início > textos Ano XX - 15 de novembro de 2018



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PAUTA BOLSONARO PODE IR A VOTAÇÃO ANTES DA POSSE

‘Pauta Bolsonaro’ pode ir a votação antes de posse

REARMAMENTO PARA QUE A NOSSA ELITE POSSA VIVER COM SEGURANÇA

São Paulo 03/11/2018 (Revisada em 04/11/2018)

Referências: Campanha contra Servidores Públicos, considerados mais perigos que os bandidos do "Colarinho Branco" representados por importantes Lobistas corruptores. 'Doutrinação' = "Lavagem Cerebral" patrocinada pelos detentores do Poderio Econômico = Extrema Direita. ELITE versus EXCLUÍDOS.

Texto publicado no ESTADÃO, em 03/11/2018, obtido no clipping do Banco Central do Brasil. Esse tipo de clipping, com a denominação de "serviço de  recorte de jornais" foi inventado no Brasil em 1928. Com anotações e negritos por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

A exemplo da reforma da Previdência, pelo menos outras dez propostas de interesse de Jair Bolsonaro já estão em discussão no Congresso e podem ser levadas a votação antes da posse do presidente eleito.

Na lista estão temas que serviram de bandeira de campanha, como a revogação do Estatuto do Desarmamento, a flexibilização de regras para compra e porte de armas e a redução da maioridade penal para 16 anos, além de medidas econômicas, como o adiamento do reajuste dos servidores para 2020 e a permissão do leilão de volumes excedentes de petróleo das áreas da cessão onerosa do pré-sal.

Duas propostas chegaram a ser pautadas nesta semana no Congresso, mas tiveram votação barrada por manobras da oposição: a lei antiterrorismo para criminalizar atos de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e o projeto Escola Sem Partido.

A exemplo da reforma da Previdência, ao menos outras dez propostas de interesse do futuro governo de Jair Bolsonaro já estão em discussão no Congresso e podem ser levadas à votação antes mesmo da posse. Na lista estão desde temas que serviram de bandeira de campanha do presidente eleito a medidas econômicas que podem servir como ponto de partida para tentar aliviar as contas no início do seu mandato.

Pelas contas de parlamentares, há ainda quatro semanas 'livres' para votações de alguns destes temas antes que o Congresso comece a se debruçar sobre o Orçamento de 2019, o que deve dominar a maior parte das sessões no fim do ano.

Nesta semana, duas destas propostas até chegaram a ser pautadas, na esteira da euforia causada pela eleição de Bolsonaro, mas não foram votadas. No Senado, manobra de partidos da oposição impediu que o senador Magno Malta (PR-ES) colocasse em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) texto que altera a lei antiterrorismo para criminalizar atos de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Malta, que não foi reeleito, é o relator da proposta.

Em outra frente, parlamentares do PT, PCdoB e PSOL na Câmara se organizaram para evitar a análise do projeto Escola sem Partido, que prevê uma série de medidas a serem adotadas em sala de aula contra o que defensores da ideia chamam de 'doutrinação'. Uma nova sessão da CCJ foi marcada para a semana seguinte a 03/11/2018.

Também há a expectativa de que o Congresso se debruce ainda neste ano sobre outra bandeira do presidente eleito, a proposta que revoga o Estatuto do Desarmamento, flexibilizando regras como a compra e o porte de armas de fogo.

Ainda na campanha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encampou a ideia de votá-la o quanto antes. A decisão é vista como um gesto do deputado aos aliados de Bolsonaro para ganhar apoio tendo em vista sua reeleição à Presidência da Casa, no ano que vem.

Previdência

Maia também está sendo pressionado a retomar a análise da reforma da Previdência que foi enviada pelo presidente Michel Temer ao Congresso. Aliados de Bolsonaro querem que a proposta seja votada ainda neste ano para que o próximo presidente não tenha que se desgastar politicamente com uma questão polêmica logo no início do seu mandato.

Eles avaliam também que, se a reforma fosse aprovada ainda em 2018, Bolsonaro enviaria uma mensagem de força sobre sua futura gestão. O impasse, no entanto, se dá pela falta de clareza sobre o sucesso da empreitada. A avaliação é de que, se a chance de derrota for considerável, é melhor deixar a questão para o ano que vem.

Para o presidente do PSL, o deputado eleito Luciano Bivar (PE), a flexibilização do Estatuto do Desarmamento é o que mais teria chances de ir adiante. 'Esta discussão já está bastante avançada, principalmente com Maia', disse. Ele afirmou, porém, que as reformas deveriam ser prioridade. 'Temos outras pautas mais urgentes.'

A deputada eleita Bia Kicis (PRB-DF), que está de mudança para o PSL, avalia que seria importante para o próximo governo que estes projetos, mesmo que não completem a tramitação neste ano, já estejam engatilhados para serem votados logo no início do próximo governo. 'E quero que esperem eu chegar lá para votar', disse.

Economia

Na economia, além de encampar a votação de uma reforma da Previdência, o presidente eleito conta com propostas enviadas ao Congresso pelo Executivo [TEMER] e consideradas como imprescindíveis para tentar alcançar um ajuste de contas a partir do ano que vem [2019].

Entre [as propostas imprescindíveis], estão o adiamento do reajuste dos servidores públicos de 2019 para 2020, a revisão do contrato da cessão onerosa da Petrobrás, que está para ser votada no Senado, e o projeto que estabelece novas regras para a devolução de imóveis comprados na planta, o chamado distrato. Só a MP do reajuste dos funcionários públicos poderia trazer uma economia de R$ 4,7 bilhões.

NOTA DO COSIFE:

Se considerarmos que o PIB Brasileiro em 2010 alcançava a cifra de US$ 3,5 trilhões (de dólares) e se considerarmos ainda que os citados R$ 4,7 bilhões (DE REAIS) correspondem a US$ 1,5 bilhão (DE DÓLARES), tal redução dos GASTOS PÚBLICOS torna-se IMATERIAL, segundo as NBC-TA - Normas de Auditoria Independente.

De outro lado, esse tipo de redução dos GASTOS PÚBLICOS com TRABALHADORES, além de reduzir o consumo, automaticamente reduz o PIB - Produto Interno Bruto e ainda reduz a ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA.

Assim, com medidas desse tipo, que penalizam somente uma pequena parcela da população, o novo Governo estaria deixando claro que tal proposta nada mais é do que mera perseguição aos servidores públicos federais.