início > textos Ano XVIII - 24 de maio de 2017



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PANAMÁ LEAK MOSTRA A RIQUEZA ILÍCITA DO 1% MAIS RICO

PANAMÁ LEAK MOSTRA A RIQUEZA ILÍCITA DO 1% MAIS RICO

OS CULPADOS PELA FALÊNCIA DOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS

São Paulo, 03/04/2016 (Revisada em 16-09-2016)

Referências: Fraudes em Importações e Exportações, Outras Fraudes Cambiais, Evasão de Divisas (Perda de Reservas Monetárias), Desfalque no Tesouro Nacional, Sonegação Fiscal, Lavagem de Dinheiro, Internacionalização do Capital Nacional em Paraísos Fiscais. Resultado: Caos Econômico e Social.

Por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE

GATEKEEPERS - MOSTRAM A RIQUEZA ILÍCITA DO 1% MAIS RICO DESDE PANAMÁ LEAKS

OS CULPADOS PELA FALÊNCIA DOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS

Quem vazou (leak) os documentos obtidos sub-repticiamente no escritório da consultoria Mossack Fonseca parecia motivado por um impetuoso desejo de somente em 2016 tornar público o sistema ilegal que desde 1978 até 1995 o coordenador do COSIFE vinha mostrando em seus relatórios de auditorias feitas no Sistema Financeiro Brasileiro - SFN, quando era auditor o Banco Central do Brasil. Tudo protocolado e devidamente arquivado.

Tais fatos o coordenador do COSIFE passou a apresentar em cursos ministrados na ESAF - Escola de Administração Fazendária do Ministério da Fazenda, por solicitação oficial (governamental) a partir de 1984 até 1998, de conformidade com o previsto no artigo 28 da Lei 6.385/1976 e no artigo 7º da Lei 4.729/1965 em que se lê:

Art.7º - As autoridades administrativas que tiverem conhecimento de crime previsto nesta Lei, inclusive em autos e papéis que conhecerem, sob pena de responsabilidade, remeterão ao Ministério Público os elementos comprobatórios da infração, para instrução do procedimento criminal cabível.

Exemplos ilustrativos de todos os esquemas utilizados estão demonstrados no COSIFE a partir de 1999, quando o site foi colocado na internet com a atual denominação.

Segundo o que foi apurado pelos Gatekeepers, os documentos vazados a partir do Panamá mostram como os ultrarricos do mundo inteiro fazem para esconder suas grandiosas ou maciças riquezas, muitas vezes obtidas mediante corrupção, fraudes em licitações públicas e por meio do neocolonialismo privado que quase sempre resulta em evasão fiscal (sonegação de tributos) e também em fraudes cambiais que geram evasão de divisas ou de reservas monetárias que podem ser consideradas tecnicamente como verdadeiros Desfalques no Tesouro Nacional.

Segundo o Gatekeepers, os advogados panamenhos escondem principalmente a riqueza dos mais ricos. Assim sendo, sem medo de errar, poderíamos dizer que na casta ou clã dos mais ricos magnatas estão indiscutivelmente os maiores sonegadores de tributos não somente no Brasil como em todo o mundo.

Entretanto, nos países desenvolvidos, por enquanto não citados pelos eficientes jornalistas investigativos (ICIJ), não se sabe por quê, estão os grandes sonegadores tributos causadores da falência dos países hegemônicos que querem evitar a ascensão dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como economias dominantes.

Os cinco países e seus aliados do terceiro mundo têm condições de se tornarem países dominantes da economia mundial porque são os detentores da metade da população mundial e os detentores das principais reservas minerais que os chamados de países desenvolvidos mais precisavam para manutenção de suas indústrias em funcionamento.

Sim, precisavam antes da evasão de suas indústrias para paraísos fiscais industriais. Agora não precisam mais porque quase nada produzem para exportação. Dessa forma, o poder hegemônico pode mudar de mãos. Pode sair das mãos dos países colonizadores ou neocolonizadores para as mãos dos países colonizados desde o século XV.

O Gatekeepers, segundo o publicado no blog do ex-embaixador inglês Craig Murray, em 03/04/2016, explica que o vazamento maciço de documentos incriminadores dos magnatas escondidos em paraísos fiscais pode ser considerado uma coisa maravilhosa.

Continua explicando que infelizmente o responsável pelo vazamento cometeu o terrível erro de se voltar contra a mídia corporativa ocidental (os chamados de mercenários da mídia pelo COSIFE) para divulgar os resultados que os jornalões, as rádios, revistas e televisões se eximem de publicar porque têm muitos desses sonegadores como seus principais anunciantes.

Em consequência, a primeira grande história publicada em 03/04/2016 pelo Guardian não foi sobre os verdadeiros magnatas, mas, sim, sobre Vladimir Putin e um violoncelista seu amigo. Da forma como foi contada a história pelo Guardian é de se acreditar que Putin (da Rússia) tenha um testa de ferro ou laranja para esconder sua "fortuna". Até parece que Putin é um grande magnata controlador de multinacionais ou transnacionais que dominam o mundo por intermédio da formação de vários cartéis em importantes segmentos operacionais.

Os testas de ferro geralmente são utilizados para esconder as fortunas que não são demonstradas por meio de sinais exteriores de riqueza. Os extravagantes sinais de riqueza geralmente levam os megalomaníacos exibicionista a serem acusados de sonegação fiscal.

Então, Carig Murray questiona: Por que se concentrar na Rússia?

Afinal, a riqueza dos russos é apenas uma pequenina parcela do dinheiro escondido com a ajuda dos consultores da Mossack Fonseca. Na verdade, torna-se óbvio que o relatório seletivo vai feder (sic).

Pergunta-se: Por quê?

Porque simplesmente o divulgado pelos jornalista investigativos não está contando a verdade que muitos já conhecem. Basta que os esquecidinhos olhem alguns anos para trás.

Lembre-se que em 2008 não foi a Bolsa de Valores russa que faliu. Foi a bolsa norte-americana de Wall Street e depois as europeias. Através dessas bolsas de valores (cassino global) e do chamado Shadow Banking System (Sistema Bancário Fantasma), aconteceu o maior furto dos bens patrimoniais dos pequenos investidores (principalmente de trabalhadores e de seus fundos de pensão).

As perdas impingidas aos pequenos investidores foram em proporção bem superior ao que aconteceu na Crise de 1929. Isto significa que em 2008 nitidamente os ricos tiraram dos pobres. Os pequenos investidores foram os maiores prejudicados, razão pela qual surgiu o movimento Occupy Wall Street devidamente abafado pelos mercenários da mídia.

Murray em seu texto explica ainda que o Süddeutsche Zeitung, jornal alemão que recebeu o vazamento, dá uma explicação detalhada da metodologia utilizada pela mídia corporativa (ICIJ). A principal pesquisa feita por eles é vinculada a nomes associados à quebra de sanções da ONU - Organização das Nações Unidas.

Notícias na internet explicam que depois da Segunda Guerra Mundial o jornal Süddeutsche Zeitung foi o primeiro a receber da administração militar norte-americana na Bavária uma licença para livre circulação do jornal na Alemanha ocupada pelos iaques, o que pode estar ligado ao fato de ter sido privilegiado com a exclusividade de receber os dados vindos do Panamá para serem publicados.

The Guardian também relata que o enorme vazamento revela como os poderosos exploram paraísos fiscais secretos - e assim alargam o grande fosso entre ricos e pobres, citando especialmente países como Zimbábue, Coréia do Norte, Rússia e Síria.

A filtragem das informações obtidas na Mossack Fonseca pela mídia corporativa (ICIJ) segue uma agenda governamental nitidamente comandada por países ocidentais, explica Murray. Não há menção a clientes de Mossack Fonseca que sejam grandiosas corporações ocidentais ou bilionários ocidentais - que são os principais clientes daquela consultoria.

E o Guardian é rápido em tranquilizar os magnatas ocidentais dizendo que "grande parte do material que vazou permanecerá privado" (guardado).

Diante do exposto podemos concluir que os dados das chamadas multinacionais ocidentais e de seus controladores só serão divulgados se assim interessar aos financiadores do ICIJ.

Então, o articulista da Organização de Craig Murray, questiona: O que você espera [desse tipo de vazamento seletivo]?

E diz: O vazamento está sendo gerenciado pela badalada entidade que é pomposamente chamada de "Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos - ICIJ".

Trata-se na realidade de grupo financiado e organizado inteiramente pelo Center for Public Integrity (CPI) (Centro dos EUA para a Integridade Pública).

Entre os seus financiadores estão: Ford Foundation, Carnegie Endowment, Fund família Rockefeller, WK Kellogg Foundation, Abrir Society Foundation (Soros).

Veja os textos O Capitalismo Bandidos dos Barões Ladrões e Poços Sem Fundo - Volta Keynes, Estás Perdoado.

Portanto, o articulista da organização do ex-embaixador britânico Craig Murray diz que não se deve esperar uma verdadeira exposição do capitalismo ocidental. Os segredos sujos de empresas ocidentais permanecerão guardados a sete chaves, como diz o ditado popular.

Torna-se importante salientar que as fraudes financeiras nacionais e internacionais resultantes em sonegação fiscal, deram origem à falência dos países desenvolvidos e o embarque nesse regime falimentar vem acontecendo paulatinamente desde a década de 1970, quando foi extinto o padrão-ouro para o dólar.

São as principais causadoras dessa falência dos países industrializados as grandes empresas norte-americanas e europeias que transferiram suas sedes para paraísos fiscais cartoriais e suas fabricas para paraísos fiscais industriais.

Assim, as matérias-primas por elas utilizadas saem dos países do terceiro mundo, entre eles o Brasil, vão para os paraíso fiscais asiáticos e os lucros das vendas internas e internacionais vão os paraísos fiscais quase todos na Europa.

Essa é uma nova fórmula, agora de neocolonialismo privado, que ninguém imaginava como viável. Não seria viável  porque poderia causar, como de fato causou, a irreversível bancarrota dos países hegemônicos.

Em razão dessa fuga das empresas agora chamadas de multinacionais ou transnacionais e de seus magnatas controladores, os chamados de países desenvolvidos passaram a amargar sérios défices orçamentários e total descompasso em seus Balanços de Pagamentos porque suas importações vindas do terceiro mundo e dos paraísos fiscais industriais têm sido bem superiores às suas exportações durante décadas. Desses fatos resultaram a bancarrota que se transformou na irreversível falência econômica dos antigos países industrializados.

Observe que além dos alemães, The Guardian e BBC no Reino Unido tiveram acesso ao mesmo banco de dados. Outros só conseguiram transcrever as notícias obtidas somente através deles. Então, há uma nítida ocultação (não vazamento) de informações confidenciais das corporações ocidentais.

Assim, podemos dizer que, se ocorrer o vazamento sobre as corporações dos países desenvolvidos, ficará definitivamente demonstrada a irreversível falência em que estão.

Então, para não criar um trauma (comoção) naqueles que ainda se sentem protegidos pelas antigas potências contra o avanço do comunismo russo e chinês, os membros do Jornalismo Investigativo apenas estão deixando vazar os documentos conseguidos em buscas seletivas (específicas), geralmente com fatos desmoralizantes de países que sofreram sanções da ONU ou sobre os BRICS. Se a China e a Rússia já eram perigosas aos intentos neocolonizadores dos países desenvolvidos, será muito pior com essa aliança ente os detentores das grandes reservas naturais ainda existentes no mundo.

E Craig Murray adverte: Nunca se esqueça que o Guardian rasgou suas cópias dos arquivos Snowden por determinação do MI6.

O ex-embaixador britânico diz ainda que sabe muito bem que a Rússia e a China são corruptos, ninguém precisa lhe dizer isso.

Entretanto, continua dizendo que seria muito mais interessante que as pesquisas no banco de dados da Mossack Fonseca fossem efetuadas sobre os proprietários de todos os meios de comunicação e de suas respectivas empresas e sobre todos os editores e jornalistas da grande mídia corporativista.

Poderiam ainda procurar no Mossack Fonseca pelos mais altos executivos da BBC e pelas façanhas financeiras que enriqueceram fundações constituídas por corporações que são doadoras de verbas para o mencionado CIP - Centro de Integridade Pública, dos Estados Unidos.

Em complementação poderiam procurar pelas fraudes contra investidores arquitetadas ou engendradas por empresas que têm suas ações cotadas nas bolsas de valores ocidentais e que têm seus grandes lucros escondidos em empresas fantasmas constituídas em paraísos fiscais. A pesquisa poderia ser estendida ao patrimônio de cada um dos milionários ocidentais que se pudesse rastrear.

Será que todos estes deixariam o povo ver os dados reais?

NOTA DE CRAIG MURRAY: Gostaria de lembrar que meu blog é uma produção livre para o bem público e você está convidado a republicar ou re-utilizar este artigo ou qualquer outro material livremente em qualquer lugar sem pedir permissão adicional.

EM 2011, O SENADOR BERNIE SARDERS (EEUU) JÁ ALERTAVA SOBRE RICOS DO PANAMÁ

SENADOR BERNIE SANDERS NO COMBATE AOS SONEGADORES IANQUES

Ainda sobre a não divulgação de dados das grandes empresas ocidentais e de seus controladores, o site esquerda.net de Portugal, em 05/04/2016, divulgou o vídeo relativo a discurso efetuado pelo senador norte-americano Bernie Sanders em 2011 afirmando que o Panamá é líder mundial quando se trata de permitir que americanos ricos e grandes corporações fujam dos impostos. O texto e o vídeo foram republicados no Brasil pela Revista Fórum, em 07/04/2016.

No título publicado pela Revista Fórum lê-se que em 2011 o senador Bernie Sanders já fazia alertas sobre paraísos fiscais do Panamá. Com base em documentos oficiais, a notícia sobre as remessas de brasileiros para o Panamá, que se verificou durante o Governo Sarney, na segunda metade da década em 1980, foi publicada neste COSIFE em 26/08/2003, sob o título Quem Abriu as Portas à Lavagem de Dinheiro - Registro de Capitais Estrangeiros. Portanto, os dados que agora estão sendo vazados, já aconteciam no Brasil há mais de 30 anos e estão devidamente catalogados e guardados nos arquivos do Banco Central do Brasil.

No texto publicado pela Revista Fórum lê-se:

Em 12 de outubro de 2011, Bernie Sanders pediu a palavra no Senado [norte-americano] para denunciar o pacto de livre comércio entre os Estados Unidos e o Panamá.

A produção econômica do Panamá é de apenas US$ 26,7 bilhões por ano, ou cerca de dois décimos de um por cento da economia dos EUA”, afirmou Sanders, sublinhando que “ninguém pode legitimamente afirmar que a aprovação deste acordo de livre comércio vai aumentar significativamente os empregos americanos”.

O Panamá é líder mundial quando se trata de permitir que americanos ricos e grandes corporações fujam dos impostos [razão pela qual os EEUU faliram], escondendo o seu dinheiro em paraísos fiscais ‘offshore’. O acordo de livre comércio com o Panamá vai piorar bastante essa situação. Todos os anos, as pessoas mais ricas deste país e as maiores corporações não pagam cerca de US$ 100 bilhões em impostos, recorrendo a paraísos fiscais abusivos e ilegais no Panamá e noutros países”, acrescentou.

Já a então secretária de Estado, Hillary Clinton, congratulou a aprovação do acordo, sublinhando que “estas iniciativas merecem o apoio histórico e generalizado que tiveram no Congresso”.

OS PATOS VÃO PARA O PARAÍSO

CAMPANHA DE PAULO SKAF DA FIESP: "NÃO VOU PAGAR O PATO"

Por LAURA CARVALHO - Folha de São Paulo - 07/04/2016

Foi necessária a fuga de informações sobre centenas de milhares de operações oriundas da firma de advogados Mossack Fonseca, sediada no Panamá, para que o mundo tomasse conhecimento dos meandros e personagens de um amplo sistema "offshore" desenhado, sobretudo, para legalizar a sonegação de impostos e a lavagem de dinheiro.

As informações preliminares sugerem que entre os usuários do sistema estão a oligarquia russa; autocratas sauditas; o presidente da Argentina, Mauricio Macri; o jogador Lionel Messi; ao menos 29 multimilionários listados na revista "Forbes"; o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o filho de Paulo Skaf, presidente da Fiesp – a entidade que lançou a agora célebre campanha "Não vou pagar o pato".

No paraíso cartorial dos patos, convivem sonegadores, bancos que querem escapar da regulação do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, corruptores, corruptos, traficantes e até mesmo terroristas. É da necessidade de fuga – da lei, dos impostos ou da regulação – que se alimenta essa rede complexa, que não começa nem termina no Panamá.

Algo une todos os clientes: o mundo das "offshore" parece só ser acessível aos mais ricos. Como escreveu a deputada portuguesa Mariana Mortágua, "para os demais, os que trabalham e ganham o salário mínimo, ou o médio, fica o peso de uma administração tributária implacável e a responsabilidade de, com os seus impostos, financiar os Estados".

No Brasil, segundo a organização de pesquisa e consultoria Global Financial Integrity (GFI), a saída ilícita de capitais chegou a US$ 226,6 bilhões em dez anos (2004-2013), o que nos torna o sexto país em desenvolvimento a mais sofrer com a saída de recursos. Na Operação Zelotes, que trata de sonegação e corrupção – tudo junto e misturado – em território nacional, a Polícia Federal investiga desvios da ordem de R$ 20 bilhões.

Os tais patos, indignados com o olho grande do Estado sobre sua renda e/ou patrimônio, querem o melhor dos mundos, no qual a Mossack Fonseca vende lotes na terra prometida. Buscam ao mesmo tempo uma qualidade de vida escandinava e uma capacidade de fiscalização e arrecadação da Somália. Não parecem enxergar nenhuma incompatibilidade entre a conquista de tal qualidade de vida, que só existe de verdade ao final de uma travessia de alto crescimento e forte redução das desigualdades e, por exemplo, o tipo de ajuste fiscal que demandam do Estado brasileiro.

Concentram suas forças em pressionar o governo por amplas desonerações fiscais e impedir a volta da cobrança de Imposto de Renda da Pessoa Física sobre lucros distribuídos, a elevação dos impostos sobre grandes heranças ou a criação de um imposto sobre grandes fortunas.

Enquanto isso, trabalhadores e pequenos empresários sofrem com a carga tributária pesada e demasiado complexa sobre o consumo e a produção. Alguns desses, sem perceber que são os únicos patos dessa história, parecem sentir-se representados pela campanha da Fiesp. Se mais bem informados e conscientes de que direitos sociais, sonegação e corrupção não cabem no mesmo orçamento, certamente trocariam de alvo e substituiriam os gritos de "Vai pra Cuba!" pelos de "Vai pro Panamá!".