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O TERRORISMO ATACA NOVAMENTE

O TERRORISMO ATACA NOVAMENTE

A SEGREGAÇÃO SOCIAL ALIMENTADA PELA ELITE REACIONÁRIA

São Paulo, 11 de setembro de 2003 (Revisado em 10-10-2019)

Referências:

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

O TERRORISMO E O PRECONCEITO

Existem duas espécies de terrorismo. Aquele que mata e destrói e o outro que simplesmente mina as instituições democráticas.

Do primeiro grupo, que mata e destrói, têm sido vítimas todos os sectários do maometismo (islamitas, muçulmanos, moslemes, moslins) e os demais povos do terceiro mundo (o colonizado pelos europeus).

Do segundo grupo têm sido vítima os governantes ditos de esquerda, que são eficientemente perseguidos pelas elites endinheiradas.

Contra o terrorismo que mata e destrói estão as potências mundiais, que fazem questão de intimidar, fazendo demonstrações do seu poderio econômico e bélico, inclusive impedindo pela força que outros países também tenham esse mesmo poderio financeiro e militar.

Contra o terrorismo que mina as instituições democráticas nada tem sido feito, porque ele está principalmente embasado em coisas aparentemente subjetivas como o preconceito e a discriminação social.

Por que os países ditos desenvolvidos não conseguem sobreviver sem explorar os menos favorecidos?

Por que as elites endinheiradas gostam tanto de ver proliferar a miséria e a fome?

Isso, os psiquiatras não conseguem explicar e nem os psicólogos e psicanalistas, porque seriam obrigados a discordar de seus principais pacientes. Tais indivíduos procuram os mencionados profissionais especialmente para que eles digam que "loucos" (megalomaníacos) são os demais seres humanos.

Em 2003 os grandes empresários brasileiros, representados pelo presidente da FIESP, não satisfeitos com as riquezas já possuídas, reivindicaram mais incentivos fiscais, menos impostos e mais máquinas com avançada tecnologia para que não sejam obrigados a gerar novos empregos. E ameaçaram com mais demissões e com menos investimentos, caso o governo não cedesse às suas pretensões oligárquicas. Parece que estavam querendo criar uma crise institucional para o governo, tal como a que foi gerada pela elite venezuelana no governo de Hugo Chaves.

De seu lado, o ministro-chefe do Supremo Tribunal Federal em entrevista à impressa, criticou o presidente da república (Lula), em nítida oposição a um dos poderes da república, ao qual devia respeitar para que também fosse respeitado. Com aquele ministro fazem coro o PSDB e o PFL (DEM), fazendo propaganda no rádio e na televisão, a qual critica o governo tal como fazia o antecessor partidário Carlos Lacerda (UDN) e o seu jornal Tribuna da Imprensa.

Segundo diziam na época, Lacerda e seu jornal eram financiados pela CIA (Agência Central de Inteligência) e também por empresas norte-americanas. Eram as chamadas forças ocultas daquela época, conforme bradava Leonel Brizola em rede nacional de rádio em ondas curtas e médias. Só que no final de sua vida, o "caudilho" (como era chamado pelos seus opositores) parecia estar alinhado com as tais "forças ocultas", provavelmente em razão do mais puro preconceito contra o operário (“sapo barbudo”) que chegou à posição que não conseguiu chegar.

O TERRORISMO E OS APAGÕES

Em 1999, os brasileiros foram vítimas de um “apagão” (prolongada interrupção no fornecimento de energia elétrica). Este, estendeu-se pelas regiões Sudeste, Sul e partes do Centro-Oeste. Foi o maior “blecaute” em 14 anos, avançando pela madrugada, conforme noticiou o Jornal do Brasil de 12 de março daquele ano (Dicionário Aurélio). Ou seja, o último “apagão” (e não mais “blecaute”) de tais proporções tinha sido em 1985 e iniciou à tarde, pouco depois da hora do almoço, estendendo-se até a noite.

Naquela tarde, o coordenador do COSIFE, na qualidade de auditor do Banco Central, fiscalizava em São Paulo uma distribuidora de títulos e valores mobiliários denominada “Sol Nascente”. Porém, à luz de vela (o sol não chegava a adentrar no recinto, mesmo porque o dia estava nublado).

Muitos diziam que os nossos “apagões” foram criminosos, mas as autoridades governamentais negaram tal versão e tudo foi esquecido. Seria problemático mais uma vez acusar as "forças ocultas".

Em razão do sucateamento do nosso sistema de eletrificação, administrado pelos ingleses até a década de 1960, aquelas empresas estrangeiras foram encampadas pelo Governo. Este, por sua vez, além dos problemas diplomáticos encarados, não teve os recursos financeiros para os investimentos necessários depois da encampação. Com o passar do tempo, os problemas foram resolvidos, principalmente depois de inaugurada a hidrelétrica de Itaipu.

Porém, quando tudo vinham funcionando perfeitamente, ra preciso justificar a nova privatização do que tinha sido estatizado para o bem do Brasil. Isto é, para que o Brasil ficasse livre do neocolonialismo inglês.

Como estratégia, para justificar as privatizações, a nossa elite anarquista dizia que O Governo É Mau Administrador.

Com o auxílio dos Mercenários da Mídia, significativa parcela do eleitorado foi convencido de que o governo que elegeram de fato era mau administrador. Então, as empresas distribuidoras de eletricidade foram vendidas a “preço de banana”.

Então, novamente por falta de investimentos por parte dos novos proprietários (da iniciativa privada), tivemos racionamentos, tal como acontecia nas décadas de 1950 e 1960, quando as empresas distribuidoras e geradoras também eram privadas (tendo os ingleses como principais proprietários).

Pelo menos uma das distribuidoras privatizadas ficou insolvente por ter desviado recursos para o exterior, na tentativa de salvar a sua matriz da falência. Por isso, foi em parte foi novamente estatizada. O mesmo aconteceu no setor de telecomunicações. As empresas em estado de insolvência vivem trocando de donos ou controladores.

Em razão desse tipo de ocorrência tem-se uma pequena ideia da enorme falta de rigor na escolha dos grupos de investidores que seriam agraciados com as privatizações.

Essa foi a principal razão pela qual alguns grupos nacionalistas tentavam impedir, através da justiça e de manifestações públicas, toda aquela "Liquidação Chamada Brasil" efetuada por meio de "leilões de privatização" dos quais o povo e os demais investidores não podiam participar.

O racionamento só não continuou em 2002 porque o consumo residencial diminuiu, assim como o das atividades industriais e comerciais, que também diminuíram em razão do acentuado nível de desemprego e da consequente falta de consumidores.

Felizmente as chuvas logo chegaram, mas, diante da situação que se apresentou, ficou claro o abandono administrativo e ainda a falta de planejamento governamental, que foram bastante criticados pelos professores universitários da área de engenharia em eletricidade e outros recursos energéticos derivados de minerais estratégicos.

Em 2001 aconteceu o ataque às torres gêmeas do WTC (Centro Mundial de Negócios) de Nova Iorque. Estava claro que era um ataque terrorista, não havia jeito de negar. Se fosse apenas um avião, bem que poderia ser alegada a versão de acidente. Porém, foram quatro e um deles não conseguiu seu intento.

Em 2003 aconteceu o ataque ao Iraque supostamente para destruir armas atômicas, químicas e biológicas, mas que, muitos dizem, teve a finalidade de garantir suprimento de petróleo aos países mais ricos, tendo em vista que as tais armas nunca foram encontradas.

Novos “apagões” foram observados. Um em todo Norte e Nordeste dos Estados Unidos e parte do Canadá e outro na região de Londres, Inglaterra.

Terrorismo ou incapacidade das empresas privadas de administrarem as grandes redes de distribuição de energia elétrica?

Parece claro que os sistemas de eletrificação de países com dimensões continentais como o Brasil, os Estados Unidos, a Rússia e a China não podem ficar desintegrados e em mãos de diversas empresas sem nenhum compromisso com o país, visando exclusivamente o lucro fácil e rápido. Há evidente necessidade de monopolização estatal com ousado plano de integração nacional. No Brasil, isto começou a ser implantado a partir de 2003.

Os sistemas energéticos, os minerais estratégicos e as tecnologias militar e espacial são hoje em dia os principais esteios da independência econômica e tecnológica de um país e não podem ficar em mãos privadas. Se isso não fosse verdade, fatalmente a NASA seria privatizada.

Por esse motivo a Coreia do Norte foi ameaçada de invasão. Exatamente por possuir mísseis e tecnologia nuclear, que só conseguiu porque lá nada é privado. O governo controla tudo, assim como acontecia na Rússia antes de sua desintegração incentivada com muita corrupção.

No Brasil, misteriosamente explode um foguete na base de Alcântara, no Maranhão, matando os seus principais cientistas, cujo projeto, financiado pelo governo, se vingasse, daria ao Brasil tecnologia para o lançamento de satélites de comunicação e até de espionagem, que somente pouco mais de uma dezena de países possui. Outro detalhe é que foguetes daquele tipo também servem como mísseis, inclusive com ogivas nucleares.

Os russos foram convidados a investigar as causas da explosão do foguete brasileiro. Não, porque o governo é em tese de esquerda, mas, sim, porque de fato eles têm a tecnologia.

Enquanto isso tudo acontecia, ninguém conseguia achar Bin Laden e Sadam Hussein. E Hitler também nunca foi encontrado. Depois das muitas perdas humanas protagonizadas pela guerrilha iraquiana, os americanos pedem socorro a outros países, porque não conseguem conter a guerra civil que se implantou no Iraque. E assim, fatalmente vão mandar para lá os subdesenvolvidos, para morrerem sem que a opinião pública norte-americana se incomode.

O TERRORISMO, OS BANQUEIROS E A INDÚSTRIA BÉLICA

Os bancos têm prestado a um papel nada edificante não só no Brasil como no "resto do mundo". O que se vê é a participação dos bancos na lavagem de dinheiro e como coadjuvantes na sonegação de impostos através do que convencionaram chamar de planejamento tributário.

A lavagem de dinheiro continua e nada é feito contra os banqueiros que no Brasil e em outros países permitem que sejam abertas contas bancárias por instituições financeiras fantasmas, constituídas em paraísos fiscais, abertamente compromissadas com a sonegação de impostos e com a lavagem de dinheiro.

Parece óbvio que, nesse emaranhado de interesses escusos, os banqueiros que permitem a abertura dessas contas em seus bancos também são cúmplices do terrorismo e da guerrilha dos narcotraficantes, assim como são as indústrias de armamentos.

Do exposto podemos concluir que os grandes problemas mundiais tem sido causados indiscutivelmente pelos banqueiros, principalmente no que se refere à aberta cumplicidade na Lavagem de Dinheiro de narcotraficantes, de corruptos, de sonegadores de impostos e do terrorismo nacional e internacional.

As instituições constituídas em paraísos fiscais, das quais se beneficiam os sonegadores, entre outros malfeitores, estão sendo abertamente acolhidas pelos banqueiros brasileiros e internacionais, numa enorme rede de sonegação tributária e de lavagem de dinheiro.

Estão criando uma Nova Ordem Mundial em que os magnatas escondidos em Paraísos Fiscais serão os novos mandachuvas do neocolonialismo.

Além dos banqueiros, os maiores beneficiados com a lavagem de dinheiro e com o terrorismo são as indústrias de armamentos, que não medem esforços para oferecer aos bandidos armas cada vez mais sofisticadas, obrigando que as forças policiais e militares também as comprem. É evidente que existem grandes interesses comerciais e financeiros por trás de tudo isso.

Por isso, há a necessidade de uma vigilância mais severa nas atividades bancárias e nas atividades das indústrias de armamentos e daqueles que comercializam esses armamentos.

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