início > textos Ano XIX - 18 de novembro de 2017



QR - Mobile Link
AQUECIMENTO GLOBAL - VERDADE OU MENTIRA?

AQUECIMENTO GLOBAL - VERDADE OU MENTIRA?

NOVA TEORIA SALVA POLUIDORES DO ÔNUS DE PAGAR PELOS CRÉDITOS DE CARBONO

São Paulo, 27/12/2009 (Revisado em 14/03/2012)

Referências: Interferências Estrangeiras Impedindo Nosso Desenvolvimento - Perdemos Nossa Soberania, Aquecimento Global, A Amazônia é o Pulmão do Mundo, Créditos de Carbono, Catalogação da Biodiversidade Amazônica como Marcas e Patentes Brasileiras. Como Salvar os Estados Unidos da Falência? Através da Teoria do Resfriamento Global. Propaganda Enganosa. Mercenários da Mídia.

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

DEFINIÇÕES

Segundo o Dicionário Aurélio a palavra Teoria pode ser definida como conhecimento especulativo, meramente racional; conjunto de princípios fundamentais duma arte ou duma ciência; doutrina ou sistema fundado nesses princípios; opiniões sistematizadas de que se tem noções gerais. Teoria em síntese significa generalidades.

TEORIAS EM DEFESA DOS PAÍSES POLUIDORES

Pois é. Agora existem novas TEORIAS apresentadas por diversos teóricos tentando provar que não existe o aquecimento global, pois, segundo alguns, na realidade o planeta Terra está esfriando. Essa Teoria do Esfriamento Global se apresenta como contrária àquela em que os cientistas dizem que de fato está acontecendo o Aquecimento Global causador de graves mudanças climáticas.

Isto significa que outros cientistas, com o incontestável apoio dos países poluidores, agora estão dizendo ser mentira que o nosso planeta esteja aquecendo. Seria uma nova verdade para que os países poluidores, como os Estados Unidos, a China, o Japão e os desenvolvidos da Europa deixem de pagar ou deixem de indenizar os prejuízos que causaram ao meio ambiente.

No texto denominado Perdemos Nossa Soberania, publicado neste site do Cosife em 2004 já havia discorrido sobre as interferências externas na nossa economia. Como conclusão, naquele texto pode ser observado que os países mais ricos sempre impediram o crescimento dos mais pobres, embora sejam estes os principais fornecedores de matérias-primas e mão de obra barata ao mundo desenvolvido. Servindo a grupos estrangeiros, nossos empresários e a nossa sociedade civil (elite) que vive de forma nababesca mantida por eles, sempre se propuseram a somente exportar matérias-primas e a importar produtos acabados. Por esse motivo os principais empregos são gerados no exterior, enquanto os brasileiros ficam sem emprego.

Por que os EUA não firmaram o Protocolo de Kyoto?

A resposta foi dada no texto sobre Créditos de Carbono, no MTVM - Manual de Títulos e Valores Mobiliários, mas é bom repetir:

Segundo o acordo firmado em 1997 em Kyoto, no Japão, pelos representantes dos países membros da Organização das Nações Unidas - ONU, os desenvolvidos são responsáveis por 80% da poluição mundial. E naquele ato os países signatários comprometeram-se a reduzir a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) entre os anos de 2002 a 2012 em relação aos níveis de emissão da década de 1990.

Como foi largamente noticiado pelos meios de comunicação (mídia), para os governantes de alguns dos países desenvolvidos a redução das emissões de GEE pode significar alterações profundas nas atividades geradoras de poluição, que colocariam em risco as suas respectivas economias em razão do alto custo da despoluição ou para evitá-la.

Os Estados Unidos da América vem enfrentando déficits no seu Balanço de Pagamentos (crise externa) e no seu Orçamento Nacional (crise interna) geradas pela má administração dos seus governantes ao optarem pela inconsequente "autorregulação dos mercados". Por ser o maior poluidor mundial, acompanhado pela China, deveria ser o principal signatário do Protocolo de Kyoto. Entretanto, os representantes daquele país se recusaram a firmar o protocolo porque tal ato agravaria a crise financeira que vem sendo enfrentada por eles desde a década de 1970, quando o dólar deixou de ser lastreado em ouro (extinção do padrão-ouro).

A falta de lastro do dólar ultimamente tem provocado a instabilidade econômica mundial (crise mundial ou internacional enfrentada pelos países credores dos Estados Unidos).

Se os Estados Unidos firmassem o Protocolo de Kyoto, o país e as empresas estabelecidas em seu território não teriam como adquirir os Créditos de Carbono porque aquele país não tem Reservas Monetárias em seu Balanço de Pagamentos, nem tem condições de gerá-las a curto prazo mediante o incremento das exportações, com grande diminuição das importações. Assim sendo, teria que solicitar empréstimos aos países credores, aumentando significativamente a sua já elevada Dívida Externa. Isto é, reforça-se a ideia de que estão falidos.

Estar falido significa que aqueles países desenvolvidos estão utilizando equipamentos ultrapassados, razão pela qual são altamente poluidores. Significa também que esses países não têm dinheiro suficiente para substituir todos aqueles equipamentos obsoletos por outros considerados de geração mais avançada por serem menos poluidores. Para realizar essa substituição, somente nos Estados Unidos absorveria muitos trilhões de dólares que efetivamente não tem, visto que nem consegue pagar a seus credores, os países possuidores de Reservas Monetárias em dólares, como o Brasil.

Assim, parece óbvio que esses países ditos desenvolvidos, além de dependerem das materiais primas dos subdesenvolvidos e da mão de obra barata destes, ainda precisam da complacência do restante do mundo para salvá-los da falência. Coitadinhos dos nossos irmãos do hemisfério norte! Estão quebrados apesar de ostentarem tanta riqueza. A riqueza nada vale se não puder ser vendida e se não tiver quem a compre. Este é o ditame da famosa "lei da oferta e da procura". É o que também está acontecendo com Dubai.

Cientistas defendem teoria do resfriamento global

Cientistas defendem ideia de que o planeta Terra está esfriando e não esquentando

No vídeo da BAND TV que estava aqui e foi que retirado daquele site, o cientista dizia que a teoria do aquecimento global é a forma utilizada pelos governantes dos países desenvolvidos para impedir a industrialização dos países subdesenvolvidos, que continuarão como meros fornecedores de matérias-primas aos desenvolvidos. Assim, esses países subdesenvolvidos ficariam impedidos de crescer mediante a sua industrialização, continuando como meros consumidores dos produtos industrializados fornecidos pelas potências mundiais, gerando empregos para profissionais qualificados apenas nesses países hegemônicos.

COMO SALVAR OS ESTADOS UNIDOS DA FALÊNCIA?

Resta-nos duas premissas para salvarmos os Estados Unidos da falência:

1 - Há a necessidade do controle da emissão da CO2?

2 - Os países desenvolvidos (poluidores) não devem nada a ninguém?

Então, para salvarmos os Estados Unidos da falência podemos dizer que não há a necessidade de controle do CO2, assim como os países desenvolvidos nada devem aos subdesenvolvidos porque foram estes os fornecedores das matérias-primas causadoras da poluição.

Portanto, diante dessa premissa, os subdesenvolvidos são os culpados da poluição.

Tudo depende do ponto de vista que se encara a questão. A teoria, seja qual for, sempre visa atender aos interesses particulares de seu mentor. Os países em desenvolvimento querem indenização pelos males causados e os desenvolvidos não querem pagar essa indenização. Eis a questão.

Obviamente não querem pagar porque, para isso, seria necessário vender suas empresas e o seu principal patrimônio nacional: a sua "tecnologia de ponta". Isto é, embora os neoliberais norte-americanos tenham influenciado o Governo FHC a vender o nosso patrimonial nacional (as empresas estatais), eles não querem vender o patrimônio nacional deles.

Por incompetência de nossos governantes, caímos no conto do vigário passado pelos neoliberais norte-americanos, o golpe de mestre de um grande estelionatário que agora diz: devo, não nego, pagarei quando puder; se um dia puder pagar.

A AMAZÔNIA É O PULMÃO DO MUNDO?

Se considerarmos a declaração de Barak Obama durante a sua campanha à presidência dos Estados Unidos, quando disse que a Amazônia é Recurso Global (traduzindo: se é recurso global, não é do Brasil, é do Mundo), os países desenvolvidos (poluidores) teriam que pagar pela aquisição de Créditos de Carbono ao Brasil no mínimo mil dólares mensais para cada habitante do interior da Amazônia. Uma espécie de Bolsa Família para que os habitantes do interior amazônico cuidassem da floresta sem serem obrigados a derrubá-la para sobreviver. Estes seriam os Royalties que países poluidores deveriam pagar pela preservação da Amazônia, sendo que o Brasil continuaria proprietário das terras, da catalogação e dos direitos sobre a biodiversidade amazônica.

Dados do IBGE sobre a população dos Estados da Amazônia Legal

Estado km2 População Capital População Densidade
Demográfica
Capital Interior
Acre 152.581 655.385 Rio Branco 290.639 364.746 4,30
Amapá 142.814 587.311 Macapá 344.153 243.158 4,11
Amazonas 1.570.745 3.221.939 Manaus 1.646.602 1.575.337 2,05
Pará 1.247.689 7.065.573 Belém 1.408.847 5.656.726 5,66
Rondônia 237.576 1.453.756 Porto Velho 369.345 1.084.411 6,12
Roraima 224.299 395.725 Boa Vista 249.853 145.872 1,76
Tocantins 277.621 1.243.627 Palmas 178.386 1.065.241 4,48
Totais 3.853.325 14.623.316

 Totais

4.487.825 10.135.491 3,79

Considerando que segundo o IBGE o quadro acima espelha a população da Amazônia em 2007, teríamos mais de 10 milhões de habitantes espalhados pelo interior amazônico. Então, ao preço de mil dólares por habitante, os Royalties mensais pela aquisição de Créditos de Carbono da Amazônia seria de pelo menos 10 bilhões de dólares mensais, somando 120 bilhões de dólares anuais.

Entretanto, para nada pagar, os estrangeiros dizem que as queimadas da Amazônia causam grande poluição. Em resposta nós diríamos que as constantes queimadas na Califórnia e noutras partes dos Estados Unidos e da Austrália também são causadores da poluição.

Segundo alguns, o gigantesco empenho de algumas Organizações Não Governamentais - ONG, financiadas não se sabe por quem, contra o aquecimento global pode servir para frear o crescimento dos países emergentes, principalmente impedindo o desenvolvimento da tecnologia nuclear e a construção de hidrelétricas, entre outras formas de geração de energia consideradas como prejudiciais ao meio ambiente.

TEORIA DO RESFRIAMENTO GLOBAL

Veja vídeo da Rede Globo de Televisão sobre:

Cientista é acusado de manipular dados
para comprovar aquecimento global

O Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima - o IPCC, da ONU, está sob suspeita.
O cientista Phil Jones teria escrito em mensagens eletrônicas que teria escondido
uma redução na temperatura mundial.

SINDICÂNCIA ISENTA CIENTISTAS BRITÂNICOS DE MANIPULAÇÃO DA DADOS

Climatólogos foram acusados de falsificar provas sobre o aquecimento do planeta no ano passado

Por BBC Brasil - em 07/07/2010 - publicado pelo site Último Segundo.

Cientistas britânicos acusados de manipular dados para exagerar a influência humana no aquecimento global foram inocentados da acusação de falta de honestidade em sindicância concluída ... pela Universidade britânica de East Anglia, mas foram criticados por falta de transparência na divulgação de informações.

O caso começou, no ano passado, com o vazamento de e-mails de Phil Jones, então diretor da Unidade de Pesquisas Climáticas (CRU, na sigla em inglês) da universidade.

Na correspondência eletrônica, o cientista parecia sugerir que alguns dados de pesquisas sobre o aquecimento global fossem excluídos de apresentações que seriam realizadas na conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Copenhague.

O episódio deu munição ao time dos céticos em relação ao papel humano nas alterações do clima. Eles passaram a acusar os cientistas da CRU de esconder dados e falsificar provas sobre o aquecimento do planeta -- acusações agora em grande parte refutadas pela sindicância promovida pela universidade.

A investigação conclui que "não há dúvidas sobre o rigor e a honestidade" dos cientistas da Unidade de Pesquisas Climáticas. Mas o relatório final aponta "consistente falta do grau apropriado de transparência" na divulgação de pesquisas.

Processo

Durante o processo, o responsável pelas investigações, Muir Russel, analisou argumentos de cientistas da universidade e de seus críticos. O vice-reitor da universidade, Edward Acton, disse que o resultado da sindicância "vai pôr fim às teorias de conspiração, inverdades e mal entendidos" causados pelo vazamentos dos e-mails.

Ele também afirmou que a universidade aceitava as críticas referentes à falta de transparência por parte dos pesquisadores. Críticos acusam os cientistas da CRU de não divulgar dados de temperaturas apurados por estações meteorológicas.

Também alegam que os pesquisadores mantinham em segredo as fórmulas utilizadas por computadores para realização dos cálculos que apontavam o aumento da temperatura global. A sindicância, porém, rechaçou as alegações com o argumento de que os dados eram de domínio público.

"Nós demonstramos que qualquer pesquisador independente pode acessar os dados das fontes primárias e fazer sua própria análise de tendências das temperaturas", diz o relatório. Russel também alega que, em menos de dois dias, foi possível desenvolver o programa para processamento dos dados utilizado pelos cientistas da universidade.

"Concluímos, então, que o argumento de que a CRU tem algo a esconder não se sustenta", afirma. Outras duas sindicâncias - uma delas formada por parlamentares britânicos - investigaram o caso, com conclusões semelhantes.

Nem todos, porém, se convenceram. A Global Warming Policy Foundation, influente centro de estudos que vê o aquecimento global com ceticismo, promete fazer sua própria investigação para apurar os resultados das sindicâncias anteriores.

CONCLUSÃO

Até o final de 2008 as pessoas que não leram no site do Cosife os textos sobre a fraqueza do dólar perante outras moedas em razão dos elevados déficits orçamentários anuais por falta de arrecadação tributária e dos elevados déficits no Balanço de Pagamentos dos Estados Unidos (Risco Brasil x Risco EUA e textos relacionados), talvez não tenham percebido que no cenário mundial era visível a bancarrota norte-americana ("risco sistêmico" mediante falências encadeadas em razão da especulação no mercado de capitais e no setor imobiliário em detrimento da produção industrial e das exportações).

Os leitores estavam desinformados porque nenhum outro meio de comunicação (mídia) e nenhum consultor econômico havia levantado tal possibilidade para não desapontar seus patrocinadores. Como o site do Cosife é independente, pode propagar a verdade sem medo de perder verbas publicitárias. Sobre esse modelo operacional dos empresários da mídia, veja o texto Os Anarquistas - Os Meios de Comunicação e os Mercenários da Mídia).

A grande realidade é que, no século XXI quase todos os países do mundo passaram a ser credores dos Estados Unidos, incluindo o Brasil que sempre teve problemas de liquidez em razão da má gestão governamental puramente preconceituosa em favor do capitalismo neoliberal anarquista que introduziu a globalização mediante a autorregulação dos mercados (o anarquismo do "salve-se quem puder").

Então, depois de definitivamente implantada a Globalização, a propaganda enganosa tornou-se a forma comum de vilmente enganar os crédulos, apresentando-se como exemplo aquela patrocinada pelo xeique de Dubai em que foi mostrada a prosperidade proporcionada pela megalomaníaca forma de progresso e desenvolvimento, que está nos vídeos constantes dos textos A Derrota do Capitalismo Megalomaníaco de Dubai e Dubai World é Empresa Estatal?

É lógico que agora alguns cientistas, devidamente patrocinados pelos países desenvolvidos e com polpudas verbas publicitárias que lhes dão o direito de se apresentarem na televisão, tentem impedir que tais países de fato cheguem ao fundo do poço. Por isso, por intermédio de nova propaganda enganosa, tentam mostrar que a poluição gerada pelos desenvolvidos não é prejudicial ao meio ambiente.

Mas, para evitar que a poluição seja fatal, aconselham que não seja permitido o desenvolvimento aos países subdesenvolvidos. Isto é, estes devem continuar como eternos fornecedores de matérias-primas e de mão de obra explorada mediante a semi-escravidão como está acontecendo na Índia, na China, noutros países asiáticos e no restante do mundo subdesenvolvido.

Ou seja, os países desenvolvidos desagravaram a questão do aquecimento global justamente porque poderiam ser desabonados em favor dos países ao qual cobram a proteção ambiental, como do Brasil que é acusado de desprezar a Amazônia.

Em 2009, na Dinamarca, o mundo pensou nas possíveis soluções sobre a compensação econômica discutida e aprovada pelo Protocolo de Kyoto, que se tornou desvantajosa aos países desenvolvidos porque teriam que desembolsar grandes somas para compra de créditos de carbono, o que acentuaria a crise econômica enfrentada por eles (Estados Unidos, países desenvolvidos da Europa, Japão e China). Por isso mudaram de idéia e passaram a patrocinar a teoria do Resfriamento Global.

Diante desse fato, parece que realmente os desenvolvidos não querem a evolução dos subdesenvolvidos e também não querem recompensá-los pelos gastos suplementares que terão para evitar a poluição e a degradação do meio ambiente. Os países desenvolvidos não querem combater a poluição em seus respectivos territórios em razão do seu elevado custo financeiro, que os levaria à bancarrota. A compra dos Créditos de Carbono tornaria os países subdesenvolvidos em desenvolvidos e os desenvolvidos em totalmente endividados.

Veja o texto intitulado Os Países e suas Reservas Estratégicas.



Textos Relacionados