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WALL STREET E OS CRIMES CONTRA INVESTIDORES

WALL STREET E OS CRIMES CONTRA INVESTIDORES

FRAUDES CONTÁBEIS E FINANCEIRAS DAS MULTINACIONAIS

São Paulo, 04/06/2012

Referências: Occupy Wall Street, As Companhias Abertas, os Corretores de Títulos e Valores Mobiliários, as Agências de Classificação de Riscos, as Bolsas de Valores e as Fraudes e Crimes contra Investidores Minoritários, Lei 7.913/1989, Lei 6.385/1976 com as alterações da Lei 10.303/2001. Underwriting - Subscrição de Ações Novas no seu Lançamento no Mercado de Capitais ou Oferta Pública Inicial de Ações - IPO.

INVESTIDORES MOVEM AÇÃO JUDICIAL CONTRA FACEBOOK

por G1.Globo.com. Atualizado em 23/05/2012 19h51

NOVA YORK, 23 de maio de 2012 (AFP) - Um grupo de investidores iniciou nesta quarta-feira um processo coletivo contra o Facebook e os agentes responsáveis pela Oferta Pública Inicial de Ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia, alegando que foi prejudicado no processo de entrada do grupo na Bolsa.

As ações do Facebook, que estrearam na sexta-feira [18/05/2012] cotadas a 38,00 dólares, perderam 20% de seu valor nos três primeiros dias de negócios. Na terça-feira [22/05/2012], alguns veículos de imprensa denunciaram o fato de que os três principais bancos que atuaram como agentes emissores haviam rebaixado suas previsões sobre os papéis do Facebook e teriam alertado apenas os grandes acionistas.

O escritório de advocacia Robbins Geller Rudman and Dowd LLP anunciou nesta quarta-feira [23/05/2012] que apresentou uma ação coletiva em um tribunal Federal do sul de Nova York "por parte dos investidores que compraram ações do Facebook motivados por sua estreia na bolsa".

Após a queda inicial, no entanto, os papéis da empresa apresentaram recuperação parcial nesta quarta-feira [23/05/2012], subindo 3,23%, a 32,00 dólares.

No total, doze processos foram apresentados sob o argumento de que o Facebook e os principais bancos que atuaram como coordenadores do IPO de seus títulos tinham ocultado informação crucial aos pequenos investidores.

O governo do estado de Massachusetts emitiu uma ordem de comparecimento contra o principal coordenador do IPO, Morgan Stanley, pelo manejo da informação relativa à massiva venda de ações.

Além disso, um investidor processou a plataforma de negociação Nasdaq pelos danos resultantes de uma falha técnica que atrasou a saída na bolsa das ações do Facebook na sexta-feira, retardando ou impedindo execuções de compra e venda de milhões de títulos durante as operações.

As ações dizem que o Facebook, seus diretores e os bancos que realizaram a oferta da rede social violaram as normas de mercado ao emitir informação "falsa e enganosa" em documentos oficiais antes da estreia acionária.

Eles não informaram que, na véspera da estreia acionária, os principais coordenadores do IPO reduziram as previsões de receitas e "esse dado de uma queda das estimativas foi transmitido somente a alguns grandes clientes, não ao público geral", afirmou a ação emitida pelo escritório Glancy Binkow & Goldberg.

A empresa disse nesta quarta-feira que defenderia "energicamente" e rejeitou as acusações dos investidores.

Uma porta-voz da rede social explicou à AFP que as acusações específicas mencionadas em uma demanda coletiva depositada por The Brian Roffe Profit Sharing Plan e outros dois investidores contra o presidente da empresa, Mark Zuckerberg, alguns diretores da empresa e os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan eram "infundadas".

A queda das cotações frente ao preço de entrada em bolsa levaram a acusações de que os grandes operadores institucionais tinham recebido análise privilegiada que os levaram a vender suas colocações, enquanto os compradores minoritários pagaram o preço.

"O desastre do Facebook é percebido como um insulto pelos pequenos investidores. Parece o pior da publicidade de Wall Street com um pouco de truques, para começar", disse Dick Green de Briefing.com.

"Parece que os cotistas são ganhadores enquanto os investidores minoritários são os perdedores", acrescentou.

O principal coordenador do IPO, Morgan Stanley, se defendeu nesta terça-feira das acusações, afirmando que tinha respeitado todos os procedimentos habituais e legais.

A entidade destacou que os analistas dos bancos encarregados da estreia tinham reduzido suas perspectivas depois de receber informação da própria empresa e que tinham prevenido a todos os investidores.

Segundo uma fonte próxima à operação de colocação, os bancos organizadores tinham ganhado 100 milhões de dólares no primeiro dia de cotação dos títulos do Facebook.

Há pouca informação sobre qual é a postura dos agentes reguladores com relação a este episódio.

"Se estiverem certas, estas acusações são um assunto de preocupação para (as duas autoridades de regulação financeira) FINRA e a SEC", afirmou em um comunicado Rick Ketchum, presidente da FINRA.

EXECUTIVA DO FACEBOOK EVITA PERGUNTAS SOBRE FIASCO DO IPO

Publicado em 24/05/2012 por G1-Globo.com

Sheryl Sandberg é vice-presidente de operações da rede social. Ela falou a alunos de Harvard em 1ª aparição pública desde IPO.

Sheryl Sandberg, vice-presidente de operações do Facebook, falou para alunos da Universidade Harvard em sua primeira aparição pública desde a decepcionante oferta pública inicial (IPO) da companhia, mas não se pronunciou sobre a controvérsia que envolve a confusa estreia da empresa nos mercados, marcada por inúmeros problemas.

Em lugar disso, ela convidou os alunos que se formam esta semana na escola de administração de empresas da universidade a encontrarem empregos em companhias de rápido crescimento, se comuniquem honestamente e resolvam as questões de desigualdade no trabalho.

"Precisamos reconhecer abertamente que continuam a existir problemas de discriminação sexual nos mais altos escalões", disse ela aos alunos e suas famílias, em um gramado diante da biblioteca da escola, à margem do rio Charles, em Boston. Apenas 16% dos postos empresariais mais elevados são detidos por mulheres, nível semelhante ao da década passada, ela apontou.

Sheryl, que levou seus pais e seus dois filhos nessa visita à universidade em que estudou, só fez uma referência à abertura de capital do Facebook, em seu discurso. Depois de convidar os formandos a usar a rede social para se manterem em contato, ela disse: "Agora somos uma companhia de capital aberto, e por isso vocês bem poderiam clicar em um anúncio ou dois quando nos visitarem". Sheryl se recusou a falar à mídia sobre a oferta pública antes do discurso.

Ela contou à audiência que às vezes sofre de ansiedade. "Quando as coisas não se resolvem, fico um pouco ansiosa", disse Sheryl, de 42 anos, que depois da abertura de capital se tornou uma das mais ricas entre os ex-alunos de Harvard. "Ninguém nunca me acusou de excesso de calma".

Ela conversou e posou para fotos com dezenas de estudantes, depois do discurso. Diversos contaram que estavam sendo contratados pelo Facebook. "Vejo você em alguns meses", disse ela a um aluno.

As ações do Facebook fecharam a US$ 32 na quarta-feira (23/05/2012), 16% abaixo do preço de oferta inicial, em 18 de maio de 2012. O lançamento foi prejudicado por problemas nos computadores da Nasdaq e pela demanda baixa dos investidores.

O Facebook e o Morgan Stanley, banco organizador da subscrição, são alvo de um processo aberto na quarta-feira (23/05/2012) por investidores que alegam que a companhia escondeu suas projeções de lucro enfraquecidas antes da abertura de capital. Sheryl Sandberg se formou em Harvard em 1991 e obteve um MBA pela universidade em 1995.