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DESVENDADA A REDE CAPITALISTA QUE DOMINA O MUNDO

DESVENDADA A REDE CAPITALISTA QUE DOMINA O MUNDO

PARTICIPAÇÕES CRUZADAS: EM GRANDE PARTE DA REDE NÃO HÁ CAPITAL

São Paulo, 25/04/2015 (Revisada em 29-05-2017)

Referências: Fusões e Incorporações, Estrutura Globalizada de Participações Societárias para Formação de Cartéis Controladores de Empresas por Ramos ou Atividades Operacionais -  Conglomerados Empresariais Detentoras de Marcas e Patentes.

Dica de Carta Maior em 25/10/2011 - Um excelente resumo das principais implicações [do Cartel de Transnacionais ou Multinacionais] pode ser encontrado no [site da Revista] New Scientist de 24/10/2011 - Edição 2835.

MAPA DA  REDE CAPITALISTA QUE DOMINA O MUNDO

Das 1.318 empresas transnacionais que formam o núcleo de controle da economia global, algumas controlam as marcas e patentes mais consumidas.
Na imagem, as empresas controladoras são vermelhas e as empresas controladas ou coligadas são amarelas.
Em muitos casos acontecem participações cruzadas ou recíprocas, que significam a ausência de capital.
O tamanho dos pontos coloridos representam o montante da receita operacional em relação às demais.
Imagem de PLoS One, onde está o Texto Original do trabalho realizado pelos pesquisadores

DESVENDADA A REDE CAPITALISTA QUE DOMINA O MUNDO

Texto Original em Inglês da Revista New Scientist de 24/10/2011 - Edição 2835. Aqui, com versão para o português por Américo G Parada Fº - Contador - Coordenador do COSIFE, com anotações complementares em azul e em NOTAS DO COSIFE.

A medida que os protestos contra o capitalismo excludente se espalham pelo mundo, encabeçados pelo Movimento Occupy Wall Street que pedia a intervenção governamental no Centro Financeiro de Nova Iorque que é o principal causador das crises financeiras mundiais em todas as épocas, a ciência pôde confirmar os maiores temores daqueles manifestantes em todo o mundo, que vão ganhando novos argumentos para suas pretensões.

NOTA DO COSIFE:

AS RAZÕES DO OCCUPY WALL STREET

É preciso deixar claro que o Movimento Occupy Wall Street defendia os pequenos investidores que foram os maiores prejudicados com a Crise de 2008 mais uma provocada pelos especuladores que fazem seu particular joguinho de pôquer por meio de blefes (manipulação das cotações) nos pregões das Bolsas de Valores.

DESFALQUES NOS FUNDOS DE PENSÃO PELA CRISE DE 2008

Em razão da Crise provocada por tais anarquistas, muitos Fundos de Pensão ficaram insolventes no mundo todo. Nos Estados Unidos, metade dos Fundos de Pensão Estaduais estão quebrados.

A IRRESPONSÁVEL ATUAÇÃO DOS FUNDOS DE HEDGE

As Operações de Hedge com base em Instrumentos Financeiros Derivativos foram as principais causadoras das perdas impingidas aos investidores, quando deveriam ser feitas para proteger os seus Ativos = Assets = bens e direitos financeiros ou patrimoniais.

Mas, os administradores desses Fundos de Hedge, todos incógnitos em Paraísos Fiscais, devem ter ficado "podres de ricos". Em contrapartida, os Fundos de Pensão, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, empobreceram seus beneficiários, os trabalhadores.

Veja informações sobre as práticas criminosas dos administradores de Fundos de Hedge no texto denominado Nova Ofensiva dos Pilantras Escondidos em Paraísos Fiscais.

A CRIMINOSA ATUAÇÃO DOS ADMINISTRADORES DE FUNDOS E CARTEIRAS

Veja exemplos da Atuação Criminosa dos Administradores de Fundos de Pensão - Fundos de Previdência Privada.

Veja também o texto Chinese Wall no Asset Management - Normas para Combate às Fraudes no Gerenciamento de Ativos em Fundos de Investimentos.

Veja ainda As Diversas Facetas dos Fundos de Investimentos.

Uma análise feita por pesquisadores suíços das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

As premissas usadas no estudo efetuado têm gerado algumas críticas (obviamente dos defensores desse tipo de capitalismo imperialista), mas, analistas de sistemas complexos contatados pela Revista New Scientist disseram que foi feito um esforço único para desbaratar esse sistema de participações societárias que tenta controlar toda a economia global, especialmente por intermédio de operações financeiras e exploração de franquias de marcas e patentes.

NOTA DO COSIFE:

Viajando pelo mundo afora, os esportistas e os turistas podem observar  que a exploração de marcas e patentes é franqueada a empresas espelhadas por todo os mundo.

As principais marcas tanto podem ser encontradas no Japão como também na Europa, nos Estados Unidos, no Brasil, em toda a América Latina, na África, na Ásia insular e continental e em toda a Oceania.

Dessa forma, pode ser feito um controle indireto (ou mesmo direto) de tudo que é produzido e vendido no mundo.

Fazendo uma análise mais aprofundada, dizem os pesquisadores, poderiam ser identificadas as formas de tornar o capitalismo global mais estável, mediante o combate desse tipo de Cartel formado por magnatas que têm suas empresas blindadas em paraísos fiscais.

A ideia de que alguns banqueiros controlam uma grande parcela da economia global não é novidade para os manifestantes do Occupy Wall Street de Nova Iorque e para idênticos manifestantes de outros países.

Um estudo feito por três cientistas (pesquisadores), especializados no uso de sistemas teóricos complexos do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, foi o primeiro a ir além da simples suposição ideológica para identificar empiricamente essa rede de poder.

O mencionado sistema combina a matemática muito utilizada para modelar sistemas naturais com dados corporativos de conglomerados empresariais globais para mapear as participações societárias e o controle acionário entre as empresas transnacionais do mundo.

NOTA DO COSIFE:

O Banco Central do Brasil, por meio de seu cadastro de instituições financeiras e assemelhadas, também tenta chegar aos controladores das instituições estabelecidas no nosso País. Porém, a partir da década de 1970 é grande o número de instituições com capital vindo de paraísos fiscais.

Como as proprietárias das participações societárias geralmente são outras empresas. Assim sendo, torna-se difícil encontrar pessoas físicas controladoras porque elas são cotistas de Fundos de Investimentos que emitem cotas ao portador.

Veja exemplo em Fundo de Investimentos do Tesouro Nacional - Lei 12.380/2011.

Para evitar a internacionalização do sistema financeiro brasileiro, o CMN - Conselho Monetário Nacional chegou a fixar que as instituições estrangeiras estabelecidas no Brasil deviam ter 50% de seu capital originário de sócios capitalistas brasileiros, razão pela qual muitos bancos estrangeiros estão associados a brasileiros.

"A realidade é tão complexa (foi tão bem estudada), que deve ser afastada a ideia de dogma ou (de aplicação) de teorias como a da conspiração ou (contrária) a de livre mercado", diz James Glattfelder. "Nossa análise é baseada na realidade".

NOTA DO COSIFE:

Diante do exposto, o leitor poderá entender que verdadeiramente não há Livre Mercado no mundo. Levando-se em conta, ainda, o que ocorre nos pregões das Bolsas de Valores, é possível concluir que todos os tipos de mercados têm suas cotações manipuladas por especuladores ou por ricaços controladores de conglomerados financeiros, comerciais, industriais e de prestação de serviços.

Veja o texto em que é explicado como é conseguida A Liquidez no Mercado de Ações.

Dos estudos efetuados pelos pesquisadores suíços ficou muito bem evidenciado que os mercados (de modo geral) são globalmente controlados pelos magnatas escondidos (blindados) em paraísos fiscais.

Mediante artimanhas engendradas por consultores em planejamento tributário, todas essas empresas formadoras do CARTEL de transnacionais transformaram-se em sonegadoras de tributos e vêm causando défices internos e externos nos Países de modos geral.

Os mais prejudicados pelo CARTEL de empresas offshore são indiscutivelmente os países desenvolvidos porque estes se tornaram países falidos em razão da elevada sonegação de tributos. Assim, esses antigos colonizadores do mundo subdesenvolvido, deixaram de imperar, cedendo gratuitamente as suas conquistas para empresas multinacionais.

Então, para controlar o mundo, não mais são necessários os países como potências bélicas. Basta que meia dúzia de ricaços organizem empresas com sedes virtuais. Por meio destas, são compradas participações societárias majoritárias em pouco mais de uma centena de outras, que passam a controlar milhares e estas passam a controlar milhões, as quais podem ser identificadas em suas respectivas localidades. Mas, os verdadeiros locais em que estão as sedes físicas desse imenso CARTEL, de onde os conglomerados (por ramificação operacional) estão sendo comandados, só os ricaços sabem.

Assim, a desprezada Teoria da Conspiração nos leva a acreditar que os governantes dos países desenvolvidos foram eficientemente subornados por lobistas corruptores contratados pelos magnatas controladores das multinacionais.

Veja os textos:

Estudos anteriores descobriram que algumas empresas transnacionais (de paraísos fiscais) possuem grandes pedaços de economia mundial, mas nesse trabalho feito eles incluíram apenas um número limitado de empresas, omitindo ownerships (proprietários de ações = titulares de participações acionárias) indiretas.

Portanto, tais pesquisadores (anteriores) não poderiam dizer com fidelidade como ficou essa rede econômica global - se está mais ou menos estável, por exemplo, em relação à possibilidade de ocorrerem falências encadeadas = Risco Sistêmico.

Já a equipe de Zurique conseguiu de um banco de dados a listagem de 37 milhões de empresas e seus respectivos investidores (acionistas ou cotistas) em todo o mundo. Dessa listagem a equipe tirou 43.060 empresas transnacionais (provavelmente sediadas em paraísos fiscais) e as suas participações em empresas controladas e coligadas pelo mundo afora.

Em seguida, a equipe de Zurique construiu um modelo (mediante fluxogramas de auditoria analítica) em que as empresas controladoras estruturaram redes de participações societárias em outras empresas, juntamente com a receita operacional das mesmas, para que fosse possível mapear a estrutura do poder de controle econômico global.

O referido trabalho foi publicado na PLoS One, revelando a existência de um núcleo de 1.318 empresas em condições controlar a economia mundial.

Cada uma das 1.318 empresas tinha vínculos diretos com duas ou mais empresas, e, em média, elas estavam ligadas a 20 empresas.

Embora essas empresas representem 20% das receitas operacionais globais, as 1318 empresas aparecem como controladoras, coletivamente, por meio de indiretas participações, da maior parte das grandes empresas do mundo (chamadas de "bluechips" porque são as empresas de primeira linha na economia "real"), o que representa mais de 60% das receitas globais.

Quando a equipe de Zurique conseguiu desembaraçar ainda mais o universo de propriedades (participações societárias majoritárias), encontrou que muitos dos investimentos voltavam (por meio de participações cruzadas ou recíprocas) para uma "super-entidade" (controladora) de 147 empresas ainda mais coesas (partes relacionadas mais próximas), todas de propriedade daquela controladora, participando de outras, que controlavam 40% do total da riqueza na rede.

Usando esse artifício das Participações Recíprocas, "na verdade, menos de 1% das empresas eram capazes de controlar 40% de toda a rede", diz Glattfelder. A maioria dessas offshore eram instituições financeiras.

Veja informações complementares em A Responsabilidade Social dos Bancos Offshore.

NOTA DO COSIFE:

PARTICIPAÇÕES CRUZADAS OU PARTICIPAÇÕES RECÍPROCAS

As Participações Recíprocas são vedadas no Brasil pelo artigo 244 da Lei 6.404/1976 - Lei das Sociedades por Ações.

Mesmo assim sendo, na Privatização da Vale do Rio Doce efetuada durante o Governo FHC, seus adquirentes conseguiram ludibriar os importantes consultores daquele governo. Usaram tal artifício para assumir o controle daquela empresa estatal, que efetivamente não tinham. Depois de descruzadas as participações societárias com a Companhia Siderúrgica Nacional, também privatizada, os auditores chegaram a conclusão de que o controle societário pertencia à PREVI -Fundação de Previdência Privada dos Funcionários do Banco do Brasil.

A NECESSIDADE DO CONTROLE GOVERNAMENTAL

O Banco Central do Brasil, por exemplo, seria obrigado a decretar a Liquidação Extrajudicial dessas instituições financeiras unidas por Participações Cruzadas, tal como fez com o COMIND em 1985.

Veja exemplos dessas ocorrência em Equivalência Patrimonial - Avaliação de Coligadas e Controladas - Participações em Cascata com Participações Recíprocas

FIXAÇÃO DE LIMITES OPERACIONAIS

A extrema intervenção governamental justificou-se pela simples ausência de capital mínimo no conglomerado empresarial e pela consequente falta de Patrimônio de Referência, que é utilizado para efeito do cálculo de limites operacionais.

Com a aplicação desses limites fixados pela autoridade monetária, entre outras regras indispensáveis, é buscada a minimização dos Riscos de Liquidez que geram o chamado de Risco Sistêmico.

Veja outras normas pertinentes em Compliance Officer Gerenciamento de Controles Internos e Riscos de Liquidez.

AS INÓCUAS REGRAS DO ACORDO DA BASILEIA

A grande falha das regras impostas pelo Acordo de Basileia, gerenciado pelo Comitê de Supervisão Bancária sediado na Suíça, é não ter poderes sobre as instituições fantasmas virtualmente sediadas em paraísos fiscais. Elas não estão sujeitas a tais regras, por isso podem livremente praticar o anarquismo em sua essência.

Veja As Inócuas Regras do Comitê de Supervisão Bancária.

OS PRIVILÉGIOS DOS GRANDES BANQUEIROS

Fato interessante aconteceu a partir da mencionada Decretação da Liquidação Extrajudicial do COMIND. As instituições do sistema financeiro passaram a pagar correção monetária sobre empréstimos concedidos pelo governo brasileiro. Antes de novembro de 1985, até os mutuários do SFH - Sistema Financeiro da Habitação popular estavam obrigados a pagar a correção monetária.

Esse acontecimento demonstra a que ponto chega o Poderio dos Detentores do Poder Econômico, conseguindo regalias que não são cedidas aos menos favorecidos..

A IRRESPONSÁVEL ATUAÇÃO DAS AGÊNCIAS DE RATING

Segundo os pesquisadores, entre as 20 principais empresas controladoras da Rede estavam três bancos: ...,  que figuravam e ainda figuram nos meios de comunicação mundial (pasmem!) como importantes Agências de Classificação de Riscos (Agências de Rating).

Veja o texto Agências de Rating Novamente Acusadas pela prática de atos criminosos.

A OPINIÃO DOS GRANDES ESTUDIOSOS DA QUESTÃO

John Driffill , da Universidade de Londres, especialista em macroeconomia, diz que:

"A importância dessa análise não é só para saber se um pequeno número de pessoas controla a economia global, mas sim para saber se elas podem influenciar (insights) na estabilidade econômica mundial."

A equipe Zurique diz que:

A concentração de poder não é boa ou má em si mesmo. Mas, interconexões apertadas (sem rateio dos riscos, como acontece no sistema de seguros privados), concentradas no núcleo do grupo empresarial, poderiam ser fatais, com a ocorrência de falências encadeadas, tal como aconteceu em 2008 e em 1929. Considerando-se o que o mundo deve ter aprendido com a Crise de 2008, essas redes são instáveis ​​(quis dizer: de alto risco).

Glattfelder diz que:

"Se uma [empresa da rede] sofre aflição [insolvência] esta propaga" pela cadeia de credores, caracterizando-se no chamado de "risco sistêmico", a partir de quando ocorre um "efeito dominó" de insolvências encadeadas (como a queda das enfileiradas peças do dominó), que podem resultar em grande surto falências, como tem acontecido neste século XXI.

George Sugihara do Scripps Institution of Oceanography, em La Jolla, Califórnia, um especialista em sistemas complexos que assessorou Deutsche Bank, concorda que:

"É desconcertante ver como as coisas realmente são conectadas [amarradas]".

Yaneer Bar-Yam, chefe do Instituto de Sistemas Complexos da Nova Inglaterra (NECSI), adverte que a análise feita pelos pesquisadores suíços assume como certo que a propriedade de ações (participação societária) equivale a controlar, o que nem sempre é verdade.

Na prática, observa-se que a maioria das ações ou cotas de capital das empresas estão nas mãos de gestores de fundos de investimentos que podem ou não controlar empresas. Muitos desses Gerenciadores de Ativos não sabem o que os executivos daquelas empresas realmente estão fazendo. O impacto deste comportamento sobre o sistema, diz ele, requer uma análise mais aprofundada.

NOTA DO COSIFE:

Torna-se importante destacar que o especialista não levou em consideração o fato de a maioria dos fundos de investimentos administrarem carteiras de investimentos de um único cotista (com cotas ao portador, com o intuito de indiretamente transformar as empresas em sociedades anônimas).

Se grande número de fundos de investimentos têm apenas um cotista, obviamente os gestores destes não têm o poder de agir de forma independente. Apenas são cumpridores de ordens superiores. São corretores de valores ou uma espécie de secretários, mordomos ou capatazes do seu patrão.

Fundamentalmente, identificando a arquitetura do poder econômico global, a análise poderia ajudar a torná-lo mais estável. Ao encontrar os aspectos vulneráveis ​​do sistema, os economistas podem sugerir medidas para prevenir colapsos futuros espalhando-se por toda a economia.

Glattfelder diz que podem ser necessárias regras anti-trust globais (obviamente controladas por um governo central), as quais agora só existem a nível nacional (nos paises), para limitar o excesso  ligações (participações recíprocas ou cruzadas) entre as empresas transnacionais.

Sugihara diz que a análise sugere uma solução possível: as empresas devem ser tributadas por excesso de interconectividade para desencorajar este risco.

NOTA DO COSIFE:

Obviamente o poder de governar o mundo seria atribuído ao FMI - Fundo Monetário Internacional, sob o comando do governo norte-americano que já detém o monopólio da emissão do padrão monetário internacional.

Isto significa que estão querendo perpetuar o Terceiro Mundo como mero fornecer de matérias-primas para os países desenvolvidos.

Por sua vez, o excesso de interconectividade no CARTEL dos magnatas significa que existem participações societárias recíprocas ou cruzadas, as quais significam a ausência de capital.

Essa inexistência de capital ou inexistência de Patrimônio Líquido só pode ser apurada por meio da Consolidação das Demonstrações Contábeis. Então, pergunta-se:

  1. Como tributar uma empresa controladora que não tem patrimônio?
  2. Como será possível efetuar a Consolidação das Demonstrações Contábeis de milhares de empresas de um único conglomerado empresarial?

A Consolidação das Demonstrações Contábeis de milhares de empresas interligadas só seria possível por meio de um sistema semelhante ao SPED - Sistema Público de Escrituração Digital, criado no Governo Lula.

Esse tipo de programa ainda não existe no mundo. É exclusividade brasileira, aventada no início da década de 1990 em cursos ministrados para auditores-fiscais da Receita Federal.

Defendendo os magnatas blindados em paraísos fiscais, Sugihara disse:

Sobre esse fato não vai ser possível dialogar com os manifestantes, por exemplo, do Occupy Wall Street, diante das reivindicações por eles efetuadas, que seria a de intervenção governamental do mercado de capitais. E acrescentou:

-  É improvável que a super-entidade controladora seja o resultado intencional de uma conspiração para dominar o mundo. "Tais estruturas são comuns na natureza", diz Sugihara.

As empresas recém chegadas a rede, conectam-se preferencialmente aos membros altamente conectados. Os magnatas por meio de suas transnacionais compram ações destas por razões comerciais (Cartel = Controle do Mercado), não para dominar o mundo.

NOTA DO COSIFE:

Diante do exposto, até parece que, a formação de gigantesca pirâmide hierárquica para controlar empresas pelo mundo afora, seja  sinônimo zelo, para evitar a concorrência desleal.

Na realidade trata-se de gigantesco Cartel, Conluio ou Coalizão predatória, para que uma minoria possa colecionar riquezas.

Se existem clusters de conectividade [concentração de empresas que se comunicam mediante coalizão ou cartel], o mesmo acontece com a riqueza, diz Dan Braha da NECSI e completa:

"Em modelos similares, o dinheiro flui para os membros mais altamente conectados".

No estudo da equipe de Zurique, diz Sugihara, "há fortes indícios de que simples regras que regem as empresas transnacionais dão origem espontaneamente para grupos altamente conectados".

Ou como Braha coloca: "A alegação do movimento Occupy Wall Street de que 1% das pessoas têm a maior parte da riqueza reflete uma fase lógica da economia de autoconcentração".

NOTA DO COSIFE:

A autoconcentração empresarial é imposta pela teoria neoliberal, que é contrária à existência de controles governamentais.

A grande contradição da teoria neoliberal é que seus defensores acreditam que os mercados têm o poder e a vontade de se autorregular, como se essa autorregulação não fosse em proveito de si mesmos.

A regra geral é: Que se danem as vítimas desse mercado altamente especulativo e excludente.

O verdadeiro intento nesse jogo de cartas marcadas (em que impera a roubalheira) é a Privatização dos Lucros (que ficam para os magnatas) e a Socialização dos Prejuízos (que ficam para o Povo).

Assim, a super-entidade controladora da rede mundial de negócios financeiros e mercantis pode não resultar de conspiração. O que na verdade a equipe Zurique quer saber é se esses todo-poderosos tem condições para o exercício desse poder político de forma concentrada, continua a explicar Braha.

NOTA DO COSIFE:

Logicamente a entidade controladora não é fruto de conspiração e sim deve ser fruto de mera megalomania, mania de grandeza de um ser que se acha superior aos demais e que quer subjugar o mundo aos seus desejos e poderes por mero prazer de escravizar os derrotados, da mesma forma como acontecia na Antiguidade e na Idade Média.

A única diferença é que naqueles tempos era preciso fazer Guerras, tal como ainda insistem em fazer os norte-americanos.

Agora é suficiente usar a diabólica inteligência para formar conglomerados empresariais que possam manipular as cotações nos diversos tipos de mercados, subornar pessoas influentes e assim subjugar os pobres consumidores que passam a trabalhar em regime de semiescravidão.

Estatização Já! Antes que seja tarde.

Continuando:

Driffill sente que um grupo de 147 empresas é demais para se manter um conluio ou uma coalizão, enfim, um cartel.

Braha suspeita que essa rede vai competir (entre si) no mercado. Vai agir em conjunto somente no caso da existência de interesses comuns. Resistindo a alterações na estrutura de rede que sejam na busca do interesse comum.

NOTA DO COSIFE:

Veja na página da Revista New Scientist quais são as 50 primeiras das 147 empresas transnacionais superconectadas. Uma delas quebrou.

A falência do Lehman Brothers na área do crédito Imobiliário levou os Estados Unidos e a Europa a apresentarem as suas respectivas falências econômicas e ainda causou grandes prejuízos a pequenos investidores e aos Fundos de Pensão.