início > textos Ano XX - 16 de junho de 2019



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ANALFABETO FUNCIONAL

GLOSSÁRIO DO COSIFE

ANALFABETO FUNCIONAL - ANALFABETISMO

Referências: Alfabetizar, Alfabetização, A Privatização da Educação e os Oligopólios Educacionais, Os Culpados pela Falta de Mão de Obra Qualificada,

ANALFABETISMO

Analfabetismo é o estado ou condição de analfabeto.

Alfabetização é a ação e o processo, ato ou efeito de alfabetizar (ensinar a ler e escrever).

ANALFABETO

Analfabeto é indivíduo de qualquer sexo que demonstra absoluta falta de instrução por não ter frequentado uma escola de alfabetização e, se frequentou, nada conseguiu aprender. Foi o que aconteceu com grande parte dos indivíduos que frequentaram o MOBRAL - Movimento Brasileiro de Alfabetização. Isto não significa que o tal "movimento" governamental foi imprestável na sua finalidade. O grande problema foi que os governantes de alguns Estados e Municípios brasileiros de fato não queriam que o povo aprendesse. Os mencionados governantes queriam que o povão conseguisse apenas desenhar seu nome para que pudesse votar e eleger os seus algozes.

Analfabeto é o indivíduo que não conhece o alfabeto ou que não sabe ler e escrever.

No sentido pejorativo, analfabeto é o indivíduo absolutamente ou muito ignorante, totalmente desprovido de conhecimentos que seriam obtidos nos bancos escolares.

De certa forma, também pejorativa, poderia ser chamado de analfabeto o indivíduo que desconhece determinado assunto ou matéria. Pode ser citado como exemplo o desconhecimento de temas, assuntos ou matérias.

Vejamos como exemplo a frase: Ele é analfabeto em contabilidade. Isto é, ele nada entende de contabilidade porque é total desconhecedor da Teoria Contábil. Ele não é graduado em Ciências Contábeis, portanto, é um leigo. No sentido figurado, leigo é o indivíduo alheio a determinado tema ou desconhecedor de determinado assunto ou matéria.

ANALFABETO FUNCIONAL

Segundo os colaboradores do Wikipédia, Analfabeto Funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o indivíduo maior de quinze anos que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.

Existem três níveis distintos de alfabetização funcional, a saber:

  • Nível 1, também conhecido como alfabetização rudimentar, compreende aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméticas básicas.
  • Nível 2, também conhecido como alfabetização básica, compreende aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.
  • Nível 3, também conhecido como alfabetização plena, compreende aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).

RH - RECURSOS HUMANOS - O ANALFABETISMO FUNCIONAL NAS EMPRESAS

Editoração, comentários e anotações por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com base em texto de Paulo Botelho, publicado no site GuiaRH, acessado em 14/01/2013.

Segundo o Professor Paulo Augusto de Podestá Botelho, que é Consultor de Empresas para Programas de Engenharia da Qualidade, Antropologia Empresarial e Gestão Ambiental. Membro da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, o Analfabetismo Funcional constitui um problema silencioso e perverso que afeta as empresas.

Sobre o tema em questão, em seu site GuiaRH, o professor escreveu:

Não se trata de pessoas que nunca foram à escola. Elas sabem ler, escrever e contar; chegam a ocupar cargos administrativos, mas não conseguem compreender a palavra escrita.

Bons livros, artigos e crônicas, nem pensar!

Computadores provocam calafrios e manuais de procedimentos são ignorados; mesmo aqueles que ensinam uma nova tarefa ou a operar uma máquina.

Elas preferem ouvir explicações da boca de colegas.

Segundo dizem e torna-se importante divulgar, o analfabetismo funcional seria o grande problema enfrentado por Ronald Reagan, que foi presidente dos Estados Unidos da América em dois mandatos ou 8 anos de governo. Seus assessores eram incumbidos de gravar vídeos explicando os fatos corriqueiros do trabalho de um presidente da república, pois, mesmo que se dispusesse a ler todos os textos, não conseguia entender o que estava escrito.

E grande parte da população norte-americana também enfrenta esse mesmo problema de segregação social porque muitos, principalmente os descendentes de hispânicos e negros, ganham baixos salários, tal como os brasileiros, não tendo, portanto, o dinheiro suficiente para estudar em escolas privadas (diz-se "particulares" para evitar o duplo sentido da palavra "privadas").

Veja o texto A Privatização da Educação e os Oligopólios Educacionais

A seguir o mencionado professor continua explicando:

Entretanto, diante do chefe - isso quando ele é mesmo um chefe - [os analfabetos funcionais] fingem entender tudo, para depois sair perguntando aos outros o que e como deve ser realizado tal serviço. E quase sempre agem por tentativa e erro.

O meu caro leitor deve estar imaginando que esse problema afeta apenas uma parcela mínima da população. Não é verdade.

Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 70% da população economicamente ativa. No mundo todo [estima-se que] há entre 800 e 900 milhões deles.

No Brasil, os maiores índices de analfabetismo estão nas regiões norte e nordeste, apesar os incentivos fiscais recebidos do governo federal durante décadas.

Mas, idêntico problema pode ser facilmente observado nos chamados "boias frias" a serviço dos fazendeiros das regiões sudeste, sul e centro-oeste.

Para contornar tais problemas, o empresariado optou pela mecanização das lavouras, que gerou grande massa de desempregados sem direitos trabalhistas e previdenciários. Então, durante o Governo FHC foram fornecidas aposentadorias mínimas aos boiais frias sem que seus patrões tenham contribuído para obtenção desses direitos sociais. As dívidas sociais dos fazendeiros foram anistiadas, canceladas. Um verdadeiro prêmio aos patrões que em todo o Brasil geraram a grande horda de analfabetos.

No seu texto o Professor Paulo Botelho, continua a explicar:

Os analfabetos funcionais são pessoas com menos de quatro anos de escolarização; mas pode-se encontrar, também, pessoas com formação universitária e exercendo funções chave em empresas e instituições, tanto privadas quanto públicas! Elas não têm as habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculo para fazer frente às necessidades de profissionalização e tampouco da vida sociocultural.

A queda da produtividade provocada pela deficiência em habilidades básicas resulta em perdas e danos da ordem de US$ 6 bilhões por ano no mundo inteiro.

Por quê?

Porque são pessoas que não entendem sinais de aviso de perigo, instruções de higiene e segurança do trabalho, orientações sobre processo produtivo, procedimentos de normas técnicas da qualidade de serviços e negligência dos valores da organização empresarial.

Eis aí o "Calcanhar de Aquiles" de tantas organizações: Declaração e Prática de Valores.

E o que são esses Valores?

São crenças e princípios que orientam as atividades e operações de uma empresa, independente de seu porte ou ramo de atividade.

Seus dirigentes devem mostrar, na prática, que os sistemas, procedimentos e atitudes comportamentais são respeitados e coerentes com os valores estabelecidos em função de seus clientes e da ética dos negócios. Se não for assim, os resultados serão desastrosos.

Quem não se lembra de manchetes de jornais mencionando "problemas inesperados" que abalaram a imagem de tantas empresas?

  • Um defeito no chip Pentium da Intel levou-a a substituir o produto no mercado;
  • Um número desconhecido de cápsulas de Tylenol contaminado com cianureto mata oito pessoas nos Estados Unidos;
  • a Johnson & Johnson retira todos os frascos do mercado americano e tem um prejuízo de US$ 100 milhões!

Alguém tem dúvida de que tais exemplos, entre tantos, não sejam efeitos da ignorância?

De fato grande parte das empresas apelaram para a automação (linhas de montagem) ou para a robótica diretamente ligadas aos computadores eletrônicos justamente em razão da dificuldade de encontrar operários que conseguissem ler e entender o escrito nos manuais, relativamente às tarefas a serem desempenhadas.

Em razão de automação das indústrias, grande parte dos operários foram demitidos e nunca mais conseguiram empregos. Daí resultou a Crise do Desemprego Estrutural e Conjuntural.

Então, o professor Paulo Botelho finaliza explicando:

Para que o analfabetismo funcional se erradique só existe uma saída: educar e treinar para a qualidade. E qualidade não tem custo; é investimento.

O custo da qualidade é a despesa do trabalho errado, mal feito, incompleto, sem profissionalismo. É o custo do analfabetismo funcional!

Em complementação, veja os seguintes textos:


(...)

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