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O INFELIZ FUTURO DE NOSSOS FILHOS, NETOS E DEMAIS DESCENDENTES II

O INFELIZ FUTURO DE NOSSOS FILHOS, NETOS E DEMAIS DESCENDENTES II

O GENOCÍDIO PROPOSTO POR MICHEL TEMER - DESTRUINDO O BRASIL

São Paulo, 13/08/2016 (Revisada em 05-12-2016)

Referências: Golpe de Estado Parlamentar - Entre o Engodo e a Guerra Civil - O Golpe dos representantes do capital estrangeiro de sonegadores de tributos estabelecidos em Paraíso Fiscais, Alimentando a informalidade do Shadow Banking System - Sistema Bancário Fantasma, COPOM usando dinheiro do Orçamento Nacional para dar ao 1% mais ricos de Paraísos Fiscais, Tirando dos Pobres para dar aos mais Ricos.

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

É importante observar que só têm plenos direitos à manifestação na maior parte dos meios de comunicação aquelas pessoas que foram favoráveis ao Golpe Parlamentar aplicado pelos opositores ao Governo Dilma Dusseff. E, tais opositores foram em 2016 apoiados pelos conhecidos aliados de ocasião (do governo federal a partir de 2003), assim como também era adversário infiltrado no complexo governamental o próprio vice-presidente da República Michel Temer.

Diante desse inconsequente quadro de falsidade ideológica em detrimento do Povo Brasileiro (os 99% menos aquinhoados), os apátridas, que são os eternos defensores do Capital Estrangeiro pertencente a sonegadores de tributos, resolveram tomar o governo em defesa daquele Capital Escuso porque na verdade é oriundo de ganhos informais (paralelos) de brasileiros que se associaram a estrangeiros desde a nossa falsa independência proclamada em 1822. Deixamos de ser colonizados por Portugal para ser neocolonizados pela Inglaterra com expressa permissão da nossa oligarquia que depois da segunda guerra mundial queria transferir a batuta para os norte-americanos. Mas, estes faliram no início da década de 1970, quando foi o extinto o Padrão-ouro para o dólar.

É inegável que todos aqueles contrários à ascensão do Brasil como potência mundial querem novamente colocar o nosso País na condição de colônia, agora não mais de países desenvolvidos, mas de empresas privadas conhecidas como transnacionais sediadas em paraísos fiscais. E, para que essas empresas possam lucrar mais, é preciso que os trabalhadores brasileiros, latino-americanos, africanos, europeus e  norte-americanos sejam explorados em regime de semiescravidão tal como vêm sendo explorados os trabalhadores dos países asiáticos.

Segundo os neoliberais, a ascensão econômica daqueles países orientais deve-se principalmente à exploração da mão de obra sem quaisquer Direitos Sociais. Isto tem servido de exemplo para grandes empresas e governantes que levaram à bancarrota os países desenvolvidos. Tais países perderam exportações porque também perderam as grandes empresas que transferiram suas sedes e fábricas para paraísos fiscais.

Veja em Desvendada a Rede Capitalista que Domina o Mundo como atua o imenso cartel controlador de empresas em quase todos os países. Trata-se da Nova Ordem Mundial comandada por holdings offshore.

Aliás, os detentores do Prêmio Nobel de Economia de 2010 foram agraciados justamente porque defenderam a tese de que os trabalhadores devem ser privados dos Direitos Sociais previstos na Carta Magna Brasileira e nas de outros países.

Veja em Reforma Trabalhista - Caminhando para o Trabalho Escravo, publicado em 18/10/2010.

Torna-se importante salientar que todo o dinheiro informal, obtido por sonegadores de tributos, circula no Shadow Banking System (Sistema Bancários Fantasma) tendo como principais agentes e seus defensores os dirigentes dos Bancos Centrais no mundo inteiro.

Conforme foi divulgado pelo mundo afora, os controladores das empresas offshore, constituídas como holdings em paraísos fiscais cartoriais, vêm formando imensos Cartéis em diversas áreas de atuação empresarial. Desse modo essas empresas fantasmas passaram a controlar quase tudo aquilo que o povo compra no mundo inteiro.

Tratam-se de cartéis controladores de marcas e patentes, cujos lucros obtidos nos diversos países são transferidos para as ditas empresas offshore mediante a elaboração de formas de planejamento tributário que resultam em meras fraudes contábeis, financeiras e operacionais com o intuito do não pagamento de tributos.

No sentido de mais ainda favorecer a esse falso capital transnacional, o Presidente Michel Temer resolveu apresentar a Proposta de Emenda Constitucional que ficou conhecida como PEC 241/2016.

Isto significa que o atual governo está querendo usar os tributos arrecadados do Povo brasileiro para pagamento de juros aos mais ricos sonegadores de tributos internacionais, aos quais muitos dos nossos antigos empresários brasileiros associaram-se. Agora, aquelas transnacionais tentam impor seu poderio econômico mediante o convencimento de governantes de todos os países, mas sempre em detrimento de suas respectivas populações.

Veja em A Lição Democrática da Islândia.

Aceitando essa imposição do tal Capital Estrangeiro, o nosso presidente e seus seguidores estão privilegiando os Gastos Públicos Inúteis provocados pelas elevadas taxas de juros fixadas pelos membros do COPOM - Comitê de Política Monetária. Esse dinheiro ou Gasto Público Inútil tem sido canalizado para os mais ricos escravocratas, verdadeiros senhores feudais da era digital, todos eles incógnitos em paraísos fiscais. Ninguém sabe quem ou quais são os verdadeiros credores do Brasil.

Por sua vez, a Lei 8.021/1990 estabelece que todas essas operações cursadas no Brasil devem ser perfeitamente identificadas. Caso contrário, os valores devem ser tributados como Pagamentos sem Causa ou como Rendimentos Pagos a Beneficiário Não Identificado. Para tal, bancos brasileiros e estrangeiros apresentam-se como representantes dos credores internacionais, apresentando "cotas ao portador" emitidas por Fundos de Investimentos constituídos em Paraísos Fiscais. E, até o Tesouro Nacional Brasileiro pode ser único cotista de um desses Fundos de Investimentos.

Em contraposição, para que seja garantida a reserva monetária a ser entregue aos ditos estrangeiros, estão sendo reprimidos os Gastos Públicos Úteis com a saúde e com a educação popular e, ainda, com a infraestrutura indispensável ao Desenvolvimento Nacional que também é necessário para que haja a elevação do IDH dos menos favorecidos brasileiros.

Então, diante de toda essa poluída atmosfera econômico-social desfavorável ao nosso Povão, a economista e professora da FEA-USP, Laura Carvalho, que escreve no Jornal Folha de São Paulo às quintas-feiras, no dia 11/10/2016 esteve na CAE - Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal para falar sobre o Novo Regime Fiscal do Governo Temer e sobre a PEC 241 do "teto" dos gastos públicos.

Na verdade esses chamados de Gastos Públicos são Investimentos Públicos efetuados em prol do mencionado Desenvolvimento Nacional que tem como principal intuito a melhora do que foi convencionado chamar de IDH - Índice de Desenvolvimento Humano que o nosso sofrido povo também merece ter.

Veja a seguir o vídeo com a participação no Senado Federal da Professora Laura Carvalho.

No vídeo, a fala da professora começa aos seus 3:20 minutos e termina aos 50:25 minutos. Em seguida, após a exposição do Professor Jessé de Souza, os dois responderam às perguntas formuladas por senadores.

Para aqueles internautas que não têm tanto tempo disponível para assistir o vídeo com quase 3 horas de duração, a Professora Laura Carvalho organizou 10 perguntas e respostas sobre a PEC 241. Essas perguntas e respostas, com base na sua apresentação naquela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, deve ajudar a todas aquelas pessoas que estão sendo convencidas pelo senso comum dos representantes do 1% mais rico de que o Brasil e o Povo brasileiro e principalmente seus filhos, netos e demais descendentes, devem ter seu futuro prejudicado (empobrecido) para que os mencionados mais ricos possam ficar ainda mais ricos, morando em paradisiácas ilhas do inconfessável em que tudo é permitido, especialmente o que não pode ser praticado nos demais países considerados como sérios.

Tanto no vídeo como nas suas perguntas e respostas, a professora faz críticas às medidas tomadas pelos dirigentes do Banco Central, as quais também têm sido criticadas pelo coordenador deste COSIFE. Por sua vez, o palestrante seguinte, o professor Jessé de Souza, referiu-se a semelhantes fatos descritos neste COSIFE desde 1999.

Ou seja, os principais credores do Brasil são inegavelmente sonegadores de tributos brasileiros e estrangeiros que têm empresas fantasmas registradas em paraísos fiscais. E, entre esses sonegadores estão perto de 2/3 dos políticos eleitos inconscientemente pelos eleitores brasileiros.

O Professor fala também dos semoventes humanos que foram mencionados no texto deste COSIFE intitulado Salário Não É Renda, escrito na segunda metade da década de 1980, apresentado em apostilas distribuídas em cursos e palestras realizadas na ESAF - Escola Superior de Administração Tributária, de 1984 a 1998, publicado neste site somente em 12/12/2001.

Então, ao contrário do que muitos dizem, Laura Carvalho lembra que o orçamento público é muito diferente do orçamento doméstico. Este último é bem mais fácil de controlar do que todas as contas de uma Nação, principalmente se tiver mais de 200 milhões de habitantes. Por isso, seria importante que todo Presidente da República, excetuando-se a Dilma Russeff, tivesse a mesma liberdade que tem um chefe de família para utilizar as Receitas Auferidas naqueles setores com maior necessidade, não ficando obrigado a pagar juros extorsivos para agiotas sonegadores de tributos que obviamente não precisam da maior parcela desses juros para sua sobrevivência.

Pior. Além de não pagarem todos os tributos que deveriam pagar, os sonegadores que se transformam em investidores (especuladores) ainda recebem os juros tirados dos nossos trabalhadores e dos nossos micros, pequenos e médios empresários por meio dos tributos que são obrigados a pagar direta ou indiretamente.

Vejamos as questões e as respectivas respostas.

1. A PEC serve para estabilizar a dívida pública?

Não. A crise fiscal brasileira é sobretudo uma crise de arrecadação [ocorrida em razão da elevada sonegação de tributos praticada pelos mais ricos exploradores do Povo Brasileiro]. As despesas primárias, [que são os Gastos Públicos necessários à elevação do citado IDH do Povo brasileiro e que] estão sujeitas ao teto [de despesas primárias], cresceram menos no governo Dilma do que nos dois governos Lula e no segundo mandato de FHC. O problema é que as receitas também cresceram muito menos -- 2,2% no primeiro mandato de Dilma, 6,5% no segundo mandato de FHC, já descontada a inflação. No ano passado [2015], as despesas caíram mais de 2% em termos reais, mas a arrecadação caiu 6%. [Ou seja, os grandes empresários estão sonegando cada vez mais e passaram a viver do recebimento dos altos juros fixados pelos membros do COPOM]. No ano [de 2016], as previsões eram de que as despesas subiriam 2% e a arrecadação cairia mais 4,8%.

A falta de receitas [tributárias também pode ser] explicada pela própria crise econômica [provocada pelos grandes empresários do segmento industrial que substituíram a produção interna pela importação de produtos fabricados em paraísos fiscais industriais. Parte da falta de receita pode ser explicada também  pelas] desonerações fiscais sem contrapartida concedidas pelo governo [Dilma a empresários inescrupulosos, que foram] ampliadas pelo Congresso [Nacional que se apresenta como grande defensor dos impatriotas empresários brasileiros]. Um teto que congele as despesas [ou melhor: que congele Gastos Públicos com o Povo] por 20 anos nega essa origem [tributária para os gastos públicos] pois não garante receitas, e serve para afastar alternativas que estavam na mesa [de negociações entre os Poderes Executivo e Legislativo] no ano passado [de 2015].

Naquela ocasião era negociado] o fim da isenção sobre tributação de dividendos [e sobre as demais distribuições de lucros, isenções estas que foram concedidas a partir de 1996 aos empresários brasileiros e multinacionais. Ainda estavam na mesa de negociações], o fim das desonerações [inconsequentemente promovidas pela Presidenta Dilma Russeff - veja em Dilma Pisando na Bola] e o combate à sonegação [que deveria ser feito por verdadeiros auditores (peritos contadores) da Receita Federal que, como os demais órgãos públicos, tem sofrido verdadeiras demolições dos seus respectivos quadros de fiscalizadores.

[Assim sendo,] a PEC [de Michel Temer] garante apenas que a discussão seja somente sobre as despesas [assim desprezando o mais importante que é a recuperação da arrecadação prejudicada pelos grandes sonegadores de tributos, principais artífices do descompasso mundial que vem ocorrendo desde o tsunami neoliberal iniciado na década de 1970 e agravado neste Século XXI - Veja em Paraísos Fiscais Causam a Falência do Sistema Tributário Mundial].

[É obvio que a falta de combate aos grandes sonegadores provoca a redução da arrecadação tributária, por isso tornou-se necessária a Operação Zelotes que pouco é comentada pelos Mercenários da Mídia que têm como principais anunciantes as grandes empresas sonegadoras].

A PEC também desvia o foco do debate sobre a origem da nossa alta taxa de juros [fixada pelos todo-poderosos membros do COPOM] -- que explica uma parte muito maior do crescimento da dívida, já que se  refere apenas às despesas primárias federais. Uma elevação da taxa de juros [com o apoio dos dirigentes do] Banco Central tem efeito direto sobre o pagamento de juros sobre os títulos indexados à própria Taxa SELIC [Veja o MNI 6-17], por exemplo -- uma jabuticaba brasileira.

Uma iniciativa como a de Michel Temer e sua PEC 241 é chamada de jabuticaba quando não encontra referência, parâmetro ou exemplo da mesma prática em outros países. Muitos usam essa denominação para criticar propostas tidas como inovadoras ou revolucionárias em termos de desenvolvimento nacional. Porém, tais propostas nunca deveriam ser levadas a efeito em detrimento dos menos afortunados de quaisquer países. Por isso, nenhum ato parecido foi levado a efeito em países que primam pelo mais elevado IDH de suas populações.

A PEC é frouxa no curto prazo, pois reajusta o valor das despesas pela inflação do ano anterior. Com a inflação em queda, pode haver crescimento real das despesas por alguns anos [e o Governo Temer não estará obrigado a fazer o mesmo tipo de ajuste fiscal. Ele reservou o pepino ou abacaxi para os governantes seguintes ao seu total desgoverno]. No longo prazo, quando a arrecadação e o PIB voltarem a crescer, a PEC passa a ser rígida demais e desnecessária para controlar a dívida.

2. A PEC é necessária no combate à inflação?

Também não. De acordo com o Banco Central, mais de 40% da inflação do ano passado foi causada pelo reajuste brusco dos preços administrados que estavam represados (combustíveis, energia elétrica...). Em 2016, embora tenham havido elevações meramente especulativas em alguns produtos vendidos nos supermercados, a inflação já estava em queda e convergente para a meta [estabelecida pelos radicais gestores da nossa Política Monetária que sempre estão mais preocupados em satisfazer os interesses mesquinhos dos mais ricos (1%), sempre em detrimento da sobrevivência digna dos mais pobres (os 99% restantes)]. Ainda mais com o desemprego aumentando e a indústria com cada vez mais capacidade ociosa, como apontam as atas [do próprio Banco Central do Brasil].

3. A PEC garante a retomada da confiança e do crescimento?

O que estamos vendo [na prática] é que o corte de despesas de 2015 não gerou uma retomada [do crescimento econômico, muito pelo contrário, agravou-se a recessão]. As empresas estão endividadas, [as microempresas e empresas de pequeno porte estão falindo por falta de consumidores. Todas elas, inclusive as grandes empresas] têm capacidade ociosa crescente e não conseguem vender nem o que são capazes de produzir. Os indicadores de confiança da indústria, que aumentaram após o impeachment, não se converteram em melhora real. Os últimos dados de produção industrial apontam queda em mais de 20 setores. A massa de desempregados não contribui em nada para uma retomada do consumo [e do crescimento econômico e social. Então, pergunta-se:]

Que empresa irá investir nesse cenário?

Uma PEC que levará a uma estagnação ou queda dos investimentos públicos em infraestrutura física e social durante 20 anos em nada contribui para reverter esse quadro, podendo até agravá-lo.

4. A PEC garante maior eficiência na gestão do dinheiro público?

Para melhorar a eficiência é necessário vontade e capacidade. Não se define isso por uma lei que limite os gastos. A PEC apenas perpetua os conflitos atuais sobre um total de despesas já reduzido. Tais conflitos costumam ser vencidos pelos que têm maior poder econômico e político. Alguns setores podem conquistar reajustes acima da inflação, e outros pagarão o preço.

5. A PEC preserva gastos com saúde e educação?

Não, estas áreas tinham um mínimo de despesas dado como um percentual da arrecadação de impostos. Quando a arrecadação crescia, o mínimo crescia. Esse mínimo passa a ser reajustado apenas pela inflação do ano anterior. Claro que como o teto é para o total de despesas de cada Poder, o governo poderia potencialmente gastar acima do mínimo. No entanto, os benefícios previdenciários, por exemplo, continuarão crescendo acima da inflação por muitos anos, mesmo se aprovarem outra reforma da Previdência (mudanças demoram a ter impacto). Isso significa que o conjunto das outras despesas ficará cada vez mais comprimido.

O governo não terá espaço para gastar mais que o mínimo em saúde e educação (como faz hoje, aliás). Gastos congelados significam queda vertiginosa das despesas federais com educação por aluno e saúde por idoso, por exemplo, pois a população cresce.

Outras despesas importantes para o desenvolvimento, que sequer têm mínimo definido, podem cair em termos reais: cultura, ciência e tecnologia, assistência social, investimentos em infraestrutura, etc. Mesmo se o país crescer...

6. Essa regra obteve sucesso em outros países?

Nenhum país aplica uma regra assim, não por 20 anos. Alguns países têm regra para crescimento de despesas. Em geral, são estipuladas para alguns anos e a partir do crescimento do PIB, e combinadas a outros indicadores. Além disso, nenhum país tem uma regra para gastos em sua Constituição [Carta Magna].

7. Essa regra aumenta a transparência?

Um Staff Note do FMI de 2012 mostra que países com regras fiscais muito rígidas tendem a sofrer com manobras fiscais de seus governantes. Gastos realizados por fora da regra pelo uso de contabilidade criativa [fraudulenta] podem acabar ocorrendo com mais frequência.

O país já tem instrumentos de fiscalização, controle e planejamento do orçamento, além de metas fiscais anuais. Não basta baixar uma lei sobre teto de despesas, é preciso que haja o desejo por parte dos governos de fortalecer esses mecanismos e o realismo/transparência da política fiscal.

8. A regra protege os mais pobres?

Não mesmo! Não só comprime despesas essenciais e diminui a provisão de serviços públicos, como inclui sanções em caso de descumprimento que seriam pagas por todos os assalariados. Se o governo gastar mais que o teto, fica impedido de elevar suas despesas obrigatórias além da inflação. Como boa parte das despesas obrigatórias é indexada ao salário mínimo, a regra atropelaria a lei de reajuste do salário mínimo impedindo sua valorização real -- mesmo se a economia estiver crescendo.

O sistema político tende a privilegiar os que mais têm poder. Reajusta salários de magistrados no meio da recessão, mas corta programas sociais e investimentos. Se nem quando a economia crescer, há algum alívio nessa disputa (pois o bolo continua igual), é difícil imaginar que os mais vulneráveis fiquem com a fatia maior [da desgraça instituída pela PEC 241].

9. A PEC retira o orçamento da mão de políticos corruptos?

Não. Apesar de limitar o tamanho, são eles que vão definir as prioridades no orçamento. O Congresso pode continuar realizando emendas parlamentares clientelistas. No entanto, o Ministério da Fazenda e do Planejamento perdem a capacidade de determinar quando é possível ampliar investimentos e gastos como forma de combate à crise, por exemplo. Imagina se a PEC 241 valesse durante a crise de 2008 e 2009?

10. É a única alternativa?

Não. Há muitas outras, que passam pela elevação de impostos sobre os que hoje quase não pagam (os mais ricos têm mais de 60% de seus rendimentos isentos de tributação segundo dados da Receita Federal), o fim das desonerações fiscais que até hoje vigoram e a garantia de espaço para investimentos públicos em infraestrutura para dinamizar uma retomada do crescimento. Com o crescimento maior, a arrecadação volta a subir.

OBSERVAÇÕES FINAIS DO COORDENADOR DO COSIFE

EM DEFESA DOS MAIS DE 6 MILHÕES DE MICROS, PEQUENOS E MÉDIOS EMPRESÁRIOS

Torna-se difícil acreditar que pessoas possam apoiar um sistema econômico de máxima segregação social que será implantado com a aprovação da PEC 241 de Michel Temer em que a grande quantidade de seres que não estejam entre os 3% direta ou indiretamente ligados ao grupo do 1% mais rico sejam banidos do mercado consumidor mediante o desemprego, sem auxílios e subsídios, sem aposentadoria digna, sem assistência à saúde e sem a necessária educação básica, técnica e científica.

Então, pergunta-se aos mentores e também aos apoiadores dessa desgraça pretendida pelos algozes do Povão:

Sem consumidores, como conseguirão prosperar os microempresários e os empresários de pequeno e médio portes que têm o Povão como seus principais consumidores?

Os mentores e apoiadores de toda essa desgraça, que de fato está sendo implantada no mundo todo pelos neoliberais anarquistas, apesar de considerados extremamente inteligentes, obviamente não pensaram na possibilidade de os detentores do grande capital ficarem sem os consumidores que inegavelmente são as galinhas do ovos de ouro dos empresários (capitalistas) de quaisquer portes.

Assim sendo, tal como aconteceu principalmente durante o Governo FHC e menos contundentemente em governos anteriores, os favelados obviamente criarão o seu próprio mundo econômico totalmente informal, a exemplo do que estão fazendo os detentores do poderio econômico mundial escondidos em paraísos fiscais.

EM DEFESA DO POVÃO DO MUNDO INTEIRO

Parece óbvio que os banidos da sociedade de consumo não vão ficar esperando que as coisas necessárias à sobrevivência caiam do céu. Isto só existe em novelas.

Assim, mediante uma imperceptível lavagem cerebral, os crentes (de todas as religiões) são catequizados ou doutrinados a esperarem pelas dádivas divinas. Contudo, muitos dos segregados não acreditam em tais dizeres e se arvoram na busca de suas necessidades mediante a criminalidade. Por isso, esse tipo de criminalidade é crescente no mundo inteiro, não somente no Brasil.

Justamente em razão desses tipos de ocorrências, que desprezaram e baniram da convivência global os menos aquinhoados moradores dos guetos marginalizados do mundo inteiro, aconteceram as guerras civis e revoluções populares que resultaram em muitos anos de destruição (genocídio) dessas populações banidas.

MICHEL TEMER E A LIMPEZA ÉTNICA

Portanto, a PEC 241 de Michael Temer pode ter como principal intuito a chamada de Limpeza Étnica que foi adotada por muitos governantes do passado em todo o mundo, principalmente na Europa e em suas antigas colônias até os dias de hoje.

EMPURRANDO OS PROBLEMAS PARA FUTURAS GERAÇÕES

Aliás, é preciso deixar claro que os Estados Unidos e também a Europa sempre resolveram os problemas criados pelos défices em seus orçamentos nacionais e nos seus balanços de pagamentos mediante a emissão de papel moeda sem lastro, já que nunca tiveram e ainda não têm as reservas monetárias que inegavelmente o Brasil tem desde 2005. Aqueles países nunca tiveram reservas monetárias porque sempre viveram nababescamente a custa do sacrifício imposto às populações de suas antigas colônias, atuais países neocolonizados do hemisfério sul.

Assim sendo, ao Brasil bastaria colocar em circulação (como Investimento Governamental = Gasto Publico) todo aquele dinheiro obtido com as exportações (em dólares e outras moedas), que foi retirado de circulação com a emissão de títulos públicos para enxugamento do meio circulante. Completando as medidas econômicas realmente necessárias, deveria ser bruscamente diminuída a taxa de juros para o patamar máximo de 6% ano, haja ou não inflação.

Isto faria com que os detentores dos títulos brasileiros envidassem os seus devidos esforços para que não houvesse esse tipo de inflação meramente especulativa. Mas, muito pelo contrário, a arcaica teoria econômica sempre determina que os mesquinhos anseios do grande capital especulativo sejam atendidos em detrimento econômico e social dos 80% mais pobres brasileiros.

Em vez do Povão, parece que devem ser banidos do cenário mundial os economistas ortodoxos (arcaicos, conservadores, feudalistas), os consultores em planejamento tributário e os paraísos fiscais, que foram os criadores e são os mantenedores de todo esse descompasso mundial.

Aliás, o aqui proposto já foi discutido pelo G-20 em 2013 e em outras oportunidades.

Porém, devidamente subornados (corrompidos), os governantes e os demais políticos de extrema direita do mundo desenvolvido eximiram-se da aplicação das medidas necessárias. Bastaria o confisco de todo o capital estrangeiro vindo e ido para paraíso fiscais que assim ficaria estatizado durante os 20 anos de desgraça que Michel Temer quer impingir ao nosso Povão e não aos verdadeiros causadores dos problemas econômicos enfrentados.

FALTOU A REVOLUÇÃO PELO VOTO POPULAR EM 2016

Contribuindo para todo esse engendrado plano de máxima segregação social, mediante o voto nulo ou em branco e do não comparecimento ao escrutínio na eleição municipal de 2016, o Povão eximiu-se de votar nos adversários políticos de seus atuais algozes. Para que o grandioso índice de abstenção acontecesse, bastou que alguns apresentadores de programas populares do entardecer, na frente das câmeras das emissoras de televisão dissessem que não votariam em ninguém. Assim se processou mais uma vez a imperceptível lavagem cerebral do Povão que, dessa peculiar maneira, é inconscientemente manipulado pelos mercenários da mídia.