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VELOCIDADE MÉDIA DOS ÔNIBUS URBANOS NA CIDADE DE SÃO PAULO

CONTABILIDADE DE TRANSPORTES

VELOCIDADE MÉDIA DOS ÔNIBUS URBANOS NA CIDADE DE SÃO PAULO

São Paulo, 02/04/2012 (Revisada em 04/07/2018)

Referências: Contabilidade de Transportes Urbanos de Passageiros - Ônibus na Cidade de São Paulo - Transporte Coletivo.

  1. ÔNIBUS EM SP SÃO MAIS LENTOS QUE MARATONISTAS
    1. TRANSPORTES COLETIVOS SEM MELHORIAS SIGNIFICATIVAS
    2. NADA EM BENEFÍCIO DOS MORADORES DA PERIFERIA
    3. O PIOR ACONTECE NA AVENIDA REBOUÇAS
    4. A LONGA ESPERA NA PLATAFORMA DE PARADA DO ÔNIBUS
    5. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA NORTE
    6. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA SUL
    7. ESTUDOS DE SOLUÇÕES PARA A ZONA LESTE
    8. AS DESCULPAS DOS PREPOSTOS DO PREFEITO GILBERTO KASSAB
  2. AUTOMÓVEIS AINDA PERDEM PARA COLETIVOS
    1. OS CARROS SÃO OS MAIORES RESPONSÁVEIS PELOS ENGARRAFAMENTOS
    2. OS MOTORISTAS PROFISSIONAIS PROVOCAM MENOS ENGARRAFAMENTOS
    3. ÔNIBUS LOTADO SÓ NOS BAIRROS PERIFÉRICOS
    4. DEFICIÊNCIAS NA MANUTENÇÃO DO ASFALTO
  3. FATOS INTERESSANTES

1. ÔNIBUS EM SP SÃO MAIS LENTOS QUE MARATONISTAS

  1. TRANSPORTES COLETIVOS SEM MELHORIAS SIGNIFICATIVAS
  2. NADA EM BENEFÍCIO DOS MORADORES DA PERIFERIA
  3. O PIOR ACONTECE NA AVENIDA REBOUÇAS
  4. A LONGA ESPERA NA PLATAFORMA DE PARADA DO ÔNIBUS
  5. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA NORTE
  6. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA SUL
  7. ESTUDOS DE SOLUÇÕES PARA A ZONA LESTE
  8. AS DESCULPAS DOS PREPOSTOS DO PREFEITO GILBERTO KASSAB

Por ADRIANA FERRAZ, BRUNO RIBEIRO, para o estadao.com.br, publicado em 02/04/2012

1.1. TRANSPORTES COLETIVOS SEM MELHORIAS SIGNIFICATIVAS

Sem receber investimento em obras de modernização nem de expansão, a velocidade nos corredores de ônibus da capital do Estado de São Paulo estagnou no ano de 2011.

Na média, a velocidade dos coletivos paulistanos nas faixas exclusivas para transporte de passageiros foi de 15 km/h. Na comparação com 2010, os ramais no sentido centro da cidade de São Paulo registraram ganho de apenas 1,8 km/h. No sentido contrário, a alta foi ainda mais discreta: 0,8 km/h. A velocidade era um pouco menor do que a de um maratonista olímpico.

Os dez corredores de ônibus da capital transportam 3,2 milhões de pessoas por dia e superam em 1 milhão o movimento de todas as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

1.2. NADA EM BENEFÍCIO DOS MORADORES DA PERIFERIA

Expandir a rede era promessa de campanha do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que se comprometeu a construir 68 km de faixas exclusivas até dezembro de 2012. A oito meses do fim da gestão, nenhum foi entregue. A requalificação de 38 km também ficou no papel.

Dependendo do trajeto e do horário, são necessárias mais de duas horas para percorrer 17 km.

1.3. O PIOR ACONTECE NA AVENIDA REBOUÇAS

Por volta das 18h30 da terça-feira, por exemplo, os usuários demoravam 2 horas e 13 minutos para ir do Campo Limpo, na zona sul, ao centro, pelo terceiro corredor mais movimentado da cidade, que passa pela Avenida Rebouças, e recebe cerca de 388 mil pessoas por dia. No sentido inverso, pelo menos 1 hora e 19 minutos de espera no ônibus. A velocidade variava de 8 a 12 km/h, segundo a Prefeitura.

1.4. A LONGA ESPERA NA PLATAFORMA DE PARADA DO ÔNIBUS

Mas o trânsito carregado não é o único desafio enfrentado pelo usuário do transporte coletivo em São Paulo. Dependendo do horário, demora-se mais esperando pelo ônibus do que dentro dele. A fila passa de uma hora e meia nos horários de pico, principalmente nos corredores saturados - desde segunda, é possível conferir o tempo estimado no site da Prefeitura.

1.5. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA NORTE

Dados da Secretaria Municipal de Transportes mostram que a menor velocidade média entre os dez corredores está no ramal que passa pela Avenida Inajar de Sousa, na zona norte. No ano passado, a média foi de 11,6 km/h no sentido centro. A faixa exclusiva requer obras de requalificação, como troca do asfalto - que tem buracos e falhas na sinalização -, acesso mais seguro aos passageiros e modernização das paradas.

1.6. VELOCIDADE MÉDIA NA ZONA SUL

Já a maior velocidade máxima registrada em 2011 ocorreu no Corredor Parelheiros-Santo Amaro, na zona sul. O ramal obteve média de 20,96 km/h, no sentido centro. Na mesma região, o ramal Jardim Ângela-Guarapiranga conseguiu um ganho de 2,3 km/h na velocidade média após a Prefeitura implementar uma faixa reversível no trecho.

1.7. ESTUDOS DE SOLUÇÕES PARA A ZONA LESTE

Soluções pontuais, como a ampliação de 10 km na faixa exclusiva para ônibus na Radial Leste, ou a criação de horários prioritários para ônibus, como na Rua Borges Lagoa, costumam funcionar, mas momentaneamente. O que São Paulo precisa, segundo especialistas em transporte, é de mais corredores exclusivos. As obras são reivindicadas até pelo Estado, que enfrenta problemas recorrentes nas linhas da CPTM - e as falhas levam mais passageiros aos ônibus.

1.8. AS DESCULPAS DOS PREPOSTOS DO PREFEITO GILBERTO KASSAB

Outro lado. Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes listou outras políticas para aumentar a qualidade: renovação da frota, aumento do número de lugares e cumprimento de horários de partidas programadas. Hoje, segundo a pasta, 96% das operações ocorrem na hora marcada e, desde janeiro de 2005, 83% da frota foi trocada.

2. AUTOMÓVEIS AINDA PERDEM PARA COLETIVOS

  1. OS CARROS SÃO OS MAIORES RESPONSÁVEIS PELOS ENGARRAFAMENTOS
  2. OS MOTORISTAS PROFISSIONAIS PROVOCAM MENOS ENGARRAFAMENTOS
  3. ÔNIBUS LOTADO SÓ NOS BAIRROS PERIFÉRICOS
  4. DEFICIÊNCIAS NA MANUTENÇÃO DO ASFALTO

Por ADRIANA FERRAZ, BRUNO RIBEIRO, para o estadao.com.br, publicado em 02/04/2012

2.1. OS CARROS SÃO OS MAIORES RESPONSÁVEIS PELOS ENGARRAFAMENTOS

Embora a velocidade média dos corredores seja baixíssima, a faixa exclusiva desses coletivos garante vantagem em relação aos carros. Foi o que o Estado comprovou na semana passada. A reportagem partiu do Terminal Santo Amaro, na zona sul, em direção ao Terminal Bandeira, no centro. Pelo corredor, demorou 59 minutos. De carro, 1 hora e 15 minutos. Mas as vantagens param por aí. Dentro dos coletivos, as reclamações de sempre: atrasos, lotação, falta de educação dos motoristas, desrespeito às leis de trânsito.

2.2. OS MOTORISTAS PROFISSIONAIS PROVOCAM MENOS ENGARRAFAMENTOS

'Pego o ônibus perto de um cruzamento. Quando o semáforo está prestes a fechar, mesmo com o ônibus vazio, o motorista acelera, não para no ponto e tenho de esperar o próximo. É uma pena. Afinal, os corredores são melhores do que andar de carro', diz a advogada Maria de Fátima Moreira, de 58 anos.

2.3. ÔNIBUS LOTADO SÓ NOS BAIRROS PERIFÉRICOS

Os usuários não reclamam da qualidade dos veículos, a maior parte biarticulada e com poucos anos de uso. 'Demoro duas horas de casa até o trabalho. O que incomoda é a lotação', afirma a atendente Mariana Kelly Silva Guimarães, de 21 anos.

2.4. DEFICIÊNCIAS NA MANUTENÇÃO DO ASFALTO

A Prefeitura investiu neste ano e em 2011 pouco mais de R$ 18 milhões nos corredores, segundo a Secretaria Municipal de Planejamento. Para ampliar o metrô, o anúncio é repassar R$ 1 bilhão até o fim do ano. Os resultados da escolha são claros: na Avenida Inajar de Sousa, na zona norte, por exemplo, a faixa exclusiva ganhou asfalto há algumas semanas. Mas é asfalto comum, não os pisos de concreto mais adequados aos corredores - como é na Avenida Rebouças. O Corredor Santo Amaro-9 de Julho tem até buracos.

3. FATOS INTERESSANTES

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

Os corredores exclusivos para o tráfego de ônibus começaram a ser construídos na cidade de São Paulo durante o Governo do Prefeito Jânio Quadros (de 1986 a 1988 mediante mandato tampão de 3 anos).

Jânio foi o primeiro prefeito eleito pelo voto popular depois de iniciado o Regime Militar de 1964. Isto significa que durante mais de 30 anos o povo paulistano não pôde eleger seu prefeito. Mário Covas foi o último prefeito da cidade de São Paulo empossado pelo Regime Militar por intermédio de Paulo Maluf que era o "governador biônico" (empossado pelos militares).

A expansão dos corredores de ônibus continuou durante o Governo da Prefeita Luiza Erundina (de 1989 a 1992) quando foi implantado o serviço de ônibus executivos para diminuição do tráfego de automóveis na cidade de São Paulo.

Porém, esse tipo de serviço de ônibus executivo foi extinto pelo Prefeito Paulo Maluf (a partir de 1993) a pedido dos motoristas de táxi que patrocinaram grande campanha para elegê-lo.

A expansão dos corredores de ônibus voltou a acontecer no Governo da Prefeita Marta Suplicy (de 2001 a 2004) que a partir de 2003 também patrocinou a integração de ônibus, trens e metrô. Os corredores chegaram aos bairros periféricos da cidade de São Paulo assim como na mesma região foram construídos os CEUs - Centros Educacionais Unificados baseados nos CIEPs implantados por Leonel Brizola na cidade do Rio de Janeiro e nas periféricas, chamadas de cidades dormitório.

Durante os Governos do Prefeito Gilberto Kassab (de 2005 a 2012), sem grandes avanços nos governos anteriores, começou a grande expansão das linhas do Metrô na cidade de São Paulo com significativas inaugurações com a obtenção de verbas do Governo Federal - Ministério dos Transportes, que também financiou o Rodoanel, entre outras obras importantes. Mas, em continuação, outras grandes obras do Metrô foram aprovadas e licitadas em 2012 mediante um Plano Plurianual que se prolongaria até 2020.

Porém, para desespero de Kassab e de seus aliados no Governo do Estado, o povo elegeu Fernando Haddad como Prefeito da cidade de São Paulo (de 2013 a 2016). Então, todas as obras licitadas com a parceria do Governo Estadual ficaram quase paralisadas por 4 anos e passaram a ser inauguradas a partir da posse do Prefeito João Doria que abandonou o governo da cidade tal como também fez o Prefeito José Serra sucedido por Gilberto Kassab.

Mas, diante das incertezas econômicas e institucionais provocadas pelo desgoverno Temer, a arrecadação de tributos diminuiu drasticamente e assim ficou prejudicada a plena inauguração das obras programadas em benefício do Povo.


(...)

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