início > textos Ano XX - 18 de junho de 2019



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UMA POTÊNCIA ACUADA – QUEM PLANTA, COLHE

UMA POTÊNCIA ACUADA - QUEM PLANTA, COLHE

A MAIOR POTÊNCIA MUNDIAL PERDEU GUERRAS CONTRA PEQUENOS PAÍSES

São Paulo, 29 de janeiro de 2004 (Revisado em 16-09-2016)

Depois da segunda guerra mundial, os Estados Unidos da América sempre estiveram envolvidos em guerras, tentando impor a vontade não de seu povo, mas de seus dirigentes públicos e privados, extremamente imperialistas e insensatos.

Foi assim que fizeram a Guerra da Coréia, as guerras no Vietnam, no Laos e no Camboja, financiaram de guerrilhas na África e dos “Contra” na Nicarágua, na África financiando a UNITA para defender seus interesses na extração de urânio, ouro e pedras preciosas (Namíbia, Angola, Botswana e África do Sul) e na Nicarágua por mais puro preconceito e pela extração de minerais.

Os IANQUES promoveram ainda o bloqueio continental de Cuba, Líbia, Irã, Coréia do Norte e Iraque, somente para que servissem de exemplo aos demais países.

Depois de usarem os iraquianos contra os iranianos, fizeram a guerra contra eles, sob o pretexto infundado de que tinham armas químicas e nucleares (que somente os ianques as poderiam ter fornecido). Financiaram as ditaduras em praticamente todos os países da América Latina e apoiaram os israelenses contra os palestinos e demais povos muçulmanos, que são extrema maioria populacional naquela área e sem recursos técnicos e econômicos para sustentar uma guerra convencional.

Promoveram a “Guerra Fria” contra Russos e Chineses e, através de muita corrupção, conseguiram o desmembramento da URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e a quebra da governabilidade de diversos países.

Estes foram os principais atos norte-americanos no mundo que provocaram a revolta dos povos oprimidos e o chamado “terrorismo”, que nada mais é do que uma nova tática de guerra ao alcance dos países menos desenvolvidos, que não têm recursos tecnológicos e econômico-financeiros para manutenção de grandes forças armadas.

Diante do exposto, parece claro que os Estados Unidos sempre estiveram em guerra com o mundo e agora é o mundo que está em guerra contra os eles. Só que a guerra agora é outra, mas, como sempre, os dirigentes beligerantes ficam à salva e o povo sempre padece.

Isto significa dizer que estamos vivendo uma nova Guerra Mundial diferente das convencionais. Por isso os norte-americanos se encontram acuados em seu território, sendo obrigados a tomar inúmeras medidas de segurança para evitar ataques surpreendentes, engendrados pelos guerreiros, por eles chamados de “terroristas”.

Uma dessas medidas de segurança foi tomada contra os turistas oriundos da grande maioria dos países, entre eles os do Brasil. Por isso nada mais justo que o governo brasileiro opte pela reciprocidade de procedimentos, o que também deveria ser feito pelos demais países discriminados.

Essa é uma das formas de acuar a nação norte-americana e fazer com que a opinião pública daquele país tome as medidas populares (realmente democráticas) e necessárias contra seus governantes imperialistas.

Não adianta os empresários do turismo dizerem que estão sendo prejudicados. Todo o mundo está sendo prejudicado, pois estamos em guerra, será que não perceberam?

É como diz o dito popular: Guerra é guerra. E na guerra todos perdem, somente os fabricantes de armamentos ganham.

Muitos países descobriram que têm minerais estratégicos dos quais os americanos são totalmente dependentes. Entre eles estão o petróleo, o urânio, o ouro, o cobre, o ferro, o manganês e muitos outros e, ainda os utilizados na informática.

Por isso é preciso mostrar ao povo norte-americano que o mundo está insatisfeito, já que seus dirigentes públicos e os meios de comunicação daquele país escondem essa realidade de seu povo. O mundo não tem armas para lutar contra eles, mas tem as medidas administrativas e econômicas que podem ser tomadas, acompanhadas de mão-de-obra barata, que está pronta para produzir quase tudo que eles produzem com quase total exclusividade, cobrando “royalties” extorsivos.

Os minerais estratégicos, que os Estados Unidos são dependentes, não estão nos territórios de seus aliados europeus. São produtores minerais justamente aqueles países subjugados e considerados subdesenvolvidos. Se esses recursos lhes forem negados e o trânsito de seu povo for dificultado no mundo, eles vão ter que fazer a guerra total, tal como fez HITLER, ou vão ter que aceitar e reconhecer que os demais países também têm direitos e não somente obrigações.

Portanto, o governo brasileiro está no caminho certo quando resolveu fichar os turistas norte-americanos como se fossem criminosos, porque o povo não, mas os seus governantes efetivamente são, e somente a opinião pública estadunidense pode tirar de lá esses inescrupulosos.

Da mesma forma o Brasil está certo quando exige do governo norte-americano a retirada de subsídios para participar de uma aliança de comércio (ALCA), que somente a eles interessa, porque é uma forma de impor seu poderio econômico e militar e de direcionar a produção dos países da América Latina apenas no sentido dos seus interesses particulares.

Durante os governos militares brasileiros iniciados em 1964, os ianques convenceram nossos dirigentes a aceitar a “Aliança para o Progresso”, que os esquerdistas diziam ser a “aliança para o progresso deles” e que assim realmente foi. Não queremos que isto se repita, por isso temos que tomar cuidado com os acordos que fazemos, pressionando sempre para que novas concessões sejam feitas a nosso favor, caso contrário as disparidades econômicas e sociais só tendem a se agravar.

Conclusão: Como diz o dito popular, definitivamente o povo norte-americano está colhendo os frutos que seus inconseqüentes dirigentes políticos plantaram. E hoje aquele é um país acuado, com medo do mundo, ou melhor, com medo do que o mundo possa fazer contra eles.