início > contabilidade Ano XX - 18 de junho de 2019



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CONTABILIDADE DE TRANSPORTES

CONTABILIDADE DE TRANSPORTES

  • INTRODUÇÃO
  • DEFINIÇÕES
    • Logística
    • Contêiner
    • Silos
    • Patletes
  • AGÊNCIAS NACIONAIS REGULADORAS
    • ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres
      • Transporte Rodoviário
      • Transporte Ferroviário
    • ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários
      • Transporte Aquático - Cabotagem, Oceânico, Hidroviário e Lacustre
      • Sistema Portuário - Cabotagem
    • ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil
      • Transporte Aéreo
      • Sistema Aeroportuário
  • ARMAZÉNS GERAIS
  • EXPORTAÇÃO - TRANSPORTE INTERNACIONAL - Comércio Exterior


INTRODUÇÃO

A contabilidade de uma empresa de transportes, seja ele rodoviário, ferroviário, marítimo, fluvial ou aéreo é aparentemente como qualquer outra. Pelo menos é o que se observa nas operações de contas a pagar e a receber, nas movimentações de caixa ou bancária, nas operações financeiras ativas (investimentos de curto e longo prazo) e passivas (empréstimos e financiamentos), que são corriqueiras a qualquer tipo de empresa.

Nas empresas de modo geral o que realmente é divergente entre si é a contabilidade de custos. Esta pode ser decisiva na apuração da rentabilidade, da lucratividade e para manutenção da empresa em funcionamento sem o risco de sofrer prejuízos. Nas empresas de transportes a contabilidade de custos é importante para evitar erros na fixação de fretes ou dos preços das passagens para transporte de passageiros.

Algumas entidades especializadas costumam fixar estimativas de custos por quilometro rodado, mas isso não é suficiente. É preciso que a empresa tenha um departamento especializado em custos e um sistema de processamento de dados que possa oferecer variáveis. A política de preços feita de forma errada, sem levar em consideração os custos, tem levado muitas empresas à falência e à assunção elevados passivos de difícil liquidação.

Nos empreendimentos com baixa aplicação de capital, por exemplo, o empresário quase sempre opta pelo arrendamento mercantil (leasing) como forma mais barata de evitar a imobilização de capital no Ativo Permanente, porque financiamento bancário é teoricamente mais caro. Todavia, deve ser levado em consideração que as empresas de arrendamento mercantil (leasing) também estão no sistema financeiro.

É preciso considerar que o arrendamento dos bens de produção gera um razoável aumento de custo fixo, tendo em vista que as parcelas a serem pagas pelo arrendatário são consideradas despesas e são bem superiores ao que seria contabilizado como depreciação. Os incentivadores do arrendamento mercantil dizem que dessa forma há economia de impostos. Por sua vez, os planejadores tributários dizem que, no caso de preços controlados pelo governo, as empresas podem apresentar planilhas com maior formação de custo, o que daria direito a cobrar preços maiores. Entretanto, é preciso saber se os usuários (os clientes) vão ter as condições econômico-financeiras necessárias à absorção desse maior custo. Utilizando o sistema de arrendamento mercantil, os lucros tributáveis são menores nos primeiros anos e, assim, há menor gasto com impostos diretos (imposto de renda e contribuição social). Mas, também pode gerar a necessidade de obtenção de capital de terceiros, como custos financeiros. Todavia, mesmo com custos maiores, não serão reduzidos os impostos ou contribuições incidentes sobre o faturamento.

A principal saída para a falta de dinheiro do empreender seria a abertura de capital e a captação de dinheiro nas Bolsas de Valores mediante o lançamento de ações novas ou de debêntures. Entretanto, esse tipo captação também custa caro, embora os rendimentos a pagar aos investidores sejam inferiores ao que se pagaria a um banqueiro. O problema é que o lançamento de ações ou debêntures também é efetuado por intermédio do sistema financeiro e eles vão querer ganhar com isso. Além disso, também existem os elevados custos de publicidade para induzir o público a investir nas Bolsas de Valores e especialmente naqueles títulos.

Nos últimos anos podemos observar através da imprensa os problemas ditos causados pela influência governamental na fixação dos preços das passagens aéreas, o que gerou a insolvência de várias empresas do setor. Mas, outros dizem que a verdadeira razão dessa insolvência está vinculada à má administração. Aliás, parece ser esse o grande problema das empresas de outros setores também.

Nas empresas com dificuldades geralmente é notada a presença de altos executivos ganhando nababescamente, sem darem a contrapartida técnica necessária à verdadeira administração empresarial. Geralmente os executivos de outras formações não dão a devida importância à contabilidade. Em muitas empresas, as demonstrações contábeis são maquiadas de forma a apresentarem uma situação líquida patrimonial que realmente não têm. Em muitos casos são gastos "rios de dinheiro" em propaganda e publicidade de necessidade duvidosa, além de outros gastos também desnecessários que geram status aos administradores.

Nos últimos anos o sistema de transporte rodoviário vem sentindo um grande aumento nos seus custos. De um lado, com a privatização das rodovias, houve um sensível aumento dos pedágios, tornando-se em custo significativo em determinadas rotas. De outro lado, aconteceu o proposital abandono governamental das demais rodovias não privatizadas, justamente com o intuito de promover a sua privatização. O problema enfrentado foi que não apareceram interessados na privatização delas, por se tratarem de rotas com menor movimento, com risco de baixo ou inexistente lucro.

Assim podemos ver que é justamente na análise desse fatores negativos que se concentra a contabilidade e especialmente a de custos.


DEFINIÇÕES


LOGÍSTICA

Diante da epidemia de modernidades que nos assola, têm surgido nos cursos de mestrado e doutorado teorias e teses em busca da perfeição. Para simbolizar essa nova era de avanços tecnológicos, novas denominações paralelamente têm surgido. Na área de transportes, a principal dessas denominações foi a da LOGÍSTICA, que as empresas transportadoras passaram a utilizar estampadas em seus veículos e recintos como forma de se distinguirem das demais empresas pejorativamente consideradas inferiores.

Na verdade a nova denominação é mais uma jogada mercadológica (marketing) daqueles que querem ganhar dinheiro implantando sistemas de qualidade outrora conhecidos, mas, não divulgados, tal como faziam na logística da guerra os Imperadores Romanos. Por esse motivo a palavra a LOGÍSTICA sempre foi mais utilizada nas campanhas militares, ou seja, nas guerras.

Segundo o site Guia de Logística, existem as seguintes definições:

LOGÍSTICA EM ARMAZENAMENTO (envolvendo também a embalagem e a exposição do produto)

Localização logística - É a forma de identificar geograficamente armazéns, depósitos, filiais, veículos, clientes, etc. As formas mais comuns são por coordenadas de latitude-longitude, códigos postais (CEP no Brasil) e coordenadas lineares simples ou malha, que nada mais são do que se colocar um papel vegetal quadriculado sobreposto a um mapa, com numeração das linhas horizontais e verticais.

Logística Empresarial - Trata-se de todas as atividades de movimentação e  armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.  (definição de Ronald H. Ballou no seu livro "Logística Empresarial").

Logística Reversa ou Inversa - No mercado é considerada como o caminho que a embalagem toma após a entrega dos materiais, no sentido da reciclagem das mesmas. Nunca voltando para a origem. Muitos profissionais também utilizam esta expressão para considerar o caminho inverso feito para a entrega, voltando para a origem, só que agora somente com as embalagens. Neste caso, tratam-se de embalagens reutilizáveis ou retornáveis, que são mais caras e específicas / próprias para acondicionar determinados materiais. Ocorre muito no setor automotivo para o transporte, por exemplo de pára-choques, painéis, etc.

Logística Reversa - O processo de movimentação de produtos de seu típico destino final para um outro local para fins de elevar o valor ora indisponível, ou para a adequada disposição dos produtos. (definição do RLEC - Reverse Logistics Executive Council).

Assim como nos loteamentos de glebas urbanas as ruas e quadras são numeradas e nas cidades existem bairros, em cada um destes os loteamentos tem um nome como jardim, vila ou condomínio. Da mesma forma, nos armazéns gerais, nas grandes empresas comerciais e nas industriais também há esses arruamentos para que os produtos, depois de cadastrados em sistemas eletrônicos de processamento de dados, sejam facilmente encontrados. O mesmo acontece nos supermercados e nas grandes lojas de materiais de construção, não somente no almoxarifado como também na área de exposição das mercadorias aos clientes ou fregueses. E nos supermercados esse modelo de modernidade já é utilizado há décadas. Os pais da administração já mencionavam antes de Henri Ford inventar a "linha de montagem": deve existir um lugar para cada coisa e cada coisa deve estar no seu devido lugar, inclusive em nossos lares. Por isso nas residências, assim como nos restaurantes, lanchonetes e hotéis, existem lugares apropriados para guardar panelas, louças, rouparia, mantimentos, etc.

DIVERSAS DEFINIÇÕES SOBRE LOGÍSTICA

Logística (1) - É o sistema de administrar qualquer tipo de negócio de forma integrada e estratégica, planejando e coordenando todas as atividades, otimizando todos os recursos disponíveis, visando o ganho global no processo no sentido operacional e financeiro. (definição de Marcos Valle Verlangieri, diretor do Guia Log).

Logística (2) - É o processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo e a armazenagem de matérias-primas, o estoque durante a produção e os produtos acabados, como também as informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, visando atender aos requisitos do cliente. (definição do Council of Logistics Management).

Logística (3) - Entre os gregos, arte de calcular ou aritmética aplicada. Parte da arte militar relativa ao transporte e suprimento das tropas em operações. Lógica simbólica, cujos princípios são os da lógica formal, e que emprega métodos e símbolos algébricos. (definições do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete).

Logística (4) - do francês Logistique, Parte da arte da guerra que trata do Planejamento e da realização de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material ( para fins operativos e administrativos ); Recrutamento, incorporação, instrução e adestramento, designação, transporte, bem estar, evacuação, hospitalização e desligamento de pessoal; Aquisição ou construção, reparação, manutenção e operação de instalações e acessórios destinados a ajudar o desempenho de qualquer função militar; Contrato ou prestação de serviços.  (in, Ferreira, Aurélio Buarque de Hollanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2ª edição, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986, p. 1045).

Logística (5) - O transporte; armazenamento e abastecimento de tropas; organização de qualquer projeto; operação (definições do American English Dictionary Collins Gem Webster's).

Por sua vez, a versão 5 do Dicionário Aurélio Eletrônico explica que LOGÍSTICA é a denominação dada pelos gregos à parte da aritmética e da álgebra concernente às quatro operações. Continua dizendo que, em Filosofia, Logística é o conjunto de sistemas de algoritmos aplicado à lógica. Menciona, ainda, que os franceses consideram como Logística parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: a) projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos ou administrativos); b) recrutamento, incorporação, instrução e adestramento, designação, transporte, bem-estar, evacuação, hospitalização e desligamento de pessoal; c) aquisição ou construção, reparação, manutenção e operação de instalações e acessórios destinados a ajudar o desempenho de qualquer função militar; d) contrato ou prestação de serviços.

LOGÍSTICA ATUAL

Diante dessas definições podemos incluir na área da logística de importação e exportação as exigências de organismos brasileiros e internacionais quanto às informações necessárias ao consumidor que no Brasil são fiscalizadas pela ANVISA e pelo INMETRO, entre outros órgãos privados e governamentais incumbidos de estabelecer regras e de verificar a verdadeira qualidade e quantidade dos produtos importados e exportados.

Ou seja, atualmente a logística pode ter infinitas definições desde que esteja diretamente ligada ao planejamento de algo desde a remota origem dos seus componentes, passando por sua elaboração ou produção, até o seu destino ou uso final.

Veja também Armazéns Gerais e Armazéns Gerais Alfandegários.


CONTÊINER

No site Novo Milênio lê-se que na era das caravelas os tonéis de madeira reinavam como padrão de embalagem das mercadorias transportadas pelos mares desbravados e a desbravar. A partir da Revolução Industrial e principalmente no século XX surgiu a necessidade de um novo padrão, mais adequado às novas necessidades do transporte multimodal: o contêiner, inicialmente chamado de cofre-de-carga, e também conhecido em outros idiomas como container, contentor, contenedor. Veja mais informações sobre contêiner e sua utilização no transporte de cargas pelos mares e por rodovia e ferrovia diretamente no site Novo Milênio.


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