início > textos Ano XX - 25 de abril de 2019



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A INCOMPETÊNCIA DE CHEFES E PATRÕES DESMOTIVA O TRABALHADOR QUALIFICADO

A INCOMPETÊNCIA DE CHEFES E PATRÕES DESMOTIVA O TRABALHADOR QUALIFICADO

A INCOERÊNCIA DESMOTIVA A GERAÇÃO Y

São Paulo, 12/01/2012 (Revisado em 27-02-2013)

Referências: A Geração Perdida, os profissionais qualificados de hoje em dia ainda não encontram chefes e patrões qualificados, os problemas enfrentados por contabilistas - contadores e técnicos em contabilidade, administradores de empresas, economistas e advogados, trabalhadores especializados versus empresários sem conhecimentos técnicos e científicos. Qualidade e Desperdício, Rentabilidade e Lucratividade. Lucros versus Prejuízos Operacionais, Economia de Tributos, Planejamento Tributário.

A INCOMPETÊNCIA DE CHEFES E PATRÕES DESMOTIVA O TRABALHADOR QUALIFICADO

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do site do COSIFe.

A INCOMPETÊNCIA TÉCNICA E ADMINISTRATIVA DOS EMPRESÁRIOS

De fato a incompetência administrativa e técnica dos empresários, incluindo a de seus executivos ou chefes (considerados como meros capatazes por seus patrões), tem desmotivado os trabalhadores dos diversos escalões da pirâmide hierárquica das entidades de quaisquer portes, sejam elas com ou sem fins lucrativos, públicas ou privadas.

O FECHAMENTO DAS EMPRESAS FAMILIARES

E isto não está acontecendo somente agora. Na segunda metade do Século XX e principalmente a partir da década de 1970 tem-se verificado o fechamento de quase todas aquelas "empresas familiares" comandadas por estrangeiros ou pelos descendentes de portugueses, espanhóis, italianos, alemãs e por migrantes de outras nacionalidades. A grande falha desses migrantes é que eles, na qualidade de patriarcas turrões e ditadores, não deixavam e ainda não deixam que seus filhos e netos aprendam e participem da administração dos empreendimentos que herdarão. Isto é, os donos das chamadas "empresas familiares" não deixam que seus herdeiros naturais participem da administração dos seus negócios ou transações.

A MENTALIDADE TACANHA DA ELITE EMPRESARIAL BRASILEIRA

Eis a questão: Por que assim agiam e ainda agem?

A grande verdade é que significava parcela da oligarquia brasileira, que se arraigou desde os tempos do coronelato, devido ao seu baixo grau cultural e educacional e por sua mentalidade meramente escravocrata, fazia questão de não dar instrução ou transmitir conhecimentos à sua prole, nem aos seus funcionários. Uns poucos, realmente ricos, mandavam seus filhos estudarem na Europa.

Alguns desses futuros herdeiros preferiram viver de forma nababesca a custa do pai e nada procuravam aprender. Dessa desordem social e familiar resultou a baixa qualidade cultural de grande parte dos empresários atuais, meros aventureiros que conseguiram enriquecer apenas por uma questão de sorte ou por terem aproveitado uma oportunidade altamente lucrativa e não por capacidade técnica, administrativa ou profissional.

Existem muitos filmes antigos retratando semelhantes fatos.

A FALTA DE CULTURA DOS MICROS, PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

O mesmo tem acontecido com a maioria dos microempresários, assim como dos empresários de pequeno e de médio porte que é oriunda das classes menos favorecidas. Estas pessoas se aventuram nos negócios empresariais em razão de suas respectivas desqualificações técnicas e culturais, que os impedem de conseguir trabalho bem remunerado.

GRANDE PARTE DAS EMPRESAS ENCERRAM SUAS ATIVIDADES EM 2 ANOS

Os problemas enfrentados por esses empreendedores não aculturados acontecem porque não procuram profissionais qualificados que os possam auxiliar ou instruir. Por isso, comentem grande quantidade de erros que os levam à falência. E, muitas vezes, novamente quebram quando tentam um novo empreendimento. O motivo é o mesmo, não reconhecem qualquer qualidade nos profissionais de nível médio ou superior que os poderiam ajudar.

Isto acontecia com os antigos (pais e avós daqueles que hoje também são pais e avós).

A DIFICULDADE PARA CONSEGUIR O PRIMEIRO EMPREGO

Desprezando-se aquela significativa quantidade de jovens desqualificados existentes hoje em dia em razão do seu contundente desnível social e educacional, os que conseguiram estudar ainda enfrentam sérias dificuldades para conseguir o primeiro emprego. Os empresários, por sua crônica falta de qualificação técnica e científica, não têm o que ensinar para os jovens estudantes (os estagiários).

O DESEMPREGO ENFRENTADO PELOS PROFISSIONAIS QUALIFICADOS

Por tais motivos, muitos trabalhadores com qualificação técnica ou científica ficam desmotivados quando percebem que seus respectivos chefes e patrões não têm a mínima condição de comandar trabalhadores ou de administrar quaisquer tipos de entidades com ou sem fins lucrativos.

Estes são os grandes problemas a serem enfrentados pelos contadores e principalmente pelos administradores de empresas. Os contabilistas e os advogados, com base na legislação em vigor, os empresários são obrigados a contratar. Porém, não existe legislação obrigando a contratação administradores ou economistas.

A ESTUPIDEZ  DOS EMPRESÁRIOS NÃO MUDA COM O PASSAR DO TEMPO

Como a partir da década de 1970 o estudo técnico de nível médio e o científico de nível superior passou a ser perseguido por grande contingente de estudantes de classe média, seria preciso que fosse mudada a mentalidade tacanha dos empresários. Como esta mudança de mentalidade não tem acontecido no decorrer dos anos, em décadas, é comum encontrarmos grande quantidade de profissionais qualificados desempregados.

O empresário ignorante (com baixo nível cultural e técnico educacional) não quer ter funcionários mais qualificados que ele.

A EXCESSIVA CARGA TRIBUTÁRIA E O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

Aliás, vários empresários já escreveram para o COSIFe, alguns de porte médio (explorando rede de lojas em determinada região), dizendo que não está sobrando dinheiro para pagamento dos tributos, por isso querem fazer alguma forma de planejamento tributário que possibilite a redução do montante de tributos a pagar.

Foi respondido a eles que na verdade os tributos são sempre pagos pelo consumidor porque já estão embutidos nos preços dos produtos vendidos ou das mercadorias revendidas ou ainda dos serviços prestados.

Logo, se não está sobrando dinheiro para pagamento dos tributos, provavelmente o dono da empresa está gastando com o seu bem estar e o de sua família valor superior ao lucro que o empreendimento pode gerar.

LUCROS VERSUS PREJUÍZOS - LUCRATIVIDADE E RENTABILIDADE

Então, foi sugerido que contratassem um profissional qualificado para apurar qual seria o verdadeiro resultado mensal da empresa antes de efetuadas as retiradas financeiras de seu dono ou de seus donos.

Na realidade, grande parte das empresas chegam à insolvência por má administração e porque, sem controles contábeis, financeiros, gerenciais e de custos, os donos da empresa gastam mais do que ela pode gerar de lucro.

A má administração operacional e contábil, por falta de conhecimentos técnicos do empreendedor, muitas vezes gera prejuízos, levando a empresa a falência.

Para evitar tais problemas é preciso pelo menos mensalmente efetuar a apuração de resultados (Lucros ou Prejuízos), verificando também a lucratividade de cada segmento operacional.

Muitas vezes a empresa produz lucros, mas estes não suficientes para a pretendida remuneração do capital investido (rentabilidade).

A PERCEPÇÃO DOS DESPREZADOS TRABALHADORES

Quando os empregados percebem que a empresa vai mal, geralmente procuram outro emprego (no sentido inverto, demitem o mal empregador ou simplesmente desligam-se dele, pedindo demissão).

Outros, quando percebem que não há controles na empresa em que trabalham, passam a furtar mercadorias, entre outros bens e valores ou passam a agir sem se preocuparem com a qualidade dos produtos e dos serviços. Outro fator que deve ser observado é o do desperdício, entre outros gastos desnecessários ou que possam ser evitados.

TEXTOS ELUCIDATIVOS

Em complementação veja o texto intitulado A Geração Perdida, escrito em 15/05/2003, que continua tão atual como naquela época. Veja também o texto denominado O Que os Empresários Precisam e Devem Saber.

A INCOERÊNCIA DESMOTIVA A GERAÇÃO "Y"

Por Sidnei Oliveira - publicado pelo site Click Carreira em 05/01/2012. Extraído em 09/01/2012, com comentários e anotações em azul por Americo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750 - Coordenador do site do COSIFe.

Segundo os colaboradores do site Wikipédia, a GERAÇÃO Y, também chamada Geração do Milênio ou Geração da Internet, é composta por pessoas nascidas desde o final da década de 1970 até os primeiros anos da década de 1990.

O mesmo está escrito em outros sites. Todos garantem que a nomenclatura ou definição foi imposta ou defendida por Sociólogos, mas não citaram quais.

Apenas um blog denominado Boas Práticas Farmacêuticas mencionava que o estudo foi realizado por uma empresa denominada Bridge Research, estabelecida em São Paulo - SP, a partir de entrevistas com pessoas com idade entre 18 e 30 anos da Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, das quais 48% eram homens e 52% mulheres das classes  A, B e C. O objetivo era o de identificar os padrões de consumo, as visões de mundo e os comportamentos desse grupo.

Algo semelhante estava escrito num artigo publicado pelo site Balcão do Consumidor da Universidade de Direito de Passo Fundo - UPF.

Sobre a Geração Y, o citado autor do artigo escreveu:

Recentemente, presenciei um diálogo curioso entre um jovem com seu pai. A conversa era tensa e até mesmo rude, principalmente pelas palavras usadas pelo rapaz ao se referir a algumas atitudes do pai. Na maior parte do tempo, eu via o pai numa posição oprimida, diante das reclamações e críticas vindas de seu filho.

Incomodado com a situação, fiquei atento às palavras do jovem, afinal, aquele pai não conseguia finalizar nenhum argumento sem que fosse interrompido pelo jovem. Me chamou a atenção a inversão de valores, pois não é comum ver um “veterano” receber tantas críticas e aceitar, sem reação, as agressões vindas de um jovem, principalmente quando se trata do próprio filho.

A principal reclamação era que o pai exigia posturas de seu filho, mas ele mesmo não estava disposto a cumpri-las – o famoso “faça o que falo, mas não o que faço”.

Aquele jovem estava indignado, pois havia se esforçado muito para cumprir as orientações do pai a respeito do trabalho que realizavam juntos e, no dia anterior, foi surpreendido ao observar que a maior parte de suas dificuldades em cumprir estas orientações surgiam porque o pai fazia justamente o oposto.

Toda a tensão do momento ocorria porque aquele jovem estava se demitindo da empresa do pai. O jovem dizia que gostava da empresa, gostava do negócio, mas não suportava mais as atitudes do pai, por isso, iria partir para novos desafios.

Uma boa reflexão extrai desse episódio. Os jovens estão demitindo seus chefes, gestores, líderes e não as empresas que trabalham. Em um mundo cada vez mais dinâmico e competitivo, onde os jovens são desafiados incessantemente na direção de inovações com total foco em resultados, não há mais espaço para incoerências.

Já é tempo de os gestores perceberem que a formação de sucessores é uma das mais fundamentais missões da liderança. E nada atinge mais os jovens profissionais da geração Y do que a falta de transparência e coerência em suas ações. Os jovens buscam referenciais confiáveis de liderança e sabem que se não encontrarem esse tipo de atitude em seus gestores, precisarão mudar de cenário rapidamente, caso contrário, comprometerão o próprio desenvolvimento pessoal.