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IBGE: REGIÃO NORTE AUMENTA PARTICIPAÇÃO NO PIB NACIONAL

A MÁSCARA DAS ESTATÍSTICAS E A FARSA DAS PREVISÕES

SUL E SUDESTE PERDERAM PARTICIPAÇÃO NO PIB EM 2010

São Paulo, 01/12/2012 (Revisado em 15-09-2018)

Referências: PIB - Produto Interno Bruto dos Estados Brasileiros, Farsa das Previsões, Os Números Mágicos São Manipulados, Manipulação de Dados e da Opinião Pública pelos Mercenários da Mídia.

Vejamos a seguir o que foi publicado pelo Jornal do Brasil em 23/11/2012 com base em dados obtidos no IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

IBGE: REGIÃO NORTE AUMENTA PARTICIPAÇÃO NO PIB NACIONAL

Por Jornal do Brasil, publicado em 23/11/2012, com negritos, anotações e comentários por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFe

  1. Sudeste e Sul perderam 1,3 e 0,4 ponto percentual, respectivamente
  2. REGIÃO NORTE avança 0,6 p.p. em participação no PIB de 2002 a 2010
  3. REGIÃO NORDESTE atingiu o maior patamar de participação de 2002-2010
  4. REGIÃO CENTRO-OESTE ganhou 0,5 p.p. de participação no PIB entre 2002 e 2010
  5. REGIÃO SUDESTE perdeu 1,3 p.p. de participação no PIB Entre 2002 e 2010
  6. REGIÃO SUL - DOIS ESTADOS PERDERAM E UM GANHOU
  7. Oito unidades da federação concentram 77,8% da participação do PIB
  8. Maranhão tem o menor PIB per capita brasileiro em 2010: R$ 6.888,60
  9. PIB BRASILEIRO A PREÇO DE MERCADO
  10. PIB REGIONAL A PREÇO DE MERCADO
  11. DESTAQUES REGIONAIS
  12. QUANDO OS ENTES FEDERATIVOS ALCANÇARÃO SÃO PAULO?

1. Sudeste e Sul perderam 1,3 e 0,4 ponto percentual, respectivamente

De 2002 a 2010, Centro-Oeste (0,5 ponto percentual), Nordeste (0,5 p.p.) e Norte (0,6 p.p.) aumentaram suas participações no PIB, enquanto as regiões Sudeste e Sul perderam, respectivamente, 1,3 e 0,4 ponto percentual em participação no período. Apesar dessa redistribuição, oito estados concentravam 77,8% da participação. São Paulo, com 33,1%, apresentou a maior participação, e Roraima, a menor: 0,2%. Esses são alguns destaques da pesquisa Contas Regionais do Brasil 2010, divulgada nesta sexta-feira [23/11/2012] pelo IBGE.

O Distrito Federal continuou com o maior PIB per capita em 2010 (R$ 58.489,46). O estado do Maranhão registrou o menor PIB per capita (R$ 6.888,60).

NOTA DO COSIFE:

Se considerarmos apenas o PIB per capita de São Luís, capital do Maranhão, provavelmente estará bem próximo ao da nossa capital federal. O problema é que na parte continental daquele Estado em média reina a miséria (São Luís fica na ilha homônima). Por isso, o Maranhão, há décadas governado pela família Sarney, tem-se perpetuado na última colocação como Estado da Federação com menor PIB per capita, imediatamente seguido por Piauí (penúltimo colocado) e Alagoas (antepenúltimo).

Aliás, relembrando coisas do passado, quando pretendia o cargo de presidenta da república pelo PFL (atual DEM) em sua propaganda eleitoral, mostrando imagens de São Luís, Roseana Sarney dizia: "Este é o Brasil que a Gente Quer". Os publicitários esqueceram-se do "resto" do Maranhão (a parte continental = 99% do território maranhense).

De fato, desprezando-se o "resto" do Maranhão, a capital São Luís talvez possa ser o Brasil que a gente quer. Mas, as estatísticas devem envolver o todo e não somente um pequena porção territorial daquele Estado. O mesmo acontece com o Piauí e Alagoas. Nesses estados é muito grande a desigualdade social entre os moradores da capital e os do interior onde está uma grande massa de analfabetos.

Tanto em comparação com 2009 como no acumulado de 2002-2010, Tocantins foi o estado que apresentou o maior crescimento em volume do PIB: 14,2% e 74,2%, respectivamente. A média nacional de crescimento ficou em 7,5% em relação a 2009 e 37,1% no acumulado.

NOTA DO COSIFE:

Tocantins é um Estado novo. Logo, antes tinha muito pouco ou quase nada. Para melhor explicar, vejamos um simplório exemplo numérico. Suponhamos apenas dois estados: Um com PIB igual a 1.000 e outro igual a 100. Suponhamos agora que o primeiro cresceu 1% e o segundo 10%. Então, o primeiro passou a ter o PIB de 1010 e o segundo de 110. Em números absolutos, os dois cresceram 10 unidades monetárias. Ou seja, os crescimentos em volume de dinheiro foram iguais. Mas, proporcionalmente, a diferença (percentual) é muito grande.

Do exemplo poderíamos supor que a China tem conseguido altos índices de crescimento justamente porque também não tinha quase nada antes do ano 2000. Mas, a principal razão do elevado PIB chinês está diretamente ligado à sua população, assim como o PIB da Índia. A China tem mais de 6 vezes a população do Brasil e a Índia mais de 5 vezes. E a produção de subsistência nas regiões mais pobres ou remotas também conta para o crescimento do PIB. Aqueles dois países têm por volta de 1 bilhão pessoas a mais que o Brasil. Produzindo mesmo que seja com o salário médio de 3 dólares por dia, no final de um ano  a produção dos miseráveis chineses ultrapassará a casa de 1 trilhão de dólares. Só essa insignificante produção de um bilhão de miseráveis já atinge a metade do PIB brasileiro e quase 10% do PIB norte-americano ou 10% da soma dos PIB de todos os países da União Europeia.

Destaca-se ainda que, no acumulado, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul ocuparam as duas últimas colocações, com 25,6% e 24,3% de crescimento, respectivamente. Já em relação a 2009, os estados do Piauí e Mato Grosso foram os que apresentaram menores crescimentos, de 4,2% e 3,6%, respectivamente.

NOTA DO COSIFE:

O raciocínio lógico pode ser o mesmo já explicado. Embora estejam nas últimas colocações em percentual, em números absolutos podem ter crescido mais que outros Estados que tenham PIB inferiores. Mesmo que esses percentuais se perpetuem, os demais estados provavelmente nunca os alcançarão em valores absolutos de PIB.

Em relação aos resultados apresentados, essas informações de 2010 serão atualizadas de acordo com a revisão do Sistema de Contas Nacionais. Para os resultados de 2010, o ajuste das contas regionais às contas nacionais se deu no nível de agregação das informações das contas trimestrais brasileiras, que divulgam o PIB trimestral em 12 atividades apenas, contra 56 das contas nacionais definitivas.

NOTA DO COSIFE:

No parágrafo anterior o Jornal do Brasil apresentou um dado importante, que merce ser analisado. Observe que as contas regionais referem-se aos dados de apenas 12 segmentos operacionais, enquanto as contas nacionais referem-se a 56 segmentos operacionais. Isto significa que os dados do 12 segmentos podem ser inexpressivos, se não forem os segmentos considerados mais importantes.

É mais ou menos o que acontece com as pesquisas da opinião dos eleitoreiros. Os institutos de pesquisa ouvem em média de 10 a 20 pessoas em 100 cidades de maior porte. Logo, para um universo de aproximadamente cem milhões de eleitores, no período de eleição do presidente da república eles ouvem apenas 2 mil pessoas, o que pode resultar em elevada margem de erro.

Ao final de 2014, início de 2015, o IBGE divulgará a série do sistema de contas nacionais do Brasil com referência no ano de 2010 (atualmente, o ano de referência é 2000), com os resultados detalhados para os anos de 2010, 2011 e 2012, além da revisão dos resultados referentes ao período 1995 até 2009.

NOTA DO COSIFE:

Mais adiante será demonstrado que essa grande quantidade de percentuais pode ser considerada como meramente ilusória e quase sem valor. É mais ou menos o que foi demonstrado no roteiro de pesquisa e estudo sobre Análise de Balanços quando se calcula uma enorme quantidade de índices que nada refletirão se as Demonstrações Contábeis estiverem manipuladas, escondendo os verdadeiros resultados negativos. É o que também está indiretamente explicado no texto já recomendado Volta Keynes, Estás Perdoado, embora o autor use um sofisticado vernáculo, em certos momentos difícil de ser entendido.

2. REGIÃO NORTE avança 0,6 p.p. em participação no PIB de 2002 a 2010

De 2002 a 2010, três regiões registraram avanço em participação no PIB: Centro-Oeste (0,5 p.p.), Nordeste (0,5 p.p.) e Norte (0,6 p.p.). Já as regiões Sudeste e Sul perderam, respectivamente, 1,3 p.p. e 0,4 p.p. em participação no período.

A maior contribuição para o avanço da região Norte (5,3%) veio do estado do Pará, principalmente em virtude da recuperação internacional do preço da commodity [mercadoria "in natura" = sem industrialização] minério de ferro, que possui grande peso na economia do estado. Destacaram-se, ainda, os estados do Amazonas, em função da recuperação da indústria de transformação [na Zona Franca de Manaus = sem tributação], e de Rondônia, que teve o maior ganho de participação na atividade agropecuária dentre todos os estados da região entre 2002 e 2010. Para os outros estados da região, o desempenho depende muito das atividades produzidas pelo setor governo, que, em média, pesam cerca de 33,3% de suas economias.

NOTA DO COSIFE:

O parágrafo imediatamente acima chama a atenção do leitor para um fato interessante. É o do Estado do Pará ter seu PIB aumentado em razão da produção mineral, cuja estrutura produtiva foi totalmente implantada pelo governo federal. Ou seja, o Estado do Pará e seus empresários privados não teriam a mínima condição de desenvolver tal empreendimento transformador da economia daquele Estado.

O mesmo acontece com os Estados da Federação que recebem os royalties da produção de petróleo controlada pelo governo federal. Quem pesquisa, produz e refina o petróleo é uma empresa estatal federal. Logo, os estados estão ganhando sem nada produzir. Algum valor desses royalties merecem as cidades em que estão instaladas as plantas operacionais da Petrobras e das demais empresas por ela terceirizadas. Os demais valores deveriam ser entregues ao governo federal para promover um integrado desenvolvimento nacional. Se o dinheiro for entregue ao políticos estaduais, fatalmente não será colocado em empreendimentos em prol da coletividade. Será desviado para outros segmentos menos importantes para o povo.

Se todos os Estados da Federação têm direito ao minério extraído em solo brasileiro, então os Estados produtores de ferro e de outros minérios também deveriam pagar royalties aos demais Estados não produtores. Mas, que esse dinheiro seja entregue ao governo federal para que seja aplicado no desenvolvimento integrado, em benefício de todos e não em benefício de determinadas facções.

Dessa forma, em tese, tais estados da federação ganham sem nada fazer. É mais ou menos o que Portugal fazia no período colonial. Ficava com significativa parcela dos lucros sobre o produzido no Brasil sem nada produzir. Portugal não soube empreender os lucros obtidos no Brasil, razão pela qual tornou-se um país pobre e agora está enfrentando uma praticamente irrecuperável bancarrota (fal}encia econômica). O mesmo pode acontecer com os estados brasileiros produtores de minérios, se passarem a viver dos royalties sem nada mais produzir.

Por sua vez, os mais ricos empresários dos estados do norte e nordeste receberam incentivos fiscais durante décadas e não conseguiram desenvolver os seus respectivos estados federativos. Aqueles Estados continuam como os mais pobres da federação e com maior número de analfabetos e desempregados.

Dessa forma, também fica clara a inaplicabilidade da teoria neoliberal que defende a tese da ineficiência do Estado (como nação politicamente organizada) e da ineficiência do governo federal como necessário à implantação e ao controle das políticas de desenvolvimento nacional, regional, estadual e até mesmo municipal. Por isso existem os incentivos fiscais regionais. Mas, esses incentivos não podem ser entregues a empresários e políticos inescrupulosos, preconceituosos e discriminadores.

Os neoliberais defendem a teoria anarquista de que a produção deve ser controlada por grupos econômicos associados exclusivamente em benefício de si mesmos. Só querem a ajuda do Estado (governo) quando seus negócios dão prejuízos. Assim defendem a tese da eterna privatização dos lucros e da socialização dos prejuízos, que são assumidos pelo governo. Por sua vez, o governo cobra do povo os necessários tributos para que possa salvar os PRIVATAS da falência. Essa falência geralmente é causada por seus nababescos gastos com carrões, iates, clubes de golfe, jatinhos, edifícios monumentais, festanças, obras de arte, antiguidades e tudo mais que possa demonstrar os seus  megalomaníacos sinais exteriores de riqueza. Ou seja, eles megalomaníacos aplicam seus ganhos em bens supérfluos que só produzem despesas, quando deveriam empregar esses lucros na produção para gerarem mais lucros e bem estar social de todos mediante a geração de mais empregos.

3. REGIÃO NORDESTE atingiu o maior patamar de participação de 2002-2010

Nos anos de 2009 e 2010, a região Nordeste atingiu o maior patamar de participação (13,5%) da série 2002-2010, destacando-se os estados do Maranhão, Piauí [os dois mais pobres do Brasil em PIB per capita], Ceará e Pernambuco. O Maranhão consolidou-se na agropecuária como grande produtor de soja. No Ceará, o setor de serviços se destacou, principalmente o comércio, que avançou 0,2 p.p. de participação na série 2002-2010. O estado de Pernambuco atingiu em 2010 a maior participação do PIB (2,5%) na série. Na região, as atividades produzidas pelo setor governo contribuem com cerca de 25,0% da economia dos estados.

NOTA DO COSIFE:

As observações escritas no tópico relativo à Região Norte, aplica-se também à Região Nordeste.

Observe que sendo o Maranhão e o Piauí os dois mais pobres estados da federação (em PIB per capita = PIB por habitante), um pequeno crescimento em valor na produção pode significar um elevado percentual de crescimento tendo-se em vista que o PIB desses Estados também é extremamente baixo.

4. REGIÃO CENTRO-OESTE ganhou 0,5 p.p. de participação no PIB entre 2002 e 2010

A região Centro-Oeste ganhou 0,5 p.p. de participação no PIB entre 2002 e 2010, chegando a 9,3% de participação. Todas as unidades da federação contribuíram para esse resultado: Mato Grosso e Distrito Federal, com 0,2 p.p. cada, e Mato Grosso do Sul e Goiás, cada um com 0,1 p.p. Mato Grosso ganhou participação nos três grandes setores econômicos (agropecuária, indústria e serviços), demonstrando um avanço consistente. Já o Mato Grosso do Sul ganhou participação na indústria e serviços, mas perdeu 0,1 p.p. na agropecuária, atividade tradicionalmente importante para o estado. Em Goiás, a economia perdeu participação na atividade agropecuária e ganhou na indústria e nos serviços.

NOTA DO COSIFE:

Mato Grosso obviamente ganhou em razão do aumento da produção de grãos (especialmente soja). Em Mato Grosso do Sul a agropecuária perdeu percentual de participação em relação ao total produzido pelo Estado, mas isto não significa que tenha produzido menos na agropecuária. A agropecuária provavelmente cresceu, porém, os outros setores estão produzindo bem mais.

Novamente é possível notar que as estatísticas podem encobrir realidades. Ou seja, mesmo que a agropecuária tenha crescido, os demais setores cresceram mais, aumentando sua participação no total produzido, o que gerou a diminuição (percentual) da participação da agropecuária nesse mesmo total produzido pelo Estado.

5. REGIÃO SUDESTE perdeu 1,3 p.p. de participação no PIB entre 2002 e 2010

Em sentido oposto, a região Sudeste perdeu 1,3 p.p. de participação na geração do PIB brasileiro entre 2002 e 2010, passando de 56,7% para 55,4%. São Paulo (-1,5 p.p.) e Rio de Janeiro (-0,8 p.p.) foram os estados que mais recuaram. No caso de São Paulo, a participação diminuiu principalmente nas atividades de geração de bens: -2,2 p.p. na agropecuária e -4,4 p.p. na indústria total. O setor industrial perdeu participação nas quatro atividades que o compõem: -0,7 p.p na indústria extrativa, -1,6 p.p. na indústria de transformação, -5,3 p.p. na construção civil e -3,7 p.p. na geração e distribuição de energia elétrica. O Rio de Janeiro perdeu 0,8 p.p. de participação devido às oscilações no preço do petróleo. Já os estados do Espírito Santo e Minas Gerais ganharam participação em função da commodity mineral, e avançaram respectivamente 0,4 p.p. e 0,7 p.p. em relação a 2002, primeiro ano da série.

NOTA DO COSIFE:

Novamente fica caracterizada a ilusão ou máscara das estatísticas. O fato de ter perdido participação no PIB Brasileiro não significa que a Região Sudeste tenha produzido menos. Pode ter produzido mais, porém, as demais regiões produziram bem mais. Isto está sendo demonstrado na planilha colocada no final deste texto.

6. REGIÃO SUL - DOIS ESTADOS PERDERAM E UM GANHOU

Na região Sul, Rio Grande do Sul e Paraná perderam, respectivamente, 0,4 p.p. e 0,2 p.p. de participação na série 2002-2010. No Rio Grande do Sul, os fatores climáticos foram determinantes.

No caso do Paraná, o estado perdeu 0,5 p.p. de participação na agropecuária, cabendo ressaltar também uma perda de participação na geração e distribuição de energia elétrica.

Apenas Santa Catarina ganhou participação em relação a 2002, de 0,3 p.p. Contribuíram as atividades industriais, que avançaram 0,2 p.p. em participação.

7. Oito unidades da federação concentram 77,8% da participação do PIB

NOTA DO COSIFE:

Entre esses 8 estados estão os 6 das regiões sul e sudeste cujos empresários não foram agraciados com incentivos fiscais durante os governos militares iniciados em 1964. Isto significa que os empresários das Regiões Norte e Nordeste não souberam utilizar o incentivos fiscais que receberam. Provavelmente aplicaram os incentivos governamentais em si mesmos (no seu status pessoal) e não no desenvolvimento da economia regional.

Em 2010, apenas oito unidades da federação concentravam 77,8% da geração do PIB brasileiro: São Paulo (33,1%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4,0%) e Distrito Federal (4,0%).

Os dez estados com menores PIB’s somavam 5,3% de participação e eram todos das regiões Norte e Nordeste: Rio Grande do Norte (0,9%), Paraíba (0,8%), Alagoas (0,7%), Sergipe (0,6%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,5%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Roraima (0,2%).

NOTA DO COSIFE:

Isto significa que os empresários, que também são os políticos das regiões norte e nordeste, não souberam aproveitar o incentivos fiscais por eles recebidos do governo federal durante décadas. Este fato pode ser apresentado como um grande exemplo da crônica incompetência do empresariado brasileiro, destacando-se como mais incompetentes os das regiões norte e nordeste.

Já o grupo intermediário, formado por nove estados, participava com 16,9% do PIB. Nesse grupo estavam Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Pará, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão e Mato Grosso do Sul, todos com participações entre 2,6% e 1,2%. Pará e Espírito Santo foram os estados que mais avançaram na série 2002-2010, ganhando 0,3 p.p. e 0,4 p.p. de participação, respectivamente. Em seguida, vieram Mato Grosso e Maranhão, com ganho de 0,2 p.p., e, por fim, Goiás, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Mato Grosso do Sul, que avançaram 0,1 p.p. de participação.

O grupo intermediário foi o que mais cresceu em participação, ganhando 1,5 p.p em relação a 2002 (15,4%). O grupo de estados com os dez menores PIB’s ganhou 0,3 p.p. de participação em relação a 2002 (5,0%), enquanto o grupo dos oito maiores PIB’s perdeu em torno de 1,9 p.p. de participação (79,7% em 2002).

NOTA DO COSIFE:

Volta-se a destacar que a redução da participação dos oito Estados com  maiores PIB não significa que tenham produzido menos. Apenas significa que os demais estados produziram mais proporcionalmente ao PIB brasileiro de 2010. Isto é, enquanto os oito Estados tiveram, por exemplo, um acréscimo de 1%, os demais tiveram acréscimo de 3% ou 4% em seus respectivos PIB.

PIB PER CAPITA = PIB POR HABITANTE

O PIB per capita define o índice médio de riqueza ou de pobreza da população de cada ente federativo (Estados e Distrito Federal). Por exemplo, podemos citar que o PIB per capita médio das capitais estaduais são sempre superiores ao PIB per capita médio das cidades do interior. Em tese, nas capitais, tirando do cálculo as favelas, o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano tende a ser maior que nas cidades do interior. Porém, nas regiões sul e sudeste provavelmente existem cidades do interior com IDH superior aos das capitais brasileiras.

8. Maranhão tem o menor PIB per capita brasileiro em 2010: R$ 6.888,60

Sete unidades da federação tiveram, em 2010, o PIB per capita acima da média brasileira (R$ 19.766,33): Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná (são os Entes Federativos em que o povo em média é mais rico). O maior PIB per capita foi o do Distrito Federal, com R$ 58.489,46 (quase R$ 5 mil por mês), representando quase três vezes a média nacional e cerca de duas vezes o de São Paulo (R$ 30.243,17), segundo maior.

Já o Maranhão (R$ 6.888,60 = pouco mais de R$ 560,00 por mês) ficou com a última posição atrás do Piauí (R$ 7.072,80) e Alagoas (R$ 7.874,21).

NOTA DO COSIFE:

Portanto, são os Estados em que os habitantes em média são os mais pobres do Brasil. Também são os Estados que têm maior índice de analfabetos fora da capital estadual. Ou seja, tirando-se a capital, o resto é resto (o miserável povo vem enfrentando o preconceito e a discriminação social dos governantes locais desde os tempos do coronelato).

Com 14,2% de crescimento, Tocantins tem o melhor desempenho em 2010

9. PIB BRASILEIRO A PREÇO DE MERCADO

O PIB brasileiro a preços de mercado no ano de 2010 aumentou 7,5% em volume, o mais elevado crescimento desde 1986 (7,5%), em função da baixa base de comparação do ano de 2009.

10. PIB REGIONAL A PREÇO DE MERCADO

O destaque foi a região Norte, que cresceu em média 9,9%. No Sul e no Sudeste o aumento foi de 7,6%. Já as regiões Centro-Oeste e Nordeste cresceram abaixo da média nacional, com 6,2% e 7,2% de crescimento, respectivamente.

11. DESTAQUES REGIONAIS

Dentre as unidades da federação, na região Norte, destaca-se o Tocantins, com 14,2%, maior variação dentre as 27 unidades da federação.

No Sudeste, destaca-se Espírito Santo (13,8%) e Minas Gerais (8,9%). O estado de São Paulo (7,9%) também cresceu acima da média, capitaneado pela indústria de transformação. O Rio de Janeiro (4,5%), apesar de ter, em 2010, o melhor ano desde 2002, cresceu abaixo da média brasileira.

Na região Sul, ressalta-se o estado do Paraná (10,0%), que obteve seu melhor resultado na série 2002-2010.

Já o resultado da região Centro-Oeste foi influenciado basicamente pelos resultados de Mato Grosso (3,6%) e Distrito Federal (4,3%).

NOTA DO COSIFE:

Esqueceram de falar do lamentável desempenho da região Nordeste. Afinal, era para escrever somente sobre os destaques positivos, deixando de lado os destaques negativos.

Nem podemos dizer que o Brasil perpetuou-se como nação do terceiro mundo por ter sido governado por muitos políticos nordestinos. Afinal, Lula também é nordestino. A única diferença é que o último não é oriundo da elite oligárquica descendente do coronelato escravocrata. Leia o histórico publicado pela Revista Veja em 03/10/2010 - História Política do Brasil Republicano - Região Nordeste.

12. QUANDO OS ENTES FEDERATIVOS ALCANÇARÃO SÃO PAULO?

NOTA DO COSIFE:

Com base no PIB brasileiro de 2010 e considerando-se que o estado de São Paulo cresça apenas 1% ao ano, no quadro a seguir foram estabelecidas as taxas de crescimento anual (coluna % a.a. = exponencial) necessárias para que os demais entes federativos alcancem o PIB de São Paulo em 90 anos (até o ano 2100).

Estados % PIB
BRASIL
PIB BASE % a.a. Anos PIB futuro
2010 90 2100
São Paulo 33,0% 1.212.750 1,0% 90 2.969.579
Rio de Janeiro 10,7% 393.225 2,3% 90 2.969.579
Minas Gerais 9,3% 341.775 2,4% 90 2.969.579
Rio Grande do Sul 6,7% 246.225 2,8% 90 2.969.579
Paraná 5,8% 213.150 3,0% 90 2.969.579
Bahia 4,1% 150.675 3,4% 90 2.969.579
Santa Catarina 4,0% 147.000 3,4% 90 2.969.579
Distrito Federal 4,0% 147.000 3,4% 90 2.969.579
Goiás 2,6% 95.550 3,9% 90 2.969.579
Pernambuco 2,5% 91.875 3,9% 90 2.969.579
Espírito Santo 2,2% 80.850 4,1% 90 2.969.579
Ceará 2,1% 77.175 4,1% 90 2.969.579
Pará 2,1% 77.175 4,1% 90 2.969.579
Amazonas 1,6% 58.800 4,5% 90 2.969.579
Mato Grosso 1,6% 58.800 4,5% 90 2.969.579
Maranhão 1,2% 44.100 4,8% 90 2.969.579
Mato Grosso do Sul 1,2% 44.100 4,8% 90 2.969.579
Rio Grande do Norte 0,9% 33.075 5,1% 90 2.969.579
Paraíba 0,8% 29.400 5,3% 90 2.969.579
Alagoas 0,7% 25.725 5,4% 90 2.969.579
Sergipe 0,6% 22.050 5,6% 90 2.969.579
Rondônia 0,6% 22.050 5,6% 90 2.969.579
Piauí 0,6% 22.050 5,6% 90 2.969.579
Tocantins 0,5% 18.375 5,8% 90 2.969.579
Acre 0,2% 7.350 6,9% 90 2.969.579
Amapá 0,2% 7.350 6,9% 90 2.969.579
Roraima 0,2% 7.350 6,9% 90 2.969.579
TOTAL = BRASIL 100,0% 3.675.000

 <--PIB 2010
PIB 2100-->

80.178.640
  R$ milhões R$ milhões

(...)

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