos concorrentes internacionais é o arcabouço estabelecido por lei nos anos 90, que tem o FAT Cambial como fonte de recursos para os créditos à exportação.

Esta é uma política de Estado que independe do governo de turno.

Finalmente, diferentemente do que insinua o texto [do jornal O Globo], a destinação de recursos do FAT ao BNDES, definida pela Constituição, não consome fundos que seriam usados para pagamento do abono salarial ou do seguro desemprego.