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O MUNDO DESTRUÍDO POR UMA MINORIA FORMADORA DE CARTÉIS

O MUNDO DESTRUÍDO POR UMA MINORIA FORMADORA DE CARTÉIS

NOVA ORDEM MUNDIAL COMANDADA POR SONEGADORES DE TRIBUTOS

São Paulo, 25/10/2016 (Revisada em 31-10-2016)

Referências: Temer e a PEC 241, Tirando dos Pobres para Entregar aos Ricos, Restrições para Elaboração do Orçamento Nacional, Contabilidade Pública ou Governamental e o Perfeito Controle do Fluxo de Caixa, o Direito Financeiro e os Membros do COPOM - Comitê de Política Monetária Impedindo o Pleno Controle da Política Fiscal, Alta Taxa de Juros = Desfalques no Tesouro Nacional.

NOTA DO COSIFE:

Diante do conteúdo do vídeo publicado pela Revista Diálogos do Sul, que de certa forma resume o que tem sido publicado neste COSIFE com semelhantes argumentos desde o início deste século XXI, a seguir está o resumo da entrevista concedida por Ladislau Dowbor, cujo vídeo é aqui publicado como EDITORIAL.

Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

Ladislau Dowbor: Estamos destruindo o mundo por uma minoria, enquanto maior parte da população fica fora do sistema

Publicado em 22/10/2016 por - Resumo do Discutido no VÍDEO abaixo. Com subtítulos em azul e informações adicionais em NOTAS por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE.

OS PARAÍSOS FISCAIS CAUSARAM A FALÊNCIA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNDIAL

O professor de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Ladislau Dowbor, em entrevista à Revista Diálogos do Sul, debateu os fundamentos da atual crise financeira internacional e as consequências do chamado capital especulativo na vida das pessoas.

Em síntese, ressaltou que estamos destruindo o planeta por uma minoria e deixando o grosso da população de fora do sistema. “Nós não temos problema econômico, temos um problema de organização social e política”, afirmou.

NOTA DO COSIFE:

Em razão do não pagamento de tributos pelos mais ricos, os países desenvolvidos chegaram à bancarrota e o Brasil está no mesmo caminho. Pior.

No Brasil, além de não pagarem os tributos, os mais ricos investidores em títulos públicos ainda conseguem abocanhar quase a metade dos tributos pagos pelo Povo, mediante a fixação de elevadas taxas de juros pelos membros do COPOM - Comitê de Política Monetária.

E a PEC 241 de Michel Temer quer reservar muito mais dinheiro oriundo dos tributos arrecadados da nossa população para ser entregue aos especuladores internacionais, entre eles, os sonegadores de tributos brasileiros que têm seu dinheiro ilícito escondido em paraísos fiscais.

OS MERCENÁRIOS DA MÍDIA MANIPULANDO A OPINIÃO PÚBLICA

O professor ressaltou que, ao contrário do que os analistas de sempre consultados pela grande imprensa sugerem, o mundo produz riqueza suficiente para suprir as necessidades básicas de todo o planeta e exemplifica: se toda a produção do mundo fosse dividida pelos habitantes da Terra, cada família receberia R$ 9 mil por mês, em média.

AS EXORBITANTES MORDOMIAS DOS COLECIONADORES DE RIQUEZAS SUPÉRFLUAS

Mas, ao contrário disso, o entrevistado pela Revista Diálogos do Sul ressalta, “temos 62 bilionários que têm mais riqueza acumulada do que as 3,6 bilhões de pessoas mais pobres”.

NOTA DO COSIFE:

Enquanto significativa parcela da população mundial passa fome, os magnatas desfrutam de megalomaníacas mordomias e fazem questão de ostentar os seus exorbitantes sinais exteriores de riqueza.

O interessante é que os maiores prejudicados por essa concentração da renda causadora da miséria popular, colocam-se na frente da "telinha" de seus televisores para passivamente assistirem a megalomaníaca ostentação dos ricos e famosos.

Mas, somente os mais idiotas ostentadores (que pouco ou quase nada têm) são chamados a prestar explicações ao Fisco.

A ESPECULAÇÃO ALIMENTADA PELA BOLSA DE VALORES - O CASSINO GLOBAL

O Professor Ladialau Dowbor explica que esse processo é possível graças ao sistema especulativo, em que o capital fica parado, gerando lucro apenas via especulação, sem produção e sem pagamento de impostos.

NOTA DO COSIFE:

Por meio do ganho virtual (especulativo), os investimentos tornam-se voláteis, principalmente os efetuados nas Bolsas de Valores. Até mesmo os bens de raiz desvalorizam-se rapidamente quando os especuladores conseguem vendê-los aos incautos por preços elevados.

A PROVÁVEL REVOLUÇÃO DO PROLETARIADO CONTRA A SEGREGAÇÃO SOCIAL

Porém, o mencionado economista aposta que não há, por parte das populações mais pobres, conformismo com essa situação: “qualquer pobre hoje sabe que poderia ter um hospital, uma escola de qualidade. O pessoal está começando a se mexer e não adianta construir muros”, diz em referência à migração de centro-americanos e mexicanos para os Estados Unidos e à crise de refugiados na Europa.

OS BANCOS OFFSHORE E O SISTEMA BANCÁRIO FANTASMA DOS PARAÍSOS FISCAIS

Temos US$ 30 trilhões em paraísos fiscaisenquanto o PIB mundial é de US$ 72 trilhõesentão essa gente não só não investe, como não paga impostos. Temos um capitalismo de dinheiro parado, um capitalismo improdutivo planetário”, afirma o professor.

Ele ressalta que esse montante poderia estar sendo investido para resolver nossos problemas enquanto humanidade, mas está enriquecendo uma minoria.

NOTA DO COSIFE:

Nos Estados Unidos, muitos administradores de Fundos de Pensão estaduais investiram em Fundos de Hedge administrados por Bancos Offshore.

Embora os Fundos de Hedge tivessem como finalidade a proteção do patrimônio daqueles Fundos de Pensão, aconteceu o contrário.

Os Fundos de Pensão dos servidores públicos de quase metade dos estados norte-americanos ficaram insolventes, chegaram à bancarrota, estão à beira da falência, os servidores ficarão sem suas aposentadorias, tal como aconteceu com a cidade de Detroit que declarou falência.

REDUÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS: O CAMINHO PARA EXPLORAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO

Nesse contexto, Dowbor observa que a crise brasileira é apenas um aparte em todo o processo da economia global, mas ressalta que a solução para a crise vivenciada no país com a Proposta de Emenda à Constituição 241 (PEC 241, que impõe o teto dos gastos públicos para os próximos 20 anos) não é, ao contrário do que alguns economistas defendem, “um remédio amargo, porém necessário”.

NOTA DO COSIFE:

Na verdade, trata-se da indireta retirada de direitos dos trabalhadores e dos mais pobres entes populacionais por ausência de recursos orçamentários (falta de arrecadação tributária, visto que os ricos quase nada pagam). Então, os recursos financeiros não destinados ao Povo serão entregues aos detentores do grande capital especulativo, o qual está aplicado em títulos emitidos pelo governo brasileiro.

Esses títulos públicos são emitidos apenas para satisfazer a uma imprecisa ou tendenciosa teoria econômica favorável somente aos mais ricos capitalistas. Em suma, numa de suas premissas, essa teoria estabelece que o dinheiro obtido com as exportações (geradoras de reservas monetárias) deve ser tirado de circulação para que não haja inflação. Chamam isto de "Enxugar o Meio Circulante" para que ninguém consiga entender o que realmente está sendo feito contra o Povo.

Porém, esse dinheiro fica parado (improdutivo). Mesmo assim, sem nenhum desenvolvimento gerar, o Tesouro Nacional está pagando para os ditos investidores internacionais as altas taxas de juros fixadas pelos membros do COPOM. Esse tipo de pagamento, gera outra artificial dívida pública, porque, na falta de arrecadação tributária, os juros são pagos com a emissão de novos títulos da dívida. Tal como acontecia no Governo FHC, a dívida aumenta sem que qualquer tostão tenha sido investido no Brasil.

Trata-se indiscutivelmente de um ardiloso desfalque aplicado no Brasil com a anuência dos dirigentes do Banco Central.

Assim sendo, os economistas monetaristas (ortodoxos, conservadores, arcaicos e tendenciosos gestores da nossa Política Monetária) estão criando uma artificial dívida que obriga o governo a tirar dos pobres para entregar aos ricos.

Este é o remédio amargo citado pelos políticos e pelos demais apoiadores do golpe parlamentar que levou Michel Temer à condição de Presidente da República.

Para que o Brasil saia desse círculo vicioso, melhor seria NÃO EXPORTAR. Melhor seria produzir para o consumo interno, para que seja melhorado o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano da nossa população.

Outra forma, seria usar as nossas reservas monetárias para compra de empresas sediadas no exterior que tenham investimentos no Brasil para que passem a gerar lucros para o nosso País e não levar para o exterior os lucros obtidos aqui.

Desse jeito, o dinheiro captado para enxugar o meio circulante poderia ser aplicado em infraestrutura, melhorando as condições sobrevivência de nossos descendentes.

Portanto, não seria dinheiro gerador de inflação, pois, não seria dinheiro aplicado direta ou indiretamente na especulação financeira.

NOVA ORDEM MUNDIAL: TIRANDO DOS POBRES PARA ENTREGAR AOS RICOS

A nova Política Anti-Povo do Presidente Michel Temer será “um remédio amargo porque “os bancos geraram o rombo [nas contas públicas, com a cumplicidade dos membros do COPOM].

O que querem fazer [com a PEC 241] é que o andar de baixo tenha que pagar o rombo, mas quando se reduz investimento, você chupa o dinheiro do andar de baixo e vai travar ainda mais a economia”.

CONFISCANDO OS INVESTIMENTOS IDOS PARA E VINDOS DE PARAÍSOS FISCAIS

NOTA DO COSIFE:

A coisa mais importante que o Professor não disse é que o principal problema enfrentado pelo mundo é fácil de resolver.

Bastaria que os governantes de todos os países confiscassem os investimentos idos para e/ou vindos de Paraísos Fiscais.

Os Governantes e os demais Políticos que os apoiam não fazem isto porque estariam confiscando o seu próprio dinheiro sujo escondido em Trustes criados em Paraísos Fiscais.

Só vai para paraísos fiscais o óbvio dinheiro obtido na ilegalidade. Não há outra razão para tirar o dinheiro daqui, visto que ele imediatamente volta ao Brasil como Capital Estrangeiro, devidamente lavado por empresas fantasmas constituídas nessas verdadeiras ilhas do inconfessável.