início > textos Ano XVIII - 24 de maio de 2017



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OS DILEMAS DA SUPERVISÃO BANCÁRIA

OS DILEMAS DA SUPERVISÃO BANCÁRIA

AS INÓCUAS REGRAS DO COMITÊ DE SUPERVISÃO BANCÁRIA

Escrito no Ano 2000 (Revisado em 01-05-2016)

Referências: Acordo da Basileia, o Banco Central Independente das Decisões Nacionais e seu Absolutismo Ditatorial e como Representante dos Interesses Mesquinhos do Grande Capital, A Supervisão Bancária e os Gastos Públicos Inúteis, Risco Sistêmico.

OS DILEMAS DA SUPERVISÃO BANCÁRIA

 Monografia escrita no ano 2000 por Gentil Corazza - Professor do Departamento de Economia da UFRGS. Este texto faz parte do Projeto Banco Central e Sistema Financeiro — Um Estudo sobre Crise e Supervisão Bancária no Brasil, financiado pelo CNPq. O autor agradece ao Bolsista da FAPERGS, Martinho Lázzari, que contribuiu para a realização deste trabalho. Publicado pela Fundação de Economia e Estatística - FEE - Núcleo de Documentação/Biblioteca. Texto Original editado para adaptação ao padrão de publicação utilizado pelo COSIFE, com endereçamentos (links) em vermelho, com negritos e com a colocação de anotações e comentários complementares, em azul, descrevendo fatos ocorridos neste século XXI, por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE - ex-auditor, inspetor e coordenador de fiscalização do Banco Central do Brasil.

Veja também:

INTRODUÇÃO

Desde meados dos anos 70, podem ser observados dois movimentos paralelos e entrelaçados nos mercados financeiros:

  1. de um lado, uma sucessão contínua de crises bancárias em muitos países do mundo e
  2. de outro, um esforço dos Bancos Centrais e dos organismos internacionais no sentido de socorrer bancos em crise e, ao mesmo tempo, de aperfeiçoar a regulação bancária e os instrumentos de supervisão preventiva com vistas a fortalecer o sistema financeiro no mundo todo.

No entanto, todo esse esforço das autoridades [monetárias em todo o mundo] não conseguiu impedir a ocorrência de crises bancárias. Face a isso, é imperioso perguntar [o seguinte].

Se o objetivo da regulação bancária é criar uma rede de proteção contra crises e se a supervisão visa monitorar os comportamentos dos bancos de modo a permitir ações preventivas por parte das autoridades:

  1. Por que essas ações públicas não conseguem garantir a solidez, a estabilidade e a solvência dos bancos e evitar as crises periódicas?
  2. Para que servem a regulação, os seguros de depósito, a garantia de empréstimo de última instância, os constantes aperfeiçoamentos legais de supervisão, se não conseguem evitar as crises e as falências bancárias?
  3. Como podem os Bancos Centrais ser constantemente surpreendidos por novas crises bancárias?
  4. São eles despreparados, impotentes por natureza ou omissos?

São essas questões que constituem os dilemas da supervisão bancária.

Ao procurar responder a essas perguntas cruciais, este artigo analisa a evolução recente [até o ano 2000] dos princípios e das práticas da supervisão bancária em nível internacional e sua aplicação no Brasil, com o objetivo de explicitar os dilemas inerentes a essa função dos Bancos Centrais.

Nesse sentido, depois desta introdução, o texto compreende ainda os seguintes tópicos:

  1. discute-se o significado da "dialética" da regulação bancária;
  2. analisa-se a evolução histórica recente dos princípios da supervisão bancária;
  3. trata-se da forma organizacional da supervisão;
  4. apresenta-se a supervisão no Brasil;
  5. apresenta-se as principais conclusões do artigo.

BIBLIOGRAFIA

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