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SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO COM OS CLIENTES

CONTABILIDADE INTEGRADA

SISTEMAS DE INTEGRAÇÃO COM OS CLIENTES

São Paulo, 17 de junho de 2010 (Revisado em 27/03/2012)

Por Américo G Parada Fº - Contador CRC-RJ 19750

PRIMEIRO SISTEMA DE INTEGRAÇÃO BANCÁRIA

Ainda no final da década de 1960, o BEG - Banco do Estado da Guanabara S/A implantou o primeiro sistema brasileiro e provavelmente mundial de processamento “online” em tempo real (“real time”) de operações bancárias.

O Centro de Processamento de Dados integrava suas agências na cidade do Rio de Janeiro, mediante cabos subterrâneos, porque o sistema de telefonia carioca era muito arcaico enquanto explorado por empresa estrangeira. Em determinados bairros não existiam telefones automáticos (com sistema de discagem). As ligações ainda precisavam da intervenção da telefonista, principalmente nas ligações interurbanas.

Com a criação da Embratel em 1965 foi também criada a Telerj (Companhia Estadual de Telefones). Em 1966 a empresa estrangeira foi encampada, que curiosamente era denominada como CTB - Companhia Telefônica Brasileira. Era uma tentativa de esconder que os incompetentes proprietários eram estrangeiros.

Com a modernidade implantada pela Embratel (estatal federal) e por suas subsidiárias (estatais estaduais), os cabos subterrâneos privativos foram abandonados pelo BEG.

Em 1972 foi criada a Telebrás como holding de um pool de empresas de telecomunicações estaduais. Como as empresas estaduais foram privatizadas, atualmente a Telebrás foi incumbida pelo Decreto 7.175/2010, que instituiu o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL),  de implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal, apoiar e suportar políticas públicas em banda larga, além de prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, estados, Distrito Federal, municípios e entidades sem fins lucrativos. Em suma, está instalando o sistema de fibra óptica em todo o Brasil e em outros países por falta de capitais privados.

Em 1975 o BEG - Banco do Estado da Guanabara fundiu-se ao BERJ - Banco do Estado do Rio de Janeiro formando o novo Banco do Estado do Rio de Janeiro S/A - BANERJ, que integrou eletronicamente, à matriz, todas as suas agências do novo Estado do Rio de Janeiro. Também estavam integradas via Embratel as agências do BANERJ de São Paulo e Brasília.

INTEGRAÇÃO NAS BOLSAS DE VALORES

A partir daquela época os corretores de valores tinham linhas telefônicas privativas entre suas empresas e a Bolsa de Valores, que implantou um sistema “online” para processamento da contabilidade das empresas corretoras de títulos e valores mobiliários associadas.

O sistema funcionava satisfatoriamente na parte em que as operações realizadas no pregão da Bolsa de Valores eram imediatamente contabilizadas nas correspondentes empresas corretoras de valores. Porém, deixou de funcionar porque a introdução “online” dos demais dados pelas corretoras era muito lento em razão da ainda incipiente tecnologia em informática no final da década de 1970.

Aliás, tal sistema poderia ser revivido pelos órgãos reguladores como Banco Central, CVM, SUSEP, PREVIC e Agências Nacionais à exemplo do que está sendo feito pelo SPED - Sistema Público de Escrituração Digital nas empresas comerciais e industriais.

INTEGRAÇÃO NO SFN - SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Então, podemos dizer que estes foram os marcos iniciais da integração do sistema financeiro brasileiro ou o primeiro sistema de integração contábil e da empresa com seus clientes.

A partir daí, tudo que se tem hoje em dia é mera evolução dos sistemas implantados naquela época. É importante destacar também que tudo isso foi possível mediante a constituição de empresas estatais, visto que os empresários privados brasileiros e estrangeiros nada queriam investir, inclusive em seus respectivos países de origem.

Os empresários não investiam porque os governantes daquela época optaram pelo neoliberalismo, deixando a economia e o desenvolvimento nacional ao bel-prazer de executivos devidamente manipulados por acionistas controladores das grandes empresas privadas, que só visavam o lucro fácil sem qualquer investimento em modernização.

Por esse motivo os equipamentos e os sistemas arcaicos continuavam a ser usados enquanto seus proprietários tivessem fartos lucros, visto que, na falta de concorrência, eles ditavam o preço de mercado, tal como está acontecendo agora, depois que as empresas estatais foram privatizadas.

IMPLANTAÇÃO DO HOME BANKING VIA TELEFONE

Numa evolução do sistema implantado pelo BANERJ, considerando-se que a internet ainda era uma promessa, na segunda metade da década de 1990 para acesso através dos computadores de 16 bits foi implantado o Home Banking (banco acessado do lar) via linha telefônica.

Inicialmente era possível visualizar o extrato bancário e efetuar algumas operações como o pagamento de boletos bancários digitando-se os códigos numéricos constantes dos mesmos.

IMPLANTAÇÃO DO HOME BANKING VIA INTERNET

Com a chegada da internet aos lares nas principais cidades brasileiras o sistema de consultas aos bancos tornou-se mais rápido, possibilitando também a mais eficiente integração entre os centros de processamento de dados.

Na realidade, o que realmente possibilitou a integração no processamento eletrônico de dados foi o grande avanço dos sistemas de telecomunicações por micro-ondas e satélites artificiais.

A INTEGRAÇÃO CONTÁBIL E A CONTABILIDADE DE CUSTOS

PRODUÇÃO

A implantação de avançados Centros de Custeamento possibilitou o perfeito controle dos estoques de matérias-primas, produtos em elaboração e produtos acabados com a fixação dos custos por setores da empresa e por produtos.

A perfeita fixação do preço de custo dos produtos possibilitou a fixação de preços ao consumidor sem o risco de a empresa estar sofrendo prejuízos com as vendas.

Com base no perfeito controle da produção, melhorando a Produtividade, a Lucratividade de cada produto e a Rentabilidade do capital investido, foi possível estabelecer os preços de venda com maior precisão.

COMPRAS

A integração contábil e operacional permitiu que o departamento de compras fosse diretamente ligado à produção e às vendas possibilitando a manutenção dos estoques de forma que a produção e as vendas não fossem interrompidas por falta do que vender.

VENDAS

A integração operacional permitiu que o departamento de vendas fosse integrado à produção, aos estoques de produtos acabados ou para revenda possibilitando o melhor atendimento das necessidades dos clientes.

Os detalhes técnicos dos produtos agora são consultados pela internet e eventuais perguntas podem ser respondidas imediatamente pelos técnicos especializados.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

A integração contábil e operacional possibilitou ao departamento financeiro as condições favoráveis para controlar o fluxo de caixa de forma que sejam mais bem investidas as eventuais sobras e que seja possível a busca dos recursos financeiros necessários à manutenção do capital de giro.

ADMINISTRAÇÃO CONTÁBIL

A integração contábil possibilitou melhor análise das operações realizadas, especialmente pela auditoria interna e externa, e também maior agilidade e precisão na obtenção de demonstrativos e relatórios.

ADMINISTRAÇÃO CENTRAL

Com a integração contábil e operacional, os órgãos de administração passaram a ter informações rápidas e precisas para que fossem facilitadas as decisões.

O controle orçamentário passou a ser mais preciso e fácil de fazer.

Os custos de implantação de novos setores são facilmente controlados.

Os custos fixos e variáveis, incluído o tributário, podem ser estabelecidos não somente para a empresa como um todo, como também por setores e por produto.

CONCLUSÃO

Entre as vantagens da implantação de um sistema de integrado de processamento de dados estão:

a) - A integração operacional e contábil em tempo real, que permitirá a melhor administração de toda a entidade;

b) - A agilidade na auditoria interna, que poderá garantir a integridade das informações contábeis e operacionais com mais rapidez;

c) - A integração de toda a estrutura organizacional com a expedição de relatórios de interesse geral;

d) - A disponibilização de relatórios específicos, adaptados às necessidades de cada setor da empresa e de cada um de seus usuários;

e) - O melhor controle ou gerenciamento das informações fornecidas aos usuários ou prestadas pelos mesmos;

f) - O maior ou menor detalhamento das informações, adaptando-os às reais necessidades dos usuários internos e externos.

Veja também Contabilidade Centralizada ou Descentralizada


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