início > textos Ano XX - 18 de junho de 2019



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AS ALTAS TAXAS DE JUROS

AS ALTAS TAXAS DE JUROS

A CUMPLICIDADE DOS MEMBROS DO COPOM

São Paulo, 05 de janeiro de 2004 (Revisado em 16-09-2016)

Referências : COPOM - Comitê de Política Monetária, Tendenciosidade em Favor do Grande Capital.

O grande problema enfrentado pelo Brasil é a manutenção das altas taxas de juros praticadas não só pelo governo como também pelos banqueiros e demais agiotas do Sistema Financeiro Nacional.

No governo federal, assim como nos governos estaduais e em alguns municipais, as altas taxas de juros pagas sobre a dívida pública são a causa da grande sangria da gestão orçamentária, impedindo que os governos possam direcionar mais verbas para setores importantes como os da educação e da saúde.

É interessante notar que, enquanto os governos estão pagando juros altos para os banqueiros e para os demais investidores nacionais e internacionais, através do BNDES o governo federal está cobrando juros baixos da elite empresarial brasileira e também dos atuais controladores de ex-empresas estatais. Deve ser salientado também que o governo federal sempre cobrou juros altos dos mutuários do Sistema Financeiro da Habitação, inclusive cobrando correção monetária de 1967 até 1985, período em que os empréstimos obtidos pelos banqueiros no Banco Central do Brasil não eram corrigidos.

Do Outro lado, os bancos, as financeiras e as empresas de cartões de crédito cobram taxas de juros dignas de verdadeiros agiotas. É importante salientar que essas elevadas taxas são pagas justamente pelos menos favorecidos, o que significa a existência de um institucionalizado sistema ou método de transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos. A prova disso está na afirmativa de alguns bancos estrangeiros estabelecidos no Brasil que apresentaram mais lucros aqui do que na soma de suas filiais espalhadas pelo mundo.

Para que o governo federal possa dispor de mais verbas orçamentárias em diversas áreas essenciais é preciso que reduza as taxas de juros, assim como, através dos bancos estatais, concorra com os bancos privados, oferecendo taxas reduzidas para os menos favorecidos.