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EMPRESAS DEVEM ACABAR COM OS ORGANOGRAMAS

EMPRESAS DEVEM ACABAR COM OS ORGANOGRAMAS

COMO O TRABALHADOR SERÁ PROMOVIDO NA PRÓXIMA DÉCADA?

São Paulo, 04/07/2012

Referências: Administração e Contratação de Recursos Humanos (RH), Mentoring, Coaching, Facilitador de Aprendizado, Treinamento, Tutoria, Trainee, Baby Boomers, Geração X e Y, Pedagogia. Profissionais mais experientes que têm capacitação didática para transmitir a sua experiência pessoal aos mais jovens ou aos menos experientes nas áreas de Administração, Contabilidade (auditoria, apuração de fraudes e desfalques, gerenciamento de custos, lucratividade e rentabilidade), Finanças (operações financeiras - aplicações e captações), Macroeconomia, Direito. O Governo como "Mola Mestra" do Desenvolvimento Nacional.

COMO O TRABALHADOR SERÁ PROMOVIDO NA PRÓXIMA DÉCADA?

O texto em itálico foi publicado pelo blog Monster no site ClickCarrera (Quero Crescer) em 04/07/2012. Aqui com anotações e comentários em azul por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750 - Coordenador do COSIFe.

O Monster entrevistou o professor Joel Dutra, coordenador do MBA da FIA em Gestão de Pessoas que foi eleito um dos “oito gurus” em gestão de pessoas pela revista Você RH em um evento do Monster dedicado aos profissionais de RH.

A EXTINÇÃO DOS ORGANOGRAMAS

Entre os muitos desafios colocados para a organização das empresas para a próxima década [2020], Dutra falou que os organogramas devem ser extintos, assim como estruturas piramidais de empresas.

Isso porque a complexidade trazida pelas novas tecnologias e a competitividade não comportam mais modelos fechados de cargos e salários. Cada vez mais profissionais qualificados devem trabalhar por projetos, interagindo com diversas áreas e equipes, em uma dinâmica muito mais horizontalizada e "colaborativa" [em regime de especialização e de mútua colaboração]. Por isso mesmo, fixar suas responsabilidades e limites será cada vez mais difícil. E ineficiente.

A EXPORTAÇÃO DE PROFISSIONAIS GABARITADOS

Essa interação entre profissionais de nível superior já vem ocorrendo, por exemplo, nos cursos de mestrado e doutorado da USP - Universidade de São Paulo, envolvendo diversos institutos e fundações ligados à pesquisa científica e tecnológica, que se completam mutuamente.

O problema enfrentado é que os formados não são contratados pelo empresariado brasileiro. Por esse motivo, muitos dos mestres e doutores tem-se transferido para o exterior.

Por dificuldades interpostas pelo INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial, várias patentes de pesquisadores brasileiros são registradas no exterior, algumas nos Estados Unidos ou em paraísos fiscais europeus.

Como disse a Presidenta Dilma Russeff numa de suas idas ao exterior, o Brasil não pode continuar como mero exportador de matérias-primas. Já estamos exportando cientistas. Isto é, estamos exportando a matéria-prima do nosso futuro científico e tecnológico, o que nos condenará a continuar como eternos fornecedores de matérias-primas.

Como a iniciativa privada brasileira (geralmente sem cultura, ignorante) não quer dar emprego aos cientistas, o governo deveria contratá-los em órgãos ou empresas estatais, até mesmo por intermédio do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para que sejam utilizados em pontos estratégicos do território brasileiro ou em centros de inteligência científica e tecnológica, com a assistência e o controle do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Esse dever ser o papel do Governo Federal como Mola Mestra do desenvolvimento nacional.

Continuando o articulista menciona:

Os profissionais e sua remuneração serão avaliados pela sua capacidade de lidar com assuntos complexos, pela sua capacidade de abstração, argumentou sobre a tendência o renomado acadêmico. Já existem pesquisas para afinar esses indicadores para mensurar o grau de abstração de um profissional para que ele gerencie soluções dentro das empresas.

A CONTUNDENTE INVERSÃO DE VALORES

Sobre a remuneração dos profissionais que seriam contratados pelo governo brasileiro, a nossa legislação impede que os servidores públicos recebam salários superiores a determinado limite (pouco superior a R$ 25 mil mensais). Assim o governo brasileiro fica impedido de contratar os profissionais de elevado gabarito científico e tecnológico, que obviamente optarão pelo trabalho no exterior.

Porém, numa contundente inversão de valores, a iniciativa privada que despreza os conhecimentos científicos e tecnológicos pode contratar "famosidades" por elevadíssimos salários, especialmente nos meios de comunicação, na propaganda e publicidade e nas atividades artísticas e esportivas.

O AVENTUREIRISMO DO EMPRESARIADO FORMAL OU INFORMAL

Aventureiro é o indivíduo que ama a aventura; ousado, temerário, audacioso. Aquele que não tem meios de vida, que vice de expedientes, dos acasos da sorte (Fonte: Dicionário Aurélio). Geralmente é indivíduo de pouca cultura como se verifica na grande maioria do empresariado brasileiro e mundial.

Sob esse tema do aventureirismo empresarial, veja o texto denominado: Como Quebrar uma Empresa.

E aí [o renomado acadêmico] contou um caso excepcional. Uma pesquisadora americana fazendo um trabalho para uma mineradora sul-africana descobriu nos testes e entrevistas que um mensageiro da empresa possuía um grau altíssimo de abstração [ter o poder de se concentrar isoladamente em um ou mais elementos de um todo; ter visão panorâmica para descobrir saídas ou formas emergenciais para solução de um problema; ter a argúcia de um perito criminal ou de um auditor contábil na descoberta de crimes, fraudes ou desfalques; ter a sutileza do raciocínio lógico ou da argumentação plausível]. “Mas como, se sua atividade era simples, estava muitos anos na empresa, não havia sido promovido e não tinha alto nível de escolaridade?”, questionou o professor.

Investigaram junto ao mensageiro se ele possuía alguma atividade fora da empresa que lhe tivesse agregado essa capacidade de lidar com complexidades. Não tinha. Depois de algum tempo, descobriram que se tratava de um agiota dentro da mineradora, com vários funcionários trabalhando nas diversas áreas da companhia para ele. Um banqueiro informal.

Nesse sentido, Joel Dutra destacou que um profissional pode aumentar sua capacidade de lidar com essas complexidades sendo estimulado a novos desafios. A cada superação, terá aberto um leque de novas informações, problemas e soluções.

A INTERAÇÃO ENTRE GERAÇÕES

Sobre os aspectos geracionais [próprio de indivíduos de uma mesma geração, ou de indivíduos de gerações diferentes], o coordenador do MBA da FIA destacou que o diferencial da geração Y [mais recente, mais jovem] é sua forma de aprendizado, “epidérmica”. “Se existe algum problema, esse jovem não percorre todo o caminho do processo, ele desmonta tudo e constrói um novo”, disse. Mas ... os "baby boomers" [nascidos de 1946 a 1964] e profissionais da geração X [antigos profissionais, nascidos a mais de 30 ou 40 anos] não serão descartados. “Caberá a eles fazer o papel de mentoring, de mostrar e preparar a cultura e os valores da empresa, trazer sua experiência para amadurecer esses novos talentos”. E isso também por uma questão demográfica: haverá muito mais geração X no mercado de trabalho do que Y em poucos anos.

MENTORING é o profissional mais experiente que tem capacitação didática para transmitir a sua experiência pessoal aos mais jovens ou aos menos experientes. Portanto, o "mentoring" exercerá a tutoria dos menos experientes. Será o "facilitador de aprendizado" (coaching = transmissor de aperfeiçoamento pessoal ou de treinamento). A tutoria é o método utilizado para efetivação da interação pedagógica (Pedagogia é a ciência do ensino; Pedagogo é o preceptor, mestre, guia). (Fonte: Wikipédia)

Na área dos negócios, o pedagogo, tal como o jornalista, deve ter experiência nas respectivas áreas empresariais de Recursos Humanos ligados a diversas ciências como a Administração, Contabilidade (auditoria, apuração de fraudes e desfalques, gerenciamento de custos, da lucratividade das empresas e da rentabilidade dos investimentos), Finanças (operações financeiras - aplicações e captações), Macroeconomia, Direito, etc...

CONCLUSÃO

Resta-nos agora entender esses futuros indicadores e aceitar novos desafios. Estar preparado para ser avaliado pelo nosso grau de executar tarefas complexas. [Isto significa o fim dos] organogramas. [Que venham e sejam aceitos os] indicadores mais reais e justos para a próxima década.