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INFLAÇÃO É MAIOR PARA OS MENOS FAVORECIDOS

INFLAÇÃO É MAIOR PARA OS MENOS FAVORECIDOS

FURTANDO O DINHEIRO DO BOLSO DO POVÃO

São Paulo, 07/10/2011

Referências: Preconceito e Discriminação Social, Inflação Artificialmente Gerada para Causar Desgoverno, Partidos de Oposição Pensando nas Eleições Municipais de 2012.

FURTANDO O DINHEIRO DO BOLSO DO POVÃO

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

No passado a tática era a mesma. Quando o trabalhador de baixa renda tinha um pouco de dinheiro no bolso a ponto que ter uma pequena melhoria na sua condição de mero sobrevivente, as grandes empresas aumentavam os preços dos produtos consumidos pelas classes menos favorecidas para que não pudessem comprar mais que o rotineiro, que mal supria as suas reais necessidades básicas.

Pergunta-se: Por que o detentores do poderio econômico fazem isso?

A resposta é simples e já foi repetida em vários textos neste site do COSIFe: Por mero preconceito e discriminação social.

Como muitos desses produtos são também consumidos pela classe média, esta enfrentará dificuldades, incluindo os servidores públicos dos escalões inferiores. Daí surgiram algumas greves e surgirão muitas mais se o governo não pensar primordialmente no bem-estar do trabalhador. O bom salário do trabalhador e do microempresário individual faz com que muitos saiam da informalidade.

De modo geral as greves sempre geram grande instabilidade institucional e o medo do retorno da inflação. Os economistas ortodoxos tem a coragem de dizer que o salário do trabalhador é o principal causador da inflação. Nos Estados Unidos e na Europa o salário médio é pelo menos 5 vezes maior que no Brasil e, mesmo assim, naquelas bandas praticamente não existe inflação.

O problema é que muitos dos atuais sindicalistas preferiam a Marina Silva (ex-PT) na presidência da república. Por isso tentam causar problemas para a atual presidente, naturalmente sob a influência dos lobistas contratados pelos grandes empresários e pelos partidos políticos de extrema-direita, que querem causar o desgoverno antes das eleições municipais de 2012. Essa seria a única forma viável de conseguirem ganhar muitos postos nas próximas eleições. Foi o que tentaram fazer durante todos os 8 anos de Governo Lula.

Nossa presidenta da república, como é economista, naturalmente fez o juramento de defender até a morte as ultrapassadas teorias econômicas tão seguidas pelos ortodoxos. Assim sendo, pelo menos por ora, não vai querer desapontar seus pares de formação profissional.

Aproveitando-se da ocasião cheia de incertezas, os políticos oposicionistas precisam fazer alguma coisa na tentativa de desmoralizar a nossa presidenta, principalmente em razão de suas declarações na abertura da Assembleia Geral da ONU - Organização das Nações Unidas, quando desafiou os dirigentes das nações desenvolvidas a cuidarem de seu povo. Assim, as empresas multinacionais devem ter contratado legiões de lobistas para provocarem a desestabilização de seu governo. E a presidenta falou tudo aquilo olhando para o terrorista-mor Barak Obsama bin Laden que a assistia sentado na primeira fila (no cinema, "a fila do gargarejo").

Para felicidade geral da nação, o nosso ex-presidente, o torneiro mecânico, não tinha essa obrigação profissional de defender as ultrapassadas teorias econômicas. Por isso, seu governo só enfrentou problemas advindos dos partidos políticos oposicionistas, sempre na tentativa de derrubá-lo.

Vejamos o texto a seguir transcrito, que apresenta os números da inflação artificialmente gerada contra os menos favorecidos, mas que também alcançará a classe média.

INFLAÇÃO PARA BAIXA RENDA QUASE DOBRA EM SETEMBRO

Por Alessandra Saraiva, da Agência Estado, estadao.com.br, em 07/10/2011

A inflação percebida por famílias de baixa renda quase dobrou em setembro. É o que mostra o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 - (IPC-C1), apurado entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos. Segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice mostrou alta de 0,55% em setembro, após subir 0,33% em agosto. Com este resultado, o índice acumula altas de 4,30% no ano e de 7,45% em 12 meses.

A taxa do IPC-C1 em setembro ficou acima da variação média de preços entre famílias mais ricas, com renda mensal entre um e 33 salários mínimos, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), e que subiu 0,50% no mesmo mês. Na inflação acumulada no ano, o IPC-C1 ficou abaixo do IPC-BR para o mesmo período (4,69%). Mas no acumulado em 12 meses até setembro, o IPC-C1 subiu de forma mais intensa do que o IPC-BR (7,14%).

Quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice tiveram acréscimos em suas taxas de variação de preços, de agosto para setembro. É o caso de Habitação (de 0,43% para 0,89%), Alimentação (de 0,52% para 0,58%), Vestuário (de -0,66% para 1,22%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,16%). Isso porque houve aceleração de preços; fim de queda de preços; ou deflação mais fraca em produtos de peso no cálculo da inflação em cada um destes grupos. É o caso de gás de botijão (de 0,03% para 1,49%), hortaliças e legumes (de -6,34% para -4,56%), roupas (de -0,52% para 1,47%) e alimento para animais domésticos (de -0,44% para 0,38%), respectivamente.

Em contrapartida, houve desaceleração de preços em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,46% para 0,04%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,01% para 0,00%). Já o grupo Transportes permaneceu em estabilidade (0,0%) pelo segundo mês consecutivo.

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preços foram detectadas em limão (26,36%); leite tipo longa vida (3,81%); e aluguel residencial (0,91%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em alho (-18,40%); tomate (-9,39%); e cebola (-10,78%).

Por Daniela Amorim, da Agência Estado, estadao.com.br, em 07/10/2011

Inflação oficial sobe 7,31% em 12 meses, a maior alta em mais de 6 anos

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou setembro com alta de 0,53%, ante uma variação positiva de 0,37% em agosto, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses até setembro, o indicador acumula alta de 7,31%, o maior resultado desde maio de 2005, quando o índice subiu 8,05% neste mesmo período. No ano, a alta acumulada é de 4,97%.

O resultado de setembro foi o maior para o mês desde 2003, mas ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas.

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta é de 4,5%, com uma banda de variação de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

O aumento nos preços dos alimentos têm pressionado a taxa de inflação em 12 meses pelo IPCA. Mas o setor de serviços também tem sido um fator importante de pressão.

'Aí temos uma influência grande dos alimentos, que aumentaram muito nesse ano, mas não só. Os serviços também vêm impactando muito a inflação em 2011. Em particular, a gente destaca os empregados domésticos, os cabeleireiros', contou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. 'Os serviços, em geral, têm um impacto muito grande da renda. Quanto maior a renda e a possibilidade de emprego, mais espaço os serviços têm para ficarem mais caros.'

Eulina atentou ainda para o fato de que alguns itens que têm contribuído para conter a taxa em 12 meses, como os eletrodomésticos, se beneficiaram até agora do dólar baixo. Ela não indicou, porém, se a valorização acentuada da moeda americana nas últimas semanas pode aumentar ainda mais a taxa do IPCA de 12 meses nas próximas leituras.

Passagens aéreas puxam alta em setembro

Os preços das passagens aéreas impactaram a inflação medida pelo IPCA em setembro. O item exerceu o principal impacto no mês, com uma contribuição de 0,09 ponto porcentual na formação do índice cheio.

Para viagens em setembro, os voos disponíveis subiram, em média, 23,40% em relação aos disponibilizados pelas companhias aéreas para viagens em agosto, mês em que as tarifas haviam apresentado queda de 5,95%. Como resultado, as despesas com transportes saíram de uma variação de -0,11% em agosto para +0,78% em setembro.

O resultado do grupo foi influenciado ainda pelos combustíveis, que passaram de -0,09% em agosto para +0,69% em setembro. O preço do litro do etanol foi de 0,30% para +3,00%, no período, e o litro da gasolina subiu 0,50%, enquanto em agosto teve queda de 0,14%, na mesma base de comparação.

Houve variação ainda no item conserto de automóvel (de 1,10% para 1,23%), que se manteve em alta, além do seguro voluntário (de -0,88% para +0,86%) e automóveis, tanto novos (de -0,37% para +0,18%) quanto usados (de -0,60% para +0,51%), com aumento de preços após terem se apresentado em queda.

Alimentos mantêm pressão

Os preços dos alimentos aumentaram 0,64% e voltaram a pressionar a inflação. O impacto do grupo foi de 0,15 ponto porcentual, o que representa uma participação de 28% na taxa de 0,53% do IPCA em setembro, segundo o IBGE.

'O IPCA de agosto já tinha subido bastante por causa dos alimentos. Em setembro, os alimentos continuaram em alta, continuaram puxando o resultado, mas um pouco menos que em agosto', disse Eulina.

Vários produtos ficaram mais caros na passagem de agosto para setembro, com destaque para o feijão carioca (6,14%), açúcar refinado (3,82%) e cristal (3,42%), frango (2,94%) e leite (2,47%).

O grupo alimentação e bebidas (0,64%), com impacto de 0,15 ponto porcentual, somado a transportes (0,78%), também com 0,15 ponto porcentual, responderam por 0,30 ponto porcentual do IPCA de setembro, o correspondente a 57% da taxa global do mês passado.

INPC de setembro avança para 0,45%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,45% em setembro, após ter registrado alta de 0,42% em agosto, segundo dados do IBGE. Com o resultado, até o mês passado, o índice acumula altas de 4,61% no ano e de 7,30% em 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a seis salários mínimos e chefiadas por assalariados.